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Posts de abril 2012

Os Vingadores estreia batendo recordes

30 de abril de 2012 1

Mesmo sem ter entrado ainda no circuito comercial dos Estados Unidos, Os Vingadores teve uma estreia retumbante.

Em cartaz desde sexta-feira em 39 países, o filme que concentra o maior número de heróis das HQs da Marvel em uma única produção teria arrecadado, segundo o site Hollywood Reporter, US$ 178,4 milhões.

Mais que a bilheteria acumulada, o que impressiona são os recordes conquistados pelo filme. Por exemplo: Os Vingadores conseguiu estrear em primeiro lugar nos 39 países em que entrou em cartaz.

Além disso, a produção entrou para a história como a que obteve a melhor bilheteria em uma estreia na América Latina, incluindo o México (US$ 15,9 milhões), e com destaque para o Brasil (US$ 11,3 milhões).

Os Vingadores também tornou-se a melhor estreia de um filme de super herois no Reino Unido (US$ 24,7 milhões), e o melhor desempenho de uma produção da Disney em apenas três dias. Ele conseguiu, ainda, US$ 19,7 milhões na Austrália, a segunda melhor estreia de um filme 3D no país.

E os recordes não terminaram por aí. Os Vingadores firmou-se como a melhor estreia da história em mercados asiáticos como os de Taiwan, Hong Kong e Filipinas. A produção também se firmou como a terceira melhor estreia de um filme estrangeiro na Índia.

O filme não chegou, ainda, a 30% do mercado mundial. No pacote, está incluído os Estados Unidos, onde a produção estreia na próxima sexta-feira, a China, a Rússia e o Japão (neste último, Os Vingadores só estreia em agosto).

Crítica de Um Método Perigoso (A Dangerous Method)

27 de abril de 2012 1

Me disseram, certo dia, que qualquer pessoa que quiser ajudar outra a se tratar psicologicamente deve ter, também, um pouco de loucura para resolver. Ou, em outras palavras, que qualquer psicólogo ou psiquiatra deve, em algum momento, precisar de análise também, para enfrentar os seus próprios problemas e/ou demônios.

Impossível não admirar a Freud, um dos grandes nomes das ciências de todos os tempos. Mas mesmo admirando-o, nunca entendi muito bem porque da fixação dele com as questões sexuais. Li algumas teorias a respeito, mas nunca me aprofundei sobre as razões que fizeram ele ir tão fundo apenas nesta direção. Um Método Perigoso (A Dangerous Method) surge para contribuir com estes debates porque ele foca uma amizade entre dois científicos que mudou a história. Fala de Freud e de Jung. Fascinante.

A HISTÓRIA: Dois homens seguram uma mulher descontrolada em uma carruagem. Sabina Spielrein (Keira Knightley) quer sair dali, ela resiste, mas quando a carruagem para, ela é levada para dentro da Clínica Burghölzli na cidade de Zurique, na Suíça, em agosto de 1904. Na manhã seguinte, ela é recepcionada pelo médico Carl Jung (Michael Fassbender), que começa a experimentar com Sabina os métodos de psicanálise de Sigmund Freud (Viggo Mortensen). A proposta de Jung é que ele e a paciente se encontrem quase todos os dias para conversar. Conforme o caso dela vai avançando e o tratamento surte efeito, Jung se arrisca a começar a corresponder-se com Freud. A partir daí, o filme conta a história destes três personagens.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme Um Método Perigoso): O surgimento da psicanálise, momento revolucionário no tratamento dos problemas e dores da mente, é o foco deste filme. A primeira sensação que Um Método Perigoso nos provoca é a da angústia, ao ver Keira Knightley se retorcendo, literalmente, para interpretar a personagem de Sabina Spielrein em sua fase de crise e mesmo depois.

A atriz faz um bom trabalho. Mas continuo achando que esse tipo de papel não é para ela. Senti Knightley um pouco deslocada no papel. Quando você sente o esforço do ator, é porque as coisas não vão bem. Quando assistimos a um ator vivenciando o personagem, tornando-o legítimo, aquele personagem faz sentido. Quando o esforço fica evidente... parece que para o espectador é jogada a outra parte do sacrifício.

Isso acontece com os outros dois atores. Eles estão bem, mas parecem se esforçar em assumir um tom sério e intelectual. Um Método Perigoso tem menos de duas horas, mas parece ter mais. E isso não se deve apenas à densidade do roteiro de Christopher Hampton, inspirado em sua peça The Talking Cure e no livro A Most Dangerous Method, de John Kerr. Parte do esforço que o espectador tem que fazer para continuar interessado na história se deve também pelas interpretações, algumas vezes forçadas.

Mas a história, por si só, é fascinante. E, evidentemente, não cabe em um filme, em uma peça ou em um livro. O surgimento da psicanálise e as relações amistosas e depois de ruptura entre Freud e Jung estão cheias de detalhes que merecem ser conhecidos e, eu diria, estudados.

Um Método Perigoso humaniza os dois ícones da psicanálise e nos faz pensar em como mesmo o mais genial e ousado cientista tem, ele próprio, as suas imperfeições. Se um ícone estivesse alheio a defeitos e problemas, não seria humano, certo? Eu já conhecia um pouco da história de Freud e Jung, mas francamente este filme torna muito mais simples a explicação de pontos fundamentais na vida dos cientista. Para começar, a fixação de Freud pelo que Jung chamou de "interpretação exclusivamente sexual do material clínico" que eles estudavam. (continua... para ler, clique abaixo)

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Veja os trailers de Os Vingadores e outras estreias desta sexta-feira

27 de abril de 2012 0

Os Vingadores

Depois de apresentar um a um seus super-heróis desde o primeiro "Homem de Ferro" em 2008, a Marvel Studios finalmente reuniu sua super-equipe no esperado e impressionante "Os Vingadores", que dá início à temporada primavera-verão hollywoodiana, particularmente rica em superproduções. "Os Vingadores" é dirigido por Joss Whedon, criador da série "Buffy, a Caça Vampiros" e roteirista de "Toy Story".

O roteiro é simples: o superpolicial mundial Nick Fury (Samuel L. Jackson) reúne os super-heróis para derrotar o irmão de Thor, o maléfico Loki, que roubou um cubo com um poder incalculável.

O Príncipe do Deserto

Outra estreia é o longa-metragem O Príncipe do Deserto, que tem como principal atração do ator Antonio Banderas. O filme é uma adaptação, escrita por Menno Meyjes, do livro The Great Thirst, do suíço Hans Reusch, escrito em 1957. No enredo, Antonio Banderas é o líder Nessib. Depois de derrotar Ammar (Mark Strong), ele recebe do perdedor os dois filhos, o qual tem a obrigação de criá-los. Assim, Saleeh (Akin Gazi) e Auda (Tahar Rahim) chega à idade adulta ao lado da Princesa Leyla (Freida Pinto), verdadeira filha de Nassib. No entanto, eles passam a demonstrar diferentes interesses. O objetivo de um deles é voltar para as terras do pai, enquanto o outro só quer saber de ler e conhecer cada vez mais coisas.

Em meio às questões familiares que envolvem a família de Nessib, outro conflito começa a se formar nesta região do Oriente Médio - os reinos são fictícios e ganharam o nome de Hobeika e Salmaah, o Cinturão Amarelo ou o deserto conhecido como a Casa de Alá. Ainda que inventada, a situação inspira-se nos verdadeiro conflitos da região: a busca por novas fontes de petróleo.

Americano


Um Método Perigoso

Com roteiro baseado na peça The Talking Cure, de Christopher Hampton, o filme narra o encontro entre os pais da psicanálise Carlos Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) com a russa Sabina Spielrein (Keira Knightley), que viria a ser uma das primeiras mulheres psicanalistas da história. Sabina é paciente Jung, em Zurique. Diagnosticada como histérica, ela é um caso complicado, com histórico familiar desequilibrado e comportamento destrutivo.

Freud, 40 anos mais velho, é o mentor de Jung. Ambos trocam experiências a respeito do caso, mas também revelam diferenças. Além da idade e religião (Jung era protestante e Freud, judeu), os dois divergem sobre a postura profissional em determinados temas como, por exemplo, a sexualidade.


As Neves do Kilimanjaro

O casal de protagonistas Michel (Jean-Pierre Darroussin) e Marie-Claire (Ariane Ascaride) ganha como prêmio uma viagem ao Kilimanjaro. Dirigido pelo francês Robert Guédiguian, o filme trata o choque de gerações europeu entre a geração estabelecida à base da luta social e os filhos desta geração, crescida com o neoliberalismo rejeitando assistencialismo do estado.

Após se demitido, o líder sindica Michel integra o primeiro grupo. Aposentado à força, não consegue lidar com a nova situação: de operário engajado é quase obrigado a viver como burguês em casa com a mulher. Um dia o casal sofre um assalto violento e a passagem ao Kilimanjaro é roubada. Entre os assaltantes, um adolescente que também foi demitido. Ele representa a outra ponta do conflito de gerações.


Americano

Também francês, o Americano é dirigido por Mathieu Demi. Martin recebeu um telefonema que mudaria muito a sua rotina. Após o comunicado da morte da mãe, ele precisa viajar para os Estados Unidos, onde nasceu, para resolver as questões do enterro e também da herança deixada por ela. É quando ele descobre que sua ausência abriu espaço para que Lola (Salma Hayek), uma dançarina de boate, entrasse na vida de sua própria mãe.

A história de Noé contada por Aronofsky

24 de abril de 2012 0

Depois de ser indicado ao Oscar de melhor diretor pelo retumbante Cisne Negro (Black Swan), Darren Aronofsky faz mais uma aposta alta na carreira. Desta vez ele vai filmar Noah, adaptação da história bíblica da Arca de Noé.

As filmagens do longa começam em julho. Noah deverá ser rodado na Islândia e em Nova York. Para estrelar o filme como Noé, o ator Russell Crowe, de Gladiador e Robin Hood.

Noah será produzido por Scott Franklin e pelo diretor, Aronofsky, ambos da Protozoa Pictures, e por Mary Parent da Disruption Entertainment. Ari Handel, responsável por Cisne Negro, fará a produção executiva de Noah, junto com Arnon Milchan (New Regengy) e Chris Brigham (A Origem). Pela lista, podemos perceber que há muita gente acreditando em Aronofsky.

O projeto é ousado - e as chances são altas do filme ser brilhante ou uma verdadeira bomba. Dificilmente ele conseguirá ficar no meio do caminho entre estes dois extremos.

O roteiro de Noah é de Aronofsky e Ari Handel (que escreveu a história de Fonte da Vida). Depois de concluído, o roteiro da dupla passou por uma revisão de John Logan, indicado três vezes ao Oscar - pelos filmes A Invenção de Hugo Cabret, O Aviador e Gladiador.

Segundo a Paramount Pictures, que prevê lançar Noah nos cinemas no dia 28 de março de 2014, a história do filme se passa "em um mundo devastado pelos pecados humanos". Neste ambiente, Noé recebe "uma missão divina: construir uma arca para salvar a criação do dilúvio que se aproxima".

Outros nomes do elenco ainda não foram confirmados, mas há rumores da participação de Saoirse Ronan e Jennifer Connelly na produção.



Crítica de A Perseguição (The Grey)

20 de abril de 2012 5

O que pode ser pior do que trabalhar em um local inóspito, gelado, cheio de neve por todos os lados e cercado por sujeitos durões, que curtem um bar e uma briga? E se na saída deste local, o avião em que você está cair, em local ainda mais inóspito?

A Perseguição (The Grey) mostra que realidades complicadas podem sempre ficar ainda mais complicadas. No melhor estilo de "nada que está ruim não pode piorar". Um filme angustiante, com um grande ator à frente do elenco, e que segura a tensão até o final. Belo trabalho do diretor Joe Carnahan, que tem um estilo seco e direto. Como uma história assim exige.

A HISTÓRIA: Cenário com montanhas geladas e trilha sonora composta de uivos. Instalações fumegantes, e a voz grave de Ottway (Liam Neeson) fala sobre um trabalho no fim do mundo. Ele se define como "um matador assalariado de uma grande companhia petrolífera". No início, você pensa que ele está fazendo uma fina ironia mas, de fato, ele é um matador. De lobos.

Ottway cuida da segurança dos funcionários da companhia, eliminando os animais ferozes quando eles se aproximam demais. Sujeito cheio de arrependimentos, Ottway segue o seu caminho meio que por inércia, até o dia em que eles tem que sair às pressas do local antes da chegada de uma tempestade de gelo. Eles embarcam em um avião, que sofre um acidente. A partir daí, Ottway e os sobreviventes terão que enfrentar as piores condições e perigos na busca pela sobrevivência.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme A Perseguição): Poucos tem a coragem do diretor e roteirista Joe Carnahan para fazer um filme como este. Porque, pela densidade e desesperança convicta desta produção, ela pode ser tudo, menos um projeto que renderá uma grande bilheteria.

As pessoas não querem saber de filmes como este. Querem assistir a fantasias, ou comédias escrachadas e repetitivas. Tudo que lhes faça esquecer um pouco da dureza de suas próprias realidades. Prova disso são as últimas grandes bilheterias de Hollywood.

Então é preciso ter coragem para fazer um filme como A Perseguição. Porque ele não alivia. Pelo contrário. Vai ficando cada vez mais tenso e forte conforme a história se desenvolve. E a beleza desta produção é que ela não é apenas isso. Um filme sobre situações extremas e o choque entre o homem racional e a sua parte irracional e/ou primitiva.

O protagonista, por exemplo, não é apenas uma figura dura, mas também um homem adulto que é capaz de olhar para o passado e citar a poesia do pai, ter foco em saídas corajosas no presente enquanto ele lembra da voz doce da amada perdida. E não é apenas ele que tem a história destrinchada. Outros personagens que o acompanham também tem suas memórias, temores e momentos de valentia. Esses elementos fazem toda a diferença em A Perseguição.

O cenário do filme parece impossível para qualquer ser humano. E, ainda assim, aquelas pessoas insistem em buscar a vida por lá. Contra todas as adversidades. Essa teimosia mostra a valentia do espírito daquelas pessoas, ou apenas uma falta extrema de alternativas? As duas respostas são válidas. (continua... para ler, clique abaixo)

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Confira as estreias de cinema desta sexta-feira

20 de abril de 2012 0

American Pie - O Reencontro

Na estreia do oitavo filme da franquia, American Pie - O Reencontro traz de volta a mesmíssima fórmula que a consagrou e deu fôlego extra para o gênero na última década. O mais recente filme da série, dirigido por Jon Hurwitz, até tenta adicionar alguma seriedade à trama.

O roteiro, escrito por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, traz a turma dos três primeiros filmes reunida em East Great Falls para o encontro da classe do colegial. Durante o reencontro, os personagens vão descobrindo o que mudou e o que continua o mesmo na vida dos jovens que só queriam perder a virgindade.

A Perseguição

Para os fãs de ação, outra boa estreia desta sexta-feira é A Perseguição, que tem a direção de Joe Carnahan, conhecido por filmes cheios de adrenalina, como Narc (2002). Mesmo com menos tiros e explosões, o novo longa traz muito suspense com a queda de um avião no meio dos desertos gelados do Alasca.

No voo, estavam apenas homens trabalhadores de uma mineradora que se preparavam para voltar para casa após a cansativa jornada de trabalho. Entre eles está Ottway (Liam Neeson), caçador profissional responsável por manter os assustadores lobos da região longe do acampamento dos mineiros. Ottway tem um grande trauma do passado com a ex-companheira (Anne Openshaw), que aparece o tempo todo em seus sonhos.

A realidade, no entanto, é assustadora, e o caçador se vê obrigado a liderar os sobreviventes, perseguidos por lobos assassinos. Liberdades poéticas à parte, A Perseguição atrai não só pela guerra entre animais e humanos, mas pela carga dramática presente no desespero de quem sabe que pode morrer a qualquer hora.

Adorável Pivellina

Rodado totalmente em Roma, na Itália, Adorável Pivellina, de Tizza Covi, apresenta a vida de Patti, uma artista de circo que mora com o marido em num trailer. Seu dia a dia muda completamente quando encontra, num parque aos arredores da cidade, uma garotinha abandonada.

Ela é Asia, de dois anos. Junto com a menina, estava apenas o bilhete da mãe, dizendo que buscaria a filha quando tivesse condições. Patti, Walter, um palhaço alemão e arremessador de facas, e Tairo, filho de um domador de leões, acabam ficando com a garota , que encanta a todos na vizinhança. O filme foi exibido e premiado no Festival de Cannes de 2009.

Flor de Neve e o Leque Secreto

Um idioma mantido em segredo durante milhares de anos é o pano de fundo de Flor de Neve e o Leque Secreto, de Wayne Wang. O romance é sobre duas chinesas cujas vidas são marcadas pela amizade e pelo amor que as unem.

Na China do século 19, iletradas e isoladas do mundo, as mulheres não tinham vontade própria. Algumas, entretanto, falavam uma língua secreta entre si, conhecida como nu shu; a única escrita utilizada exclusivamente por mulheres que se tem notícia na história. Elas pintavam os caracteres nu shu em leques, bordavam-nos em lençóis, e usavam a "escrita feminina" para compor canções e escrever histórias, saindo assim do isolamento para compartilharem seus sonhos e realizações.

Em Flor da Neve e o Leque Secreto, o público é levado em uma viagem para o passado acompanhando a história de Flor de Neve e Lírio durante os casamentos arranjados e as alegrias da maternidade. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong. Com um detalhamento histórico e uma densidade emocional impressionante, o enredo aborda a amizade feminina. No elenco estão Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu e Russell Wong.

Reidy - A Construção de uma Utopia

Reidy - A Construção de uma Utopia, de Ana Maria Magalhães, é um documentário sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy e em 77 minutos apresenta um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira. Nascido em Paris e radicado no Rio de Janeiro, ele se destacou pela primeira vez ao vencer a Bienal de 1953 com o projeto do Conjunto Habitacional do Pedregulho.

Nas décadas seguintes trabalhou em várias obras que moldaram a cidade maravilhosa, como o Museu de Arte Moderna, o aterro e o Parque do Flamengo.

Prêmio incentiva a distribuição fora do país

16 de abril de 2012 0


Trabalhar em Casa recebeu recursos para ser distribuído na França



O que filmes brasileiros como Tropa de Elite, Os Famosos e os Duendes da Morte, Sonhos Roubados, Estômago, As Mães de Chico Xavier e Trabalhar Cansa tem em comum? Todos eles receberam incentivos do Prêmio de Apoio à Distribuição.

A quarta edição do prêmio, organizado pelo Cinema do Brasil, programa de promoção e exportação do cinema brasileiro, está com inscrições abertas até o dia 3 de junho.

Podem participar da disputa filmes produzidos ou representados por empresas associadas ao Cinema do Brasil que terão que ser exibidos em pelo menos cinco cidades do território a ser distribuído ou permanecer em cartaz na mesma cidade estrangeira no mínimo quatro semanas. Outra regra é que a produção não seja lançada com mais de 20 cópias.

A quarta edição do prêmio prevê que 10 longas-metragens recebem US$ 25 mil, cada um, como incentivo para a distribuição fora do país. Os recursos poderão ser utilizados nos custos de P&A (cópias e promoção) no exterior.

Para participar, as distribuidoras interessadas devem preencher formulário no site do Cinema do Brasil e enviar o documento assinado para o e-mail info@cinemadobrasil.gov.br

Também é necessário enviar uma cópia do contrato de distribuição, currículo do distribuidor, orçamento estimado de aplicação do recurso, mais 50% de contrapartida do próprio distribuidor, e o plano de despesas de comercialização.

O programa Cinema do Brasil foi criado pelo Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de SP (Siaesp), tem o patrocínio da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o apoio da Agência Nacional de Cinema (Ancine) e do Ministério das Relações Exteriores (MRE).

Nas edições anteriores do prêmio receberam recursos Tropa de Elite, para o lançamento na Polônia; Os Famosos e os Duendes da Morte, para Portugal, França e Japão; Sonhos Roubados, para a França; Carta para o Futuro, para a Alemanha; Estômago, para Portugal; Era Uma Vez e Lixo Extraordinário, para os Estados Unidos; Nosso Lar, para a África do Sul; As Mães de Chico Xavier, para o Chile; e Trabalhar Cansa, para a França.



"Área Q" retrata alienígenas de maneira espiritualista

13 de abril de 2012 0

Estreando hoje, Área Q, dirigido por Gerson Sanginitto, é um filme que pode conquistar dois públicos em sua passagem pelas salas de cinema do país. O primeiro é o público do gênero ficção científica, com seu roteiro no melhor estilo Arquivo X. O segundo, por incrível que pareça, é o dos filmes espiritualistas, que têm feito sucesso nas salas de exibição brasileiras.

A ideia principal do filme, assistimos há décadas e retorna com frequência: a de que não estamos sozinhos no Universo. Seres evoluídos visitam o planeta e estão por trás de desaparecimentos registrados em todo o mundo.

Viúvo, Thomas Mathews (interpretado pelo norte-americano Isaiah Washington, do seriado Grey’s Anatomy e dos filmes Romeu Deve Morrer, Irmãos de Sangue e Crime Verdadeiro) é um jornalista premiado, cuja vida sofre um grande abalo com o desaparecimento do filho. Deprimido, confuso e com a carreira profissional se desmanchando, recebe uma proposta para voltar ao trabalho – é enviado por uma revista para o Ceará, onde vai investigar aparições de Objetos Voadores Não Identificados nas cidades de Quixadá e Quixeramobim. Por conta da primeira letra dos nomes, o território é conhecido como a Área Q.

Com o auxílio do guia e tradutor Eliosvaldo (Ricardo Conti), Thomas vai conhecendo aos poucos a população e as inacreditáveis histórias que todos parecem ter para contar. A mais impressionante é a do sertanejo João Batista (Murilo Rosa) que foi abduzido não uma, mas duas vezes. Desaparecido, ele aparece em visões para os moradores da região.

– Eliosvaldo e Thomas são uma dupla insólita. Vão visitando as pessoas que teriam tido contato com os seres espaciais, e ficam no meio daquele jogo: é verdade ou encenação? – adianta Conti.

O ator esteve em Florianópolis há 10 dias, com o produtor Halder Gomes, para a pré-estreia do filme, promovida no Cinespaço Beiramar.

Filme contém temas caros aos espiritualistas

A geografia de Quixadá, arenosa e com suas curiosas formações rochosas, é a pista para que o jornalista comece a acreditar que as aparições têm conexões com o sumiço do filho, ocorrido em Los Angeles (EUA). O filme conta com outra personagem intrigante, a repórter Valquiria (Tania Khalill). Ela tenta convencer Mathews de que as aparições são encenadas.

A trama é comum, mas o que se mostra interessante é a diferença de abordagem. A presença do extraordinário não se dá com os seres e os efeitos espetaculares de Hollywood, mas de maneira mais sutil. Os extraterrestres de Área Q preferem sugerir que existem mais como uma força sobre-humana do que como indivíduos. Os efeitos especiais de Mauro Ramos são simples, mas de eficiência admirável – tanto que acabaram destacados pelo produtor Halder Gomes.

– Não é dos monstros de Hollywood que tratamos, mas de seres superiores. Não levantamos nenhuma bandeira, mas é um filme humanista, que trabalha a questão da espiritualidade e passa uma mensagem – explica Halder, que foi codiretor de As Mães de Chico Xavier.

A obra trata de outras questões caras aos espiritualistas, como cura, sonhos e reencarnação.

Há falhas visíveis no roteiro, parte delas fruto da pressa para fazer um filme com orçamento curto (segundo Gomes, não passou de R$ 3,5 milhões). Mas há locações exóticas – os monólitos da região são um dos destaques – e uma capacidade de abordar com leveza um tema nem sempre fácil e agradável: o sobrenatural.


Crítica de À Margem do Lixo

13 de abril de 2012 1

Orgulhosos de seus trabalhos, organizados e militantes. À Margem do Lixo mostra uma ótica diferente dos catadores de materiais recicláveis de São Paulo. Sem narrador - o que reforça ainda mais a ótica dos realizadores - ou dados que revelem a importância daquele coletivo, o filme segue uma linha purista de documentário. Daquelas que conhecemos muito bem: o diretor e o roteirista assumem uma verdade e a perseguem até o final. Um filme interessante, que mostra parte da realidade. Como todo documentário, aliás.

A HISTÓRIA: Barracões. Um catador percorre o caminho entre eles, com o seu carrinho, enquanto um trem passa próximo. Depois, um catador corre e pasa por baixo de uma ponte, mas tem que parar para deixar o trem passar. Corta. A câmera agora mostra catadores com seus carrinhos cheios andando em meio ao trânsito de São Paulo.

Eles se arriscam, mas seguem puxando quantidades incríveis de papelão e de outros produtos recicláveis. Faça chuva, faça sol. Para alguns motoristas, eles são apenas empecilhos, estorvos no trânsito já naturalmente complicado. Eles aparecem também caminhando por calçadas. Pouco a pouco, começando pelo catador conhecido como Bispo, o documentário vai contando a história destas pessoas, homens e mulheres, com um filme totalmente narrado por eles.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu ao filme À Margem do Lixo): Uma realidade pode ser contada de muitas e muitas maneiras. Ainda que qualquer documentário registre o que acontece da forma mais verdadeira possível, sem artifícios, ele se torna apenas um documento de parte de uma realidade mais ampla.

À Margem do Lixo é um filme panfletário. E isso não é ruim. Claramente esta produção defende a categoria dos catadores de lixo, primeiro mostrando a dureza de seu trabalho. Depois, a dignidade daquelas pessoas e o orgulho que elas sentem pelo que fazem. Finalmente, enfoca a organização e as discussões deles como grupos em busca de condições mais dignas.

Entre um argumento e outro, a produção também descola o "trabalho humano" dos catadores daquele "trabalho de máquinas" do processamento daquele material recolhido pelos heróis desta história. De um lado, gente em busca de dignidade. De outro, indústrias sem trabalhadores.

Fica evidente a defesa dos realizadores de que há algo errado nestes extremos. De que falta um pouco de equilíbro na equação, e de repartir mais aquelas "riquezas". O dinheiro parece ser feito por máquinas, em um lirismo mecânico descolado do fim humanitário de todo aquele processo, que deveria ser o de dar oportunidades, comida e estudo para pessoas batalhadoras. (continua... para ler, clique abaixo)

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Crítica de 12 Horas (Gone)

13 de abril de 2012 1

Você sabe o que esperar de um thriller. Suspense, perseguições, adrenalina e alguma surpresa espalhada aqui e ali. 12 Horas (Gone), primeiro filme do brasileiro Heitor Dhalia feito em Hollywood, não escapa da fórmula. Pelo contrário. Segundo o próprio diretor, ele foi feito como mais um produto do gênero. Mesmo que Dhalia tenha seguido ordens e faça um bom trabalho, o problema de 12 Horas é o roteiro. Querendo brincar com lugares-comum, mas sem fazer muita graça, este filme apenas parece uma desculpa para fazer dinheiro. Previsto inicialmente para ser lançado no dia 6 de abril, hoje a assessoria da Paris Filme, distribuidora do filme no Brasil, confirmou que ele será lançado no dia 20 do próximo mês.

A HISTÓRIA: Uma garota, Jill (Amanda Seyfried) caminha por um bosque. Ela tem um mapa nas mãos. A câmera mostra ela riscando mais uma parte percorrida do imenso Forest Park. Vemos que ela percorreu, mais ou menos, metade do território. Ela volta para o carro, e vai para casa. Ela toma um banho, e fala com a irmã, Molly (Emily Wickersham), que está estudando para um exame. A irmã desaprova a ida de Jill ao bosque. Por sua vez, Jill fala algo sobre bebida que nos deixa pensar sobre problemas que a garota pode ter com as bebidas. Molly fala sobre elas saírem em um encontro no final de semana, mas Jill não parece gostar muito da ideia.

Depois, vemos cenas dela lutando com alguém, em uma espécie de pesadelo. Ela vai trabalhar como garçonete com o carro da irmã. Depois do expediente, volta para casa e encontra as coisas da irmã fora do lugar - a cama desarrumada, os livros e papéis que ela estava estudando bagunçados. Ela se desespera, porque acha que Molly foi sequestrada pelo homem que a tinha atacado alguns anos antes. A partir daí, ela empreende uma busca para saber o que aconteceu com Molly.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a 12 Horas): Honestamente, eu esperava um filme pior. Isso não quer dizer que 12 Horas seja bom. Mas como o blog Sala de Cinema foi convidado para o lançamento do filme, me interessei em saber o que a crítica internacional estava falando da produção. E não era muita coisa boa.

Então fui para São Paulo preparada para assistir a uma bomba. E, no final das contas, até que não achei 12 Horas tão ruim quanto os críticos estrangeiros haviam falado. Para início de conversa, como eu disse antes, algo que as pessoas precisam entender é que este filme é totalmente uma produção de gênero. Então sim, você terá a busca clássica por momentos de tensão, pelo suspense e a expectativa de reviravoltas. Como um thriller exige, há também muitas cenas de perseguição, e alguns personagens que podem mostrar-se culpados.

Gostei da direção de Heitor Dhalia. Acho que ele soube utilizar muito bem os recursos que teve à sua disposição. Tecnicamente falando, é um filme bem acabado. Dhalia utiliza muitos recursos de panorâmicas e mantêm a atenção quase todo o tempo nos olhões azuis de Amanda Seyfried. Esses são os seus acertos. Os principais problemas de Gone não residem na direção de Dhalia, mas no roteiro de Allison Burnett.

Li nas notas de produção de 12 Horas que Burnett comentou que escreveu este roteiro praticamente a toque de caixa. Ou seja, que não foi um trabalho que exigiu muito do roteirista. Isso fica evidente. Ele utiliza a velha premissa da "moça traumatizada que parece um tanto desequilibrada e em quem ninguém acredita" como protagonista. A sanidade mental de Jill é um dos elementos fortes do filme. Isso seria interessante, e poderia dar caldo, se fosse explorado de outra forma. (SPOILER - não leia se você não assistiu ao filme). Porque Burnett explora esse possível desequilíbrio de duas formas: mostrando que Jill tomava remédios de uso controlado e que já tinha sido internada em uma instituição psiquiátrica e com ela inventando uma história nova para cada pessoa que ia encontrando na busca pela irmã. (continua... para ler, clique abaixo)

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