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Diário de Um Jornalista Bêbado é uma das estreias de cinema desta sexta-feira

04 de maio de 2012 2

Diário de Um Jornalista Bêbado

Diário de Um Jornalista Bêbado é baseado no romance The Rum Diary, de Hunter S. Thompson. Johnny Depp é Paul Kemp, o repórter que vai a Porto Rico tentar a sorte num jornal decadente. A história passa-se no início dos anos 1960.

Kemp acaba envolvido com um escroque de negócios imobiliários e, acima de tudo, com a namorada do mafioso.

A questão pessoal do personagem de Depp é encontrar “sua própria voz”. Tudo o que escreve lhe parece vindo de um outro, o que é angústia de todo escritor (a sua fantasia fundamental: isso aqui poderia ter sido escrito por qualquer um; eu não estou no texto).

No meio da aventura, sua voz virá “da tinta e da raiva”. E encontrará na pena (ou na máquina de escrever) a arma para fustigar os poderosos do mundo. Entre essas declarações de princípios, o filme respira em cenas engraçadas de bebedeira e piração, luz solar e esplêndidas paisagens.

Anjos da Lei

O seriado que lançou Johnny Depp ao estrelado era uma das atrações quentes do final da década de 1980 no Brasil. Anjos da Lei fez sucesso como folhetim policial, em que jovens tiras norte-americanos trabalhavam infiltrados como alunos em escolas, prevenindo o crime ou impedindo que adolescentes se tornassem presas fáceis para aliciadores.

Quando Depp abandonou a série para filmar Edward Mãos de Tesoura, a tevê perdeu uma interessante atração e o cinema ganhou um superastro. O filme aposta mais no lado humorístico, politicamente incorreto da situação, com piadas escatológicas na medida para sensibilizar o público jovem e adolescente. A história dos dois policiais é contada desde a época do colégio, quando Schmidt (Jonah Hill, de Moneyball), um estudante nerd, é infernizado por Jenko (Channing Tatum), o galã da turma, que não tem nenhuma paciência para os estudos.

Os dois se reencontram anos depois na academia de polícia e acabam se tornando parceiros e amigos. As diferenças entre os dois criam situações cômicas desastradas, enquanto a ação corre solta.


Paraísos Artificiais

Assim como o livro do poeta francês Charles Baudelaire, publicado em 1860, que analisa os efeitos de substâncias psicotrópicas populares entre os jovens da época – haxixe, ópio e vinho -, o primeiro longa de ficção do até então documentarista Marcos Prado recebe o mesmo nome: Paraísos Artificiais. Mas, diferente do livro, no longa, as drogas são pano de fundo de uma história de amor e superação.

Para dar vida a esta história de amor, Nathalia Dill – a Débora da novela das nove, Avenida Brasil – vive Érica, uma DJ com fama e prestígio internacional que se envolve com Nando (Luca Bianchi), que perde tudo pela ilusão de dinheiro fácil, mostrando a realidade de muitos jovens de classe média que se envolvem com o tráfico internacional de drogas sintéticas. Quem une o casal, de uma maneira nada tradicional, é a melhor amiga de Érica, a encantadora e destemida Lara (Lívia de Bueno, atriz que ganhou prestígio ao protagonizar a série Oscar Freire 279, no Multishow).

Fica evidente a paixão que Lara sente por Érica, e as duas acabam se envolvendo além da amizade. Até que, em um festival, encontram Nando e tudo muda. Deste triângulo amoroso resultará uma lição que carregarão para o resto de suas vidas.

(texto por Bárbara Nunes)


Um Homem de Sorte

Mais nova adaptação da obra do escritor Nicholas Sparks para as telas, o filme da vez é Um Homem de Sorte, estrelado por Zac Efron, o astro teen de High School Musical que agora busca papéis mais adultos.

Ele interpreta um fuzileiro naval, o sargento da Marinha dos EUA Logan Thibault. Sobrevive a três missões no Iraque e credita o feito a uma mulher que não conhece, mas cuja fotografia – que encontrou perdida – carrega consigo feito um talismã. De volta aos Estados Unidos, quer encontrá-la. Ao descobrir que seu nome é Beth (Taylor Schilling) e onde ela mora, o sargento aparece em sua porta e acaba por aceitar um emprego em seu canil familiar local.

Apesar da desconfiança inicial de Beth e as complicações em sua vida, um romance acontece entre eles, dando a Logan a esperança de que Beth pode ser muito mais do que seu amuleto da sorte.

O filme tem direção de Scott Hicks. Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1, de acordo com a listagem de vendas de livros do New York Times.


5 Dias sem Nora

Separados há 20 anos, Nora e José (Fernando Lajuan) continuam morando próximos um do outro. Por isso, José não se surpreende quando uma encomenda para ela é entregue na casa dele.

Ao se dirigir ao apartamento da ex-mulher, José descobre que ela finalmente conseguiu se matar, após 14 tentativas.

Como a família da morta é judaica, o enterro não poderá ser feito imediatamente. Serão, portanto, cinco dias sem Nora, como indica o nome do filme mexicano dirigido por Mariana Chenillo. Lançado em 2008, esta comédia discreta chega agora aos cinemas catarinenses.

Nora estava planejando sua morte, mas deixou a vida pessoal em perfeita organização. Deixou cartas para José, para o filho e para a empregada, instruções para preparar o Pessach (Páscoa judaica) com todos os ingredientes identificados. Mas é por acaso que uma fotografia encontrada pelo ex-marido revela um segredo. Enquanto família, amigos e religiosos preparam o sepultamento de Nora, José quer apenas encontrar mais elementos para desvendar o mistério indicado pela a foto reveladora.


Sonhos em Movimento

A coreógrafa Pina Bausch é mais uma vez tema de filme. Depoi de Pina 3D, uma verdadeira homenagem estética à diretora da companhia de dança do Teatro de Wuppertal um segundo longa coloca a figura de Pina como protagonista. Em Sonhos em Movimento, a linguagem é documental, com entrevistas com os dançarinos dirigidos pela coreógrafa alemã.

A direção é de Anne Linsel e Rainer Hoffmann. Ambos trazem ao cinema os bastidores da última direção de Pina, a coreografia Tanzträume. O filme foi gravado em 2008 poucos meses da morte da artista, que morreu em junho de 2009. A imagem de Pina é contruída pelas entrevistas com os dançarinos, adolescentes entre 14 e 18 anos, que não revelam muito além do que se sabe sobre a coreógrafa: ela é exigente e trabalhar em suas coreografias não é nada fácil.

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Comentários (2)

  • Manoella diz: 4 de maio de 2012

    Eu li que Diário de Um Jornalista Bêbado não passará nos cinemas de Santa Catarina. Alguém pode me confirmar essa informação?
    Obrigada.

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