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Camila Pitanga, Marilyn Monroe, Raul Seixas e Mel Gibson estão nas estreias de cinema desta sexta-feiras

19 de maio de 2012 0

Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios

Sétimo longa do diretor Beto Brant, Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios é um projeto da TV Cultura, o título anterior foi rodado todo dentro de um apartamento, sem roteiro prévio, como se fosse um reality show de observação de um relacionamento amoroso.

O apelo de Eu Receberia… está, em primeiro lugar, na escolha de Camila Pitanga (melhor atriz no último Festival do Rio pelo papel) e no seu despudor para encarar a bela, instável e insaciável Lavínia. É o papel da vida da intérprete até aqui conhecida mais pelos trabalhos na tevê do que por suas aparições no cinema _ que abrangem poucas protagonistas. Gustavo Machado, como o fotógrafo Cauby, e Zecarlos Machado, como o pastor Ernani, completam o triângulo amoroso da trama.

Lavínia vive numa pequena cidade amazônica na qual seu marido, Ernani, é referência religiosa. Cauby, que narra a história assumindo o papel de protagonista masculino, é um forasteiro que aparece para fotografar a região e faz dela a sua musa. O caso dos dois tira a mulher do estado de torpor e revira fantasmas de seu passado, que incluem uma vida marginal no Rio de Janeiro e a revelação de uma instabilidade emocional agora mascarada pela vida pacata no interior. O amor, para Lavínia, sempre foi uma maneira de escapar de um contexto perverso _ o que justifica a intensidade do sexo com Cauby.


Plano de Fuga

Dirigido pelo estreante Adrian Grunberg, Plano de Fuga traz Mel Gibson no papel de Driver, um criminoso americano que ultrapassa a fronteira entre Estados Unidos e México durante a fuga de um assalto a banco. Ele acaba preso pelas autoridades mexicanas e enviado para um presídio lotado de bandidos de alta periculosidade e policiais corruptos.

Não bastasse essa experiência, ele acaba se envolvendo com uma família local e se metendo numa grande enrascada em terras estrangeiras pois agora os bandidos querem a pele dele. Para sobreviver na prisão, ele terá que aceitar a ajuda de um garoto de apenas 9 anos (Kevin Hernandez), quem passará informações vitais e o auxiliará a planejar sua fuga. O elenco conta ainda com as presenças de Peter Stormare, Bob Gunton e Dean Norris. Marca a volta de Gibson ao cinema de ação após estrelar o intenso drama Um Novo Despertar, dirigido por Jodie Foster.


Sete Dias com Marilyn

Michelle, viúva do ator Heath Ledger (eles fizeram também o papel de casal em O Segredo de Brokeback Mountain), é a alma do filme interpretando Marilyn Monroe. Mas não é o único motivo para que você veja o longa realizado por Simon Curtis. Kenneth Branagh também foi indicado para o Oscar de coadjuvante(e perdeu). Ele não impressiona menos por sua recriação de Laurence Olivier.

Sete Dias com Marilyn baseia-se no livro The Prince, the Show Girl and Me _ Six Months on the Set with Marilyn and Olivier, obra de memórias do cineasta e aristocrata Colin Clark (1932-2002), publicado no Brasil como Minha Semana com Marilyn (Editora Seoman). Na segunda metade dos anos 1950, Colin foi assistente de Olivier, que realizava com Marilyn, em Londres, seu primeiro filme não shakespeariano. Os anteriores eram adaptações de peças de Shakespeare, tragédias. O Príncipe Encantado é uma comédia.

Biógrafos admitem que Marilyn, que teria iniciado a carreira como garota de programa, era ninfomaníaca. Colin Clark garante que teve um affair com ela. Seu período com Marilyn marcou a perda da inocência (dele). No filme, os mitos são filtrados por seu olhar.


Raul, o Início, o Fim e o Meio

O escritor Paulo Coelho depõe na sua casa, em Zurique (Suíça), e percebe a presença de uma impertinente mosca. “Não vou matar, porque acho interessante…”, pondera, mas não resiste ao impulso e… paf! O mérito do diretor Walter Carvalho em Raul, o Início, o Fim e o Meio, documentário de longas duas horas e meia que estreia hoje nas salas do Estado é deixar em aberto os caminhos para muitos filmes sobre o pai do rock nacional. E desentalar da garganta da plateia o brado “toca Raul”!

No seu todo, Raul… é um desfile de depoimentos de personalidades com velhas opiniões formadas sobre tudo, como Caetano Veloso, Pedro Bial e Nelson Motta. Trechos de entrevistas, imagens de shows, gravações familiares e clipes do cantor se fragmentam, com as músicas, entre as extenuantes entrevistas, muitas injustificáveis a não ser pelo suposto propósito de evitar melindres e a deliberada tentativa de agregar marketing indireto – “como assim, Bial?!”.

Carece de humor, das histórias hilárias, dos causos, do processo criativo e de patifarias que ajudaram a construir a mítica do Maluco Beleza. Nisso, o filme falha também com a memória do cantor. O documentário comete o pecado de ser careta e indulgente, tudo aquilo que seu protagonista mais abominava. A metamorfose não vingou em plenitude na película de Walter Carvalho. A mosca continua na sopa.

(Texto por Marcos Espíndola)

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