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Veja os trailers de Homens de Preto 3 e outras estreias desta sexta-feira

25 de maio de 2012 0

Homens de Preto 3

Depois de uma desastrada sequência em 2002, a franquia Homens de Preto parecia ter secado. Dez anos depois, porém, o diretor Barry Sonnenfeld resolveu colocar de novo em ação os agentes secretos incumbidos de manter na linha a “escória alienígena” na Terra.

O resultado surpreende: a volta dos personagens J e K retoma o pique do filme original e ainda avança muito em relação à produção de 1997. Homens de Preto 3 (2012) estreia hoje em cópias 3D e convencionais, legendadas e dubladas.

Voltar ao passado foi literalmente a solução encontrada pela equipe de roteiristas encabeçada por Etan Cohen para ressuscitar a série. Em Homens de Preto 3, um pavoroso ET chamado Boris, o Animal (Jemaine Clement) foge de uma prisão de segurança máxima na Lua e vai para a Terra disposto a vingar-se do agente K (Tommy Lee Jones), que 40 anos antes impediu que sua espécie invadisse o planeta, arrancou-lhe um braço e ainda trancou-o na cadeia. Graças a uma engenhoca, Boris retorna a 1969 e consegue eliminar o rival, subitamente alterando o presente _ e desnorteando o agente J (Will Smith), que descobre nunca ter trabalhado com K e sequer ter conhecido o parceiro. O esperto J acaba também chegando até a maquininha de tempo e consegue retroceder até as vésperas do acerto de contas de Boris com K, a fim de salvar a vida do companheiro e evitar o ataque alien.

Texto por Roger Lerina


ROH – Macbeth

Duas novidades chegam às telonas hoje. Às 14h, o Cinemark exibe a ópera Macbeth, do compositor italiano Giuseppe Verdi. Nessa exibição a londrina Royal Ópera House (ROH), marca o encerramento da temporada em Santa Catarina. A ópera também será transmitida amanhã, às 18h, e terça-feira, às 19h. No cinema do CIC tem mais estreia: O Homem que Não Dormia, será exibido às 17h.

Em uma das mais modernas casas de ópera da Europa, o ROH faz uma leitura contemporânea dos espetáculos, ampliando seu alcance e atraindo um público de faixa etária variada.

Composta na juventude de Verdi, Macbeth estreou em 1847. A partitura foi modificada pelo compositor em 1864, mantendo-se no repertório dos grandes teatros. Cantada em italiano, a ópera é dividida em quatro atos. Macbeth será interpretado pelo barítono Simon Keenlyside. Banquo é o papel do baixo Raymond Aceto. A soprano Liudmyla Monastryrska interpreta Lady Macbeth. A produção é de Phyllida Lloyd.


As Praias de Agnès

Agnès Varda foi o solitário nome feminino a penetrar no Clube do Bolinha dos diretores da nouvelle vague francesa. Não apenas. Ela foi uma espécie de precursora do movimento com seu filme “La Pointe Courte” (1954), nome de uma localidade à beira-mar, na Riviera, a qual, em meio a uma história de amor, ela registra os hábitos e rostos dos moradores.

De modo que o que se vê é uma sucessão de praias, pelas quais a diretora passou ao longo de sua existência. A praia, claro, tem sentido literal, pois assinala a geografia afetiva da cineasta, mas também valor simbólico do limite, da navegação, da iminência da descoberta. O filme é uma reavaliação subjetiva da diretora, em seus 80 anos de vida, de sua relação com o cinema, desde quando, com “La Pointe Courte”, ela fez-se ao mar.

Varda vai se recordando do passado, falando para a câmera, montando suas instalações pelas praias por onde passa, e, em falta delas, mesmo à margem do Sena. Visita casas onde viveu e foi feliz. Lembra-se da cineasta iniciante, numa França machista, na qual eram raras as mulheres que se dedicavam ao cinema, a não ser se quisessem ser atrizes. Agnès queria dirigir. Nesse primeiro filme, prefiguração da nouvelle vague, que assinala com sucesso sua transição da fotografia para as imagens animadas, Agnès já mostra a característica da sua obra, o gosto pelo real.

E há um espaço especial para o que de mais particular existe em sua vida, o casamento com seu grande amor, o diretor Jacques Démy, para quem fez o belíssimo “Jacquot de Nantes” (1990). Com emoção, ela fala da morte prematura de Démy, atingido pela aids num tempo em que o tratamento da doença era ainda precário.

Original e profunda em seu trabalho, Agnès também o é quando refaz o percurso de sua vida.

Texto por Luiz Zanin Oricchio/AE


Uma Longa Viagem

A diretora Lúcia Murat volta a mexer no passado para contar a história de sua família no documentário Uma Longa Viagem (2011). No entanto, ao levar para o cinema as cartas trocadas com os dois irmãos nas décadas 1960 e 1970, a realizadora não recupera apenas lembranças pessoais _ projeta na tela também a memória do país nos anos de chumbo.

O longa-metragem recebeu o Prêmio da Crítica de Melhor Documentário do último Festival Paulínia de Cinema, além de sair consagrado do Festival de Cinema de Gramado de 2011 com os troféus de melhor filme, ator (Caio Blat), direção de arte, Prêmio do Júri Popular e Prêmio Estudantil. Uma Longa Viagem parte das cartas de Lúcia e dos irmãos para retraçar uma trajetória familiar: a linha dramática é dada pela história do caçula, Heitor, que vai para a Inglaterra em 1969 mandado pela família, preocupada com a possibilidade de que ele também entrasse na luta armada no Brasil, seguindo os passos da irmã _ que acaba sendo presa no Rio pela ditadura. O terceiro vértice é Miguel, esteio do casal de irmãos que viria a se tornar um importante nome da medicina popular no país. O filme costura depoimentos atuais de Miguel com leituras de seus relatos de viagens pelo mundo turbinadas por drogas e contracultura _ dramatizadas pelo ator Caio Blat.

Texto por Roger Lerina

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