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Posts de maio 2012

Branca de Neve moderninha

31 de maio de 2012 1

Espelho, Espelho Meu nem saiu de cartaz ainda e outra versão da história contada pelos irmãos Grimm chega hoje aos cinemas. Branca de Neve e o Caçador traz um trio de peso no topo dos créditos. A "Bella" Kristen Stewart agora é a Branca. Charlize Theron é uma rainha que dispensa espelho para diozer o quanto é bonita. E Chris Hemsworth trocou pelo martelo de Thor pelo machado do caçador.

O caderno Variedades de hoje traz entrevistas com as atrizes principais e um comentário do filme escrito pela repórter Roberta Ávila, que já conferiu tudinho na cabine de imprensa realizada nesta semana, no Cinesystem.

Quer dar uma espiada no trailer?

 

 

Veja os trailers de Homens de Preto 3 e outras estreias desta sexta-feira

25 de maio de 2012 0

Homens de Preto 3

Depois de uma desastrada sequência em 2002, a franquia Homens de Preto parecia ter secado. Dez anos depois, porém, o diretor Barry Sonnenfeld resolveu colocar de novo em ação os agentes secretos incumbidos de manter na linha a "escória alienígena" na Terra.

O resultado surpreende: a volta dos personagens J e K retoma o pique do filme original e ainda avança muito em relação à produção de 1997. Homens de Preto 3 (2012) estreia hoje em cópias 3D e convencionais, legendadas e dubladas.

Voltar ao passado foi literalmente a solução encontrada pela equipe de roteiristas encabeçada por Etan Cohen para ressuscitar a série. Em Homens de Preto 3, um pavoroso ET chamado Boris, o Animal (Jemaine Clement) foge de uma prisão de segurança máxima na Lua e vai para a Terra disposto a vingar-se do agente K (Tommy Lee Jones), que 40 anos antes impediu que sua espécie invadisse o planeta, arrancou-lhe um braço e ainda trancou-o na cadeia. Graças a uma engenhoca, Boris retorna a 1969 e consegue eliminar o rival, subitamente alterando o presente _ e desnorteando o agente J (Will Smith), que descobre nunca ter trabalhado com K e sequer ter conhecido o parceiro. O esperto J acaba também chegando até a maquininha de tempo e consegue retroceder até as vésperas do acerto de contas de Boris com K, a fim de salvar a vida do companheiro e evitar o ataque alien.

Texto por Roger Lerina


ROH - Macbeth

Duas novidades chegam às telonas hoje. Às 14h, o Cinemark exibe a ópera Macbeth, do compositor italiano Giuseppe Verdi. Nessa exibição a londrina Royal Ópera House (ROH), marca o encerramento da temporada em Santa Catarina. A ópera também será transmitida amanhã, às 18h, e terça-feira, às 19h. No cinema do CIC tem mais estreia: O Homem que Não Dormia, será exibido às 17h.

Em uma das mais modernas casas de ópera da Europa, o ROH faz uma leitura contemporânea dos espetáculos, ampliando seu alcance e atraindo um público de faixa etária variada.

Composta na juventude de Verdi, Macbeth estreou em 1847. A partitura foi modificada pelo compositor em 1864, mantendo-se no repertório dos grandes teatros. Cantada em italiano, a ópera é dividida em quatro atos. Macbeth será interpretado pelo barítono Simon Keenlyside. Banquo é o papel do baixo Raymond Aceto. A soprano Liudmyla Monastryrska interpreta Lady Macbeth. A produção é de Phyllida Lloyd.


As Praias de Agnès

Agnès Varda foi o solitário nome feminino a penetrar no Clube do Bolinha dos diretores da nouvelle vague francesa. Não apenas. Ela foi uma espécie de precursora do movimento com seu filme "La Pointe Courte" (1954), nome de uma localidade à beira-mar, na Riviera, a qual, em meio a uma história de amor, ela registra os hábitos e rostos dos moradores.

De modo que o que se vê é uma sucessão de praias, pelas quais a diretora passou ao longo de sua existência. A praia, claro, tem sentido literal, pois assinala a geografia afetiva da cineasta, mas também valor simbólico do limite, da navegação, da iminência da descoberta. O filme é uma reavaliação subjetiva da diretora, em seus 80 anos de vida, de sua relação com o cinema, desde quando, com "La Pointe Courte", ela fez-se ao mar.

Varda vai se recordando do passado, falando para a câmera, montando suas instalações pelas praias por onde passa, e, em falta delas, mesmo à margem do Sena. Visita casas onde viveu e foi feliz. Lembra-se da cineasta iniciante, numa França machista, na qual eram raras as mulheres que se dedicavam ao cinema, a não ser se quisessem ser atrizes. Agnès queria dirigir. Nesse primeiro filme, prefiguração da nouvelle vague, que assinala com sucesso sua transição da fotografia para as imagens animadas, Agnès já mostra a característica da sua obra, o gosto pelo real.

E há um espaço especial para o que de mais particular existe em sua vida, o casamento com seu grande amor, o diretor Jacques Démy, para quem fez o belíssimo "Jacquot de Nantes" (1990). Com emoção, ela fala da morte prematura de Démy, atingido pela aids num tempo em que o tratamento da doença era ainda precário.

Original e profunda em seu trabalho, Agnès também o é quando refaz o percurso de sua vida.

Texto por Luiz Zanin Oricchio/AE


Uma Longa Viagem

A diretora Lúcia Murat volta a mexer no passado para contar a história de sua família no documentário Uma Longa Viagem (2011). No entanto, ao levar para o cinema as cartas trocadas com os dois irmãos nas décadas 1960 e 1970, a realizadora não recupera apenas lembranças pessoais _ projeta na tela também a memória do país nos anos de chumbo.

O longa-metragem recebeu o Prêmio da Crítica de Melhor Documentário do último Festival Paulínia de Cinema, além de sair consagrado do Festival de Cinema de Gramado de 2011 com os troféus de melhor filme, ator (Caio Blat), direção de arte, Prêmio do Júri Popular e Prêmio Estudantil. Uma Longa Viagem parte das cartas de Lúcia e dos irmãos para retraçar uma trajetória familiar: a linha dramática é dada pela história do caçula, Heitor, que vai para a Inglaterra em 1969 mandado pela família, preocupada com a possibilidade de que ele também entrasse na luta armada no Brasil, seguindo os passos da irmã _ que acaba sendo presa no Rio pela ditadura. O terceiro vértice é Miguel, esteio do casal de irmãos que viria a se tornar um importante nome da medicina popular no país. O filme costura depoimentos atuais de Miguel com leituras de seus relatos de viagens pelo mundo turbinadas por drogas e contracultura _ dramatizadas pelo ator Caio Blat.

Texto por Roger Lerina

Camila Pitanga, Marilyn Monroe, Raul Seixas e Mel Gibson estão nas estreias de cinema desta sexta-feiras

19 de maio de 2012 0

Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios

Sétimo longa do diretor Beto Brant, Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios é um projeto da TV Cultura, o título anterior foi rodado todo dentro de um apartamento, sem roteiro prévio, como se fosse um reality show de observação de um relacionamento amoroso.

O apelo de Eu Receberia... está, em primeiro lugar, na escolha de Camila Pitanga (melhor atriz no último Festival do Rio pelo papel) e no seu despudor para encarar a bela, instável e insaciável Lavínia. É o papel da vida da intérprete até aqui conhecida mais pelos trabalhos na tevê do que por suas aparições no cinema _ que abrangem poucas protagonistas. Gustavo Machado, como o fotógrafo Cauby, e Zecarlos Machado, como o pastor Ernani, completam o triângulo amoroso da trama.

Lavínia vive numa pequena cidade amazônica na qual seu marido, Ernani, é referência religiosa. Cauby, que narra a história assumindo o papel de protagonista masculino, é um forasteiro que aparece para fotografar a região e faz dela a sua musa. O caso dos dois tira a mulher do estado de torpor e revira fantasmas de seu passado, que incluem uma vida marginal no Rio de Janeiro e a revelação de uma instabilidade emocional agora mascarada pela vida pacata no interior. O amor, para Lavínia, sempre foi uma maneira de escapar de um contexto perverso _ o que justifica a intensidade do sexo com Cauby.


Plano de Fuga

Dirigido pelo estreante Adrian Grunberg, Plano de Fuga traz Mel Gibson no papel de Driver, um criminoso americano que ultrapassa a fronteira entre Estados Unidos e México durante a fuga de um assalto a banco. Ele acaba preso pelas autoridades mexicanas e enviado para um presídio lotado de bandidos de alta periculosidade e policiais corruptos.

Não bastasse essa experiência, ele acaba se envolvendo com uma família local e se metendo numa grande enrascada em terras estrangeiras pois agora os bandidos querem a pele dele. Para sobreviver na prisão, ele terá que aceitar a ajuda de um garoto de apenas 9 anos (Kevin Hernandez), quem passará informações vitais e o auxiliará a planejar sua fuga. O elenco conta ainda com as presenças de Peter Stormare, Bob Gunton e Dean Norris. Marca a volta de Gibson ao cinema de ação após estrelar o intenso drama Um Novo Despertar, dirigido por Jodie Foster.


Sete Dias com Marilyn

Michelle, viúva do ator Heath Ledger (eles fizeram também o papel de casal em O Segredo de Brokeback Mountain), é a alma do filme interpretando Marilyn Monroe. Mas não é o único motivo para que você veja o longa realizado por Simon Curtis. Kenneth Branagh também foi indicado para o Oscar de coadjuvante(e perdeu). Ele não impressiona menos por sua recriação de Laurence Olivier.

Sete Dias com Marilyn baseia-se no livro The Prince, the Show Girl and Me _ Six Months on the Set with Marilyn and Olivier, obra de memórias do cineasta e aristocrata Colin Clark (1932-2002), publicado no Brasil como Minha Semana com Marilyn (Editora Seoman). Na segunda metade dos anos 1950, Colin foi assistente de Olivier, que realizava com Marilyn, em Londres, seu primeiro filme não shakespeariano. Os anteriores eram adaptações de peças de Shakespeare, tragédias. O Príncipe Encantado é uma comédia.

Biógrafos admitem que Marilyn, que teria iniciado a carreira como garota de programa, era ninfomaníaca. Colin Clark garante que teve um affair com ela. Seu período com Marilyn marcou a perda da inocência (dele). No filme, os mitos são filtrados por seu olhar.


Raul, o Início, o Fim e o Meio

O escritor Paulo Coelho depõe na sua casa, em Zurique (Suíça), e percebe a presença de uma impertinente mosca. "Não vou matar, porque acho interessante...", pondera, mas não resiste ao impulso e... paf! O mérito do diretor Walter Carvalho em Raul, o Início, o Fim e o Meio, documentário de longas duas horas e meia que estreia hoje nas salas do Estado é deixar em aberto os caminhos para muitos filmes sobre o pai do rock nacional. E desentalar da garganta da plateia o brado "toca Raul"!

No seu todo, Raul... é um desfile de depoimentos de personalidades com velhas opiniões formadas sobre tudo, como Caetano Veloso, Pedro Bial e Nelson Motta. Trechos de entrevistas, imagens de shows, gravações familiares e clipes do cantor se fragmentam, com as músicas, entre as extenuantes entrevistas, muitas injustificáveis a não ser pelo suposto propósito de evitar melindres e a deliberada tentativa de agregar marketing indireto - "como assim, Bial?!".

Carece de humor, das histórias hilárias, dos causos, do processo criativo e de patifarias que ajudaram a construir a mítica do Maluco Beleza. Nisso, o filme falha também com a memória do cantor. O documentário comete o pecado de ser careta e indulgente, tudo aquilo que seu protagonista mais abominava. A metamorfose não vingou em plenitude na película de Walter Carvalho. A mosca continua na sopa.

(Texto por Marcos Espíndola)

Confira os trailers das estreias de cinema desta sexta-feira

11 de maio de 2012 1

A Vida em Um Dia

Um destaque da edição 2011 do Sundance, A Vida em Um Dia é um longa colaborativo do escocês Kevin McDonald _ diretor de diversos documentários e de Intrigas de Estado, produção de 2009 estrelada por Russell Crowe e Ben Affleck _ foi realizado via YouTube. O filme também está disponibilizado gratuitamente no portal de vídeos (www.youtube.com/user/lifeinaday) e, como diz o título, mostra a vida de pessoas comuns que se dispuseram a atender ao chamado de McDonald e enviar vídeos documentando o que fizeram no dia 24 de julho de 2010.

O realizador recebeu 4,5 mil horas de material, enviado por 80 mil pessoas. Pessoas de todo o mundo filmaram sua rotina e responderam a quatro perguntas: "como foi o seu dia em 24 de julho de 2010?", "o que você carregava nos bolsos?", "o que você amava?" e "do que tinha medo naquela data?". Depois, o material foi postado no YouTube. Entre as várias histórias de A Vida em um Dia, chamam a atenção a de um garoto que leva um fora de sua grande paixão, a de uma mãe na luta contra o câncer e a do homem que pede a namorada em casamento.


Amor e Dor

Eleito pelo júri, o longa-metragem francês Amor e Dor, do diretor chinês Lou Ye, foi o grande vencedor do prêmio Coruja de Ouro 2012, na segunda edição do Cinerama.BC, realizado no mês passado em Balneário Camboriú.

Estudante estrangeira em Paris, a chinesa Hua (Corinne Yam) acaba de sair de um intenso relacionamento, em que foi deixada pelo antigo amante. Desolada, vaga pelas ruas da capital da França até que conhece Mathieu (Tahar Rahim). O primeiro encontro dos dois já deixa suas marcas, mas algo ainda mais sério viria com o tempo. Hua, amedrontada, pensa em voltar ao seu país de origem, mas não será fácil abandonar Mathieu.


Piratas Pirados!

Mais de uma década depois de codirigir A Fuga das Galinhas (2000), o inglês Peter Lord volta a meter a mão na massinha com Piratas Pirados! (2012). A divertida animação em stop-motion coloca a tripulação de um navio de corsários em contato com figuras históricas como a Rainha Victoria e Charles Darwin. O filme estreia hoje em cópias em 3D e convencionais, apenas em versões dubladas.

Baseado em uma coleção de livros do romancista britânico Gideon Defoe, Piratas Pirados! acompanha a tentativa do atrapalhado Capitão Pirata (voz de Hugh Grant na versão em inglês) de sair da maré de azar e derrotar os rivais Black Bellamy e Cutlass Liz na disputa pelo troféu de Pirata do Ano. Na versão original, o filme conta com as vozes de Jeremy Piven, Salma Hayek, David Tennant e Imelda Staunton.

Além dos caprichados detalhes dos cenários e dos personagens, o filme destaca-se pela graça do roteiro e pelas piadas com referências culturais e históricas, que divertem tanto os pequenos quanto os grandes da plateia _ como o espanto do Capitão diante da semelhança do pai da Teoria da Evolução com o esperto Bobo, símio que se comunica por meio de palavras em cartelas.


A Árvore do Amor

Com muito romance e uma pitada de política, A Árvore do Amor apresenta a história de Jing, uma jovem estudante enviada, em meio à Revolução Cultural, para se reeducar em uma remota aldeia. O filme é de Zhang Yimou, com Zhou Dongyu e Dou Shawn.

Mais popular cineasta chinês em atividade, Zhang Yimou pode não contar tanto com o prestígio autoral que contava nos anos 1980 e 1990, quando assinou filmes como Sorgo Vermelho, Lanternas Vermelhas e Nenhum a Menos.

Mas um filme seu é sempre um espetáculo, nem que seja apenas visual.

Em tom de melodrama romântico, o diretor apresenta a saga de um amor proibido aos moldes do clássico Romeu e Julieta. A Árvore do Amor é ambientado nos anos 1960 e 1970, em meio à Revolução Cultural promovida por Mao Tsé-Tung na China. Filha de intelectuais perseguidos e presos pelo partido, a jovem e pobre estudante Jing (vivida pela estreante Zhou Dongy) é enviada a um campo de reeducação para ser " descontaminada" das aspirações burguesas. Do seu sucesso vai depender a reabilitação e o sustento seu e de toda a sua família.

Em meio a trabalhos e estudos numa região rural, a garota conhece Sun (Shawn Dou), abastado, para os padrões daquele realidade, filho de um militar. Entre eles, surge uma atração que vira paixão, e a relação tem como barreiras as diferenças sociais e ideológicas e o fato de a família de Sun ter planejado o casamento dele com outra moça. Os jovens alimentam seu amor proibido e secreto com encontros às escondidas que culminam em um grande drama.


O Corvo

Em O Corvo, de James McTeigue, o poeta Edgar Allan Poe (interpretado por John Cusack) persegue um serial killer que se inspira em suas obras para cometer assassinatos. O suspense, dirigido por James McTeigue _ de V de Vingança, Ninja Assassino _, fala sobre a caça a um serial killer.

O filme se passa em 1849. Poe se associa ao detetive Emmett Fields (Luke Evans) para encontrar o autor de uma série de assassinatos brutais. O trabalho do escritor serve de base ao homicida. O elenco é formado por Alice Eve (Sex and the City 2), Brendan Gleeson (In Bruges) e Oliver Jackson-Cohen (Faster). O roteiro é de Hannah Shakespeare (Obsessão,Ghost Whisperer) e Ben Livingston.


O Exótico Hotel Marigold

A história da comédia romântica O Exótico Hotel Marigold é curiosa: sete ingleses por volta dos 70 decidem "terceirizar" a terceira idade em rupias e embarcam com suas malinhas, passado e dor nos ossos para a Índia.

A nova vida no país asiático e seus percalços são a matéria-prima do filme. Dirigido por John Madden (de Shakespeare Apaixonado), o elenco é uma constelação liderada por Judi Dench, Tom Wilkinson e Maggie Smith. Dev Patel (de Quem Quer Ser Um Milionário?) faz o gerente do sonhado refúgio para "idosos e formosos".

As definições de idade e maturidade se dissipam nas circunstâncias que os hóspedes do Marigold encontram e, ao encarar um possível recomeço, eles reagem como adolescentes.

No mais que exótico hotel indiano, cada personagem trata essa possibilidade remexendo na bagagem que juntou na vida e se livrando do que mais pesa nela. Evelyn (Judi Dench), que acabou de enviuvar e descobrir que o marido só lhe deixou dívidas, vai trabalhar pela primeira vez e também vira blogueira. A situação financeira da amargurada Muriel (Maggie Smith) só pode cobrir a cirurgia que ela precisa no país que, visto através da sua xenofobia, é o próprio inferno.

Crise, que crise? Os Vingadores arrasa nos EUA

07 de maio de 2012 0

Mesmo o mais otimista executivo da Marvel, da Paramount ou da Albuquerque não poderia esperar um resultado tão retumbante.

Os Vingadores estreou na última sexta-feira, nos Estados Unidos, e arrecadou, até o domingo, espantosos US$ 200,3 milhões. Bilheteria que poucos filmes alcançam depois de meses em exibição.

Com esta bilheteria, Os Vingadores tornou-se o filme mais bem-sucedido no final de semana de estreia da história. Desbancou o recordista anterior, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, que tinha conseguido US$ 169,2 milhões nos EUA no primeiro final de semana de exibição.

Além deste impressionante recorde - e dos anteriores, citados na semana passada -, Os Vingadores conquistou alguns outros. Por exemplo, ele firmou-se como a produção que mais rapidamente atingiu as marcas de US$ 100 milhões, US$ 150 milhões e US$ 200 milhões na história.

Também foi o filme que conseguiu as maiores bilheterias para um sábado (US$ 69,7 milhões) e para um domingo (US$ 50,1 milhões) nos Estados Unidos. Os Vingadores firmou-se ainda como o filme estadunidense com o melhor resultado por sala de cinema da história, com a média de US$ 46.057 por local de exibição.

Segundo os especialistas que acompanham as bilheterias dos Estados Unidos, o sucesso de Os Vingadores tem a ver com uma eficaz e extensa campanha de marketing iniciada em 2008 com a aparição do personagem Nick Fury no final de Homem de Ferro. Essa expectativa foi reforçada no ano passado, com o lançamento de Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador.

Além dos fãs das HQs e destes outros filmes com os seus heróis, Os Vingadores teria chegado a um público que não estava familiarizado com estes personagens através de uma campanha eficaz e massiva da Disney, distribuidora da produção. Ajudou no resultado o fato de Os Vingadores estrear em um número recorde de salas de cinema.

O perfil do espectador que foi conferir Os Vingadores, nos Estados Unidos, é de jovens de até 25 anos de idade, 60% deles, homens. Os cinemas 3D foram responsáveis por 52% do resultado do filme no final de semana. A dúvida agora é até que patamar de bilheteria Os Vingadores chegará.



Crítica de Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary)

04 de maio de 2012 0

Diz a lenda que todo jornalista que se preze tem que ser bom de copo. Em outras palavras, deve beber bem - ou fumar, pelo menos, porque algum vício básico o jornalista deve ter. Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) resgata esta lenda e se aprofunda nela através da história do jornalista Paul Kemp, interpretado por Johnny Depp.

Quem acompanha a carreira do ator verá muitos pontos em comum entre Diário de Um Jornalista Bêbado e o ótimo Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas), de 1998, dirigido por Terry Gilliam. Algo explica essa lembrança evidente: Diário de Um Jornalista Bêbado é inspirado no livro de Hunter S. Thompson, o mesmo autor da obra que inspirou Gilliam. O problema deste novo filme de Depp é que ele não é melhor que o filme de Gilliam. Só mesmo os jornalistas para se identificarem com esta produção e achá-la (talvez) interessante acima da média.

A HISTÓRIA: Um avião de acrobacias vermelho percorre o céu de Porto Rico, em 1960. Ele carrega uma faixa que dá as boas vindas para a Union Carbide. O jornalista Paul Kemp (Johnny Depp) acorda com o barulho do avião no hotel em que está hospedado, recebe o café da manhã e sai para falar com o editor chefe do jornal San Juan Star, Edward J. Lotterman (Richard Jenkins).

Mesmo não causando uma boa impressão, Kemp é contratado. Sua primeira missão é escrever o horóscopo diário do jornal. Pouco a pouco, ele vai adentrando na realidade de Porto Rico, mesmo sem falar espanhol, e é convocado pelo consultor de relações públicas Hal Sanderson (Aaron Eckhart), a emprestar o seu talento literário para um projeto de convencimento social de grupos imobiliários poderosos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Diário de Um Jornalista Bêbado): Não tenho dúvidas que este filme afetará os seus distintos públicos de maneiras muito diferentes. Terá um impacto para os jornalistas, especialmente os da "velha guarda". E terá um efeito muito mais suave para os que não vivem os prazeres e agruras desta profissão.

Diário de Um Jornalista Bêbado, como o nome sugere, mostra a rotina de pessoas habituadas a beber muito. De entornar copos e copos - de cerveja e, principalmente, de rum. Afinal, estamos falando de Porto Rico, um país que é considerado um "Estado livre associado", ou seja, não é totalmente independente e nem mesmo uma parte integral dos Estados Unidos (em outras palavras, não é um dos estados dos EUA).

A história conta que Porto Rico foi conquistado pela Espanha em 1493. Em 1898, o país foi cedido para os Estados Unidos. Cem anos depois, um referendo decidiu que Porto Rico seguiria no meio do caminho entre ser independente e fazer parte integralmente dos Estados Unidos.

Desde 1917, quem nasce no país é considerado cidadão estadunidense. Mas pelo fato de Porto Rico não fazer parte da União de estados do país, seus cidadãos não podem votar para presidente, mas podem ajudar a eleger os vencedores das eleições primárias. Confuso, não?

Pois Diário de Um Jornalista Bêbado mostra esta confusão entre uma identidade própria de Porto Rico e sua forte dependencia dos Estados Unidos - ao ponto do país ser visto como um reduto de férias para os aposentados da classe média dos EUA. (continua... para ler, clique abaixo)

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Diário de Um Jornalista Bêbado é uma das estreias de cinema desta sexta-feira

04 de maio de 2012 2

Diário de Um Jornalista Bêbado

Diário de Um Jornalista Bêbado é baseado no romance The Rum Diary, de Hunter S. Thompson. Johnny Depp é Paul Kemp, o repórter que vai a Porto Rico tentar a sorte num jornal decadente. A história passa-se no início dos anos 1960.

Kemp acaba envolvido com um escroque de negócios imobiliários e, acima de tudo, com a namorada do mafioso.

A questão pessoal do personagem de Depp é encontrar "sua própria voz". Tudo o que escreve lhe parece vindo de um outro, o que é angústia de todo escritor (a sua fantasia fundamental: isso aqui poderia ter sido escrito por qualquer um; eu não estou no texto).

No meio da aventura, sua voz virá "da tinta e da raiva". E encontrará na pena (ou na máquina de escrever) a arma para fustigar os poderosos do mundo. Entre essas declarações de princípios, o filme respira em cenas engraçadas de bebedeira e piração, luz solar e esplêndidas paisagens.

Anjos da Lei

O seriado que lançou Johnny Depp ao estrelado era uma das atrações quentes do final da década de 1980 no Brasil. Anjos da Lei fez sucesso como folhetim policial, em que jovens tiras norte-americanos trabalhavam infiltrados como alunos em escolas, prevenindo o crime ou impedindo que adolescentes se tornassem presas fáceis para aliciadores.

Quando Depp abandonou a série para filmar Edward Mãos de Tesoura, a tevê perdeu uma interessante atração e o cinema ganhou um superastro. O filme aposta mais no lado humorístico, politicamente incorreto da situação, com piadas escatológicas na medida para sensibilizar o público jovem e adolescente. A história dos dois policiais é contada desde a época do colégio, quando Schmidt (Jonah Hill, de Moneyball), um estudante nerd, é infernizado por Jenko (Channing Tatum), o galã da turma, que não tem nenhuma paciência para os estudos.

Os dois se reencontram anos depois na academia de polícia e acabam se tornando parceiros e amigos. As diferenças entre os dois criam situações cômicas desastradas, enquanto a ação corre solta.


Paraísos Artificiais

Assim como o livro do poeta francês Charles Baudelaire, publicado em 1860, que analisa os efeitos de substâncias psicotrópicas populares entre os jovens da época - haxixe, ópio e vinho -, o primeiro longa de ficção do até então documentarista Marcos Prado recebe o mesmo nome: Paraísos Artificiais. Mas, diferente do livro, no longa, as drogas são pano de fundo de uma história de amor e superação.

Para dar vida a esta história de amor, Nathalia Dill - a Débora da novela das nove, Avenida Brasil - vive Érica, uma DJ com fama e prestígio internacional que se envolve com Nando (Luca Bianchi), que perde tudo pela ilusão de dinheiro fácil, mostrando a realidade de muitos jovens de classe média que se envolvem com o tráfico internacional de drogas sintéticas. Quem une o casal, de uma maneira nada tradicional, é a melhor amiga de Érica, a encantadora e destemida Lara (Lívia de Bueno, atriz que ganhou prestígio ao protagonizar a série Oscar Freire 279, no Multishow).

Fica evidente a paixão que Lara sente por Érica, e as duas acabam se envolvendo além da amizade. Até que, em um festival, encontram Nando e tudo muda. Deste triângulo amoroso resultará uma lição que carregarão para o resto de suas vidas.

(texto por Bárbara Nunes)


Um Homem de Sorte

Mais nova adaptação da obra do escritor Nicholas Sparks para as telas, o filme da vez é Um Homem de Sorte, estrelado por Zac Efron, o astro teen de High School Musical que agora busca papéis mais adultos.

Ele interpreta um fuzileiro naval, o sargento da Marinha dos EUA Logan Thibault. Sobrevive a três missões no Iraque e credita o feito a uma mulher que não conhece, mas cuja fotografia - que encontrou perdida - carrega consigo feito um talismã. De volta aos Estados Unidos, quer encontrá-la. Ao descobrir que seu nome é Beth (Taylor Schilling) e onde ela mora, o sargento aparece em sua porta e acaba por aceitar um emprego em seu canil familiar local.

Apesar da desconfiança inicial de Beth e as complicações em sua vida, um romance acontece entre eles, dando a Logan a esperança de que Beth pode ser muito mais do que seu amuleto da sorte.

O filme tem direção de Scott Hicks. Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1, de acordo com a listagem de vendas de livros do New York Times.


5 Dias sem Nora

Separados há 20 anos, Nora e José (Fernando Lajuan) continuam morando próximos um do outro. Por isso, José não se surpreende quando uma encomenda para ela é entregue na casa dele.

Ao se dirigir ao apartamento da ex-mulher, José descobre que ela finalmente conseguiu se matar, após 14 tentativas.

Como a família da morta é judaica, o enterro não poderá ser feito imediatamente. Serão, portanto, cinco dias sem Nora, como indica o nome do filme mexicano dirigido por Mariana Chenillo. Lançado em 2008, esta comédia discreta chega agora aos cinemas catarinenses.

Nora estava planejando sua morte, mas deixou a vida pessoal em perfeita organização. Deixou cartas para José, para o filho e para a empregada, instruções para preparar o Pessach (Páscoa judaica) com todos os ingredientes identificados. Mas é por acaso que uma fotografia encontrada pelo ex-marido revela um segredo. Enquanto família, amigos e religiosos preparam o sepultamento de Nora, José quer apenas encontrar mais elementos para desvendar o mistério indicado pela a foto reveladora.


Sonhos em Movimento

A coreógrafa Pina Bausch é mais uma vez tema de filme. Depoi de Pina 3D, uma verdadeira homenagem estética à diretora da companhia de dança do Teatro de Wuppertal um segundo longa coloca a figura de Pina como protagonista. Em Sonhos em Movimento, a linguagem é documental, com entrevistas com os dançarinos dirigidos pela coreógrafa alemã.

A direção é de Anne Linsel e Rainer Hoffmann. Ambos trazem ao cinema os bastidores da última direção de Pina, a coreografia Tanzträume. O filme foi gravado em 2008 poucos meses da morte da artista, que morreu em junho de 2009. A imagem de Pina é contruída pelas entrevistas com os dançarinos, adolescentes entre 14 e 18 anos, que não revelam muito além do que se sabe sobre a coreógrafa: ela é exigente e trabalhar em suas coreografias não é nada fácil.

O novo trailer de Batman esquenta a disputa de HQs

02 de maio de 2012 0

Na estratégia dos grandes estúdios de Hollywood, nada é por acidente. Cada movimento é bem planejado. Dito isso, vamos ao novo - o terceiro - trailer do aguardado Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises):



E por que o comentário anterior, de que nada em Hollywood ocorre por acidente?

Elementar, caros leitores. A DC Entertainment e a Warner Bros. Pictures, junto com as produtoras Legendary e Syncopy, lançaram este novo trailer do aguardado filme do maior herói da DC Comics, o Batman, justamente alguns dias antes de Os Vingadores estrear nos Estados Unidos. Espertos.

A história do novo filme estrelado por Batman promete porque fecha o ciclo dirigido e escrito por Christopher Nolan e iniciado com Batman Begins em 2005.

Esta trilogia, que teve, na sequência, o premiado e elogiado Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008) e, agora, O Cavaleiro das Trevas Ressurge, foi a mais bem-sucedida do herói das HQs.

Primeiro, pelos filmes anteriores terem sido indicados e, no caso de O Cavaleiro das Trevas, vencedor de estatuetas do Oscar.

Depois, pelas bilheterias. Batman Begins, que teria custado cerca de US$ 150 milhões, faturou pouco mais de US$ 205,3 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado ficou um pouco abaixo do Batman de 1989, que faturou US$ 251,2 milhões. A segunda parte da trilogia, Batman - O Cavaleiro das Trevas, custou aproximadamente US$ 185 milhões e conseguiu, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 533,3 milhões.

Este novo filme estrelado por Batman será o sétimo da grife. E tem tudo para tornar-se a melhor bilheteria do herói nos cinemas - especialmente após o êxito do filme anterior. Saberemos se essa aposta está certa a partir do dia 27 de julho, quando o novo filme de Batman deverá estrear nos cinemas.

A história de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge se passa em Gotham City oito anos depois do herói ter vencido o vilão Duas Caras. Desta vez, ele terá que enfrentar a a Bane (Tom Hardy) e ao supervilão Ra's Al Ghul (Liam Neeson). No elenco, além do inevitável Christian Bale, estão Joseph Gordon-Levit (como o agente John Blake), Anne Hathaway (Selina Kyle, identidade civil da Mulher-Gato), Gary Oldman (o comissário Jim Gordon), Marion Cotillard (como Miranda Tate, executiva da Wayne Enterprises), Morgan Freeman (o administrador Lucius Fox), Juno Temple (Holly Robinson), Michael Caine (o mordomo Alfred Pennyworth), entre outros.

Se você é fã do herói mascarado, confira os outros dois trailers divulgados até o momento deste novo filme: