Por Guilherme Lira
O filme deveria se chamar O Cavaleiro das Trevas Aparece (de vez em quando), isso porque todo mundo é mais herói do que o Batman no último longa da trilogia de Christopher Nolan. Não que o filme seja ruim, muito pelo contrário, é aquele “filmão” que faz valer a pena ir ao cinema. Mas no Batman a gente quer ver o Batman. A roupa, os acessórios, os veículos, as aparições espetaculares. E, de fato, faltou isso no filme.
Sobraram explicações... links com os dois últimos filmes o que deixa a trama muito longa (a sessão de pré-estreia da meia-noite só acabou às 3h). Como já era de se esperar, as cenas de ação são muito boas e Bane, o vilão, é o inimigo mais pé no chão que o homem morcego já teve. Acho que por causa do lance do terrorismo, as ameaças parecem muito reais. Além disso, ele faz um mano a mano com Batman sem armas espetaculares... porrada mesmo.
Bane não é fruto de nenhuma experiência maluca e o mais diferente que ele possui é um dispositivo que ajuda a aliviar a dor que sente, fruto de uma maldade que fizeram com ele no passado.
Assim como Selina Kyle é uma mulher gato discretíssima. Nada de felinos lambendo seu rosto ou enroscados nos seus pés. Aliás, nem ela lambe ninguém, tampouco usa um chicotinho. Quer saber: Michelle Pfeiffer que me desculpe, mas Anne Hathaway a superou como a gatuna. Em diversos momentos a personagem rouba a cena, assim como o policial John Blake, vivido por Joseph Gordon-Levitt. Esse sim, o herói do filme.
Arrisco a dizer, inclusive, que ele deve assumir essa condição definitivamente nos próximos filmes. Não sei se Batman ou se Robin... dirigido por Nolan, ou por outro, mas que vai, vai.



