Premonição 5, Missão Madrinha de Casamento e Sem Saída estão entre as estreias. Confira!
Missão Madrinha de Casamento
Viajando com sua câmera pelo universo masculino do rodeio, uma mulher se depara com cavaleiros andantes, heróis, gladiadores, sertanejos e boiadeiros. Os bastidores dos torneios, a vida dos participantes e a tensão existente entre os peões, ajudantes e juízes pouco antes do animal e sua montaria serem lançados no palco principal.
Lea e Lucia, apesar de serem opostos, encontraram forças entre si e desenvolvem um forte afeto. Quando Lea consegue um emprego na Patagônia, Lucia percebe que deve lutar para não perder a pessoa que trouxe cor à sua vida.
De Stefano Pasetto. Com Ricardo Williams e Hilda Bernard.
Filme catarinense A Antropóloga disputa vaga brasileira no Oscar 2012
O Ministério da Cultura anunciou nesta tarde a lista de 15 filmes que se candidataram a concorrer à vaga brasileira de filme estrangeiro no Oscar 2012. Entre eles, está o catarinense A Antropóloga, de Zeca Pires, o primeiro filme catarinense finalizado no Estado a concorrer à vaga.
A comissão do Ministério se reunirá dia 20 de setembro, às 10h, no Rio de Janeiro, para anunciar o filme que representará o Brasil na 84ª edição do Oscar.
Ao lado de A Antropóloga, há fortes concorrentes, como Trabalhar Cansa - que representou o Brasil no festival de Cannes deste ano -, e o maior campeão de público do cinema brasileiro, Tropa de Elite 2.
A Antropóloga ficou em cartaz por quase dois meses na Grande Florianópolis e, recentemente, voltou a ser exibido no Beiramar Shopping, onde ainda está em exibição nesta semana.
Confira a lista dos 15 concorrentes:
A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires - Mundo Imaginário Produções Cinematográficas LTDA.
As mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes - Luz Produções Cinematografia LTDA.
Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo - Total Enterainment.
Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini - Tvzero Cinema LTDA.
Estamos Juntos, de Toni Venturi - Olhar Imaginário Ltda.
Família Vende Tudo, de Alain Fresnot - A.F.Cinema e Vídeo.
Federal, de Erik de Castro - BSB Cinema Produções.
Filme Vips, de Toniko Melo - 02 Cinema Ltda.
Histórias Reais de um Mentiroso VIPS, de Mariana Caltabiano - Mariana Caltabiano Criações.
Lope, de Andrucha Waddington - Conspiração Filmes S/A.
Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini - Tambellini Filmes e Produções Audiovisuais.
Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona - Carioca Filmes.
Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade - SPRAY Filmes S/S LTDA.
Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra - Dezenove Som e Imagem.
Tropa de Elite 2, de José Padilha - Zazen Produções Audiovisuais Ltda.
Cowboys & Aliens, Conan, o Bárbaro e show de Red Hot Chili Peppers nos cinemas
Em 1873, no Arizona, um estranho sem lembranças chega na desértica cidade de Absolution. A única referência ao seu passado é um misterioso grilhão em um dos seus pulsos. O que ele descobre é que a população de Absolution não gosta de forasteiros, e ninguém na cidade se move sem a permissão do intransigente Coronel Dolarhyde. É uma cidade que vive com medo. Mas o inesperado acontece quando máquinas voadoras atacam a cidade e sequestram seus habitantes.
Submarino
O Homem do Futuro, com Wagner Moura, tem pré-estreias hoje em SC
O novo filme de Cláudio Torres ganha pré-estreia hoje em vários Estados do país e Santa Catarina não está de fora. Florianópolis, São José, Blumenau e Joinville terão sessões do filme somente hoje. O Homem do Futuro, com Wagner Moura e Alinne Moraes, entra em cartaz no Brasil em 2 de setembro. Confira um comentário sobre o filme e assista ao trailer:
Fazer dar certo a mistura de comédia romântica com ficção científica em um filme brasileiro parece algo arriscado e pouco comum por aqui. Mas o diretor e roteirista Cláudio Torres conseguiu.
O Homem do Futuro, que tem pré-estreia hoje no Estado, é um combinado da busca pelo amor perdido com o desejo de mudar o passado. E tudo regado à nostalgia do rock dos anos 1990.
O diretor de Redentor e A Mulher Invisível acerta ao criar uma mistura de Efeito Borboleta com De Volta Pro Futuro, em uma trama que se desenvolve bem ao longo do filme, e, ainda que traga um tema bastante explorado no cinema, consegue atrair a atenção do espectador.
Na história, Wagner Moura (em mais uma ótima interpretação) é João, um cientista e professor de física que, em 2011, encontra-se solitário e infeliz por ter perdido a mulher de seus sonhos, a bela Helena (Alinne Moraes), há 20 anos em uma festa da faculdade.
Quando João desenvolve um conversor de partículas a fim de criar uma nova fonte de energia, ele, acidentalmente, acaba inventando uma máquina do tempo e retorna a 22 de novembro de 1991, o dia em que foi humilhado diante de toda a faculdade durante uma festa e ganhou o apelido de Zero. O que realmente aconteceu naquela noite só vai ser revelado no final, mas foi o que tornou João um completo fracassado.
Ele vê ali a chance de mudar sua vida e criar um futuro perfeito ao lado de Helena ao mudar algumas ações de quando ele tinha 20 e poucos anos. Mas João acaba estragando tudo e, em um futuro paralelo, ele é um empresário de sucesso, sem escrúpulos e que arruinou a vida de Helena. Ele decide então retornar ao passado novamente e desfazer a confusão.
Não saber o que realmente aconteceu naquela noite cria um clima de expectativa crescente, em um trama que alterna presente e passado. O dia da festa à fantasia rende figurinos bizarros e engraçados, além de um dos pontos mais fortes do filme: a capacidade de remeter de forma crível ao início da década de 1990. E contribui muito para isso a trilha sonora (de Luca Raele e Maurício Tagliari) que traz hinos da geração (com músicas como Tempo Perdido, do Legião Urbana, e Creep, do Radiohead, na voz dos próprios Wagner e Aline), além das recorrentes citações à década de 1990, que geram piadas tanto com as leis de hoje quanto com a tecnologia da época.
A motivação de João é o amor e a essência da história. Mas a ficção científica está lá, usando o clichê do elemento máquina do tempo que, neste sentido, não fica atrás das produções norte-americanas. Os efeitos especiais são comedidos e a máquina e o laboratório de física são elementos cênicos muito bem construídos.
Se Wagner se mostra mais uma vez capaz de interpretar diferentes papéis, Alinne Moraes vai crescendo durante o filme e também ganha destaque. A dupla de protagonistas domina as cenas, ao contrário de atores secundários como Gabriel Braga Nunes e Fernando Ceylão, que criam personagens superficiais.
O grande ganho do filme é não se preocupar em explicar exatamente como acontece a volta no tempo, nem elucidar o espectador com grandes detalhes de física _ jogando a culpa dos problemas sempre num chamado "paradoxo quântico". Se Cláudio Torres tentasse se aprofundar na ficção científica, talvez o filme acabaria se perdendo.
Pela primeira vez a Globo Filmes, a Conspiração e a Paramount se uniram para produzir e lançar um filme. O Homem do Futuro já nasce com ares de blockbuster e também como uma das melhores apostas do cinema brasileiro do ano.
Rei Leão em 3D, prequel de Planeta dos Macacos e Amor a Toda Prova estão entre as estreias de sexta
A Missão do Gerente de Recursos Humanos
O gerente de RH da maior empresa panificadora de Jerusalém está enfrentando problemas. Ele se separou da mulher, quase não vê a filha e está preso em um trabalho que odeia. Mas tudo piora quando uma de suas funcionárias morre em um atentado terrorista. Ele então embarca em uma missão, começando pelas místicas ruas de Jerusalém até as terras geladas da Romênia.
Amor a Toda Prova
O quarentão Cal Weaver tem a vida dos sonhos: bom emprego, boas condições de vida, é casado com seu amor da adolescência e filhos bem comportados. Mas essa vida perfeita desaba depois da descoberta de que Emily, sua esposa, está tendo um caso e quer divórcio. Desamparado, Cal conhece Jacob Palmer, um cara que vai ensiná-lo a ter estilo, beber e paquerar mulheres.
Belair
Em 1970, dois jovens cineastas brasileiros, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, fundaram a Belair Filmes e realizaram sete filmes entre fevereiro e maio do mesmo ano, entre eles A Família do Barulho, Copacabana, Mon Amour e A Miss e o Dinossauro. Esta é a história da produtora.
O Rei Leão 3D
Relançamento do filme de 1994 em versão 3D. A história conta as aventuras de Simba, um filhote de leão que está ansioso para se tornar rei. A inesperada morte de seu pai e as armadilhas de Scar, seu tio, levam Simba a uma jornada heroica em busca do autoconhecimento. Ele conhece Timão e Pumba e aprende a levar uma vida mais livre e divertida. Durante este período, Simba amadurece e decide seguir o seu destino: voltar para a Terra do Rei e enfrentar os desafios que o esperam.
Planeta dos Macacos - A Origem
Will Rodman é um cientista que trabalha em um laboratório, onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer. Ao seu lado conta com a ajuda de Caroline, uma especialista em primatas. As experiências realizadas fazem com que a inteligência dos macacos aumente bastante, ao ponto deles escaparem de suas gaiolas e enfrentarem os humanos pelo controle da Terra.
Reino dos Felinos
Documentário que acompanha duas famílias de felinos e como os filhotes são preparados para sobreviver aos desafios da natureza. São eles: Mara, a filha de uma leoa ferida, porém determinada; Sita, uma corajosa guepardo, mãe solteira com cinco filhotes recém-nascidos, que tenta fazer do lugar mais selvagem da Terra o seu lar; e Kali, um leão que foi banido de seu bando e retorna com os filhos para retomar o seu lar.
Documentário sobre protesto na cama com John Lennon está disponível na internet
Na tentativa de "encorajar e inspirar os ativistas de hoje" Yoko Ono disponibilizou na internet o filme documental Bed Peace. O filme, que ela dirigiu com John Lennon sobre o protesto, em 1969, quando ficaram deitados na cama por uma semana em prol da paz durante sua lua de mel no hotel Amsterdam Hilton.
O vídeo de 70 minutos, até então disponível apenas em VHS, ficará no YouTube até 21 de agosto e traz imagens de Lennon e Ono na cama discutindo com jornalistas sobre a paz no mundo. A princípio, Yoko deixaria o filme na internet apenas por 48 horas, mas depois de vários pedidos de fãs, decidiu prolongar por mais uma semana.
Assista ao filme aqui:
Em seu site, Yoko publicou uma carta falando sobre o filme:
"Queridos amigos,
Em 1969, John e eu éramos tão ingênuos em pensar que um protesto na cama ajudaria a mudar o mundo. Bom, talvez tenha ajudado. Mas, na época, não sabíamos disso.
Ainda bem que nós o filmamos, porém. O filme é poderoso agora. O que falamos lá atrás poderia ser dito agora.
Na verdade, há coisas que dissemos no filme que pode encorajar e inspirar os ativistas de hoje. Boa sorte a toros nós.
Vamos nos lembrar que a guerra pode acabar se a gente quiser. Cabe a nós e a ninguém mais. John iria querer dizer isso.
Com amor, Yoko"
Saiba mais sobre o curta-metragem Quinta Coluna, gravado em Pomerode
O medo e a repressão das colônias alemãs sofridas durante o período da Segunda Guerra é o tema do curta-metragem catarinense Quinta Coluna, rodado em Pomerode.
Parceria entre as produtoras CineramaBC e Epic Studios, o filme de Carlos Daniel Reichel tem no elenco os atores Paula Braun e Marcos Azevedo.
Confira o vídeo com entrevistas e bastidores do curta:
Curta catarinense Qual Queijo Você Quer? será exibido hoje em Gramado
Hoje tem catarinense subindo ao palco do Palácio dos Festivais no 39º Festival de Cinema de Gramado. A estreante na direção Cíntia Domit Bittar é uma das 16 concorrentes da Mostra de Curtas-metragens Nacional com o filme Qual Queijo Você Quer?
O nervosismo para hoje não é tão grande pois o curta já foi apresentado no Festival de Paulínia deste ano, do qual não levou nenhum prêmio, mas recebeu elogios de críticos como Luiz Zanin, do jornal O Estado de S. Paulo, e Rodrigo Fonseca, de O Globo.
_ Fico muito feliz com a repercussão, quer dizer que estou no caminho certo. Estar em festivais é um atestado de qualidade, um selo. Dá vontade de fazer mais filmes. O mais gratificante é a reação do público, os comentários sobre o curta, a reação da imprensa _ diz Cíntia, de 25 anos, que ainda levará o filme para o 22º Festival Internacional de Curtas-metragens de São Paulo (o Kinoforum), no final do mês.
Formada em cinema pela Unisul e trabalhando no mercado basicamente como montadora de filmes, Cíntia escreveu o roteiro de Qual Queijo... sem grandes pretensões. Pensou no filme para caber no orçamento do prêmio Funcine de 2009. O curta foi rejeitado. No ano seguinte, mudou apenas a cena de abertura no roteiro e inscreveu-se novamente no prêmio e acabou ganhando.
A intenção era uma história simples, de baixo orçamento, com apenas uma locação, poucos atores e fácil de produzir. Escreveu o roteiro em um dia. Em 2010, Cíntia e outros cinco profissionais já haviam criado a produtora Novelo Filmes, e enviaram quatro roteiros para concorrer no Funcine do ano passado.
_ Mandei novamente o roteiro de Qual Queijo... só por desencargo de consciência, não estava preparada para receber a notícia de que era esse que tinha ganhado.
Rodado com três câmeras em formato digital e realizado com os R$ 30 mil dados pelo prêmio, o curta é uma mistura de uma notícia que Cíntia havia lido na internet de um senhor de 90 anos que matou a mulher esganada, com histórias de seus próprios avós.
_ É um filme sobre relacionamentos, uma história tragicômica, com raiz no melodrama, com uma trilha de bolero que dá um tom melodramático _ completa Cíntia.
O curta narra o ápice de uma briga de um casal de idosos, que viveram juntos durante décadas, até o momento em que Afonso (Henrique César), marido de Margarete (Amélia Bittencourt), pede a ela que compre um queijo da venda.
Gravado em apenas um dia, em um apartamento no Centro de Florianópolis, a composição do cenário foi inspirada no aparamento da avó de Cíntia. Os objetivos chegaram das mais variadas formas: utensílios das casas de avós dos integrantes da equipe, móveis usados, brechós, objetos criados pelos estudantes do Ceart da Udesc, quadros da avó de Cíntia pintados na década de 1930.
Montadora, diretora, roteirista e produtora-executiva do curta, a diretora envolveu-se nas várias etapas da produção de um filme.
_ O curta é pequeno em termos de produção, então eu pude exercer todas essas funções. Gosto de construir o filme no set de filmagens, o set nada mais é do que o momento de você fabricar as melhores imagens possíveis. Não me apego muito ao roteiro já pronto, tem que ter uma sensibilidade de montar cada etapa.
Durante os dias na serra, a diretora não se cansou de distribuir flyers, bottons e ímãs de geladeira, feitos com a marca do curta para levar um grande público à sala de cinema hoje.
_ Um filme tem que se tornar popular, para que o nome dele circule para o maior número de pessoas possível. O curta não tem o mercado em potencial como o longa-metragem, ele vende a produtora, o profissional.
A diretora inscreveu Qual Queijo... em oito festivais. Das quatro seleções que já foram divulgadas, ele só não entrou no Festival de Brasília. Em Gramado, ela não esconde a vontade de sair da serra com um Kikito nas mãos:
_ Acho que temos chances, está no páreo, sempre enxerguei ele como um filme bom antes de Paulínia, e depois das reações no festival, foi atestado que o filme funciona _ comenta ela.
Terceira noite de Gramado mostra superioridade de filmes estrangeiros sobre brasileiros
Como já havia acontecido no sábado, a noite de domingo confirmou a maior qualidade de filmes estrangeiros sobre os brasileiros que concorrem no 39º Festival de Cinema de Gramado.
No sábado, o argentino Medianeras, de Gustavo Taretto, mostrou uma bonita e leve história de amor na Buenos Aires contemporânea, enquanto que o brasileiro Ponto Final, de Marcelo Taranto apresentou grande incapacidade de sustentar uma narrativa convincente.
Ontem, a terceira noite do festival começou com chuva e com o mexicano A Tiro de Piedra, do estreante Sebastian Hiriart. Uma história sobre um mexicano pobre, sem perspectivas na vida, e que decide ir atrás de um sonho nos Estados Unidos. Simples, com uma boa fotografia e bem realizado. O brasileiro da noite foi Uma Longa Viagem, documentário de Lúcia Murat, que narra a história de três irmãos que tomam diferentes rumos durante a ditadura brasileira. Com uma história interessante, o filme foca muito no tom cômico dado pelo irmão esquizofrênico de Lúcia, perdendo-se um pouco na narrativa que acaba muitas vezes sendo redundante.
Hoje começa a Mostra Competitiva de Curtas-metragens, com a exibição de quatro filmes: Insustentável, Polaroid Circus, A Verdadeira História da Bailarina de Vermelho e A Melhor Idade.
Ontem, em uma rápida conversa com Rubens Ewald Filho, que faz parte do Júri da Crítica do Festival, o crítico elogiou o longa argentino Medianeras e também a atriz Karine Teles, protagonista do brasileiro Riscado, que já levou um prêmio de melhor atriz no Festival do Rio.






