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Assista ao trailer de A Mulher de Preto

22 de fevereiro de 2012 0

Hoje o ator Daniel Radcliffe retorna aos cinemas. Mas se você pensava que ele já tinha se livrado dos sustos, pode ficar tranquilo. O novo filme de Dan, A Mulher de Preto, é um suspense. Ele interpreta o jovem advogado Arthur Kipps, que vai a uma pequena cidade para vender uma casa, cujo proprietário morreu. É obrigado a hospedar-se na residência o cliente morto e começa a enxergar por lá o espírito de uma mulher. Descobre ainda que a cidade foi palco de vários assassinatos de crianças. E, para completar, o próprio Kipps tem um filho pequeno.

Assista ao trailer aqui:

 

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Crítica de O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball)

21 de fevereiro de 2012 0

O cinema de Hollywood gosta de mostrar os bastidores de alguns dos esportes mais populares das terras do Tio Sam. E ele faz isso bem, geralmente. Mais uma vez, temos com O Homem que Mudou o Jogo (Moneyball) uma história que mostra os bastidores de um esporte. Desta vez, do beisebol.

Mas eis que esta não é apenas uma história de superação – todos os filmes de esporte vão por esta onda, não é mesmo? -, envolvendo técnicos e jogadores. O Homem que Mudou o Jogo trata sobre uma forma totalmente diferente de encarar a eficiência no esporte, de como é possível mudar a lógica estrutural de algo quando se aplicam conceitos de economia no meio. Surpreendente.

A HISTÓRIA: O filme começa com uma frase de Mickey Mantle: “É inacreditável o quanto você não sabe sobre o jogo que você esteve jogando durante toda a sua vida”. Em seguida, cenas de um rebatedor de beisebol concentradíssimo – e nervoso. As cenas são do dia 15 de outubro de 2001, em um jogo decisivo da Liga Americana de Beisebol.

De um lado do campo, um orçamento de US$ 114,46 milhões, do famoso New York Yankees. E do outro, US$ 39,72 milhões do Oakland Athletics. Em um estádio vazio, Billy Beane (Brad Pitt) está sentado sozinho. Ele liga e desliga o rádio que transmite o jogo. O time que ele administra, o Oakland Athletics, perde a disputa. Mas ele será capaz, em um movimento arriscado, a entrar para a história com um grande feito e, de quebra, mudar a lógica do tradicional esporte.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu ao filme O Homem que Mudou o Jogo): Infelizmente não é todo mundo que gosta de números. No Brasil e em tantos outros países, o que faz sucesso são as “ciências humanas”. Fundamentais, elas, aliás. Eu mesma busquei este caminho, e o admiro. Mas a cada dia eu acho a lógica da matemática e dos números fundamental. Para tudo. O Homem que Mudou o Jogo mostra a importância desta lógica e de uma escola econômica para o esporte. Mas essa mesma lógica pode ser aplicada em várias outras partes. Com eficácia.

Antes que alguém entenda errado o que eu escrevi, esclareço: não acho que a vida inteira se explique com números. Mas há uma dinâmica e uma repetição cíclica de fatos, uma previsibilidade no desempenho humano – seja ele aplicado no que for – que fascina. E que pode nos ajudar a buscar mais eficiência evitando erros conhecidos. Ainda assim, é claro, existe também o imprevisível. Verdade. Mas ele é apenas o contraponto de toda a previsibilidade calculável. O Homem que Mudou o Jogo trata disso. E de muito mais.

A história de Billy Beane e sua equipe mostra como é preciso ser firme quando se está nadando contra a corrente. Quando existe convicção no que se está fazendo e indícios fortes de que se está apostando na virada certa, na solução necessária, é preciso insistir. E quando quem deveria contribuir para a mudança não faz isso, há alternativas. Esse resumo parece ser aplicável em várias situações, certo? Pois acredito que seja exatamente este tipo de reflexão que torna O Homem que Mudou o Jogo mais interessante do que uma leitura rasa de que este filme aborde apenas os bastidores do beisebol. Não, ele é mais que isso.

Depois de conhecer Peter Brand (Jonah Hill) em uma tentativa de negociação com o time de beisebol de Cleveland, Beane precisa do apoio do técnico Art Howe (Philip Seymour Hoffman) e dos jogadores do próprio time para que as teorias de Brand dêem certo. (SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). Mas Howe, resistente às mudanças, quer seguir com a lógica do beisebol de sempre. Ele não coloca os jogadores que Beane quer. Então o que ele poderia fazer? Pois ele adota medidas radicais, se livra dos jogadores problema e que faziam Howe bater o pé. (continua... para ler, clique abaixo)

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Premiados no Goya e em Berlim

20 de fevereiro de 2012 0

Os Prêmios Goya, na Espanha, e o Festival de Berlim, na Alemanha, não tem o apelo popular mundo afora como o Oscar, festa maior da indústria cinematográfica de Hollywood badalada pelas celebridades. Mas as duas premiações, com características muito peculiares, servem de termômetro para o espectador encontrar bons filmes.

Neste ano, os Prêmios Goya foram entregues mais tarde do que em edições anteriores, quando os vencedores da disputa eram conhecidos mais no início de fevereiro. A 26ª edição da maior premiação do cinema espanhol foi promovida em Madri e revelou algumas das produções mais interessantes da última temporada do cinema latino.

A grande vencedora deste ano foi a produção No Habrá Paz Para Los Malvados, dirigida por Enrique Urbizu, cineasta nascido em Bilbao. Indicado em 14 categorias, o filme ganhou em seis: melhor filme, diretor, ator (Jose Coronado), roteiro original, edição e som.

O filme, ambientado em Madri, conta a história de um dia qualquer na vida do investigador policial Santos Trinidad (Coronado). Voltando para casa bêbado, ele se vê envolvido em um triplo assassinato. Para o "azar" do policial, há uma testemunha dos crimes. Ele então começa a empreender uma caçada para eliminar esta pessoa que pode prejudicá-lo. Enquanto isso, a juíza Chacón (Helena Miguel) começa a investigar o caso e aproximar-se da verdade.

Filme de ação, ambientado na capital espanhola e que, na disputa com La Piel que Habito, de Pedro Almodóvar, levou a melhor? No Habrá Paz Para Los Malvados merece ser conferido.

Falando no filme de Almodóvar, La Piel Que Habito saiu vencedor em duas categorias: Melhor Atriz, com a consagração de Elena Anaya, e Ator Revelação, entregue para Jan Cornet, sem dúvida um dos pontos fortes do filme. O veterano Lluis Homar ganhou como Melhor Ator Coadjuvante por seu papel em Eva, e Ana Wagener venceu como Atriz Coadjuvante por La Voz Dormida. O mesmo filme que premiou Wagener consagrou também María León como Atriz Revelação.

O diretor Kike Maíllo, de Eva, ganhou como Novo Diretor. O filme de animação Arrugas, dirigido por Ignacio Ferreras, saiu vencedor na categoria Melhor Roteiro Adaptado, deixando para trás a badalada produção La Piel Que Habito. A mesma produção saiu vencedora também na categoria Melhor Animação.

O Artista, um dos filmes mais consagrados dos últimos anos, saiu vencedor na categoria Filme Europeu. O argentino Um Conto Chinês, com o sempre ótimo Ricardo Darín, consagrou-se como Melhor Filme Hispanoamericano.

No mesmo mês em que o polêmico juiz Baltasar Garzón foi proibido de exercer suas funções durante 11 anos, o documentário Escuchando al Juez Garzón, dirigido pela talentosa Isabel Coixet, foi consagrado como Melhor Documentário nos Prêmios Goya. Um tópico a mais para polêmica na Espanha. Falando em polêmica, os seguranças do prêmio agiram rápido e impediram que três participantes do grupo Anonymous subissem ao palco para protestar contra a Lei Sinde, que prevê o controle de sites na internet utilizados para o compartilhamento de arquivos. Eles não conseguiram protestar sobre o palco com suas máscaras, mas o grupo teria tirado o site do prêmio do ar. Veja todos os premiados em Madri neste link.

No mesmo dia em que foram entregues os Prêmios Goya, na Espanha, ficaram conhecidos os ganhadores do Festival de Berlim, principal premiação do cinema na Alemanha. Diferente dos Goya, que focam o cinema espanhol comercial em primeiro plano, o Festival de Berlim tem como característica principal selecionar produções com um caráter mais alternativo de várias partes do mundo.

Este ano, mais uma vez, o Festival de Berlim distribuiu prêmios para várias de suas produções mais badaladas - dificilmente o evento concentra muitos prêmios para uma única produção, como acontece no Goya ou no Oscar.

O Urso de Ouro de Melhor Filme foi entregue para Cesare Deve Morire, dos italianos Paolo e Vittorio Taviani. A produção acompanha a encenação da peça Julio César, de Shakespeare, por detentos de uma prisão de segurança máxima de Roma. Este foi o único prêmio recebido pelo filme em Berlim.

O Grande Prêmio do Júri foi entregue para Just the Wind, do diretor húngaro Bence Fliegauf, que acompanha a vida de uma família de ciganos, vizinha de uma outra família, da mesma etnia, que foi atacada. A ótima diretora francesa Ursula Meier, de Home, ganhou uma Menção Especial por seu novo filme L'Enfant d'en Haut que, a exemplo de sua produção anterior, também está focado nas relações familiares.

O Urso de Prata de Melhor Diretor foi entregue para o alemão Christian Petzold, do filme Barbara. A produção conta a história de uma médica de Berlim que é enviada para uma pequena cidade da Alemanha Oriental nos anos 1980 como punição por ter solicitado uma visita à parte Ocidental do país. Vários filmes que valem uma conferida.

O Brasil marcou presença entre os premiados de duas maneiras diferentes. Primeiro, com a produção Tabu, realizada pelo português Miguel Gomes com recursos de Portugal, Alemanha, França e Brasil. O filme, que dividiu as opiniões dos jornalistas que acompanharam o festival, ganhou o Prêmio Alfred Bauer, entregue para produções inovadoras. O documentário brasileiro Licuri Surf, dirigido por Guile Martins, recebeu uma menção especial do Júri Internacional da mostra competitiva de curtas-metragens. Veja a lista completa de ganhadores escolhidos pelos diferentes grupos de jurados no site do festival.

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Para entender o mistério por trás de "O Homem que Mudou o Jogo", filme estrelado por Brad Pitt

19 de fevereiro de 2012 0

Não tem nada de sobrenatural ou do inconsciente humano nesse excepcional filme. O "mistério" se refere ao esporte sobre o qual O Homem que Mudou o Jogo trata, o beisebol. Fora alguns enclaves de aficcionados, associados a colônias japonesas em São Paulo e no Norte do Paraná, ou telespectadores que se tornaram fãs do jogo pelas exibições da ESPN Internacional, é um esporte alienígena para os brasileiros. Que não sabem o que é um arremessador, porque um jogador não pode ser um "primeira base" e o outro pode, ou porque "corridas" são tão importantes.

Monyeball é o nome original do filme e do livro no qual ele foi inspirado. De autoria do escritor e jornalista Michael Lewis, ele narra uma revolução recente no esporte profssional americano: a utilização de de uma análise de números especializada, chamada de sabermetrics.

O esporte profissional americano funciona em cima de análises desde o início do século passado, e os números (mais do que as performances impressionantes na quadra ou no campo) indicam o valor de um atleta. Na era de superestrelas e de salários astronômicos, os sabermetrics conseguem identificar a utilidade de um jogador e beisebol de forma que os registros usualmente aplicados não conseguem.

Essa foi a solução encontrada pelo diretor-executivo dos Athletics de Oakland, Billy Beane, de refazer um time estraçalhado após a temporada de 2002 da Major League Baseball. Beane perdeu suas três maiores estrelas, atraídas com salários milionários por times de maior poder financeiro.

No filme, romanceada e com algumas mudanças pontuais, a história que o livro conta é seguida com fidelidade pelo diretor Bennett Miller. O diretor-executivo é interpretado por Brad Pitt. O dono da sua franquia (times profissionais são empresas e têm donos nos EUA) cortou qualquer milhão a mais para montar a nova equipe. Billy viaja até Cleveland, onde tenta fazer um troca-troca de jogadores com a franquia local, os Indians. Ele está interessado em um atleta em especial, que não está entre os principais do time de Cleveland.

A negociação está fechada quando um jovem assistente da direção dos Indians, Peter Brand (interpretado por Jonah Hill), veta a troca. Intrigado com o fato de um simples assistente ter tal poder de veto, Beane assedia Brand. Quer saber porque ele gosta do  jogador. A resposta: pela sabermetrics, o tal atleta cria corridas (as corridas entre as bases do beisebol que, completadas, equivalem aos gols do futebol).

Beane leva Peter para os Athletics, e começa a contratar jogadores ótimos pelos sabermetrics, mas que tem pouco valor de mercado. São considerados velhos demais, "bichados" - com problemas crônicos em articulações ou ligamentos -, ou mesmo "peculiares", com arremessos esquisitos ou outras estranhezas em campo.

Aí está o que o filme tem de melhor, que é o enfrentamento do novo sobre o tradicional. Beisebol é um esporte em que a tradição funciona em nenhum outro. Billy entra em choque com sua equipe de analistas-recrutadores, os scouts, que não admitem os novos métodos de escolha. O diretor-executivo também bate de frente com o técnico do time, Art Howe (interpretado por Philip Seymour Hoffman), que não escala o time com ele quer, irritado com as interferências do diretor-executivo.

Billy Beane foi um jogador recrutado como talento em ascensão pelo mundo profissional do beisebol, mas seguiu depois tornou-se um "perna-de-pau" nas franquias da liga. Usa ele mesmo para exemplificar porque o sistema tradicional de avaliação nem sempre resolve.

E a sua carreira frustrante serve para tratar seus jogadores de maneira fria. É um cara acessível, mas não se socializa com eles, e não tem nenhuma dificuldade em mandá-los embora trocados ou cortados, se necessário.

Pitt está soberbo, mas divide a cena com Jonah Hill e seu Peter Brand, personagem que pouco tem de cômico como os que interpretou em Superbad e O Pior Trabalho do Mundo. Desajeitado entre a empolgação juvenil pelos sabermetrics e o rigor do mundo executivo, Brand é uma foca jovem jogada em um tanque de tubarões vovôs. Jonah Hill concorre ao Oscar como ator coadjuvante pelo trabalho.

O diretor-executivo dos Athletics de Oakland matou a charada, mas em parte. Billy Beane montou um belo time, mas faltou a cereja do bolo - título da World Series do beisebol. O Homem que Mudou o Jogo mostra como essa busca pela "cereja"pode ser fascinante. E para os que temem assistir a um filme sobre o o desconhecido beisebol, é bom saber que o longa trata mais dos indivíduos do que do esporte em si. É sobre a mudança, e a dificuldade que todos nós temos em abraçá-la.


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Crítica de A Invenção de Hugo Cabret (Hugo)

17 de fevereiro de 2012 0

A magia do cinema é o foco central dos dois filmes que fazem a maior quebra-de-braço deste ano no Oscar. Além do já comentado O Artista (The Artist), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo) bebe desta fonte para encantar o público e a crítica. Mas diferente do filme francês, Hugo esbanja em efeitos especiais, no uso de recursos técnicos para encantar. O Artista, por outro lado, faz isso com um roteiro melhor acabado e com interpretações exemplares. Na queda-de-braço, Hugo perde – apesar de ser um filme interessante e que faz uma homenagem quase exemplar para um dos grandes inventores da Sétima Arte.

A HISTÓRIA: Engrenagens de um relógio dão lugar à lógica incessante do Centro iluminado de Paris. Neva, e nos aproximamos da estação de trem, onde parece pulsar o coração da cidade. A câmera passa ligeira entre muitas pessoas, até adentrar em um ponto fundamental daquela estação: um de seus relógios. Ali, invisível para as pessoas que entram e saem da estação, está Hugo Cabret (Asa Butterfield). O garoto observa, pelos números do relógio, a vida que transcorre na estação. Ele sai desta posição de observador apenas para roubar alguma comida e as peças que ele precisa para consertar um robô misterioso deixado pelo pai do garoto (Jude Law). Sem infância, a curiosidade do garoto sobre um brinquedo o aproxima do dono de uma das lojas da estação (Ben Kingsley).

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Hugo): Hugo é um filme maravilhoso, destes planejado, do início até o final, para encantar o espectador. Aquela sequência inicial, da câmera percorrendo Paris, foi um cartão-de-visitas eficaz do diretor Martin Scorsese para o que viria depois. A sequência, propriamente, não é uma novidade - já foi explorada por muitos filmes, inclusive o ótimo Moulin Rouge - Amor em Vermelho. Bem planejado e executado nos detalhes, Hugo é um show de técnica. Mas lhe falta, justamente, um pouco mais de emoção e de inovação.

Não por acaso, Hugo me deu sono. Me desculpem os fãs do filme, que talvez tenham visto na telona o que consideram ser um dos melhores filmes de Scorsese. Eu não chegaria tão longe. Ele é um grande diretor, mas não fez aqui um trabalho surpreendente. Pelo contrário. Apesar de bem filmado, Hugo sofre para decolar. Demora para ficar interessante. O protagonista é bom, mas ele desaparece quando aparecem em cena atores como Ben Kingsley ou Chlöe Grace Moretz, que interpreta a Isabelle, afilhada de "Papa George". Se Hugo tivesse meia hora a menos, talvez fosse melhor. (continua... para ler, clique abaixo)

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Os primeiros premiados do ano - para ficar de olho

13 de fevereiro de 2012 0

A grande sensação de todo começo de ano no universo cinematográfico é o Oscar. Mesmo sendo um prêmio da indústria, que nem sempre premia o melhor - mas aquele que é mais interessante para os negócios -, o Oscar é imbatível em chamar a atenção dos fãs da Sétima Arte mundo afora.

Mas a festa da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood, que será celebrada no próximo dia 26, não é a única que merece ser acompanhada de perto. Outros festivais e premiações precedem o Oscar e nos dão dicas preciosas de filmes interessantes que merecem ser vistos.

O primeiro prêmio importante de todos os anos é o Globo de Ouro (Golden Globes), que foi entregue em 2012 no dia 15 de janeiro. Além de prêmios para a televisão, o evento entregou estatuetas para 14 categorias do cinema. O Artista (The Artist) e Os Descendentes (The Descendants), favoritos também no próximo Oscar, começaram dividindo o Globo de Ouro nas categorias Comédia/Musical e Drama. A Separação (A Separation), favoritíssimo também no próximo Oscar, venceu em Melhor Filme Estrangeiro.

O Globo de Ouro também destacou outros filmes: As Aventuras de Tintin (The Adventures of Tintin), Uma Semana com Marilyn (My Week with Marilyn), A Dama de Ferro (The Iron Lady), Histórias Cruzadas (The Help), Toda Forma de Amor (Beginners), A Invenção de Hugo Cabret (Hugo), Meia-noite em Paris (Midnight in Paris) e W.E. - O Romance do Século (W.E.). Todos lembrados, posteriormente, no Oscar também.

O segundo prêmio importante do ano é o do Festival de Sundance, também nos Estados Unidos. Diferente do Globo de Ouro e do Oscar, o Festival de Sundance, promovido pelo instituto homônimo criado pelo ator e diretor Robert Redford em 1981, tem como característica principal descobrir, divulgar, premiar e fomentar a produção de filmes independentes - que não dependem dos recursos e das pautas de sucesso dos grandes estúdios.

Sempre vale a pena dar uma conferida nos filmes descobertos por Sundance. Este ano, o festival deu o grande prêmio do júri na categoria drama para o filme Beasts of the Southern Wild, do jovem cineasta Benh Zeitlin e, na categoria documentário, para The House I Live In, dirigido por Eugene Jarecki.

Os outros filmes premiados pelos jurados de Sundance este ano foram: Violeta se Fue a los Cielos, uma co-produção Chile, Argentina e Brasil dirigida pelo chileno Andrés Wood; o documentário The Law in These Parts; e os realizadores de Middle of Nowhere, The Queen of Versailles, Teddy Bear, 5 Broken Cameras, Safety Not Guaranteed, Joven y Alocada, Detropia, Indie Game: The Movie, Chasing Ice, Putin's Kiss e My Brother the Devil.

O público do festival premiou ainda The Surrogate como o melhor filme dramático; The Invisible War como o melhor documentário; Valley of Saints como melhor drama do cinema mundial; Searching for Sugar Man como melhor documentário do cinema mundial; e Sleepwalk With Me. Pena que muitos destes filmes, especialmente os documentários, dificilmente chegarão até os espectadores brasileiros - a distribuição deles, normalmente, é muito ruim e restrita.

O terceiro prêmio que merece ser acompanhado é o Lumières Awards, entregue na França. Este ano, venceu na categoria principal, como melhor filme, o quase unânime O Artista. Além dele, foram premiados Polisse, Les Neiges de Kilimandjaro, Intouchables, L'Apollonide - Os Amores da Casa de Tolerância, Les Adoptés e Incendies. Para quem gosta do cinema francês, o Lumières Awards é sempre um bom termômetro do que a indústria daquele país tem produzido de interessante. Vale dar uma conferida no prêmio e buscar os filmes lembrados por ele.

Seguindo com a lista, o quarto prêmio importante do ano é o BAFTA, espécie de Oscar inglês, que foi entregue na noite de ontem. Mais uma vez, O Artista foi consagrado como o melhor filme do ano. A produção levou para casa, ainda, outros seis prêmios - incluindo os de melhor diretor, ator e roteiro original. Outra produção que destacou-se na premiação foi Senna, sobre o brasileiro campeão de Fórmula 1 inesquecível, que venceu em duas categorias, incluindo a de melhor documentário. O filme, dirigido por Asif Kapadia, é uma produção inglesa.

Os outros premiados do BAFTA foram: O Espião que Sabia Demais (Tinker Tailor Soldier Spy), A Dama de Ferro, Toda Forma de Amor, Histórias Cruzadas, A Invenção de Hugo Cabret, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, A Pele que Habito, Rango, Tyrannosaur, A Morning Stroll e Pitch Black Heist.

Antes do Oscar, no próximo final de semana, será o momento de conferir os vencedores de duas premiações importantes: os Prêmios Goya, entregues na Espanha, e o resultado do Festival de Berlim, na Alemanha. Deles, certamente, sairá mais alguns filmes interessante para ir acompanhando durante o ano.

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Motoqueiro Fantasma mais interativo

11 de fevereiro de 2012 0

A reação de Hollywood contra a pirataria segue forte em direção às produções em 3D. Depois do fenômeno de bilheterias de Avatar e de Hugo, do diretor Martin Scorsese, acumular o maior número de indicações ao Oscar 2012, uma nova leva de filmes neste formato chega aos cinemas mundiais.

Um herói irreverente dos quadrinhos (HQs), o Motoqueiro Fantasma (Ghost Rider) retorna para as telonas cinco anos depois do primeiro filme com Nicolas Cage na pele (e caveira) do personagem. Só que desta vez, também em uma versão 3D. Confira o trailer da produção:


Mas a ideia de inserir o espectador na história não termina com a experiência em 3D. A distribuidora do filme no mercado brasileiro, a Imagem Filmes, divulga um site especial para o filme Motoqueiro Fantasma: Espírito de Vingança com um jogo no qual o fã do herói poderá escolher entre pilotar três veículos "demoníacos": a Hellcycle, o Helltruck ou o Hellbagger.

A missão do jogador é capturar, com um destes veículos, o maior número de almas no mais curto tempo possível. Os resultados podem ser compartilhados nas redes sociais. O novo filme do Motoqueiro Fantasma tem estreia programada para a próxima sexta-feira.

Nesta nova produção, a história se desenvolve após o personagem interpretado por Nicolas Cage ter se escondido por um período na Europa. Ele é encontrado lá por uma seita secreta da Igreja e recrutado para salvar um garoto do demônio.

Esta pode ser uma das poucas oportunidades do herói se livrar da própria maldição. No elenco, além de Cage, Fergus Riordan, Ciarán Hinds, Christopher Lambert, Violante Placido, entre outros. O filme, que teria custado cerca de US$ 75 milhões, promete efeitos especiais de primeira linha.

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Crítica de A Dama de Ferro (The Iron Lady)

10 de fevereiro de 2012 0

O tempo passa para todas as pessoas. Seja você um cidadão “comum”, ou um nome de destaque nos livros de história. Se você tiver sorte e viver muito tempo, uma hora a fatura é cobrada. A Dama de Ferro (The Iron Lady) equilibra a história de uma mulher que serviu e ainda serve de modelo depois que ela saiu dos holofotes e um rápido repasse em sua vida pública. E para interpretá-la, não existe e nem poderia existir alguém melhor que Meryl Streep. Mais uma vez ela dá uma aula de interpretação, e torna muito difícil a escolha dos votantes da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas de Hollywood.

A HISTÓRIA: Uma senhora idosa fica em dúvida sobre o leite que irá comprar. Mas a dúvida dura pouco. Caminhando devagar até o caixa, ela é ultrapassada por um engravatado que fala no telefone celular e parece estar com muita pressa. Ela pega um jornal The Times no caixa e paga a conta, ficando surpresa com o preço do leite. Enquanto toma café com o marido, Denis (Jim Broadbent), Margaret Thatcher (Meryl Streep) comenta sobre a subida do preço do leite. Ele brinca com a preocupação da esposa, e diz que “ela”, se referindo à empregada, está perto. Quando a empregada chega, Margaret Thatcher está sozinha na mesa. A partir daí, o filme mostra a fragilidade da ex-primeira ministra inglesa e parte de sua vida.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu ao filme A Dama de Ferro): O que você poderia esperar de um filme sobre a mulher que ajudou a mudar a história da Inglaterra e da política mundial, abrindo espaço para tantas outras mulheres trilharem o caminho do poder? Para começar, um filme que mostrasse a determinação e a força da Dama de Ferro, como ela ficou conhecida, certo? Pois bem, por incrível que possa parecer, A Dama de Ferro trata mais da fragilidade do que da fortaleza desta figura histórica.

(SPOILER – não leia se você ainda não assistiu ao filme). Grande parte desta produção enfoca a velhice de Margaret Thatcher e seu progressivo mergulho em um estado de demência. Por um lado, esse enfoque assumido pelo roteiro de Abi Morgan é um acerto ao abordar um aspecto novo, pouco conhecido e inusitado da conhecida líder política britânica. Por outro lado, essa mesma sacada perde o caráter de novidade e acaba se transformando em um desperdício de tempo, de oportunidade para explorar um retrato mais completo da personalidade focada. O grande problema do roteiro é que ele perde o momento de dar a guinada, de sair do estado de “surpreendente” para jogar-se em um trabalho mais aprofundado.

Faltou um pouco mais de talento e de percepção para Abi Morgan. Ela perde o momento de ponderar o que poderia ser mais interessante para o espectador – além do caráter surpresa. E como o roteiro, especialmente quando o foco é uma personalidade histórica, é a alma de um filme e precisa ser bem costurado, o resultado de A Dama de Ferro se mostra fraco, quase decepcionante, quando percebemos o quanto da história de Thatcher é ignorado pelo texto do filme.

Sem Meryl Streep, o resultado teria sido catastrófico. Mas eis mais um filme em que ela salva a história. A interpretação dela é perfeita. Mais uma digna de prêmios. De Oscar. Mesmo que ela fiquei à ver navios, mais uma vez, na maior premiação do cinema dos Estados Unidos, ela é a grande responsável pelo interesse de A Dama de Ferro. Ela interpreta com gravidade e um grande respeito a personalidade de Thatcher. Mergulha de tal maneira na fragilidade da velhice e na convicção das opiniões fortes da primeira-ministra na vida adulta que você precisa esforçar-se para recordar da Thatcher real. (continua... para ler, clique abaixo)

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Crítica de Histórias Cruzadas (The Help)

07 de fevereiro de 2012 0

Surpreendente. Admito que se este filme não tivesse sido indicado a tantas estatuetas do Oscar e ganho tantos prêmios pelas atuações de suas atrizes, eu dificilmente o teria assistido agora. E Histórias Cruzadas (The Help) merece esta chance de ser visto. Ele conta uma história conhecida, mas sob uma ótica totalmente nova. Por isso a surpresa. E, claro, pelo ótimo trabalho do elenco da produção. O roteiro também é ótimo, junto com a direção de Tate Taylor.

A HISTÓRIA: Alguém escreve à lápis em um caderno comum. A empregada doméstica Aibileen Clark (Viola Davis) começa a contar a própria história, dizendo que nasceu em 1911 em uma fazenda. Ela diz que sempre soube que seria uma empregada, porque a mãe tinha sido uma e a avó, uma escrava doméstica. Skeeter Phelan (Emma Stone) pergunta se Aibileen já sonhou em ser outra coisa, e a mulher assente com a cabeça. Quando ela pergunta sobre o que a empregada sente ao cuidar de crianças brancas enquanto as suas, negras, estão sendo cuidadas por outra pessoa, Aibileen lança o olhar para um retrato na parede. E aí começa a ser contada a história dela, e de várias outras empregadas domésticas que vivem e trabalham em Jackson, uma cidade do Mississippi onde vigora a segregação racial.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Histórias Cruzadas): Histórias bem contadas sempre são fascinantes. Bons textos, com interpretações inspiradas, fazem toda a diferença no cinema. O diretor pode até não fazer um trabalho inovador, inspirado.

Pode filmar fazendo o bê-à-bá. Tudo bem. Mas se o roteiro não for bom e os atores não fizerem um trabalho condizente com ele, não há como remediar. Histórias Cruzadas, para a sorte dos espectadores, tem ótimas histórias para contar, de um tempo onde as aparências contavam muito e quando a ignorância predominava, e com um plus de interpretações que faz a diferença.

O problema do filme é o que o roteiro, ainda que bem escrito, é simplório em muitos pontos. O diretor Tate Taylor adaptou o romance de Kathryn Stockett para a telona. Não li a obra, mas imagino que ele jogou para o cinema a mesma lógica do livro. E ela incomoda um pouco por duas razões: por estigmatizar as mocinhas e as bandida e pela preocupação da história chocar e, em seguida, suavizar o problema com a mesma intensidade.

Mas antes de falar mais destes deslizes, vou abordar as qualidades da produção. Porque Histórias Cruzadas tem muitas. Primeiro, a interpretação impecável de Viola Davis. Cada vez que a atriz entra em cena, ela dá uma aula de como repassar para a telona a profundidade de emoções de uma personagem. Ela convence quando sorri e ensina mais uma menina de quem cuida. Faz o mesmo quando conta suas próprias histórias, ou emociona-se lembrando do filho. Além dela, outras grandes atrizes seguram o interesse na história, com destaque para Emma Stone, Bryce Dallas Howard, Octavia Spencer e Jessica Chastain. E os coadjuvantes também fazem um coro interessante para as ótimas interpretações. (continua... para ler, clique abaixo).

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Trailers de filmes aguardados no Super Bowl

06 de fevereiro de 2012 0

O intervalo do Super Bowl, a final do campeonato de futebol americano, é muito disputado por marcas de grandes corporações por esta noite esportiva ser a que mais atrai a atenção do público em uma única transmissão - a edição do ano passado mobilizou 111 milhões de telespectadores.

Aqueles preciosos minutos do intervalo do jogo também são perfeitos para a indústria do cinema divulgar trailers de algumas de suas grandes apostas para o ano. Na transmissão do Super Bowl deste domingo, além do show da Madonna, foram divulgados 18 trailers e previews curtos de filmes que estão sendo esperados com ansiosidade para os fãs de cinema este ano.

Esta página do site Movieweb traz todos os trailers e previews. Mas não há dúvidas que duas das sensações da noite foram os vídeos do filme Os Vingadores (The Avengers), com direção e roteiro de Joss Whedon e com estreia prevista para o dia 27 de abril. Como um vídeo é apenas uma versão mais curta do trailer, deixamos apenas o trailer para você dar uma conferida:

Para os fãs dos HQ's dos heróis, o trailer dá uma prévia provocadora e atrativa. Fica evidente que este será mais um filme recheado de ótimos efeitos especiais, e com um elenco de peso que as adaptações para o cinema de quadrinhos nunca viu até agora. Entre outros astros, estarão na telona Robert Downey Jr., Chris Hemsworth, Scarlett Johansson, Chris Evans, Samuel L. Jackson, Jeremy Renner, Gwyneth Paltrow e Mark Ruffalo.

Outro trailer apresentado no Super Bowl que impressionou a audiência foi o de Battleship. No melhor estilo das produções "a Terra deve resistir a uma invasão alienígena" com todas as suas forças e armas, o filme parece mostrar um novo grau neste estilo de filmes ao explorar uma nova gama de efeitos especiais. Mais um grande candidato a blockbuster.

Dirigido por Peter Berg, o mesmo que fez Hancock, Battleship é estrelado por Liam Neeson, Taylor Kitsch, Rihanna, entre outros. A estreia dele no Brasil está prevista para 11 de maio. Veja o trailer:

O terceiro filme que deu um gostinho no Super Bowl foi Safe House, a mais nova produção do astro Denzel Washington. Dirigido por Daniel Espinosa, o filme, ainda sem título em português, tem previsão de estrear nos Estados Unidos no dia 10 de fevereiro. Além de Washington, outro atrativo da produção é um dos novos "queridinhos da América", Ryan Reynolds, além de outros atores talentosos, como Vera Farmiga, Brendan Gleeson e Sam Shepard. Veja os dois trailers divulgados ontem:

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