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Confira os trailers das estreias de cinema desta sexta-feira

11 de maio de 2012 0

A Vida em Um Dia

Um destaque da edição 2011 do Sundance, A Vida em Um Dia é um longa colaborativo do escocês Kevin McDonald _ diretor de diversos documentários e de Intrigas de Estado, produção de 2009 estrelada por Russell Crowe e Ben Affleck _ foi realizado via YouTube. O filme também está disponibilizado gratuitamente no portal de vídeos (www.youtube.com/user/lifeinaday) e, como diz o título, mostra a vida de pessoas comuns que se dispuseram a atender ao chamado de McDonald e enviar vídeos documentando o que fizeram no dia 24 de julho de 2010.

O realizador recebeu 4,5 mil horas de material, enviado por 80 mil pessoas. Pessoas de todo o mundo filmaram sua rotina e responderam a quatro perguntas: "como foi o seu dia em 24 de julho de 2010?", "o que você carregava nos bolsos?", "o que você amava?" e "do que tinha medo naquela data?". Depois, o material foi postado no YouTube. Entre as várias histórias de A Vida em um Dia, chamam a atenção a de um garoto que leva um fora de sua grande paixão, a de uma mãe na luta contra o câncer e a do homem que pede a namorada em casamento.


Amor e Dor

Eleito pelo júri, o longa-metragem francês Amor e Dor, do diretor chinês Lou Ye, foi o grande vencedor do prêmio Coruja de Ouro 2012, na segunda edição do Cinerama.BC, realizado no mês passado em Balneário Camboriú.

Estudante estrangeira em Paris, a chinesa Hua (Corinne Yam) acaba de sair de um intenso relacionamento, em que foi deixada pelo antigo amante. Desolada, vaga pelas ruas da capital da França até que conhece Mathieu (Tahar Rahim). O primeiro encontro dos dois já deixa suas marcas, mas algo ainda mais sério viria com o tempo. Hua, amedrontada, pensa em voltar ao seu país de origem, mas não será fácil abandonar Mathieu.


Piratas Pirados!

Mais de uma década depois de codirigir A Fuga das Galinhas (2000), o inglês Peter Lord volta a meter a mão na massinha com Piratas Pirados! (2012). A divertida animação em stop-motion coloca a tripulação de um navio de corsários em contato com figuras históricas como a Rainha Victoria e Charles Darwin. O filme estreia hoje em cópias em 3D e convencionais, apenas em versões dubladas.

Baseado em uma coleção de livros do romancista britânico Gideon Defoe, Piratas Pirados! acompanha a tentativa do atrapalhado Capitão Pirata (voz de Hugh Grant na versão em inglês) de sair da maré de azar e derrotar os rivais Black Bellamy e Cutlass Liz na disputa pelo troféu de Pirata do Ano. Na versão original, o filme conta com as vozes de Jeremy Piven, Salma Hayek, David Tennant e Imelda Staunton.

Além dos caprichados detalhes dos cenários e dos personagens, o filme destaca-se pela graça do roteiro e pelas piadas com referências culturais e históricas, que divertem tanto os pequenos quanto os grandes da plateia _ como o espanto do Capitão diante da semelhança do pai da Teoria da Evolução com o esperto Bobo, símio que se comunica por meio de palavras em cartelas.


A Árvore do Amor

Com muito romance e uma pitada de política, A Árvore do Amor apresenta a história de Jing, uma jovem estudante enviada, em meio à Revolução Cultural, para se reeducar em uma remota aldeia. O filme é de Zhang Yimou, com Zhou Dongyu e Dou Shawn.

Mais popular cineasta chinês em atividade, Zhang Yimou pode não contar tanto com o prestígio autoral que contava nos anos 1980 e 1990, quando assinou filmes como Sorgo Vermelho, Lanternas Vermelhas e Nenhum a Menos.

Mas um filme seu é sempre um espetáculo, nem que seja apenas visual.

Em tom de melodrama romântico, o diretor apresenta a saga de um amor proibido aos moldes do clássico Romeu e Julieta. A Árvore do Amor é ambientado nos anos 1960 e 1970, em meio à Revolução Cultural promovida por Mao Tsé-Tung na China. Filha de intelectuais perseguidos e presos pelo partido, a jovem e pobre estudante Jing (vivida pela estreante Zhou Dongy) é enviada a um campo de reeducação para ser " descontaminada" das aspirações burguesas. Do seu sucesso vai depender a reabilitação e o sustento seu e de toda a sua família.

Em meio a trabalhos e estudos numa região rural, a garota conhece Sun (Shawn Dou), abastado, para os padrões daquele realidade, filho de um militar. Entre eles, surge uma atração que vira paixão, e a relação tem como barreiras as diferenças sociais e ideológicas e o fato de a família de Sun ter planejado o casamento dele com outra moça. Os jovens alimentam seu amor proibido e secreto com encontros às escondidas que culminam em um grande drama.


O Corvo

Em O Corvo, de James McTeigue, o poeta Edgar Allan Poe (interpretado por John Cusack) persegue um serial killer que se inspira em suas obras para cometer assassinatos. O suspense, dirigido por James McTeigue _ de V de Vingança, Ninja Assassino _, fala sobre a caça a um serial killer.

O filme se passa em 1849. Poe se associa ao detetive Emmett Fields (Luke Evans) para encontrar o autor de uma série de assassinatos brutais. O trabalho do escritor serve de base ao homicida. O elenco é formado por Alice Eve (Sex and the City 2), Brendan Gleeson (In Bruges) e Oliver Jackson-Cohen (Faster). O roteiro é de Hannah Shakespeare (Obsessão,Ghost Whisperer) e Ben Livingston.


O Exótico Hotel Marigold

A história da comédia romântica O Exótico Hotel Marigold é curiosa: sete ingleses por volta dos 70 decidem "terceirizar" a terceira idade em rupias e embarcam com suas malinhas, passado e dor nos ossos para a Índia.

A nova vida no país asiático e seus percalços são a matéria-prima do filme. Dirigido por John Madden (de Shakespeare Apaixonado), o elenco é uma constelação liderada por Judi Dench, Tom Wilkinson e Maggie Smith. Dev Patel (de Quem Quer Ser Um Milionário?) faz o gerente do sonhado refúgio para "idosos e formosos".

As definições de idade e maturidade se dissipam nas circunstâncias que os hóspedes do Marigold encontram e, ao encarar um possível recomeço, eles reagem como adolescentes.

No mais que exótico hotel indiano, cada personagem trata essa possibilidade remexendo na bagagem que juntou na vida e se livrando do que mais pesa nela. Evelyn (Judi Dench), que acabou de enviuvar e descobrir que o marido só lhe deixou dívidas, vai trabalhar pela primeira vez e também vira blogueira. A situação financeira da amargurada Muriel (Maggie Smith) só pode cobrir a cirurgia que ela precisa no país que, visto através da sua xenofobia, é o próprio inferno.

Crise, que crise? Os Vingadores arrasa nos EUA

07 de maio de 2012 0

Mesmo o mais otimista executivo da Marvel, da Paramount ou da Albuquerque não poderia esperar um resultado tão retumbante.

Os Vingadores estreou na última sexta-feira, nos Estados Unidos, e arrecadou, até o domingo, espantosos US$ 200,3 milhões. Bilheteria que poucos filmes alcançam depois de meses em exibição.

Com esta bilheteria, Os Vingadores tornou-se o filme mais bem-sucedido no final de semana de estreia da história. Desbancou o recordista anterior, Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, que tinha conseguido US$ 169,2 milhões nos EUA no primeiro final de semana de exibição.

Além deste impressionante recorde - e dos anteriores, citados na semana passada -, Os Vingadores conquistou alguns outros. Por exemplo, ele firmou-se como a produção que mais rapidamente atingiu as marcas de US$ 100 milhões, US$ 150 milhões e US$ 200 milhões na história.

Também foi o filme que conseguiu as maiores bilheterias para um sábado (US$ 69,7 milhões) e para um domingo (US$ 50,1 milhões) nos Estados Unidos. Os Vingadores firmou-se ainda como o filme estadunidense com o melhor resultado por sala de cinema da história, com a média de US$ 46.057 por local de exibição.

Segundo os especialistas que acompanham as bilheterias dos Estados Unidos, o sucesso de Os Vingadores tem a ver com uma eficaz e extensa campanha de marketing iniciada em 2008 com a aparição do personagem Nick Fury no final de Homem de Ferro. Essa expectativa foi reforçada no ano passado, com o lançamento de Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador.

Além dos fãs das HQs e destes outros filmes com os seus heróis, Os Vingadores teria chegado a um público que não estava familiarizado com estes personagens através de uma campanha eficaz e massiva da Disney, distribuidora da produção. Ajudou no resultado o fato de Os Vingadores estrear em um número recorde de salas de cinema.

O perfil do espectador que foi conferir Os Vingadores, nos Estados Unidos, é de jovens de até 25 anos de idade, 60% deles, homens. Os cinemas 3D foram responsáveis por 52% do resultado do filme no final de semana. A dúvida agora é até que patamar de bilheteria Os Vingadores chegará.



Crítica de Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary)

04 de maio de 2012 0

Diz a lenda que todo jornalista que se preze tem que ser bom de copo. Em outras palavras, deve beber bem - ou fumar, pelo menos, porque algum vício básico o jornalista deve ter. Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) resgata esta lenda e se aprofunda nela através da história do jornalista Paul Kemp, interpretado por Johnny Depp.

Quem acompanha a carreira do ator verá muitos pontos em comum entre Diário de Um Jornalista Bêbado e o ótimo Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas), de 1998, dirigido por Terry Gilliam. Algo explica essa lembrança evidente: Diário de Um Jornalista Bêbado é inspirado no livro de Hunter S. Thompson, o mesmo autor da obra que inspirou Gilliam. O problema deste novo filme de Depp é que ele não é melhor que o filme de Gilliam. Só mesmo os jornalistas para se identificarem com esta produção e achá-la (talvez) interessante acima da média.

A HISTÓRIA: Um avião de acrobacias vermelho percorre o céu de Porto Rico, em 1960. Ele carrega uma faixa que dá as boas vindas para a Union Carbide. O jornalista Paul Kemp (Johnny Depp) acorda com o barulho do avião no hotel em que está hospedado, recebe o café da manhã e sai para falar com o editor chefe do jornal San Juan Star, Edward J. Lotterman (Richard Jenkins).

Mesmo não causando uma boa impressão, Kemp é contratado. Sua primeira missão é escrever o horóscopo diário do jornal. Pouco a pouco, ele vai adentrando na realidade de Porto Rico, mesmo sem falar espanhol, e é convocado pelo consultor de relações públicas Hal Sanderson (Aaron Eckhart), a emprestar o seu talento literário para um projeto de convencimento social de grupos imobiliários poderosos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Diário de Um Jornalista Bêbado): Não tenho dúvidas que este filme afetará os seus distintos públicos de maneiras muito diferentes. Terá um impacto para os jornalistas, especialmente os da "velha guarda". E terá um efeito muito mais suave para os que não vivem os prazeres e agruras desta profissão.

Diário de Um Jornalista Bêbado, como o nome sugere, mostra a rotina de pessoas habituadas a beber muito. De entornar copos e copos - de cerveja e, principalmente, de rum. Afinal, estamos falando de Porto Rico, um país que é considerado um "Estado livre associado", ou seja, não é totalmente independente e nem mesmo uma parte integral dos Estados Unidos (em outras palavras, não é um dos estados dos EUA).

A história conta que Porto Rico foi conquistado pela Espanha em 1493. Em 1898, o país foi cedido para os Estados Unidos. Cem anos depois, um referendo decidiu que Porto Rico seguiria no meio do caminho entre ser independente e fazer parte integralmente dos Estados Unidos.

Desde 1917, quem nasce no país é considerado cidadão estadunidense. Mas pelo fato de Porto Rico não fazer parte da União de estados do país, seus cidadãos não podem votar para presidente, mas podem ajudar a eleger os vencedores das eleições primárias. Confuso, não?

Pois Diário de Um Jornalista Bêbado mostra esta confusão entre uma identidade própria de Porto Rico e sua forte dependencia dos Estados Unidos - ao ponto do país ser visto como um reduto de férias para os aposentados da classe média dos EUA. (continua... para ler, clique abaixo)

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Diário de Um Jornalista Bêbado é uma das estreias de cinema desta sexta-feira

04 de maio de 2012 2

Diário de Um Jornalista Bêbado

Diário de Um Jornalista Bêbado é baseado no romance The Rum Diary, de Hunter S. Thompson. Johnny Depp é Paul Kemp, o repórter que vai a Porto Rico tentar a sorte num jornal decadente. A história passa-se no início dos anos 1960.

Kemp acaba envolvido com um escroque de negócios imobiliários e, acima de tudo, com a namorada do mafioso.

A questão pessoal do personagem de Depp é encontrar "sua própria voz". Tudo o que escreve lhe parece vindo de um outro, o que é angústia de todo escritor (a sua fantasia fundamental: isso aqui poderia ter sido escrito por qualquer um; eu não estou no texto).

No meio da aventura, sua voz virá "da tinta e da raiva". E encontrará na pena (ou na máquina de escrever) a arma para fustigar os poderosos do mundo. Entre essas declarações de princípios, o filme respira em cenas engraçadas de bebedeira e piração, luz solar e esplêndidas paisagens.

Anjos da Lei

O seriado que lançou Johnny Depp ao estrelado era uma das atrações quentes do final da década de 1980 no Brasil. Anjos da Lei fez sucesso como folhetim policial, em que jovens tiras norte-americanos trabalhavam infiltrados como alunos em escolas, prevenindo o crime ou impedindo que adolescentes se tornassem presas fáceis para aliciadores.

Quando Depp abandonou a série para filmar Edward Mãos de Tesoura, a tevê perdeu uma interessante atração e o cinema ganhou um superastro. O filme aposta mais no lado humorístico, politicamente incorreto da situação, com piadas escatológicas na medida para sensibilizar o público jovem e adolescente. A história dos dois policiais é contada desde a época do colégio, quando Schmidt (Jonah Hill, de Moneyball), um estudante nerd, é infernizado por Jenko (Channing Tatum), o galã da turma, que não tem nenhuma paciência para os estudos.

Os dois se reencontram anos depois na academia de polícia e acabam se tornando parceiros e amigos. As diferenças entre os dois criam situações cômicas desastradas, enquanto a ação corre solta.


Paraísos Artificiais

Assim como o livro do poeta francês Charles Baudelaire, publicado em 1860, que analisa os efeitos de substâncias psicotrópicas populares entre os jovens da época - haxixe, ópio e vinho -, o primeiro longa de ficção do até então documentarista Marcos Prado recebe o mesmo nome: Paraísos Artificiais. Mas, diferente do livro, no longa, as drogas são pano de fundo de uma história de amor e superação.

Para dar vida a esta história de amor, Nathalia Dill - a Débora da novela das nove, Avenida Brasil - vive Érica, uma DJ com fama e prestígio internacional que se envolve com Nando (Luca Bianchi), que perde tudo pela ilusão de dinheiro fácil, mostrando a realidade de muitos jovens de classe média que se envolvem com o tráfico internacional de drogas sintéticas. Quem une o casal, de uma maneira nada tradicional, é a melhor amiga de Érica, a encantadora e destemida Lara (Lívia de Bueno, atriz que ganhou prestígio ao protagonizar a série Oscar Freire 279, no Multishow).

Fica evidente a paixão que Lara sente por Érica, e as duas acabam se envolvendo além da amizade. Até que, em um festival, encontram Nando e tudo muda. Deste triângulo amoroso resultará uma lição que carregarão para o resto de suas vidas.

(texto por Bárbara Nunes)


Um Homem de Sorte

Mais nova adaptação da obra do escritor Nicholas Sparks para as telas, o filme da vez é Um Homem de Sorte, estrelado por Zac Efron, o astro teen de High School Musical que agora busca papéis mais adultos.

Ele interpreta um fuzileiro naval, o sargento da Marinha dos EUA Logan Thibault. Sobrevive a três missões no Iraque e credita o feito a uma mulher que não conhece, mas cuja fotografia - que encontrou perdida - carrega consigo feito um talismã. De volta aos Estados Unidos, quer encontrá-la. Ao descobrir que seu nome é Beth (Taylor Schilling) e onde ela mora, o sargento aparece em sua porta e acaba por aceitar um emprego em seu canil familiar local.

Apesar da desconfiança inicial de Beth e as complicações em sua vida, um romance acontece entre eles, dando a Logan a esperança de que Beth pode ser muito mais do que seu amuleto da sorte.

O filme tem direção de Scott Hicks. Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1, de acordo com a listagem de vendas de livros do New York Times.


5 Dias sem Nora

Separados há 20 anos, Nora e José (Fernando Lajuan) continuam morando próximos um do outro. Por isso, José não se surpreende quando uma encomenda para ela é entregue na casa dele.

Ao se dirigir ao apartamento da ex-mulher, José descobre que ela finalmente conseguiu se matar, após 14 tentativas.

Como a família da morta é judaica, o enterro não poderá ser feito imediatamente. Serão, portanto, cinco dias sem Nora, como indica o nome do filme mexicano dirigido por Mariana Chenillo. Lançado em 2008, esta comédia discreta chega agora aos cinemas catarinenses.

Nora estava planejando sua morte, mas deixou a vida pessoal em perfeita organização. Deixou cartas para José, para o filho e para a empregada, instruções para preparar o Pessach (Páscoa judaica) com todos os ingredientes identificados. Mas é por acaso que uma fotografia encontrada pelo ex-marido revela um segredo. Enquanto família, amigos e religiosos preparam o sepultamento de Nora, José quer apenas encontrar mais elementos para desvendar o mistério indicado pela a foto reveladora.


Sonhos em Movimento

A coreógrafa Pina Bausch é mais uma vez tema de filme. Depoi de Pina 3D, uma verdadeira homenagem estética à diretora da companhia de dança do Teatro de Wuppertal um segundo longa coloca a figura de Pina como protagonista. Em Sonhos em Movimento, a linguagem é documental, com entrevistas com os dançarinos dirigidos pela coreógrafa alemã.

A direção é de Anne Linsel e Rainer Hoffmann. Ambos trazem ao cinema os bastidores da última direção de Pina, a coreografia Tanzträume. O filme foi gravado em 2008 poucos meses da morte da artista, que morreu em junho de 2009. A imagem de Pina é contruída pelas entrevistas com os dançarinos, adolescentes entre 14 e 18 anos, que não revelam muito além do que se sabe sobre a coreógrafa: ela é exigente e trabalhar em suas coreografias não é nada fácil.

O novo trailer de Batman esquenta a disputa de HQs

02 de maio de 2012 0

Na estratégia dos grandes estúdios de Hollywood, nada é por acidente. Cada movimento é bem planejado. Dito isso, vamos ao novo - o terceiro - trailer do aguardado Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises):



E por que o comentário anterior, de que nada em Hollywood ocorre por acidente?

Elementar, caros leitores. A DC Entertainment e a Warner Bros. Pictures, junto com as produtoras Legendary e Syncopy, lançaram este novo trailer do aguardado filme do maior herói da DC Comics, o Batman, justamente alguns dias antes de Os Vingadores estrear nos Estados Unidos. Espertos.

A história do novo filme estrelado por Batman promete porque fecha o ciclo dirigido e escrito por Christopher Nolan e iniciado com Batman Begins em 2005.

Esta trilogia, que teve, na sequência, o premiado e elogiado Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008) e, agora, O Cavaleiro das Trevas Ressurge, foi a mais bem-sucedida do herói das HQs.

Primeiro, pelos filmes anteriores terem sido indicados e, no caso de O Cavaleiro das Trevas, vencedor de estatuetas do Oscar.

Depois, pelas bilheterias. Batman Begins, que teria custado cerca de US$ 150 milhões, faturou pouco mais de US$ 205,3 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado ficou um pouco abaixo do Batman de 1989, que faturou US$ 251,2 milhões. A segunda parte da trilogia, Batman - O Cavaleiro das Trevas, custou aproximadamente US$ 185 milhões e conseguiu, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 533,3 milhões.

Este novo filme estrelado por Batman será o sétimo da grife. E tem tudo para tornar-se a melhor bilheteria do herói nos cinemas - especialmente após o êxito do filme anterior. Saberemos se essa aposta está certa a partir do dia 27 de julho, quando o novo filme de Batman deverá estrear nos cinemas.

A história de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge se passa em Gotham City oito anos depois do herói ter vencido o vilão Duas Caras. Desta vez, ele terá que enfrentar a a Bane (Tom Hardy) e ao supervilão Ra's Al Ghul (Liam Neeson). No elenco, além do inevitável Christian Bale, estão Joseph Gordon-Levit (como o agente John Blake), Anne Hathaway (Selina Kyle, identidade civil da Mulher-Gato), Gary Oldman (o comissário Jim Gordon), Marion Cotillard (como Miranda Tate, executiva da Wayne Enterprises), Morgan Freeman (o administrador Lucius Fox), Juno Temple (Holly Robinson), Michael Caine (o mordomo Alfred Pennyworth), entre outros.

Se você é fã do herói mascarado, confira os outros dois trailers divulgados até o momento deste novo filme:





Os Vingadores estreia batendo recordes

30 de abril de 2012 1

Mesmo sem ter entrado ainda no circuito comercial dos Estados Unidos, Os Vingadores teve uma estreia retumbante.

Em cartaz desde sexta-feira em 39 países, o filme que concentra o maior número de heróis das HQs da Marvel em uma única produção teria arrecadado, segundo o site Hollywood Reporter, US$ 178,4 milhões.

Mais que a bilheteria acumulada, o que impressiona são os recordes conquistados pelo filme. Por exemplo: Os Vingadores conseguiu estrear em primeiro lugar nos 39 países em que entrou em cartaz.

Além disso, a produção entrou para a história como a que obteve a melhor bilheteria em uma estreia na América Latina, incluindo o México (US$ 15,9 milhões), e com destaque para o Brasil (US$ 11,3 milhões).

Os Vingadores também tornou-se a melhor estreia de um filme de super herois no Reino Unido (US$ 24,7 milhões), e o melhor desempenho de uma produção da Disney em apenas três dias. Ele conseguiu, ainda, US$ 19,7 milhões na Austrália, a segunda melhor estreia de um filme 3D no país.

E os recordes não terminaram por aí. Os Vingadores firmou-se como a melhor estreia da história em mercados asiáticos como os de Taiwan, Hong Kong e Filipinas. A produção também se firmou como a terceira melhor estreia de um filme estrangeiro na Índia.

O filme não chegou, ainda, a 30% do mercado mundial. No pacote, está incluído os Estados Unidos, onde a produção estreia na próxima sexta-feira, a China, a Rússia e o Japão (neste último, Os Vingadores só estreia em agosto).

Crítica de Um Método Perigoso (A Dangerous Method)

27 de abril de 2012 1

Me disseram, certo dia, que qualquer pessoa que quiser ajudar outra a se tratar psicologicamente deve ter, também, um pouco de loucura para resolver. Ou, em outras palavras, que qualquer psicólogo ou psiquiatra deve, em algum momento, precisar de análise também, para enfrentar os seus próprios problemas e/ou demônios.

Impossível não admirar a Freud, um dos grandes nomes das ciências de todos os tempos. Mas mesmo admirando-o, nunca entendi muito bem porque da fixação dele com as questões sexuais. Li algumas teorias a respeito, mas nunca me aprofundei sobre as razões que fizeram ele ir tão fundo apenas nesta direção. Um Método Perigoso (A Dangerous Method) surge para contribuir com estes debates porque ele foca uma amizade entre dois científicos que mudou a história. Fala de Freud e de Jung. Fascinante.

A HISTÓRIA: Dois homens seguram uma mulher descontrolada em uma carruagem. Sabina Spielrein (Keira Knightley) quer sair dali, ela resiste, mas quando a carruagem para, ela é levada para dentro da Clínica Burghölzli na cidade de Zurique, na Suíça, em agosto de 1904. Na manhã seguinte, ela é recepcionada pelo médico Carl Jung (Michael Fassbender), que começa a experimentar com Sabina os métodos de psicanálise de Sigmund Freud (Viggo Mortensen). A proposta de Jung é que ele e a paciente se encontrem quase todos os dias para conversar. Conforme o caso dela vai avançando e o tratamento surte efeito, Jung se arrisca a começar a corresponder-se com Freud. A partir daí, o filme conta a história destes três personagens.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme Um Método Perigoso): O surgimento da psicanálise, momento revolucionário no tratamento dos problemas e dores da mente, é o foco deste filme. A primeira sensação que Um Método Perigoso nos provoca é a da angústia, ao ver Keira Knightley se retorcendo, literalmente, para interpretar a personagem de Sabina Spielrein em sua fase de crise e mesmo depois.

A atriz faz um bom trabalho. Mas continuo achando que esse tipo de papel não é para ela. Senti Knightley um pouco deslocada no papel. Quando você sente o esforço do ator, é porque as coisas não vão bem. Quando assistimos a um ator vivenciando o personagem, tornando-o legítimo, aquele personagem faz sentido. Quando o esforço fica evidente... parece que para o espectador é jogada a outra parte do sacrifício.

Isso acontece com os outros dois atores. Eles estão bem, mas parecem se esforçar em assumir um tom sério e intelectual. Um Método Perigoso tem menos de duas horas, mas parece ter mais. E isso não se deve apenas à densidade do roteiro de Christopher Hampton, inspirado em sua peça The Talking Cure e no livro A Most Dangerous Method, de John Kerr. Parte do esforço que o espectador tem que fazer para continuar interessado na história se deve também pelas interpretações, algumas vezes forçadas.

Mas a história, por si só, é fascinante. E, evidentemente, não cabe em um filme, em uma peça ou em um livro. O surgimento da psicanálise e as relações amistosas e depois de ruptura entre Freud e Jung estão cheias de detalhes que merecem ser conhecidos e, eu diria, estudados.

Um Método Perigoso humaniza os dois ícones da psicanálise e nos faz pensar em como mesmo o mais genial e ousado cientista tem, ele próprio, as suas imperfeições. Se um ícone estivesse alheio a defeitos e problemas, não seria humano, certo? Eu já conhecia um pouco da história de Freud e Jung, mas francamente este filme torna muito mais simples a explicação de pontos fundamentais na vida dos cientista. Para começar, a fixação de Freud pelo que Jung chamou de "interpretação exclusivamente sexual do material clínico" que eles estudavam. (continua... para ler, clique abaixo)

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Veja os trailers de Os Vingadores e outras estreias desta sexta-feira

27 de abril de 2012 0

Os Vingadores

Depois de apresentar um a um seus super-heróis desde o primeiro "Homem de Ferro" em 2008, a Marvel Studios finalmente reuniu sua super-equipe no esperado e impressionante "Os Vingadores", que dá início à temporada primavera-verão hollywoodiana, particularmente rica em superproduções. "Os Vingadores" é dirigido por Joss Whedon, criador da série "Buffy, a Caça Vampiros" e roteirista de "Toy Story".

O roteiro é simples: o superpolicial mundial Nick Fury (Samuel L. Jackson) reúne os super-heróis para derrotar o irmão de Thor, o maléfico Loki, que roubou um cubo com um poder incalculável.

O Príncipe do Deserto

Outra estreia é o longa-metragem O Príncipe do Deserto, que tem como principal atração do ator Antonio Banderas. O filme é uma adaptação, escrita por Menno Meyjes, do livro The Great Thirst, do suíço Hans Reusch, escrito em 1957. No enredo, Antonio Banderas é o líder Nessib. Depois de derrotar Ammar (Mark Strong), ele recebe do perdedor os dois filhos, o qual tem a obrigação de criá-los. Assim, Saleeh (Akin Gazi) e Auda (Tahar Rahim) chega à idade adulta ao lado da Princesa Leyla (Freida Pinto), verdadeira filha de Nassib. No entanto, eles passam a demonstrar diferentes interesses. O objetivo de um deles é voltar para as terras do pai, enquanto o outro só quer saber de ler e conhecer cada vez mais coisas.

Em meio às questões familiares que envolvem a família de Nessib, outro conflito começa a se formar nesta região do Oriente Médio - os reinos são fictícios e ganharam o nome de Hobeika e Salmaah, o Cinturão Amarelo ou o deserto conhecido como a Casa de Alá. Ainda que inventada, a situação inspira-se nos verdadeiro conflitos da região: a busca por novas fontes de petróleo.

Americano


Um Método Perigoso

Com roteiro baseado na peça The Talking Cure, de Christopher Hampton, o filme narra o encontro entre os pais da psicanálise Carlos Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) com a russa Sabina Spielrein (Keira Knightley), que viria a ser uma das primeiras mulheres psicanalistas da história. Sabina é paciente Jung, em Zurique. Diagnosticada como histérica, ela é um caso complicado, com histórico familiar desequilibrado e comportamento destrutivo.

Freud, 40 anos mais velho, é o mentor de Jung. Ambos trocam experiências a respeito do caso, mas também revelam diferenças. Além da idade e religião (Jung era protestante e Freud, judeu), os dois divergem sobre a postura profissional em determinados temas como, por exemplo, a sexualidade.


As Neves do Kilimanjaro

O casal de protagonistas Michel (Jean-Pierre Darroussin) e Marie-Claire (Ariane Ascaride) ganha como prêmio uma viagem ao Kilimanjaro. Dirigido pelo francês Robert Guédiguian, o filme trata o choque de gerações europeu entre a geração estabelecida à base da luta social e os filhos desta geração, crescida com o neoliberalismo rejeitando assistencialismo do estado.

Após se demitido, o líder sindica Michel integra o primeiro grupo. Aposentado à força, não consegue lidar com a nova situação: de operário engajado é quase obrigado a viver como burguês em casa com a mulher. Um dia o casal sofre um assalto violento e a passagem ao Kilimanjaro é roubada. Entre os assaltantes, um adolescente que também foi demitido. Ele representa a outra ponta do conflito de gerações.


Americano

Também francês, o Americano é dirigido por Mathieu Demi. Martin recebeu um telefonema que mudaria muito a sua rotina. Após o comunicado da morte da mãe, ele precisa viajar para os Estados Unidos, onde nasceu, para resolver as questões do enterro e também da herança deixada por ela. É quando ele descobre que sua ausência abriu espaço para que Lola (Salma Hayek), uma dançarina de boate, entrasse na vida de sua própria mãe.

A história de Noé contada por Aronofsky

24 de abril de 2012 0

Depois de ser indicado ao Oscar de melhor diretor pelo retumbante Cisne Negro (Black Swan), Darren Aronofsky faz mais uma aposta alta na carreira. Desta vez ele vai filmar Noah, adaptação da história bíblica da Arca de Noé.

As filmagens do longa começam em julho. Noah deverá ser rodado na Islândia e em Nova York. Para estrelar o filme como Noé, o ator Russell Crowe, de Gladiador e Robin Hood.

Noah será produzido por Scott Franklin e pelo diretor, Aronofsky, ambos da Protozoa Pictures, e por Mary Parent da Disruption Entertainment. Ari Handel, responsável por Cisne Negro, fará a produção executiva de Noah, junto com Arnon Milchan (New Regengy) e Chris Brigham (A Origem). Pela lista, podemos perceber que há muita gente acreditando em Aronofsky.

O projeto é ousado - e as chances são altas do filme ser brilhante ou uma verdadeira bomba. Dificilmente ele conseguirá ficar no meio do caminho entre estes dois extremos.

O roteiro de Noah é de Aronofsky e Ari Handel (que escreveu a história de Fonte da Vida). Depois de concluído, o roteiro da dupla passou por uma revisão de John Logan, indicado três vezes ao Oscar - pelos filmes A Invenção de Hugo Cabret, O Aviador e Gladiador.

Segundo a Paramount Pictures, que prevê lançar Noah nos cinemas no dia 28 de março de 2014, a história do filme se passa "em um mundo devastado pelos pecados humanos". Neste ambiente, Noé recebe "uma missão divina: construir uma arca para salvar a criação do dilúvio que se aproxima".

Outros nomes do elenco ainda não foram confirmados, mas há rumores da participação de Saoirse Ronan e Jennifer Connelly na produção.



Crítica de A Perseguição (The Grey)

20 de abril de 2012 0

O que pode ser pior do que trabalhar em um local inóspito, gelado, cheio de neve por todos os lados e cercado por sujeitos durões, que curtem um bar e uma briga? E se na saída deste local, o avião em que você está cair, em local ainda mais inóspito?

A Perseguição (The Grey) mostra que realidades complicadas podem sempre ficar ainda mais complicadas. No melhor estilo de "nada que está ruim não pode piorar". Um filme angustiante, com um grande ator à frente do elenco, e que segura a tensão até o final. Belo trabalho do diretor Joe Carnahan, que tem um estilo seco e direto. Como uma história assim exige.

A HISTÓRIA: Cenário com montanhas geladas e trilha sonora composta de uivos. Instalações fumegantes, e a voz grave de Ottway (Liam Neeson) fala sobre um trabalho no fim do mundo. Ele se define como "um matador assalariado de uma grande companhia petrolífera". No início, você pensa que ele está fazendo uma fina ironia mas, de fato, ele é um matador. De lobos.

Ottway cuida da segurança dos funcionários da companhia, eliminando os animais ferozes quando eles se aproximam demais. Sujeito cheio de arrependimentos, Ottway segue o seu caminho meio que por inércia, até o dia em que eles tem que sair às pressas do local antes da chegada de uma tempestade de gelo. Eles embarcam em um avião, que sofre um acidente. A partir daí, Ottway e os sobreviventes terão que enfrentar as piores condições e perigos na busca pela sobrevivência.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme A Perseguição): Poucos tem a coragem do diretor e roteirista Joe Carnahan para fazer um filme como este. Porque, pela densidade e desesperança convicta desta produção, ela pode ser tudo, menos um projeto que renderá uma grande bilheteria.

As pessoas não querem saber de filmes como este. Querem assistir a fantasias, ou comédias escrachadas e repetitivas. Tudo que lhes faça esquecer um pouco da dureza de suas próprias realidades. Prova disso são as últimas grandes bilheterias de Hollywood.

Então é preciso ter coragem para fazer um filme como A Perseguição. Porque ele não alivia. Pelo contrário. Vai ficando cada vez mais tenso e forte conforme a história se desenvolve. E a beleza desta produção é que ela não é apenas isso. Um filme sobre situações extremas e o choque entre o homem racional e a sua parte irracional e/ou primitiva.

O protagonista, por exemplo, não é apenas uma figura dura, mas também um homem adulto que é capaz de olhar para o passado e citar a poesia do pai, ter foco em saídas corajosas no presente enquanto ele lembra da voz doce da amada perdida. E não é apenas ele que tem a história destrinchada. Outros personagens que o acompanham também tem suas memórias, temores e momentos de valentia. Esses elementos fazem toda a diferença em A Perseguição.

O cenário do filme parece impossível para qualquer ser humano. E, ainda assim, aquelas pessoas insistem em buscar a vida por lá. Contra todas as adversidades. Essa teimosia mostra a valentia do espírito daquelas pessoas, ou apenas uma falta extrema de alternativas? As duas respostas são válidas. (continua... para ler, clique abaixo)

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