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Crítica de Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary)

04 de maio de 2012 0

Diz a lenda que todo jornalista que se preze tem que ser bom de copo. Em outras palavras, deve beber bem - ou fumar, pelo menos, porque algum vício básico o jornalista deve ter. Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) resgata esta lenda e se aprofunda nela através da história do jornalista Paul Kemp, interpretado por Johnny Depp.

Quem acompanha a carreira do ator verá muitos pontos em comum entre Diário de Um Jornalista Bêbado e o ótimo Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas), de 1998, dirigido por Terry Gilliam. Algo explica essa lembrança evidente: Diário de Um Jornalista Bêbado é inspirado no livro de Hunter S. Thompson, o mesmo autor da obra que inspirou Gilliam. O problema deste novo filme de Depp é que ele não é melhor que o filme de Gilliam. Só mesmo os jornalistas para se identificarem com esta produção e achá-la (talvez) interessante acima da média.

A HISTÓRIA: Um avião de acrobacias vermelho percorre o céu de Porto Rico, em 1960. Ele carrega uma faixa que dá as boas vindas para a Union Carbide. O jornalista Paul Kemp (Johnny Depp) acorda com o barulho do avião no hotel em que está hospedado, recebe o café da manhã e sai para falar com o editor chefe do jornal San Juan Star, Edward J. Lotterman (Richard Jenkins).

Mesmo não causando uma boa impressão, Kemp é contratado. Sua primeira missão é escrever o horóscopo diário do jornal. Pouco a pouco, ele vai adentrando na realidade de Porto Rico, mesmo sem falar espanhol, e é convocado pelo consultor de relações públicas Hal Sanderson (Aaron Eckhart), a emprestar o seu talento literário para um projeto de convencimento social de grupos imobiliários poderosos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Diário de Um Jornalista Bêbado): Não tenho dúvidas que este filme afetará os seus distintos públicos de maneiras muito diferentes. Terá um impacto para os jornalistas, especialmente os da "velha guarda". E terá um efeito muito mais suave para os que não vivem os prazeres e agruras desta profissão.

Diário de Um Jornalista Bêbado, como o nome sugere, mostra a rotina de pessoas habituadas a beber muito. De entornar copos e copos - de cerveja e, principalmente, de rum. Afinal, estamos falando de Porto Rico, um país que é considerado um "Estado livre associado", ou seja, não é totalmente independente e nem mesmo uma parte integral dos Estados Unidos (em outras palavras, não é um dos estados dos EUA).

A história conta que Porto Rico foi conquistado pela Espanha em 1493. Em 1898, o país foi cedido para os Estados Unidos. Cem anos depois, um referendo decidiu que Porto Rico seguiria no meio do caminho entre ser independente e fazer parte integralmente dos Estados Unidos.

Desde 1917, quem nasce no país é considerado cidadão estadunidense. Mas pelo fato de Porto Rico não fazer parte da União de estados do país, seus cidadãos não podem votar para presidente, mas podem ajudar a eleger os vencedores das eleições primárias. Confuso, não?

Pois Diário de Um Jornalista Bêbado mostra esta confusão entre uma identidade própria de Porto Rico e sua forte dependencia dos Estados Unidos - ao ponto do país ser visto como um reduto de férias para os aposentados da classe média dos EUA. (continua... para ler, clique abaixo)

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O novo trailer de Batman esquenta a disputa de HQs

02 de maio de 2012 0

Na estratégia dos grandes estúdios de Hollywood, nada é por acidente. Cada movimento é bem planejado. Dito isso, vamos ao novo - o terceiro - trailer do aguardado Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises):



E por que o comentário anterior, de que nada em Hollywood ocorre por acidente?

Elementar, caros leitores. A DC Entertainment e a Warner Bros. Pictures, junto com as produtoras Legendary e Syncopy, lançaram este novo trailer do aguardado filme do maior herói da DC Comics, o Batman, justamente alguns dias antes de Os Vingadores estrear nos Estados Unidos. Espertos.

A história do novo filme estrelado por Batman promete porque fecha o ciclo dirigido e escrito por Christopher Nolan e iniciado com Batman Begins em 2005.

Esta trilogia, que teve, na sequência, o premiado e elogiado Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008) e, agora, O Cavaleiro das Trevas Ressurge, foi a mais bem-sucedida do herói das HQs.

Primeiro, pelos filmes anteriores terem sido indicados e, no caso de O Cavaleiro das Trevas, vencedor de estatuetas do Oscar.

Depois, pelas bilheterias. Batman Begins, que teria custado cerca de US$ 150 milhões, faturou pouco mais de US$ 205,3 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado ficou um pouco abaixo do Batman de 1989, que faturou US$ 251,2 milhões. A segunda parte da trilogia, Batman - O Cavaleiro das Trevas, custou aproximadamente US$ 185 milhões e conseguiu, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 533,3 milhões.

Este novo filme estrelado por Batman será o sétimo da grife. E tem tudo para tornar-se a melhor bilheteria do herói nos cinemas - especialmente após o êxito do filme anterior. Saberemos se essa aposta está certa a partir do dia 27 de julho, quando o novo filme de Batman deverá estrear nos cinemas.

A história de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge se passa em Gotham City oito anos depois do herói ter vencido o vilão Duas Caras. Desta vez, ele terá que enfrentar a a Bane (Tom Hardy) e ao supervilão Ra's Al Ghul (Liam Neeson). No elenco, além do inevitável Christian Bale, estão Joseph Gordon-Levit (como o agente John Blake), Anne Hathaway (Selina Kyle, identidade civil da Mulher-Gato), Gary Oldman (o comissário Jim Gordon), Marion Cotillard (como Miranda Tate, executiva da Wayne Enterprises), Morgan Freeman (o administrador Lucius Fox), Juno Temple (Holly Robinson), Michael Caine (o mordomo Alfred Pennyworth), entre outros.

Se você é fã do herói mascarado, confira os outros dois trailers divulgados até o momento deste novo filme:





A história de Noé contada por Aronofsky

24 de abril de 2012 0

Depois de ser indicado ao Oscar de melhor diretor pelo retumbante Cisne Negro (Black Swan), Darren Aronofsky faz mais uma aposta alta na carreira. Desta vez ele vai filmar Noah, adaptação da história bíblica da Arca de Noé.

As filmagens do longa começam em julho. Noah deverá ser rodado na Islândia e em Nova York. Para estrelar o filme como Noé, o ator Russell Crowe, de Gladiador e Robin Hood.

Noah será produzido por Scott Franklin e pelo diretor, Aronofsky, ambos da Protozoa Pictures, e por Mary Parent da Disruption Entertainment. Ari Handel, responsável por Cisne Negro, fará a produção executiva de Noah, junto com Arnon Milchan (New Regengy) e Chris Brigham (A Origem). Pela lista, podemos perceber que há muita gente acreditando em Aronofsky.

O projeto é ousado - e as chances são altas do filme ser brilhante ou uma verdadeira bomba. Dificilmente ele conseguirá ficar no meio do caminho entre estes dois extremos.

O roteiro de Noah é de Aronofsky e Ari Handel (que escreveu a história de Fonte da Vida). Depois de concluído, o roteiro da dupla passou por uma revisão de John Logan, indicado três vezes ao Oscar - pelos filmes A Invenção de Hugo Cabret, O Aviador e Gladiador.

Segundo a Paramount Pictures, que prevê lançar Noah nos cinemas no dia 28 de março de 2014, a história do filme se passa "em um mundo devastado pelos pecados humanos". Neste ambiente, Noé recebe "uma missão divina: construir uma arca para salvar a criação do dilúvio que se aproxima".

Outros nomes do elenco ainda não foram confirmados, mas há rumores da participação de Saoirse Ronan e Jennifer Connelly na produção.



Crítica de A Perseguição (The Grey)

20 de abril de 2012 5

O que pode ser pior do que trabalhar em um local inóspito, gelado, cheio de neve por todos os lados e cercado por sujeitos durões, que curtem um bar e uma briga? E se na saída deste local, o avião em que você está cair, em local ainda mais inóspito?

A Perseguição (The Grey) mostra que realidades complicadas podem sempre ficar ainda mais complicadas. No melhor estilo de "nada que está ruim não pode piorar". Um filme angustiante, com um grande ator à frente do elenco, e que segura a tensão até o final. Belo trabalho do diretor Joe Carnahan, que tem um estilo seco e direto. Como uma história assim exige.

A HISTÓRIA: Cenário com montanhas geladas e trilha sonora composta de uivos. Instalações fumegantes, e a voz grave de Ottway (Liam Neeson) fala sobre um trabalho no fim do mundo. Ele se define como "um matador assalariado de uma grande companhia petrolífera". No início, você pensa que ele está fazendo uma fina ironia mas, de fato, ele é um matador. De lobos.

Ottway cuida da segurança dos funcionários da companhia, eliminando os animais ferozes quando eles se aproximam demais. Sujeito cheio de arrependimentos, Ottway segue o seu caminho meio que por inércia, até o dia em que eles tem que sair às pressas do local antes da chegada de uma tempestade de gelo. Eles embarcam em um avião, que sofre um acidente. A partir daí, Ottway e os sobreviventes terão que enfrentar as piores condições e perigos na busca pela sobrevivência.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme A Perseguição): Poucos tem a coragem do diretor e roteirista Joe Carnahan para fazer um filme como este. Porque, pela densidade e desesperança convicta desta produção, ela pode ser tudo, menos um projeto que renderá uma grande bilheteria.

As pessoas não querem saber de filmes como este. Querem assistir a fantasias, ou comédias escrachadas e repetitivas. Tudo que lhes faça esquecer um pouco da dureza de suas próprias realidades. Prova disso são as últimas grandes bilheterias de Hollywood.

Então é preciso ter coragem para fazer um filme como A Perseguição. Porque ele não alivia. Pelo contrário. Vai ficando cada vez mais tenso e forte conforme a história se desenvolve. E a beleza desta produção é que ela não é apenas isso. Um filme sobre situações extremas e o choque entre o homem racional e a sua parte irracional e/ou primitiva.

O protagonista, por exemplo, não é apenas uma figura dura, mas também um homem adulto que é capaz de olhar para o passado e citar a poesia do pai, ter foco em saídas corajosas no presente enquanto ele lembra da voz doce da amada perdida. E não é apenas ele que tem a história destrinchada. Outros personagens que o acompanham também tem suas memórias, temores e momentos de valentia. Esses elementos fazem toda a diferença em A Perseguição.

O cenário do filme parece impossível para qualquer ser humano. E, ainda assim, aquelas pessoas insistem em buscar a vida por lá. Contra todas as adversidades. Essa teimosia mostra a valentia do espírito daquelas pessoas, ou apenas uma falta extrema de alternativas? As duas respostas são válidas. (continua... para ler, clique abaixo)

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Filme sobre Renato Russo estreia em outubro

11 de abril de 2012 1

Brasília, década de 1980. Local e momento para o surgimento de um dos maiores nomes do rock brasilis. A transformação do garoto Renato Manfredini Jr. em Renato Russo é o mote de Somos Tão Jovens, produção com estreia marcada para o dia 11 de outubro.

A escolha da data, divulgada pela distribuidora Imagem Filmes, não foi acidental. Renato Russo segue movimentando uma legião de fãs, muitos deles enfáticos na defesa do ídolo. E cada um deles (de vocês) sabe que o vocalista da Legião Urbana morreu justamente neste dia, 11 de outubro, em 1996.

A aura que cerca Somos Tão Jovens é de homenagem. Principalmente para Renato Russo, mas também para a Legião Urbana e o movimento rockeiro que tomou conta no país nos anos 1980, pós-ditadura militar.

No site sobre o filme, com página inicial em estilo de blog, há mais detalhes sobre a produção. Sabemos, por ali, que a história de Somos Tão Jovens foca o surgimento do mito, contando o que aconteceu na vida de Renato Manfredini Jr. entre os anos 1976 e 1982.

Ou seja, desde o momento em que ele sofreu com uma doença degenerativa e mergulhou em livros, poesias e na música, até a criação da Legião Urbana e os primeiros shows da banda, em Minas Gerais e em Brasília. Dois anos depois, em 1984, Renato Russo lançaria, junto com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha o primeiro disco da Legião Urbana. O resto é história.

O roteirista Marcos Bernstein, conhecido pelo trabalho exemplar de Central do Brasil, focou a fase menos conhecida do ídolo e de seu grupo de amigos.

Aliás, tudo indica que Somos Tão Jovens será um retrato interessante sobre a juventude urbana irriquieta daquele tempo. Renato Russo surge naquele contexto como um nome capaz de sintetizar os anseios, desejos e esperanças de seu tempo e, principalmente, das pessoas ávidas por mudanças - no país e em suas vidas.

Somos Tão Jovens foca a vida de Renato Russo desde o final da adolescência até a iniciativa dele em criar a banda Aborto Elétrico, sua fase no projeto solo O Trovador Solitário e, finalmente, a criação da Legião Urbana.


No elenco, basicamente atores jovens. Algumas das exceções são Marcos Breda, que interpreta ao pai de Renato Russo, e Sandra Corveloni, que assume o papel da mãe, Carminha. Encabeçando o elenco, Thiago Mendonça como Renato Russo, Conrado Godoy como Bonfá e Nicolau Villa-Lobos interpretando ao pai, Dado.


Somos Tão Jovens é dirigido e produzido por Antonio Carlos Fontoura e mobilizou a equipe técnica e o elenco durante quatro meses na cidade de Paulínea, no interior de São Paulo. A irmã de Renato Russo, Carmem Teresa Manfredini, atuou como consultora de arte, figurino e idioma para a produção.


A seguir, um vídeo com os atores Thiago Mendonça, Bruno Torres e Sérgio Dalcin ensaiando para o trabalho que fariam no filme:

E neste outro vídeo, comentários do diretor Antonio Carlos Fontoura sobre a produção:



O que os mestres andam aprontando (parte 2)

10 de abril de 2012 0

Depois de tratarmos dos novos projetos de alguns dos diretores responsáveis por parte dos grandes filmes da década de 1980, agora é a vez de falarmos dos cineastas dos anos 1990. Como são muitos os nomes de destaque, vamos dividir essa repassada em mais de uma parte. Começando pelos seguintes:

Tim Burton: um bom nome para começar a segunda parte desta lista. Indicado a um Oscar pelo filme de animação A Noiva Cadáver e vencedor de 11 prêmios na carreira. O diretor está finalizando dois filmes: Sombras da Noite e Frankenweenie. O primeiro, com previsão para ser lançado em junho, conta a história de um vampiro, Barnabas Collins, que consegue libertar-se após vários anos de reclusão e, ao voltar para casa, encontra os seus descendentes em apuros. No elenco, Johnny Depp como protagonista, Eva Green, Michelle Pfeiffer, Chlöe Grace Moretz, Helena Bonham Carter, Jonny Lee Miller, Christopher Lee, entre outros. O filme de animação Frankenweenie, que fala sobre um garoto que ressuscita o cãozinho de estimação depois que ele morre, tem previsão de estrear em novembro.

David Cronenberg: diretor vencedor de 63 prêmios, este canadense responsável por sucessos como A Mosca, Crash - Estranhos Prazeres, Marcas da Violência e Senhores do Crime está trabalhando na finalização de Cosmópolis. O filme, com previsão para estrear em agosto, conta a história de um bilionário de 28 anos que cruza Manhattan atrás de um determinado corte de cabelo. A tarefa, aparentemente simples, se transforma em uma odisseia devido às pessoas diferentes que ele vai encontrando pelo caminho - e modificando a sua realidade. O filme promete especialmente porque o protagonista é interpretado por Robert Pattinson, um dos novos queridinhos da América. Outros nomes poderosos fazem parte do elenco: Samantha Morton, Paul Giamatti, Juliette Binoche, Mathieu Amalric, Jay Baruchel, Sarah Gadon, entre outros.

Gus Van Sant: indicado a dois Oscar's, o diretor vencedor de 32 prêmios na carreira e responsável pelos cultuados Garotos de Programa, Um Sonho sem Limites e Gênio Indomável, todos lançados na década de 1990, está trabalhando na pré-produção do drama Promised Land. O filme conta como um vendedor muda de vida após chegar a uma pequena cidade. No elenco, Matt Damon, John Krasinski, Frances McDormand, Rosemarie DeWitt, Hal Holbrock, entre outros.


James Cameron: depois de lançar este mês a versão 3D do clássico Titanic, o diretor responsável pelas duas maiores bilheterias da história preparou para a TV o documentário Titanic: Final Word with James Cameron. No filme, com duas horas de duração, o diretor reúne engenheiros, arquitetos e historiadores para que eles falem sobre as razões que fizeram o transatlântico afundar há um século. A base para as novas conclusões está fundada na tecnologia desenvolvida após o filme de 1997 de Cameron ter sido filmado. Os próximos projetos do diretor estão apenas anunciados, mas não começaram a ser rodados: Battle Angel, um filme de ação e ficção científica orçado em US$ 200 milhões e ambientado no século 26; e duas sequências para Avatar. Nenhum deles tem data de estreia ainda.

Jonathan Demme: diretor premiado com um Oscar pelo filme O Silêncio dos Inocentes, que marcou o início dos anos 1990 e recebeu, no total, cinco estatuetas, Demme está trabalhando na pós-produção do documentário Enzo Avitabile Crossing Borders, focado na história do saxofonista e compositor italiano. O filme deverá ser lançado ainda este ano. Depois, o diretor vai trabalhar nas produções Wally and Andre Shoot Ibsen, um drama sem nenhum grande astro confirmado no elenco e programado para estrear em 2013, e Zeitoun, uma produção interessante, de animação, ambientada na Nova Orleans pós-Katrina onde um empreiteiro sírio ajuda nos esforços de resgate enquanto figura como suspeito de terrorismo. Zeitoun tem estreia prevista para 2014. As duas produções estão em fase de pré-produção.



Baz Luhrmann: indicado a um Oscar como produtor do musical Moulin Rouge - Amor em Vermelho, o diretor volta a lançar um novo filme depois de quatro anos. Antes, entre Moulin Rouge e Austrália, ele chegou a ficar sete anos sem lançar um novo projeto. Agora, ele está trabalhando na pós-produção de The Great Gatsby, inspirado na obra clássica de F. Scott Fitzgerald. O filme é uma grande produção, que teria consumido cerca de US$ 127 milhões, e é estrelado por Leonardo DiCaprio, que interpreta a Jay Gatsby; Carey Mulligan, no papel de Daisy Buchanan; e Tobey Maguire como Nick Carraway. O roteiro é assinado por Luhrmann e Craig Pearce. A produção deve estrear este ano nos Estados Unidos e em janeiro de 2013 no Brasil.


Quentin Tarantino: o diretor mais marcante dos anos 1990 tem dois projetos no horizonte. Fenômeno de público e crítica, autor cultuado por Cães de Aluguel (de 1992), Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994) e Jackie Brown (1997), para falar apenas dos filmes de duas décadas atrás ou com 15 anos de história, Tarantino está filmando Django Unchained, um drama western com um elenco fantástico. A história promete: um caçador de escravos, ajudado por seu mentor, tenta resgatar a esposa de um proprietário de terras conhecido pela brutalidade no Mississippi. Alguém tem alguma dúvida que haverá muita pancadaria, morte e sangue na telona? No elenco, Leonardo DiCaprio (outra vez ele), Samuel L. Jackson, Sacha Baron Cohen, Kurt Russell, Christoph Waltz, Jamie Foxx, Kerry Washington, Don Johnson, RZA, entre outros. Direção e roteiro de Tarantino. Depois, o diretor trabalharia em Kill Bill: Vol. 3, produção anunciada, mas ainda sem data de estreia ou elenco definidos.


Disney divulga data do próximo Capitão América

09 de abril de 2012 0

Os Vingadores nem estreou ainda e a Disney já começou a divulgar o próximo filme de um herói da Marvel.

O próximo na lista será a nova produção com o Capitão América, estrelado por Chris Evans, com estreia mundial prevista para 4 de abril de 2014.

O ator vai estrelar, antes, a dois thrillers: The Iceman, em fase de pós-produção, com estreia prevista para 2013, e Snowpiercer, em pré-produção e previsto também para 2013.

A seguir, uma nova foto do Capitão América, no filme Os Vingadores, divulgada pela Disney:

 

 

Titanic consegue a terceira melhor bilheteria

09 de abril de 2012 0

O fenômeno voltou mostrando fôlego. Titanic, na versão 3D, não conseguiu desbancar Jogos Vorazes da liderança das bilheterias nos Estados Unidos, mas registrou um belo resultado.

No primeiro final de semana em cartaz, a produção de James Cameron conseguiu US$ 17,35 milhões nos Estados Unidos. Menos que a estreia American Pie: O Reencontro, sequência dos filmes de comédia estrelados por Jason Biggs, e que o primeiro blockbuster do ano, Jogos Vorazes, que continua em primeiro lugar nas bilheterias e arrecadou mais US$ 33,5 milhões no final de semana.

O desempenho de Titanic, produção lançada em 2D há quase 15 anos e que continua sendo o segundo filme com maior bilheteria da história, não é nada desprezível.


Desde que estreou nos Estados Unidos, na quarta-feira da semana passada em circuito restrito, Titanic 3D faturou cerca de US$ 25,71 milhões nas bilheterias. Cinco dias do filme em cartaz já pagaram o investimento de James Cameron - de cerca de US$ 18 milhões - na transformação do material original em 3D.

Esse bom começo é um sinal importante de que o filme se dará muito bem nas bilheterias dos diferentes mercados.

O desempenho de cinco dias já colocaram Titanic em quinto lugar entre os filmes feitos originalmente em 2D e que depois foram relançados em 3D.

Com US$ 25,71 milhões nos Estados Unidos, ele fica atrás apenas de Toy Story/Toy Story 3D (e que faturou US$ 30,7 milhões), Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma 3D (US$ 43,28 milhões), A Bela e a Fera 3D (US$ 47,41 milhões) e de O Rei Leão 3D (US$ 94,24 milhões). Mas tem grandes chances de superá-los nas próximas semanas.

Estes números mostram como o drama do naufrágio do transatlântico, que esta semana completa um século e, principalmente, o romance entre Jack e Rosie, interpretados por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, continua fascinando o grande público.

A crença de que valeria retomar esta história no cinema agora, 15 anos depois de sua estreia original, atingindo fãs do drama histórico e também um público jovem que não teve acesso ao filme de 1997, foi mais uma aposta acertada de James Cameron.



Reestreia do fenômeno Titanic 15 anos depois

06 de abril de 2012 0

Segunda melhor bilheteria da história, fenômeno que levou multidões a chorar e assistir ao mesmo enredo repetidas vezes antes de surgirem na telona os filmes de Harry Potter e Crepúsculo, Titanic volta para os cinemas a partir de hoje. E repaginado.

O retorno da história de amor entre Rose e Jack não acontece em um momento qualquer. O filme completa 15 anos do lançamento inicial (feito em dezembro de 1997), e reestreia uma semana antes do centenário do naufrágio do transatlântico que era considerado indestrutível.

Titanic é uma grande produção em todos os sentidos. Primeiro, por resgatar um dos maiores desastres da história. Depois, por ter 3h14min de duração, ter consumido cerca de US$ 200 milhões e faturado 11 Oscar's.

Superlativo também foi o faturamento do filme: Titanic conseguiu US$ 600,8 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 1,24 bilhões no restante do mundo. No total, R$ 1,84 bilhões - mais de nove vezes o custo para ser produzido.

Com estes números, Titanic tornou-se a maior bilheteria de todos os tempos em 1997. Ele só seria superado em 2009 por outro filme dirigido por James Cameron: Avatar.

A produção, ambientada em Pandora, faturou pouco mais de US$ 760,5 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 2 bilhões nos outros mercados mundo afora. No total, US$ 2,78 bilhões. Mas como o filme custou mais que Titanic, certamente o lucro dele não chegou a ser tão grande quanto o filme de Jack e Rosie.

James Cameron repaginou Titanic para o formato 3D. Segundo a crítica Claudia Puig, do USA Today, os cenáriso estonteantes e os momentos de tensão da produção original ficaram ainda mais espetaculares com o recurso 3D. "Ao contrário de muitos filmes 3D que são escuros, as imagens do Titanic são mais nítidas, e a inundação quase vertical e a quebra do transatlântico em dois após o choque com o iceberg é ainda mais angustiante", escreveu.

De acordo com a crítica, as cenas das inundações, assim como o desespero dos ocupantes do Titanic por sobreviver, e a heróica sequência em que Jack salva Rose de pular da borda do transatlântico acabam sendo ressaltados pelos novos efeitos.

O 3D evidencia o "virtuosismo técnico" do diretor, na opinião de Puig, na mesma medida que torna evidente algumas fraquezas do roteiro, da edição e a sobra de certas cenas que não seriam necessárias.

Por outro lado, sequências como a tentativa do transatlântico de desviar do iceberg e as quedas dramáticas que seguem ao choque acabam sendo irritantes - a conversão não resolve os problemas do original, segundo Puig.


Segundo o crítico Peter Howell, do Toronto Star, a repaginada de Titanic para o 3D é um "sucesso absoluto". Ele percebeu isso ao ver um "grande número de espectadores" chorando durante e após a pré-estreia do filme, o que comprovaria o "impacto duradouro do romance" entre Rose e Jack.

James Cameron teria gasto US$ 18 milhões e 60 semanas para transformar o Titanic original, em 2D, nesta nova versão em 3D. O resultado está em cada segundo do filme, segundo Howell, porque a produção ficou com imagens mais nítidas e iluminadas. A grandiosidade do Titanic é percebida de maneira ainda mais forte pelos espectadores, assim como a sequência em que a câmera gira enquanto a orquestra toca fica mais intensa, a ponto de quase provocar vertigem.

A dúvida é quanto esta nova versão do clássico de James Cameron conseguirá faturar nas bilheterias. Quantas pessoas que já assistiram a este filme repetidas vezes voltarão a encantar-se com a trama, e quantas delas vão chorar, mais uma vez, com aquela história de amor. A partir de hoje, estas perguntas começarão a ser respondidas.

Pré-venda e fotos de bastidores de Os Vingadores

02 de abril de 2012 0

Enquanto Jogos Vorazes, o primeiro blockbuster (arrasa-quarteirão) do ano segue fazendo os concorrentes comerem poeira, a expectativa para o próximo filme que poderá marcar as bilheterias de 2012 segue aumentando.

De olho nos fãs de HQs (histórias em quadrinhos) da Marvel sedentos pelo novo filme, a rede Cinesystem começou a venda antecipada dos ingressos para a estreia, marcada para o dia 27.

Os ingressos podem ser comprados pelo site da rede ou diretamente nas bilheterias. Quem preferir a segunda opção, ganhará um mini-pôster do filme.

Em Santa Catarina, os ingressos antecipados podem ser adquiridos para as sessões programadas para o dia 27 no Shopping Iguatemi, onde serão exibidas duas cópias em 3D do filme - nas versões dublada e legendada.

As primeiras sessões, nas salas 4 e 5, em versão legendada, estão marcadas para as 00h04min. Depois, haverá sessões legendadas às 14h, 16h45min, 19h, 19h30min, 21h45min e 22h15min. As sessões dubladas estão programadas para às 13h30min e 16h15min.

Na compra pelo site, aparece a opção do primeiro horário, às 00h04min, com a cobrança de R$ 20,40 a entrada inteira (R$ 17 o ingresso e mais R$ 3,30 o serviço), R$ 11,80 a meia entrada e para menores de 12 anos.

A expectativa dos fãs da Marvel é que Os Vingadores repita e amplie a fórmula de alguns dos últimos filmes de sucesso da grife. Com a vantagem desta produção reunir a maior tropa de heróis dos HQs em um único filme.

De forma inteligente, a Marvel tem investido - e testado -, desde 2008, produções que focam seus diferentes heróis históricos.

Em 2008, surgiram os filmes Homem de Ferro e O Incrível Hulk. O primeiro, um retumbante sucesso. O segundo, nem tanto - Hulk parece ser um personagem um tanto "amaldiçoado". Em 2011, foi a vez de Thor e Capitão América: O Primeiro Vingador.

Os personagens principais e alguns secundários destes filmes estarão reunidos em Os Vingadores. Além dos heróis que dão nome às produções citadas, fazem parte da turma da aguardada nova produção Loki, Erik Selvig, o agente Phil Coulson e Clint Barton/Gavião Arqueiro (de Thor), Nick Fury, Natasha Romanoff/Viúva Negra e Pepper Potts (Homem de Ferro 2).

Para alimentar ainda mais a expectativa dos fãs, deixamos algumas fotos dos bastidores da produção:




Take para mais uma cena com o Homem de Ferro






O diretor Joss Whedon conversa com Mark Ruffalo, que interpreta Bruce Banner (Hulk)






O diretor Joss Whedon empunhando o escudo do Capitão América




 




Jeremy Renner reagindo a um ataque como o Gavião Arqueiro







O diretor conversa com Chris Hemsworth, que interpreta a Thor







Joss Whedon dirige Scarlett Johansson, a Viúva Negra







Scarlett Johansson e Jeremy Renner concentrados em cena de ataque duplo







Robert Downey Jr., Joss Whedon, Chris Hemsworth e Chris Evans em um bate-papo animado




OBS DE PÉ DE PÁGINA: Enquanto Os Vingadores e o novo filme do Batman não chegam, Jogos Vorazes segue liderando as bilheterias nos Estados Unidos e firmando-se como o primeiro blockbuster do ano.

Neste último final de semana, as estreias de Fúrias de Titãs 2 e Espelho, Espelho Meu não foram capazes de tirar Jogos Vorazes da liderança das bilheterias.

O filme dirigido por Gary Ross e estrelado por Jennifer Lawrence e Liam Hemsworth teria arrecadado cerca de US$ 61,1 milhões no final de semana. Até agora, em duas semanas em cartaz, o filme teria acumulado pouco mais de US$ 251 milhões.