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Posts na categoria "comédia"

Confira os trailers dos filmes que estreiam nesta sexta em Santa Catarina

02 de agosto de 2012 1

Em Bel Ami Robert Pattinson interpreta um jovem que busca se tornar um homem poderoso manipulando as mulheres mais ricas de Paris.

Katy Perry dá acesso ilimitado aos fãs no documentário 3D que mostra sua criação por pais evangélicos e a trajetória até o sucesso. Leia mais sobre o filme aqui.

Comédia fracesa enfoca a timidez crônica e a dificuldade das pessoas de expressarem seus sentimentos.

Com Jennifer Lopez e Rodrigo Santoro no elenco, o filme aborda a dificuldade dos casais de se tornarem pais.


Crítica de Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary)

04 de maio de 2012 0

Diz a lenda que todo jornalista que se preze tem que ser bom de copo. Em outras palavras, deve beber bem - ou fumar, pelo menos, porque algum vício básico o jornalista deve ter. Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) resgata esta lenda e se aprofunda nela através da história do jornalista Paul Kemp, interpretado por Johnny Depp.

Quem acompanha a carreira do ator verá muitos pontos em comum entre Diário de Um Jornalista Bêbado e o ótimo Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas), de 1998, dirigido por Terry Gilliam. Algo explica essa lembrança evidente: Diário de Um Jornalista Bêbado é inspirado no livro de Hunter S. Thompson, o mesmo autor da obra que inspirou Gilliam. O problema deste novo filme de Depp é que ele não é melhor que o filme de Gilliam. Só mesmo os jornalistas para se identificarem com esta produção e achá-la (talvez) interessante acima da média.

A HISTÓRIA: Um avião de acrobacias vermelho percorre o céu de Porto Rico, em 1960. Ele carrega uma faixa que dá as boas vindas para a Union Carbide. O jornalista Paul Kemp (Johnny Depp) acorda com o barulho do avião no hotel em que está hospedado, recebe o café da manhã e sai para falar com o editor chefe do jornal San Juan Star, Edward J. Lotterman (Richard Jenkins).

Mesmo não causando uma boa impressão, Kemp é contratado. Sua primeira missão é escrever o horóscopo diário do jornal. Pouco a pouco, ele vai adentrando na realidade de Porto Rico, mesmo sem falar espanhol, e é convocado pelo consultor de relações públicas Hal Sanderson (Aaron Eckhart), a emprestar o seu talento literário para um projeto de convencimento social de grupos imobiliários poderosos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Diário de Um Jornalista Bêbado): Não tenho dúvidas que este filme afetará os seus distintos públicos de maneiras muito diferentes. Terá um impacto para os jornalistas, especialmente os da "velha guarda". E terá um efeito muito mais suave para os que não vivem os prazeres e agruras desta profissão.

Diário de Um Jornalista Bêbado, como o nome sugere, mostra a rotina de pessoas habituadas a beber muito. De entornar copos e copos - de cerveja e, principalmente, de rum. Afinal, estamos falando de Porto Rico, um país que é considerado um "Estado livre associado", ou seja, não é totalmente independente e nem mesmo uma parte integral dos Estados Unidos (em outras palavras, não é um dos estados dos EUA).

A história conta que Porto Rico foi conquistado pela Espanha em 1493. Em 1898, o país foi cedido para os Estados Unidos. Cem anos depois, um referendo decidiu que Porto Rico seguiria no meio do caminho entre ser independente e fazer parte integralmente dos Estados Unidos.

Desde 1917, quem nasce no país é considerado cidadão estadunidense. Mas pelo fato de Porto Rico não fazer parte da União de estados do país, seus cidadãos não podem votar para presidente, mas podem ajudar a eleger os vencedores das eleições primárias. Confuso, não?

Pois Diário de Um Jornalista Bêbado mostra esta confusão entre uma identidade própria de Porto Rico e sua forte dependencia dos Estados Unidos - ao ponto do país ser visto como um reduto de férias para os aposentados da classe média dos EUA. (continua... para ler, clique abaixo)

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Confira as estreias de cinema desta sexta-feira

20 de abril de 2012 0

American Pie - O Reencontro

Na estreia do oitavo filme da franquia, American Pie - O Reencontro traz de volta a mesmíssima fórmula que a consagrou e deu fôlego extra para o gênero na última década. O mais recente filme da série, dirigido por Jon Hurwitz, até tenta adicionar alguma seriedade à trama.

O roteiro, escrito por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, traz a turma dos três primeiros filmes reunida em East Great Falls para o encontro da classe do colegial. Durante o reencontro, os personagens vão descobrindo o que mudou e o que continua o mesmo na vida dos jovens que só queriam perder a virgindade.

A Perseguição

Para os fãs de ação, outra boa estreia desta sexta-feira é A Perseguição, que tem a direção de Joe Carnahan, conhecido por filmes cheios de adrenalina, como Narc (2002). Mesmo com menos tiros e explosões, o novo longa traz muito suspense com a queda de um avião no meio dos desertos gelados do Alasca.

No voo, estavam apenas homens trabalhadores de uma mineradora que se preparavam para voltar para casa após a cansativa jornada de trabalho. Entre eles está Ottway (Liam Neeson), caçador profissional responsável por manter os assustadores lobos da região longe do acampamento dos mineiros. Ottway tem um grande trauma do passado com a ex-companheira (Anne Openshaw), que aparece o tempo todo em seus sonhos.

A realidade, no entanto, é assustadora, e o caçador se vê obrigado a liderar os sobreviventes, perseguidos por lobos assassinos. Liberdades poéticas à parte, A Perseguição atrai não só pela guerra entre animais e humanos, mas pela carga dramática presente no desespero de quem sabe que pode morrer a qualquer hora.

Adorável Pivellina

Rodado totalmente em Roma, na Itália, Adorável Pivellina, de Tizza Covi, apresenta a vida de Patti, uma artista de circo que mora com o marido em num trailer. Seu dia a dia muda completamente quando encontra, num parque aos arredores da cidade, uma garotinha abandonada.

Ela é Asia, de dois anos. Junto com a menina, estava apenas o bilhete da mãe, dizendo que buscaria a filha quando tivesse condições. Patti, Walter, um palhaço alemão e arremessador de facas, e Tairo, filho de um domador de leões, acabam ficando com a garota , que encanta a todos na vizinhança. O filme foi exibido e premiado no Festival de Cannes de 2009.

Flor de Neve e o Leque Secreto

Um idioma mantido em segredo durante milhares de anos é o pano de fundo de Flor de Neve e o Leque Secreto, de Wayne Wang. O romance é sobre duas chinesas cujas vidas são marcadas pela amizade e pelo amor que as unem.

Na China do século 19, iletradas e isoladas do mundo, as mulheres não tinham vontade própria. Algumas, entretanto, falavam uma língua secreta entre si, conhecida como nu shu; a única escrita utilizada exclusivamente por mulheres que se tem notícia na história. Elas pintavam os caracteres nu shu em leques, bordavam-nos em lençóis, e usavam a "escrita feminina" para compor canções e escrever histórias, saindo assim do isolamento para compartilharem seus sonhos e realizações.

Em Flor da Neve e o Leque Secreto, o público é levado em uma viagem para o passado acompanhando a história de Flor de Neve e Lírio durante os casamentos arranjados e as alegrias da maternidade. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong. Com um detalhamento histórico e uma densidade emocional impressionante, o enredo aborda a amizade feminina. No elenco estão Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu e Russell Wong.

Reidy - A Construção de uma Utopia

Reidy - A Construção de uma Utopia, de Ana Maria Magalhães, é um documentário sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy e em 77 minutos apresenta um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira. Nascido em Paris e radicado no Rio de Janeiro, ele se destacou pela primeira vez ao vencer a Bienal de 1953 com o projeto do Conjunto Habitacional do Pedregulho.

Nas décadas seguintes trabalhou em várias obras que moldaram a cidade maravilhosa, como o Museu de Arte Moderna, o aterro e o Parque do Flamengo.

Fase difícil para as bilheterias

17 de março de 2012 0

Os cinemas nos Estados Unidos atingiram o recorde de arrecadação de   US$ 10,6 bilhões em 2009. De lá para cá, este número não foi mais batido - reduziu, ainda que não muito, somando US$ 10,2 bilhões no ano passado.

O começo de 2012 foi positivo para a indústria do cinema nas terras do Tio Sam. Entre os dias 1º de janeiro e 14 de março, os cinemas dos Estados Unidos arrecadaram pouco mais de US$ 2 bilhões, um aumento de 16,8% sobre a mesma base de 2011.

O resultado supera também os números de 2007 e de 2008, no mesmo período, mas fica abaixo do que foi registrado em 2009 e 2010. Estes dados comprovam que a indústria não está, exatamente, em crise financeira. Continua lucrando e crescendo, apesar de tantas reclamações dos estúdios de cinema.

Mas então o que justifica o título deste post?

É que a fase difícil das bilheterias dos Estados Unidos não está relacionada com o faturamento, mas com o abismo entre o gosto do público e a avaliação da crítica especializada. Os 10 filmes que mais faturaram nos cinemas nas últimas receberam notas baixas dos especialistas.

Segundo o site Rotten Tomatoes, do líder nas bilheterias, O Lorax: Em Busca da Trúfula Perdida, até o 10º colocado, Viagem 2: A Ilha Misteriosa, nenhuma produção mereceu mais do que 59% de aprovação. O filme melhor avaliado, O Lorax, recebeu uma nota média da crítica de 6,2.

Nesta sexta-feira, dia 16, nada menos que 19 produções estrearam nas salas dos Estados Unidos. Algumas delas receberam uma boa avaliação da crítica.

Entre os que tem alguma chance de entrar para a lista das 10 melhores bilheterias estão as comédias Anjos da Lei (21 Jump Street) e Jeff, Who Lives at Home.

Anjos da Lei, com estreia prevista no Brasil para 4 de maio, é estrelado por Jonah Hill, indicado este ano ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante, e um dos "queridinhos da América", Channing Tatum.

Eles interpretam a dois policiais que voltam para o ambiente do ensino médio para investigar sobre o funcionamento de um laboratório de fabricação de drogas sintéticas.

Eis um ambiente, o do ensino médio, que agrada ao público dos Estados Unidos. O filme deve render boas risadas, especialmente pelo talento dos atores escalados como protagonistas, ainda que o humor siga a linha juvenil.

O filme tem o mesmo nome da famosa série lançada em 1987 e que foi exibida até 1991 e que tornou o ator Johnny Depp conhecido.

A outra estreia promissora para as bilheterias e com boa avaliação da crítica, Jeff, Who Lives at Home, ainda não tem título em português ou data de estreia definida para o Brasil.

A produção coloca lado-a-lado duas feras de séries de TV cômicas: os atores Jason Segel, de How I Met Your Mother, e Ed Helms, de The Office e dos filmes Se Beber, Não Case.


Na história, Segel interpreta à Jeff, um sujeito preguiçoso que, ao ser obrigado a sair da casa materna, se mexe para acompanhar o irmão, interpretado por Helms, em sua cruzada pessoal para saber se ele está sendo traído pela esposa. Susan Sarandon e Judy Greer também fazem parte do elenco.

Jeff, Who Lives at Home foi aprovado por 75% dos críticos que tem seus textos linkados no Rotten Tomatoes. Anjos da Lei foi ainda melhor, na avalição dos especialistas, recebendo aprovação de 87%. Talvez estas comédias se saiam bem e elevem um pouco a qualidade da bilheteria nos Estados Unidos.

Crítica de Meia-noite em Paris (Midnight in Paris)

24 de fevereiro de 2012 0

Paris... ah, Paris! Quem já caminhou pelas ruas, calçadas, praças, parques, cafés, restaurantes, museus e viu todas as cores e nuances de luz da capital francesa sabe que não existe uma cidade do mundo com aquele encanto. Há um charme, uma aura diferenciada. Woody Allen acerta na mosca ao fazer uma homenagem descarada para esta cidade com Meia-noite em Paris (Midnight in Paris). Ele retoma o seu texto ligeiro, esperto, com várias referências às artes e histórias da cidade e, de quebra, encontra a sua versão jovem em Owen Wilson. Bom rever Allen em sua melhor forma novamente.

A HISTÓRIA: Vários ângulos mostram Paris em todo o seu esplendor, acompanhados de uma trilha sonora deliciosa. Imagens que contam parte da rotina da cidade, começando pela manhã, seguindo pela tarde, com tempo bom e chuva, até chegar à noite iluminada. Em seguida, o roteirista de Hollywood e escritor Gil (Owen Wilson) tenta convencer a noiva, Inez (Rachel McAdams) de que não há e nunca houve uma cidade como Paris.

Especialmente quando chove. Ela não entende as razões de tanto fascínio, e diz que não poderia morar fora dos Estados Unidos. Gil está maravilhado com o cenário que inspirou Monet, mas Inez responde dizendo que ele está apaixonado por uma fantasia. A partir daí, acompanharemos as aventuras do casal por uma Paris bastante distinta, que varia conforme a ótica de cada um.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Meia-Noite em Paris): Woody Allen voltou à sua melhor forma. No texto ligeiro, cheio de referências e de humor inteligente. Meia-noite em Paris faz uma descarada e merecida homenagem à mais maravilhosa das cidades, Paris. Mas o filme é delicioso não apenas por isso, mas pelas pequenas ironias sobre a forma diferente com que as pessoas encaram as próprias vidas e as cidades pelas quais vão percorrendo enquanto esta mesma vida passa.

Como é costumeiro nos filmes de Allen, em Meia-noite em Paris os protagonistas vivem um momento de crise. (SPOILER - não leia se você não assistiu ao filme). E por ironia, vivem essa crise nas vésperas de dar o passo mais decisivo: o de se casarem. Mas eles parecem falar idiomas diferentes a todo o instante. E, desde o início, o espectador fica esperando para saber em qual momento eles irão se separar. Porque parece impossível eles darem certo. Ele é um romântico, sonhador. Ela, uma garota fascinada por alguém mais velho e que pareça vomitar conhecimento a cada palavra proferida - pura ilusão, diga-se. Porque ninguém sabe tudo. E aquele que parece estar dando uma aula constante, é apenas maçante.

Meia-noite em Paris tem o tempo certo. Não é longo demais, e nem repetitivo. E essas qualidades parecem ser cada vez mais difíceis de serem encontradas. Os filmes que conseguem acertar no tempo e na dose do vai-e-vem do roteiro sem torná-lo repetitivo são um verdadeiro achado. Claro que esta produção repete duas fórmulas: o conflito entre Gil e Paul (Michael Sheen), o "super-crânio" admirado por Inez, e as "voltas no tempo" do protagonista. Mas como em cada uma destas "repetições" há novidades, novos elementos, um molho nos diálogos, principalmente, a fórmula não parece ajustada. E também não se repete vezes demais.

O primeiro elemento que chama a atenção na produção e continua impecável até o final é a trilha sonora. E o apurado senso estético de Allen para capturar a essência de Paris. A trilha sonora que merece aplausos é mérito de Stephane Wrembel. Diferente de outros diretores, que poderiam perder tempo demais focando os cenários maravilhosos de Paris, Allen faz isso apenas na medida necessária. No "clipe" de homenagem que abre a produção e poucas vezes mais - e sempre tratando a cidade como pano-de-fundo de diálogos interessantes e interpretações sob medida. Nada de exageros, nada "over" - diferente de Vicky Cristina Barcelona, só para dar um exemplo recente. (continua... para ler, clique abaixo)

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Crítica de Os Descendentes (The Descendants)

24 de fevereiro de 2012 0

Você leva a vida com muita lógica e ordenada, até que ela, a vida, te dá uma rasteira. E, normalmente quando isso acontece, a rasteira não é individual, mas plural. Os Descendentes (The Descendants) fala de uma rasteira destas da vida, que mexe com estruturas, convicções e que, no final, deixa tudo diferente.

É um filme que começa de forma excepcional, com umas linhas de roteiro que te impulsionam a ir atrás do nome de quem as escreveu depois. Só que lá pelas tantas, depois da metade do filme, você descobre que aquele começo vai perdendo o fôlego. Nada trágico. Apenas um elemento a mais para o grupo de "essas coisas acontecem".

A HISTÓRIA: Uma linda mulher aparece sorrindo, em êxtase fazendo esqui aquático e com um dia azul estonteante como cenário de fundo. Elizabeth King (Patricia Hastie) estava feliz, pouco antes de sofrer um acidente trágico. O último sentimento vivido por ela não seria o mesmo compartilhado pelo marido, Matt (George Clooney), pelas filhas Alexandra (Shailene Woodley) e Scottie (Amara Miller) a partir daquela cena.

Matt explica o que está acontecendo ao ironizar como seus amigos do "continente" pensam que ele vive no paraíso apenas por residir no Hawaii. Após confidenciar de que ele não subiu em uma prancha de surfe nos últimos 15 anos, ele revela que passou os últimos 23 dias em um "paraíso" de intravenosas, sacos de urina e tubos no hospital. Olhando para Elizabeth, prostrada na cama, ele só pede que ela melhore, para que ele tenha uma chance de ser um bom marido e um bom pai. Mas Matt, junto com as filhas, terá que lidar com essa e outras situações além do que eles poderiam imaginar.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a Os Descendentes): Eu dei muitas risadas com as primeiras linhas do roteiro que o diretor Alexander Payne escreveu ao lado de Nat Faxon e Jim Rash.

Especialmente porque entendo bem essa aura ilusória que circunda as pessoas que moram em "paraísos", segundo a opinião de muita gente. Hoje, vivo em Florianópolis, uma das cidades mais badaladas do país a cada novo Verão. Antes de vir para cá, morei em Madri. Tanto em uma cidade como em outra, os que não moravam ali, sempre acharam que eu tinha muita "sorte" por morar nestes paraísos.

A grande questão, e Os Descendentes começa muito bem ao ironizar isto, é que paraísos não existem. Como bem escreveram os roteiristas, não importa a cidade "maravilhosa" em que você more, ou quanto ela é cobiçada por quem não reside ali: dores, problemas, doenças e tragédias acontecem nestes locais também. E o protagonista desta história vive, no tão comentado "paraíso" do Hawaii, um verdadeiro inferno. Melhor dizendo, um momento de ruptura importante em sua vida.

Achei especialmente interessante a quebra inicial do filme. Vemos Elizabeth em um momento de êxtase, de felicidade extrema. Mas aquilo terminaria em seguida. Interessante que a cena do choque, do acidente, não é mostrada. E nem precisa. É a típica imagem que sobra. (SPOILER - não leia se você não assistiu ao filme). Porque é muito mais interessante mostrar como um grande momento de alegria pode ser, de uma hora para a outra, substituído por nada.

Aquele momento de aventura, de alegria, pode ser o último de uma vida. Em seguida, essa ideia de "viva a vida intensamente" e "faça as coisas para não se arrepender depois" é reforçada pela confissão do protagonista de que ele espera a esposa acordar do coma para recuperar o "tempo perdido". Com ela e com o restante da família. (continua... para ler, clique abaixo)

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Crítica de O Artista (The Artist)

03 de fevereiro de 2012 0

Em que ano nós estamos? 2012… verdade. Mas então por que um filme mudo, inédito, ainda mexe tanto com a gente e causa tanto burburinho em Hollywood? Filme mudo não é coisa do passado? O Artista (The Artist) comprova, de forma surpreendente, que não. A graça e o charme de um cinema que não existe mais voltaram com força.

Com um roteiro delicioso e com grandes sacadas, uma trilha sonora estonteante e uma dupla de atores protagonista de tirar o chapéu, O Artista se revela, de forma muito franca e simples, como um dos grandes filmes da temporada. E olha que eu já estava “contaminada” com a onda de elogios para ele. E ainda assim, a expectativa não foi forte o suficiente para torná-lo uma decepção. Pelo contrário. Eis, realmente, um grande filme.

A HISTÓRIA: 1927. O herói está sendo torturado por uns russos. A música extremamente dramática dá o tom para a platéia, com os olhos fixos na telona. Trancado em uma cela-cofre, o herói é despertado por seu simpático cãozinho. Saindo de lá, ele liberta a heroína. Atrás do telão, o astro George Valentin (Jean Dujardin) chega a tempo para assistir ao final do filme estrelado por ele. Quando a produção termina, ele faz graça para a platéia, que o ovaciona.

Na saída, uma fã dele faz graça com o astro, é incentivada por um fotógrafo a dar um beijo nele e, desta forma, ela sai estampada no jornal. No dia seguinte, essa garota desconhecida leva um jornal consigo para o estúdio Kinograph, onde consegue um trabalho como figurante após mostrar seus dotes como dançarina. Neste momento, ela se apresenta: Peppy Miller (Bérénice Bejo). A estreia dela, ironicamente, é feita ao lado do ídolo, George. Mas com a chegada do cinema falado, ela passará a ser a estrela, que atrai multidões para os cinemas, enquanto George sai de cena.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER – aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a O Artista): Mesmo as melhores comédias românticas dos anos 2000 não chegam aos pés do encanto, da sutileza e da graça dos grandes filmes mudos da primeira fase do cinema. Que o diga Charles Chaplin, Mary Pickford, Rodolfo Valentino e Buster Keaton. O Artista resgata um pouco daquela magia, acertando o tom na homenagem ao cinema que, de quebra, fala sobre valores um tanto esquecidos também, como a gratidão, a generosidade e a capacidade de reinventar-se.

Quando os atores não tinham voz e predominava o sistema das estrelas criadas por Hollywood, o nome principal de um filme era o chamariz para o público. Não se falava de diretores ou roteiristas. Para o público, eles não tinham muita importância. Mas grandes atores faziam toda a diferença. Eles ganhavam as platéias com graça, muitas caras e bocas e uma presença marcante que substituía a fala.

(SPOILER – não leia se você não assistiu ao filme). O personagem de George Valentin é claramente inspirado em Rodolfo Valentino, um galã do cinema mudo que não chegou a passar pela transição deste tipo de cinema para o falado. Mas na verdade, Valentin não tem apenas uma fonte de inspiração. Ele lembra, muitas vezes, Clark Gable, ou mesmo Gene Kelly, astros que ficaram famosos com o cinema falado. Kelly, aliás, estrou o clássico Cantando na Chuva, uma produção que trata também da transição do cinema mudo para o falado – mas com uma levada bem diferente daquela escolhida por O Artista.

A comparação de O Artista, com roteiro e direção do parisiense Michel Hazanavicius, e o clássico Cantando na Chuva, que este ano completa 50 anos e que foi dirigido por Stanley Donen e Gene Kelly, é inevitável. Afinal, ambos tratam do mesmo tema, a transição do cinema mudo para o falado e a dificuldade de alguns astros em se adequarem para a nova realidade. Ambos estão recheados de metalinguagem e autorreferenciamento. Mas enquanto o clássico é um musical, recheado de coreografias fantásticas de Gene Kelly, O Artista é um drama que bebe de fontes diversas. (continua... para ler, clique abaixo)

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Premonição 5, Missão Madrinha de Casamento e Sem Saída estão entre as estreias. Confira!

23 de setembro de 2011 0

Missão Madrinha de Casamento

Escolhida como dama de honra de sua melhor amiga, Annie vai fazer de tudo para dar a despedida de solteira mais cara e bizarra para seu grupo de amigas.
De Paul Feig. Com Kristen Wiig, Terry Crews, Jessica St. Clair, Maya Rudolph.

Premonição 5
A morte está mais perto do que nunca e é desencadeada quando a premonição de um homem salva um grupo de trabalhadores de um terrível acidente em uma ponte pênsil. Mas este grupo de almas fora de suspeita nunca deveria ter sobrevivido e, agora, em uma apavorante corrida contra o tempo, eles tentam descobrir uma maneira de escapar da morte.
De Steven Quale. Com Nicholas D'Agosto, Emma Bell.


Sem Saída
O adolescente Nathan Harper encontrou sua própria foto em um site de pessoas desaparecidas. À procura de sua identidade verdadeira, Nathan descobre que seus pais estão muito longe de ser o que dizem que são. É quando a polícia, agentes do governo e figuras obscuras começam a persegui-lo.
De John Singleton. Com Taylor Lautner e Lily Collins.


Além da Estrada
Sem perspectivas, o jovem argentino Santiago, decide ir ao Uruguai conhecer um terreno deixado por seus pais. Ao chegar, ele conhece Juliette, uma jovem belga em busca de um amor do passado e de uma nova vida.
De Charly Braun. Com Hugo Arias e Naomi Campbell.

Solidão e Fé

Viajando com sua câmera pelo universo masculino do rodeio, uma mulher se depara com cavaleiros andantes, heróis, gladiadores, sertanejos e boiadeiros. Os bastidores dos torneios, a vida dos participantes e a tensão existente entre os peões, ajudantes e juízes pouco antes do animal e sua montaria serem lançados no palco principal.

De Tatiana Lohmann.

A Viagem de Lucia

Lea e Lucia, apesar de serem opostos, encontraram forças entre si e desenvolvem um forte afeto. Quando Lea consegue um emprego na Patagônia, Lucia percebe que deve lutar para não perder a pessoa que trouxe cor à sua vida.

De Stefano Pasetto. Com Ricardo Williams e Hilda Bernard.

Cowboys & Aliens, Conan, o Bárbaro e show de Red Hot Chili Peppers nos cinemas

09 de setembro de 2011 0


Cowboys & Aliens

Em 1873, no Arizona, um estranho sem lembranças chega na desértica cidade de Absolution. A única referência ao seu passado é um misterioso grilhão em um dos seus pulsos. O que ele descobre é que a população de Absolution não gosta de forasteiros, e ninguém na cidade se move sem a permissão do intransigente Coronel Dolarhyde. É uma cidade que vive com medo. Mas o inesperado acontece quando máquinas voadoras atacam a cidade e sequestram seus habitantes.


Submarino

A história de dois irmãos que, devido a um trauma do passado vivem em mundo de drogas e desajustes sociais e familiares.


Ilusóes Óticas
Durante o inverno na cidade chilena de Valdívia, um guarda se apaixona por uma mulher rica e misteriosa, um funcionário caxias é despedido e um esquiador cego recupera a visão, mas se assusta com a possibilidade de ver.

Red Hot Chili Peppers
Esta é a apresentação do primeiro álbum de músicas inéditas depois de cinco anos. O show traz as músicas do novo CD, além de hits consagrados.

Conan
Filme, inspirado na criação literária de 1932. Conan, ainda menino, depois de ver sua família morta e seu povo ser massacrado, é levado para um campo de escravos. Os anos passam e ele desenvolve uma grande força física, o que o faz se tornar gladiador determinado a vingar a morte dos pais.

Homens e Deuses
Um grupo de oito monges franceses vive em um mosteiro localizado no alto de uma montanha na Argélia. Liderados por Christian, eles vivem em perfeita harmonia com a comunidade muçulmana local. O exército oferece proteção contra as ameaças que surgem, mas os monges a recusam. Preferem levar sua vida de forma simples, dando continuidade à sua missão independente do que vier a acontecer com eles.


Rei Leão em 3D, prequel de Planeta dos Macacos e Amor a Toda Prova estão entre as estreias de sexta

26 de agosto de 2011 1

A Missão do Gerente de Recursos Humanos

O gerente de RH da maior empresa panificadora de Jerusalém está enfrentando problemas. Ele se separou da mulher, quase não vê a filha e está preso em um trabalho que odeia. Mas tudo piora quando uma de suas funcionárias morre em um atentado terrorista. Ele então embarca em uma missão, começando pelas místicas ruas de Jerusalém até as terras geladas da Romênia.


Amor a Toda Prova

O quarentão Cal Weaver tem a vida dos sonhos: bom emprego, boas condições de vida, é casado com seu amor da adolescência e filhos bem comportados. Mas essa vida perfeita desaba depois da descoberta de que Emily, sua esposa, está tendo um caso e quer divórcio. Desamparado, Cal conhece Jacob Palmer, um cara que vai ensiná-lo a ter estilo, beber e paquerar mulheres.


Belair

Em 1970, dois jovens cineastas brasileiros, Júlio Bressane e Rogério Sganzerla, fundaram a Belair Filmes e realizaram sete filmes entre fevereiro e maio do mesmo ano, entre eles A Família do Barulho, Copacabana, Mon Amour e A Miss e o Dinossauro. Esta é a história da produtora.


O Rei Leão 3D

Relançamento do filme de 1994 em versão 3D. A história conta as aventuras de Simba, um filhote de leão que está ansioso para se tornar rei. A inesperada morte de seu pai e as armadilhas de Scar, seu tio, levam Simba a uma jornada heroica em busca do autoconhecimento. Ele conhece Timão e Pumba e aprende a levar uma vida mais livre e divertida. Durante este período, Simba amadurece e decide seguir o seu destino: voltar para a Terra do Rei e enfrentar os desafios que o esperam.

Planeta dos Macacos - A Origem

Will Rodman é um cientista que trabalha em um laboratório, onde são realizadas experiências com macacos. Ele está interessado em descobrir novos medicamentos para a cura do mal de Alzheimer. Ao seu lado conta com a ajuda de Caroline, uma especialista em primatas. As experiências realizadas fazem com que a inteligência dos macacos aumente bastante, ao ponto deles escaparem de suas gaiolas e enfrentarem os humanos pelo controle da Terra.


Reino dos Felinos

Documentário que acompanha duas famílias de felinos e como os filhotes são preparados para sobreviver aos desafios da natureza. São eles: Mara, a filha de uma leoa ferida, porém determinada; Sita, uma corajosa guepardo, mãe solteira com cinco filhotes recém-nascidos, que tenta fazer do lugar mais selvagem da Terra o seu lar; e Kali, um leão que foi banido de seu bando e retorna com os filhos para retomar o seu lar.