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Posts na categoria "drama"

Crítica de Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary)

04 de maio de 2012 0

Diz a lenda que todo jornalista que se preze tem que ser bom de copo. Em outras palavras, deve beber bem - ou fumar, pelo menos, porque algum vício básico o jornalista deve ter. Diário de Um Jornalista Bêbado (The Rum Diary) resgata esta lenda e se aprofunda nela através da história do jornalista Paul Kemp, interpretado por Johnny Depp.

Quem acompanha a carreira do ator verá muitos pontos em comum entre Diário de Um Jornalista Bêbado e o ótimo Medo e Delírio (Fear and Loathing in Las Vegas), de 1998, dirigido por Terry Gilliam. Algo explica essa lembrança evidente: Diário de Um Jornalista Bêbado é inspirado no livro de Hunter S. Thompson, o mesmo autor da obra que inspirou Gilliam. O problema deste novo filme de Depp é que ele não é melhor que o filme de Gilliam. Só mesmo os jornalistas para se identificarem com esta produção e achá-la (talvez) interessante acima da média.

A HISTÓRIA: Um avião de acrobacias vermelho percorre o céu de Porto Rico, em 1960. Ele carrega uma faixa que dá as boas vindas para a Union Carbide. O jornalista Paul Kemp (Johnny Depp) acorda com o barulho do avião no hotel em que está hospedado, recebe o café da manhã e sai para falar com o editor chefe do jornal San Juan Star, Edward J. Lotterman (Richard Jenkins).

Mesmo não causando uma boa impressão, Kemp é contratado. Sua primeira missão é escrever o horóscopo diário do jornal. Pouco a pouco, ele vai adentrando na realidade de Porto Rico, mesmo sem falar espanhol, e é convocado pelo consultor de relações públicas Hal Sanderson (Aaron Eckhart), a emprestar o seu talento literário para um projeto de convencimento social de grupos imobiliários poderosos.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu a Diário de Um Jornalista Bêbado): Não tenho dúvidas que este filme afetará os seus distintos públicos de maneiras muito diferentes. Terá um impacto para os jornalistas, especialmente os da "velha guarda". E terá um efeito muito mais suave para os que não vivem os prazeres e agruras desta profissão.

Diário de Um Jornalista Bêbado, como o nome sugere, mostra a rotina de pessoas habituadas a beber muito. De entornar copos e copos - de cerveja e, principalmente, de rum. Afinal, estamos falando de Porto Rico, um país que é considerado um "Estado livre associado", ou seja, não é totalmente independente e nem mesmo uma parte integral dos Estados Unidos (em outras palavras, não é um dos estados dos EUA).

A história conta que Porto Rico foi conquistado pela Espanha em 1493. Em 1898, o país foi cedido para os Estados Unidos. Cem anos depois, um referendo decidiu que Porto Rico seguiria no meio do caminho entre ser independente e fazer parte integralmente dos Estados Unidos.

Desde 1917, quem nasce no país é considerado cidadão estadunidense. Mas pelo fato de Porto Rico não fazer parte da União de estados do país, seus cidadãos não podem votar para presidente, mas podem ajudar a eleger os vencedores das eleições primárias. Confuso, não?

Pois Diário de Um Jornalista Bêbado mostra esta confusão entre uma identidade própria de Porto Rico e sua forte dependencia dos Estados Unidos - ao ponto do país ser visto como um reduto de férias para os aposentados da classe média dos EUA. (continua... para ler, clique abaixo)

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O novo trailer de Batman esquenta a disputa de HQs

02 de maio de 2012 0

Na estratégia dos grandes estúdios de Hollywood, nada é por acidente. Cada movimento é bem planejado. Dito isso, vamos ao novo - o terceiro - trailer do aguardado Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (The Dark Knight Rises):



E por que o comentário anterior, de que nada em Hollywood ocorre por acidente?

Elementar, caros leitores. A DC Entertainment e a Warner Bros. Pictures, junto com as produtoras Legendary e Syncopy, lançaram este novo trailer do aguardado filme do maior herói da DC Comics, o Batman, justamente alguns dias antes de Os Vingadores estrear nos Estados Unidos. Espertos.

A história do novo filme estrelado por Batman promete porque fecha o ciclo dirigido e escrito por Christopher Nolan e iniciado com Batman Begins em 2005.

Esta trilogia, que teve, na sequência, o premiado e elogiado Batman - O Cavaleiro das Trevas (2008) e, agora, O Cavaleiro das Trevas Ressurge, foi a mais bem-sucedida do herói das HQs.

Primeiro, pelos filmes anteriores terem sido indicados e, no caso de O Cavaleiro das Trevas, vencedor de estatuetas do Oscar.

Depois, pelas bilheterias. Batman Begins, que teria custado cerca de US$ 150 milhões, faturou pouco mais de US$ 205,3 milhões apenas nos Estados Unidos. O resultado ficou um pouco abaixo do Batman de 1989, que faturou US$ 251,2 milhões. A segunda parte da trilogia, Batman - O Cavaleiro das Trevas, custou aproximadamente US$ 185 milhões e conseguiu, apenas nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 533,3 milhões.

Este novo filme estrelado por Batman será o sétimo da grife. E tem tudo para tornar-se a melhor bilheteria do herói nos cinemas - especialmente após o êxito do filme anterior. Saberemos se essa aposta está certa a partir do dia 27 de julho, quando o novo filme de Batman deverá estrear nos cinemas.

A história de Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge se passa em Gotham City oito anos depois do herói ter vencido o vilão Duas Caras. Desta vez, ele terá que enfrentar a a Bane (Tom Hardy) e ao supervilão Ra's Al Ghul (Liam Neeson). No elenco, além do inevitável Christian Bale, estão Joseph Gordon-Levit (como o agente John Blake), Anne Hathaway (Selina Kyle, identidade civil da Mulher-Gato), Gary Oldman (o comissário Jim Gordon), Marion Cotillard (como Miranda Tate, executiva da Wayne Enterprises), Morgan Freeman (o administrador Lucius Fox), Juno Temple (Holly Robinson), Michael Caine (o mordomo Alfred Pennyworth), entre outros.

Se você é fã do herói mascarado, confira os outros dois trailers divulgados até o momento deste novo filme:





Crítica de Um Método Perigoso (A Dangerous Method)

27 de abril de 2012 1

Me disseram, certo dia, que qualquer pessoa que quiser ajudar outra a se tratar psicologicamente deve ter, também, um pouco de loucura para resolver. Ou, em outras palavras, que qualquer psicólogo ou psiquiatra deve, em algum momento, precisar de análise também, para enfrentar os seus próprios problemas e/ou demônios.

Impossível não admirar a Freud, um dos grandes nomes das ciências de todos os tempos. Mas mesmo admirando-o, nunca entendi muito bem porque da fixação dele com as questões sexuais. Li algumas teorias a respeito, mas nunca me aprofundei sobre as razões que fizeram ele ir tão fundo apenas nesta direção. Um Método Perigoso (A Dangerous Method) surge para contribuir com estes debates porque ele foca uma amizade entre dois científicos que mudou a história. Fala de Freud e de Jung. Fascinante.

A HISTÓRIA: Dois homens seguram uma mulher descontrolada em uma carruagem. Sabina Spielrein (Keira Knightley) quer sair dali, ela resiste, mas quando a carruagem para, ela é levada para dentro da Clínica Burghölzli na cidade de Zurique, na Suíça, em agosto de 1904. Na manhã seguinte, ela é recepcionada pelo médico Carl Jung (Michael Fassbender), que começa a experimentar com Sabina os métodos de psicanálise de Sigmund Freud (Viggo Mortensen). A proposta de Jung é que ele e a paciente se encontrem quase todos os dias para conversar. Conforme o caso dela vai avançando e o tratamento surte efeito, Jung se arrisca a começar a corresponder-se com Freud. A partir daí, o filme conta a história destes três personagens.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme Um Método Perigoso): O surgimento da psicanálise, momento revolucionário no tratamento dos problemas e dores da mente, é o foco deste filme. A primeira sensação que Um Método Perigoso nos provoca é a da angústia, ao ver Keira Knightley se retorcendo, literalmente, para interpretar a personagem de Sabina Spielrein em sua fase de crise e mesmo depois.

A atriz faz um bom trabalho. Mas continuo achando que esse tipo de papel não é para ela. Senti Knightley um pouco deslocada no papel. Quando você sente o esforço do ator, é porque as coisas não vão bem. Quando assistimos a um ator vivenciando o personagem, tornando-o legítimo, aquele personagem faz sentido. Quando o esforço fica evidente... parece que para o espectador é jogada a outra parte do sacrifício.

Isso acontece com os outros dois atores. Eles estão bem, mas parecem se esforçar em assumir um tom sério e intelectual. Um Método Perigoso tem menos de duas horas, mas parece ter mais. E isso não se deve apenas à densidade do roteiro de Christopher Hampton, inspirado em sua peça The Talking Cure e no livro A Most Dangerous Method, de John Kerr. Parte do esforço que o espectador tem que fazer para continuar interessado na história se deve também pelas interpretações, algumas vezes forçadas.

Mas a história, por si só, é fascinante. E, evidentemente, não cabe em um filme, em uma peça ou em um livro. O surgimento da psicanálise e as relações amistosas e depois de ruptura entre Freud e Jung estão cheias de detalhes que merecem ser conhecidos e, eu diria, estudados.

Um Método Perigoso humaniza os dois ícones da psicanálise e nos faz pensar em como mesmo o mais genial e ousado cientista tem, ele próprio, as suas imperfeições. Se um ícone estivesse alheio a defeitos e problemas, não seria humano, certo? Eu já conhecia um pouco da história de Freud e Jung, mas francamente este filme torna muito mais simples a explicação de pontos fundamentais na vida dos cientista. Para começar, a fixação de Freud pelo que Jung chamou de "interpretação exclusivamente sexual do material clínico" que eles estudavam. (continua... para ler, clique abaixo)

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A história de Noé contada por Aronofsky

24 de abril de 2012 0

Depois de ser indicado ao Oscar de melhor diretor pelo retumbante Cisne Negro (Black Swan), Darren Aronofsky faz mais uma aposta alta na carreira. Desta vez ele vai filmar Noah, adaptação da história bíblica da Arca de Noé.

As filmagens do longa começam em julho. Noah deverá ser rodado na Islândia e em Nova York. Para estrelar o filme como Noé, o ator Russell Crowe, de Gladiador e Robin Hood.

Noah será produzido por Scott Franklin e pelo diretor, Aronofsky, ambos da Protozoa Pictures, e por Mary Parent da Disruption Entertainment. Ari Handel, responsável por Cisne Negro, fará a produção executiva de Noah, junto com Arnon Milchan (New Regengy) e Chris Brigham (A Origem). Pela lista, podemos perceber que há muita gente acreditando em Aronofsky.

O projeto é ousado - e as chances são altas do filme ser brilhante ou uma verdadeira bomba. Dificilmente ele conseguirá ficar no meio do caminho entre estes dois extremos.

O roteiro de Noah é de Aronofsky e Ari Handel (que escreveu a história de Fonte da Vida). Depois de concluído, o roteiro da dupla passou por uma revisão de John Logan, indicado três vezes ao Oscar - pelos filmes A Invenção de Hugo Cabret, O Aviador e Gladiador.

Segundo a Paramount Pictures, que prevê lançar Noah nos cinemas no dia 28 de março de 2014, a história do filme se passa "em um mundo devastado pelos pecados humanos". Neste ambiente, Noé recebe "uma missão divina: construir uma arca para salvar a criação do dilúvio que se aproxima".

Outros nomes do elenco ainda não foram confirmados, mas há rumores da participação de Saoirse Ronan e Jennifer Connelly na produção.



Crítica de A Perseguição (The Grey)

20 de abril de 2012 5

O que pode ser pior do que trabalhar em um local inóspito, gelado, cheio de neve por todos os lados e cercado por sujeitos durões, que curtem um bar e uma briga? E se na saída deste local, o avião em que você está cair, em local ainda mais inóspito?

A Perseguição (The Grey) mostra que realidades complicadas podem sempre ficar ainda mais complicadas. No melhor estilo de "nada que está ruim não pode piorar". Um filme angustiante, com um grande ator à frente do elenco, e que segura a tensão até o final. Belo trabalho do diretor Joe Carnahan, que tem um estilo seco e direto. Como uma história assim exige.

A HISTÓRIA: Cenário com montanhas geladas e trilha sonora composta de uivos. Instalações fumegantes, e a voz grave de Ottway (Liam Neeson) fala sobre um trabalho no fim do mundo. Ele se define como "um matador assalariado de uma grande companhia petrolífera". No início, você pensa que ele está fazendo uma fina ironia mas, de fato, ele é um matador. De lobos.

Ottway cuida da segurança dos funcionários da companhia, eliminando os animais ferozes quando eles se aproximam demais. Sujeito cheio de arrependimentos, Ottway segue o seu caminho meio que por inércia, até o dia em que eles tem que sair às pressas do local antes da chegada de uma tempestade de gelo. Eles embarcam em um avião, que sofre um acidente. A partir daí, Ottway e os sobreviventes terão que enfrentar as piores condições e perigos na busca pela sobrevivência.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso recomendo que só continue a ler quem já assistiu ao filme A Perseguição): Poucos tem a coragem do diretor e roteirista Joe Carnahan para fazer um filme como este. Porque, pela densidade e desesperança convicta desta produção, ela pode ser tudo, menos um projeto que renderá uma grande bilheteria.

As pessoas não querem saber de filmes como este. Querem assistir a fantasias, ou comédias escrachadas e repetitivas. Tudo que lhes faça esquecer um pouco da dureza de suas próprias realidades. Prova disso são as últimas grandes bilheterias de Hollywood.

Então é preciso ter coragem para fazer um filme como A Perseguição. Porque ele não alivia. Pelo contrário. Vai ficando cada vez mais tenso e forte conforme a história se desenvolve. E a beleza desta produção é que ela não é apenas isso. Um filme sobre situações extremas e o choque entre o homem racional e a sua parte irracional e/ou primitiva.

O protagonista, por exemplo, não é apenas uma figura dura, mas também um homem adulto que é capaz de olhar para o passado e citar a poesia do pai, ter foco em saídas corajosas no presente enquanto ele lembra da voz doce da amada perdida. E não é apenas ele que tem a história destrinchada. Outros personagens que o acompanham também tem suas memórias, temores e momentos de valentia. Esses elementos fazem toda a diferença em A Perseguição.

O cenário do filme parece impossível para qualquer ser humano. E, ainda assim, aquelas pessoas insistem em buscar a vida por lá. Contra todas as adversidades. Essa teimosia mostra a valentia do espírito daquelas pessoas, ou apenas uma falta extrema de alternativas? As duas respostas são válidas. (continua... para ler, clique abaixo)

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Confira as estreias de cinema desta sexta-feira

20 de abril de 2012 0

American Pie - O Reencontro

Na estreia do oitavo filme da franquia, American Pie - O Reencontro traz de volta a mesmíssima fórmula que a consagrou e deu fôlego extra para o gênero na última década. O mais recente filme da série, dirigido por Jon Hurwitz, até tenta adicionar alguma seriedade à trama.

O roteiro, escrito por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, traz a turma dos três primeiros filmes reunida em East Great Falls para o encontro da classe do colegial. Durante o reencontro, os personagens vão descobrindo o que mudou e o que continua o mesmo na vida dos jovens que só queriam perder a virgindade.

A Perseguição

Para os fãs de ação, outra boa estreia desta sexta-feira é A Perseguição, que tem a direção de Joe Carnahan, conhecido por filmes cheios de adrenalina, como Narc (2002). Mesmo com menos tiros e explosões, o novo longa traz muito suspense com a queda de um avião no meio dos desertos gelados do Alasca.

No voo, estavam apenas homens trabalhadores de uma mineradora que se preparavam para voltar para casa após a cansativa jornada de trabalho. Entre eles está Ottway (Liam Neeson), caçador profissional responsável por manter os assustadores lobos da região longe do acampamento dos mineiros. Ottway tem um grande trauma do passado com a ex-companheira (Anne Openshaw), que aparece o tempo todo em seus sonhos.

A realidade, no entanto, é assustadora, e o caçador se vê obrigado a liderar os sobreviventes, perseguidos por lobos assassinos. Liberdades poéticas à parte, A Perseguição atrai não só pela guerra entre animais e humanos, mas pela carga dramática presente no desespero de quem sabe que pode morrer a qualquer hora.

Adorável Pivellina

Rodado totalmente em Roma, na Itália, Adorável Pivellina, de Tizza Covi, apresenta a vida de Patti, uma artista de circo que mora com o marido em num trailer. Seu dia a dia muda completamente quando encontra, num parque aos arredores da cidade, uma garotinha abandonada.

Ela é Asia, de dois anos. Junto com a menina, estava apenas o bilhete da mãe, dizendo que buscaria a filha quando tivesse condições. Patti, Walter, um palhaço alemão e arremessador de facas, e Tairo, filho de um domador de leões, acabam ficando com a garota , que encanta a todos na vizinhança. O filme foi exibido e premiado no Festival de Cannes de 2009.

Flor de Neve e o Leque Secreto

Um idioma mantido em segredo durante milhares de anos é o pano de fundo de Flor de Neve e o Leque Secreto, de Wayne Wang. O romance é sobre duas chinesas cujas vidas são marcadas pela amizade e pelo amor que as unem.

Na China do século 19, iletradas e isoladas do mundo, as mulheres não tinham vontade própria. Algumas, entretanto, falavam uma língua secreta entre si, conhecida como nu shu; a única escrita utilizada exclusivamente por mulheres que se tem notícia na história. Elas pintavam os caracteres nu shu em leques, bordavam-nos em lençóis, e usavam a "escrita feminina" para compor canções e escrever histórias, saindo assim do isolamento para compartilharem seus sonhos e realizações.

Em Flor da Neve e o Leque Secreto, o público é levado em uma viagem para o passado acompanhando a história de Flor de Neve e Lírio durante os casamentos arranjados e as alegrias da maternidade. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong. Com um detalhamento histórico e uma densidade emocional impressionante, o enredo aborda a amizade feminina. No elenco estão Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu e Russell Wong.

Reidy - A Construção de uma Utopia

Reidy - A Construção de uma Utopia, de Ana Maria Magalhães, é um documentário sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy e em 77 minutos apresenta um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira. Nascido em Paris e radicado no Rio de Janeiro, ele se destacou pela primeira vez ao vencer a Bienal de 1953 com o projeto do Conjunto Habitacional do Pedregulho.

Nas décadas seguintes trabalhou em várias obras que moldaram a cidade maravilhosa, como o Museu de Arte Moderna, o aterro e o Parque do Flamengo.

Crítica de 12 Horas (Gone)

13 de abril de 2012 1

Você sabe o que esperar de um thriller. Suspense, perseguições, adrenalina e alguma surpresa espalhada aqui e ali. 12 Horas (Gone), primeiro filme do brasileiro Heitor Dhalia feito em Hollywood, não escapa da fórmula. Pelo contrário. Segundo o próprio diretor, ele foi feito como mais um produto do gênero. Mesmo que Dhalia tenha seguido ordens e faça um bom trabalho, o problema de 12 Horas é o roteiro. Querendo brincar com lugares-comum, mas sem fazer muita graça, este filme apenas parece uma desculpa para fazer dinheiro. Previsto inicialmente para ser lançado no dia 6 de abril, hoje a assessoria da Paris Filme, distribuidora do filme no Brasil, confirmou que ele será lançado no dia 20 do próximo mês.

A HISTÓRIA: Uma garota, Jill (Amanda Seyfried) caminha por um bosque. Ela tem um mapa nas mãos. A câmera mostra ela riscando mais uma parte percorrida do imenso Forest Park. Vemos que ela percorreu, mais ou menos, metade do território. Ela volta para o carro, e vai para casa. Ela toma um banho, e fala com a irmã, Molly (Emily Wickersham), que está estudando para um exame. A irmã desaprova a ida de Jill ao bosque. Por sua vez, Jill fala algo sobre bebida que nos deixa pensar sobre problemas que a garota pode ter com as bebidas. Molly fala sobre elas saírem em um encontro no final de semana, mas Jill não parece gostar muito da ideia.

Depois, vemos cenas dela lutando com alguém, em uma espécie de pesadelo. Ela vai trabalhar como garçonete com o carro da irmã. Depois do expediente, volta para casa e encontra as coisas da irmã fora do lugar - a cama desarrumada, os livros e papéis que ela estava estudando bagunçados. Ela se desespera, porque acha que Molly foi sequestrada pelo homem que a tinha atacado alguns anos antes. A partir daí, ela empreende uma busca para saber o que aconteceu com Molly.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a 12 Horas): Honestamente, eu esperava um filme pior. Isso não quer dizer que 12 Horas seja bom. Mas como o blog Sala de Cinema foi convidado para o lançamento do filme, me interessei em saber o que a crítica internacional estava falando da produção. E não era muita coisa boa.

Então fui para São Paulo preparada para assistir a uma bomba. E, no final das contas, até que não achei 12 Horas tão ruim quanto os críticos estrangeiros haviam falado. Para início de conversa, como eu disse antes, algo que as pessoas precisam entender é que este filme é totalmente uma produção de gênero. Então sim, você terá a busca clássica por momentos de tensão, pelo suspense e a expectativa de reviravoltas. Como um thriller exige, há também muitas cenas de perseguição, e alguns personagens que podem mostrar-se culpados.

Gostei da direção de Heitor Dhalia. Acho que ele soube utilizar muito bem os recursos que teve à sua disposição. Tecnicamente falando, é um filme bem acabado. Dhalia utiliza muitos recursos de panorâmicas e mantêm a atenção quase todo o tempo nos olhões azuis de Amanda Seyfried. Esses são os seus acertos. Os principais problemas de Gone não residem na direção de Dhalia, mas no roteiro de Allison Burnett.

Li nas notas de produção de 12 Horas que Burnett comentou que escreveu este roteiro praticamente a toque de caixa. Ou seja, que não foi um trabalho que exigiu muito do roteirista. Isso fica evidente. Ele utiliza a velha premissa da "moça traumatizada que parece um tanto desequilibrada e em quem ninguém acredita" como protagonista. A sanidade mental de Jill é um dos elementos fortes do filme. Isso seria interessante, e poderia dar caldo, se fosse explorado de outra forma. (SPOILER - não leia se você não assistiu ao filme). Porque Burnett explora esse possível desequilíbrio de duas formas: mostrando que Jill tomava remédios de uso controlado e que já tinha sido internada em uma instituição psiquiátrica e com ela inventando uma história nova para cada pessoa que ia encontrando na busca pela irmã. (continua... para ler, clique abaixo)

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Filme sobre Renato Russo estreia em outubro

11 de abril de 2012 1

Brasília, década de 1980. Local e momento para o surgimento de um dos maiores nomes do rock brasilis. A transformação do garoto Renato Manfredini Jr. em Renato Russo é o mote de Somos Tão Jovens, produção com estreia marcada para o dia 11 de outubro.

A escolha da data, divulgada pela distribuidora Imagem Filmes, não foi acidental. Renato Russo segue movimentando uma legião de fãs, muitos deles enfáticos na defesa do ídolo. E cada um deles (de vocês) sabe que o vocalista da Legião Urbana morreu justamente neste dia, 11 de outubro, em 1996.

A aura que cerca Somos Tão Jovens é de homenagem. Principalmente para Renato Russo, mas também para a Legião Urbana e o movimento rockeiro que tomou conta no país nos anos 1980, pós-ditadura militar.

No site sobre o filme, com página inicial em estilo de blog, há mais detalhes sobre a produção. Sabemos, por ali, que a história de Somos Tão Jovens foca o surgimento do mito, contando o que aconteceu na vida de Renato Manfredini Jr. entre os anos 1976 e 1982.

Ou seja, desde o momento em que ele sofreu com uma doença degenerativa e mergulhou em livros, poesias e na música, até a criação da Legião Urbana e os primeiros shows da banda, em Minas Gerais e em Brasília. Dois anos depois, em 1984, Renato Russo lançaria, junto com Dado Villa-Lobos, Marcelo Bonfá e Renato Rocha o primeiro disco da Legião Urbana. O resto é história.

O roteirista Marcos Bernstein, conhecido pelo trabalho exemplar de Central do Brasil, focou a fase menos conhecida do ídolo e de seu grupo de amigos.

Aliás, tudo indica que Somos Tão Jovens será um retrato interessante sobre a juventude urbana irriquieta daquele tempo. Renato Russo surge naquele contexto como um nome capaz de sintetizar os anseios, desejos e esperanças de seu tempo e, principalmente, das pessoas ávidas por mudanças - no país e em suas vidas.

Somos Tão Jovens foca a vida de Renato Russo desde o final da adolescência até a iniciativa dele em criar a banda Aborto Elétrico, sua fase no projeto solo O Trovador Solitário e, finalmente, a criação da Legião Urbana.


No elenco, basicamente atores jovens. Algumas das exceções são Marcos Breda, que interpreta ao pai de Renato Russo, e Sandra Corveloni, que assume o papel da mãe, Carminha. Encabeçando o elenco, Thiago Mendonça como Renato Russo, Conrado Godoy como Bonfá e Nicolau Villa-Lobos interpretando ao pai, Dado.


Somos Tão Jovens é dirigido e produzido por Antonio Carlos Fontoura e mobilizou a equipe técnica e o elenco durante quatro meses na cidade de Paulínea, no interior de São Paulo. A irmã de Renato Russo, Carmem Teresa Manfredini, atuou como consultora de arte, figurino e idioma para a produção.


A seguir, um vídeo com os atores Thiago Mendonça, Bruno Torres e Sérgio Dalcin ensaiando para o trabalho que fariam no filme:

E neste outro vídeo, comentários do diretor Antonio Carlos Fontoura sobre a produção:



Titanic consegue a terceira melhor bilheteria

09 de abril de 2012 0

O fenômeno voltou mostrando fôlego. Titanic, na versão 3D, não conseguiu desbancar Jogos Vorazes da liderança das bilheterias nos Estados Unidos, mas registrou um belo resultado.

No primeiro final de semana em cartaz, a produção de James Cameron conseguiu US$ 17,35 milhões nos Estados Unidos. Menos que a estreia American Pie: O Reencontro, sequência dos filmes de comédia estrelados por Jason Biggs, e que o primeiro blockbuster do ano, Jogos Vorazes, que continua em primeiro lugar nas bilheterias e arrecadou mais US$ 33,5 milhões no final de semana.

O desempenho de Titanic, produção lançada em 2D há quase 15 anos e que continua sendo o segundo filme com maior bilheteria da história, não é nada desprezível.


Desde que estreou nos Estados Unidos, na quarta-feira da semana passada em circuito restrito, Titanic 3D faturou cerca de US$ 25,71 milhões nas bilheterias. Cinco dias do filme em cartaz já pagaram o investimento de James Cameron - de cerca de US$ 18 milhões - na transformação do material original em 3D.

Esse bom começo é um sinal importante de que o filme se dará muito bem nas bilheterias dos diferentes mercados.

O desempenho de cinco dias já colocaram Titanic em quinto lugar entre os filmes feitos originalmente em 2D e que depois foram relançados em 3D.

Com US$ 25,71 milhões nos Estados Unidos, ele fica atrás apenas de Toy Story/Toy Story 3D (e que faturou US$ 30,7 milhões), Star Wars: Episódio I - A Ameaça Fantasma 3D (US$ 43,28 milhões), A Bela e a Fera 3D (US$ 47,41 milhões) e de O Rei Leão 3D (US$ 94,24 milhões). Mas tem grandes chances de superá-los nas próximas semanas.

Estes números mostram como o drama do naufrágio do transatlântico, que esta semana completa um século e, principalmente, o romance entre Jack e Rosie, interpretados por Leonardo DiCaprio e Kate Winslet, continua fascinando o grande público.

A crença de que valeria retomar esta história no cinema agora, 15 anos depois de sua estreia original, atingindo fãs do drama histórico e também um público jovem que não teve acesso ao filme de 1997, foi mais uma aposta acertada de James Cameron.



Reestreia do fenômeno Titanic 15 anos depois

06 de abril de 2012 0

Segunda melhor bilheteria da história, fenômeno que levou multidões a chorar e assistir ao mesmo enredo repetidas vezes antes de surgirem na telona os filmes de Harry Potter e Crepúsculo, Titanic volta para os cinemas a partir de hoje. E repaginado.

O retorno da história de amor entre Rose e Jack não acontece em um momento qualquer. O filme completa 15 anos do lançamento inicial (feito em dezembro de 1997), e reestreia uma semana antes do centenário do naufrágio do transatlântico que era considerado indestrutível.

Titanic é uma grande produção em todos os sentidos. Primeiro, por resgatar um dos maiores desastres da história. Depois, por ter 3h14min de duração, ter consumido cerca de US$ 200 milhões e faturado 11 Oscar's.

Superlativo também foi o faturamento do filme: Titanic conseguiu US$ 600,8 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 1,24 bilhões no restante do mundo. No total, R$ 1,84 bilhões - mais de nove vezes o custo para ser produzido.

Com estes números, Titanic tornou-se a maior bilheteria de todos os tempos em 1997. Ele só seria superado em 2009 por outro filme dirigido por James Cameron: Avatar.

A produção, ambientada em Pandora, faturou pouco mais de US$ 760,5 milhões nos Estados Unidos e outros US$ 2 bilhões nos outros mercados mundo afora. No total, US$ 2,78 bilhões. Mas como o filme custou mais que Titanic, certamente o lucro dele não chegou a ser tão grande quanto o filme de Jack e Rosie.

James Cameron repaginou Titanic para o formato 3D. Segundo a crítica Claudia Puig, do USA Today, os cenáriso estonteantes e os momentos de tensão da produção original ficaram ainda mais espetaculares com o recurso 3D. "Ao contrário de muitos filmes 3D que são escuros, as imagens do Titanic são mais nítidas, e a inundação quase vertical e a quebra do transatlântico em dois após o choque com o iceberg é ainda mais angustiante", escreveu.

De acordo com a crítica, as cenas das inundações, assim como o desespero dos ocupantes do Titanic por sobreviver, e a heróica sequência em que Jack salva Rose de pular da borda do transatlântico acabam sendo ressaltados pelos novos efeitos.

O 3D evidencia o "virtuosismo técnico" do diretor, na opinião de Puig, na mesma medida que torna evidente algumas fraquezas do roteiro, da edição e a sobra de certas cenas que não seriam necessárias.

Por outro lado, sequências como a tentativa do transatlântico de desviar do iceberg e as quedas dramáticas que seguem ao choque acabam sendo irritantes - a conversão não resolve os problemas do original, segundo Puig.


Segundo o crítico Peter Howell, do Toronto Star, a repaginada de Titanic para o 3D é um "sucesso absoluto". Ele percebeu isso ao ver um "grande número de espectadores" chorando durante e após a pré-estreia do filme, o que comprovaria o "impacto duradouro do romance" entre Rose e Jack.

James Cameron teria gasto US$ 18 milhões e 60 semanas para transformar o Titanic original, em 2D, nesta nova versão em 3D. O resultado está em cada segundo do filme, segundo Howell, porque a produção ficou com imagens mais nítidas e iluminadas. A grandiosidade do Titanic é percebida de maneira ainda mais forte pelos espectadores, assim como a sequência em que a câmera gira enquanto a orquestra toca fica mais intensa, a ponto de quase provocar vertigem.

A dúvida é quanto esta nova versão do clássico de James Cameron conseguirá faturar nas bilheterias. Quantas pessoas que já assistiram a este filme repetidas vezes voltarão a encantar-se com a trama, e quantas delas vão chorar, mais uma vez, com aquela história de amor. A partir de hoje, estas perguntas começarão a ser respondidas.