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Posts na categoria "suspense"

Confira as estreias de cinema desta sexta-feira

20 de abril de 2012 0

American Pie - O Reencontro

Na estreia do oitavo filme da franquia, American Pie - O Reencontro traz de volta a mesmíssima fórmula que a consagrou e deu fôlego extra para o gênero na última década. O mais recente filme da série, dirigido por Jon Hurwitz, até tenta adicionar alguma seriedade à trama.

O roteiro, escrito por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, traz a turma dos três primeiros filmes reunida em East Great Falls para o encontro da classe do colegial. Durante o reencontro, os personagens vão descobrindo o que mudou e o que continua o mesmo na vida dos jovens que só queriam perder a virgindade.

A Perseguição

Para os fãs de ação, outra boa estreia desta sexta-feira é A Perseguição, que tem a direção de Joe Carnahan, conhecido por filmes cheios de adrenalina, como Narc (2002). Mesmo com menos tiros e explosões, o novo longa traz muito suspense com a queda de um avião no meio dos desertos gelados do Alasca.

No voo, estavam apenas homens trabalhadores de uma mineradora que se preparavam para voltar para casa após a cansativa jornada de trabalho. Entre eles está Ottway (Liam Neeson), caçador profissional responsável por manter os assustadores lobos da região longe do acampamento dos mineiros. Ottway tem um grande trauma do passado com a ex-companheira (Anne Openshaw), que aparece o tempo todo em seus sonhos.

A realidade, no entanto, é assustadora, e o caçador se vê obrigado a liderar os sobreviventes, perseguidos por lobos assassinos. Liberdades poéticas à parte, A Perseguição atrai não só pela guerra entre animais e humanos, mas pela carga dramática presente no desespero de quem sabe que pode morrer a qualquer hora.

Adorável Pivellina

Rodado totalmente em Roma, na Itália, Adorável Pivellina, de Tizza Covi, apresenta a vida de Patti, uma artista de circo que mora com o marido em num trailer. Seu dia a dia muda completamente quando encontra, num parque aos arredores da cidade, uma garotinha abandonada.

Ela é Asia, de dois anos. Junto com a menina, estava apenas o bilhete da mãe, dizendo que buscaria a filha quando tivesse condições. Patti, Walter, um palhaço alemão e arremessador de facas, e Tairo, filho de um domador de leões, acabam ficando com a garota , que encanta a todos na vizinhança. O filme foi exibido e premiado no Festival de Cannes de 2009.

Flor de Neve e o Leque Secreto

Um idioma mantido em segredo durante milhares de anos é o pano de fundo de Flor de Neve e o Leque Secreto, de Wayne Wang. O romance é sobre duas chinesas cujas vidas são marcadas pela amizade e pelo amor que as unem.

Na China do século 19, iletradas e isoladas do mundo, as mulheres não tinham vontade própria. Algumas, entretanto, falavam uma língua secreta entre si, conhecida como nu shu; a única escrita utilizada exclusivamente por mulheres que se tem notícia na história. Elas pintavam os caracteres nu shu em leques, bordavam-nos em lençóis, e usavam a "escrita feminina" para compor canções e escrever histórias, saindo assim do isolamento para compartilharem seus sonhos e realizações.

Em Flor da Neve e o Leque Secreto, o público é levado em uma viagem para o passado acompanhando a história de Flor de Neve e Lírio durante os casamentos arranjados e as alegrias da maternidade. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong. Com um detalhamento histórico e uma densidade emocional impressionante, o enredo aborda a amizade feminina. No elenco estão Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu e Russell Wong.

Reidy - A Construção de uma Utopia

Reidy - A Construção de uma Utopia, de Ana Maria Magalhães, é um documentário sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy e em 77 minutos apresenta um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira. Nascido em Paris e radicado no Rio de Janeiro, ele se destacou pela primeira vez ao vencer a Bienal de 1953 com o projeto do Conjunto Habitacional do Pedregulho.

Nas décadas seguintes trabalhou em várias obras que moldaram a cidade maravilhosa, como o Museu de Arte Moderna, o aterro e o Parque do Flamengo.

Crítica de 12 Horas (Gone)

13 de abril de 2012 1

Você sabe o que esperar de um thriller. Suspense, perseguições, adrenalina e alguma surpresa espalhada aqui e ali. 12 Horas (Gone), primeiro filme do brasileiro Heitor Dhalia feito em Hollywood, não escapa da fórmula. Pelo contrário. Segundo o próprio diretor, ele foi feito como mais um produto do gênero. Mesmo que Dhalia tenha seguido ordens e faça um bom trabalho, o problema de 12 Horas é o roteiro. Querendo brincar com lugares-comum, mas sem fazer muita graça, este filme apenas parece uma desculpa para fazer dinheiro. Previsto inicialmente para ser lançado no dia 6 de abril, hoje a assessoria da Paris Filme, distribuidora do filme no Brasil, confirmou que ele será lançado no dia 20 do próximo mês.

A HISTÓRIA: Uma garota, Jill (Amanda Seyfried) caminha por um bosque. Ela tem um mapa nas mãos. A câmera mostra ela riscando mais uma parte percorrida do imenso Forest Park. Vemos que ela percorreu, mais ou menos, metade do território. Ela volta para o carro, e vai para casa. Ela toma um banho, e fala com a irmã, Molly (Emily Wickersham), que está estudando para um exame. A irmã desaprova a ida de Jill ao bosque. Por sua vez, Jill fala algo sobre bebida que nos deixa pensar sobre problemas que a garota pode ter com as bebidas. Molly fala sobre elas saírem em um encontro no final de semana, mas Jill não parece gostar muito da ideia.

Depois, vemos cenas dela lutando com alguém, em uma espécie de pesadelo. Ela vai trabalhar como garçonete com o carro da irmã. Depois do expediente, volta para casa e encontra as coisas da irmã fora do lugar - a cama desarrumada, os livros e papéis que ela estava estudando bagunçados. Ela se desespera, porque acha que Molly foi sequestrada pelo homem que a tinha atacado alguns anos antes. A partir daí, ela empreende uma busca para saber o que aconteceu com Molly.

VOLTANDO À CRÍTICA (SPOILER - aviso aos navegantes que boa parte do texto à seguir conta momentos importantes do filme, por isso só recomendo que continue a ler quem já assistiu a 12 Horas): Honestamente, eu esperava um filme pior. Isso não quer dizer que 12 Horas seja bom. Mas como o blog Sala de Cinema foi convidado para o lançamento do filme, me interessei em saber o que a crítica internacional estava falando da produção. E não era muita coisa boa.

Então fui para São Paulo preparada para assistir a uma bomba. E, no final das contas, até que não achei 12 Horas tão ruim quanto os críticos estrangeiros haviam falado. Para início de conversa, como eu disse antes, algo que as pessoas precisam entender é que este filme é totalmente uma produção de gênero. Então sim, você terá a busca clássica por momentos de tensão, pelo suspense e a expectativa de reviravoltas. Como um thriller exige, há também muitas cenas de perseguição, e alguns personagens que podem mostrar-se culpados.

Gostei da direção de Heitor Dhalia. Acho que ele soube utilizar muito bem os recursos que teve à sua disposição. Tecnicamente falando, é um filme bem acabado. Dhalia utiliza muitos recursos de panorâmicas e mantêm a atenção quase todo o tempo nos olhões azuis de Amanda Seyfried. Esses são os seus acertos. Os principais problemas de Gone não residem na direção de Dhalia, mas no roteiro de Allison Burnett.

Li nas notas de produção de 12 Horas que Burnett comentou que escreveu este roteiro praticamente a toque de caixa. Ou seja, que não foi um trabalho que exigiu muito do roteirista. Isso fica evidente. Ele utiliza a velha premissa da "moça traumatizada que parece um tanto desequilibrada e em quem ninguém acredita" como protagonista. A sanidade mental de Jill é um dos elementos fortes do filme. Isso seria interessante, e poderia dar caldo, se fosse explorado de outra forma. (SPOILER - não leia se você não assistiu ao filme). Porque Burnett explora esse possível desequilíbrio de duas formas: mostrando que Jill tomava remédios de uso controlado e que já tinha sido internada em uma instituição psiquiátrica e com ela inventando uma história nova para cada pessoa que ia encontrando na busca pela irmã. (continua... para ler, clique abaixo)

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Jogos Vorazes, o primeiro blockbuster de 2012

26 de março de 2012 1

Logo mais, teremos um novo filme do Batman estreando nos cinemas - Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge tem previsão de estrar em julho. Mas enquanto ele não surge, o primeiro blockbuster (arrasa-quarteirão) do ano surgiu com uma levada na medida para agradar aos fãs de Harry Potter.

Jogos Vorazes (The Hunger Games) mostrou, mais uma vez, que os filmes de fantasia são os que interessam para o público dos Estados Unidos - e, por contaminação, para as audiências do restante do globo.

A produção, que estreou sexta-feira, conseguiu impressionantes US$ 155 milhões nas bilheterias dos Estados Unidos até domingo. Esta foi a terceira melhor estreia da história.

Adivinhem atrás de quem Jogos Vorazes ficou?

O campeão na arrecadação das bilheterias em um final de semana de todos os tempos foi o filme Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 2, que estreou em 2011 e faturou, nos três primeiros dias em cartaz, quase US$ 169,2 milhões.

O segundo colocado como arrasa-quarteirão foi Batman - O Cavaleiro das Trevas, que estreou em 2008 e faturou, no primeiro final de semana em cartaz nos Estados Unidos, pouco mais de US$ 158,4 milhões.




A atriz Jennifer Lawrence, indicada ao Oscar por Inverno da Alma, é a protagonista de Jogos Vorazes




Jogos Vorazes não custou barato. As estimativas é que as produtoras Lionsgate, Ludas, Color Force e Larger Than Life tenham gasto aproximadamente US$ 100 milhões. Mas pelo andar da carruagem, o filme deverá lucrar mais que o dobro do que custou.

Enquanto o filme dirigido por Gary Ross (de Seabiscuit - Alma de Herói e A Vida em Preto e Branco) e estrelado por Jennifer Lawrence, Liam Hemsworth, Stanley Tucci, entre outros, faz todo esse sucesso, a produção John Carter - Entre Dois Mundos, da Disney, revela-se um dos grandes fracassos do ano. Alguns ousam dizer, de todos os tempos.

O filme, que teria custado cerca de US$ 250 milhões - uma vez e meia mais que Jogos Vorazes -, arrecadou pouco mais de US$ 62,3 milhões desde que estreou, no dia 9 de março. Ruim, muito ruim.




Jennifer Lawrence empunha uma das armas utilizadas na disputa entre jovens mostrada pelo filme




Jogos Vorazes é uma adaptação do best-seller homônimo de Suzanne Collins, lançado nos Estados Unidos em 2008, primeira parte de uma trilogia. A história se passa em um mundo pós-apocalíptico dividido em 12 distritos e que promove, todos os anos, um jogo mortal com jovens que é transmitido pela TV.

Com os US$ 155 milhões arrecadados no último final de semana, Jogos Vorazes desbancou as bilheterias de estreia de filmes como Homem-Aranha 3 (US$ 151,1 milhões), A Saga Crepúsculo: Lua Nova (US$ 142,8 milhões), A Saga Crepúsculo: Amanhecer - Parte 1 (US$ 138,1 milhões), Piratas do Caribe: O Baú da Morte (US$ 135,6 milhões), Homem de Ferro 2 (US$ 128,1 milhões), Harry Potter e as Relíquias da Morte: Parte 1 (US$ 125 milhões) e Shrek Terceiro (US$ 121,6 milhões).

O que todos eles tem em comum? Uma forte carga de fantasia e pouca relação com o "mundo real", ou dramas mais realísticos, pelo menos. Sinal que as pessoas, cada vez mais, procuram o cinema para se divertirem e sonharem.

Veja, a seguir, o trailer da produção:

Hollywood destrinchada: entrevista com o diretor Heitor Dhalia, de 12 Horas (Gone)

23 de março de 2012 0

O lançamento do filme 12 Horas (Gone) na última terça-feira, em São Paulo, produção que marca a estreia do brasileiro Heitor Dhalia em Hollywood, foi marcada por longos discursos do diretor.

Falante e apreciador do hábito de pontuar sua fala com referências variadas, Dhalia justificou porque não conseguiu imprimir a sua marca nesta nova produção.

Conhecido por um cinema autoral, Dhalia comparou o seu novo trabalho com o de um matador de aluguel, que sente algum prazer em apertar o gatilho, mas que não tem o mesmo gozo que um serial killer.

Segundo ele, o caminho para 12 Horas começou em 2004, quando o primeiro filme do diretor (Nina) foi premiado no Festival de Moscou e o também diretor André Ristum, amigo de Dhalia e finalizador da produção, foi procurado por agentes que representam artistas da área de Moscou e de Los Angeles.

"Naquela época, eu pensei: vou conquistar, ao mesmo tempo, a União Soviética e os Estados Unidos. Em uma tacada só", contou Dhalia.

O diretor resolveu viajar para Los Angeles, para fazer o primeiro contato com os representantes, e sentiu que não avançaria nos Estados Unidos porque não sabia falar inglês.

Voltando para o Brasil, ele começou um curso intensivo, estudando o idioma por seis dias na semana. Na sequência, ele iniciou os estudos de dramaturgia, que prosseguem até hoje.

"Essa foi uma ferramenta que ajudou a mudar a minha perspectiva no processo de fazer cinema. Você ganha ou perde o jogo na dramaturgia, porque é daí que saem todos os argumentos que um filme precisa para existir", opina.

Enquanto avançava com os estudos, Dhalia passou a viajar mais para Los Angeles para conhecer pessoas da indústria do cinema. Ele considera que passou realmente a chamar a atenção dos agentes com o lançamento de seu segundo filme, O Cheiro do Ralo, selecionado para o Festival de Sundance.

"Naquela época, entrei na maior agência de representação de talentos dos EUA. Mas o filme era muito pequeno para aquele jogo. As pessoas gostavam muito de O Cheiro do Ralo, mas para a indústria ele não dizia nada", avalia Dhalia.

Para o diretor, o filme era muito indie e não inspirava os produtores a pensar que o diretor teria capacidade de fazer um filme maior, que tivesse um diálogo mais próximo com o grande público. Mas Dhalia se sentiu mais próximo da indústria de Hollywood e de compreendê-la.

"Fui cada vez mais me submetendo a projetos (que estavam em estudo em Hollywood). Porque, na verdade, Los Angeles é um grande cassino, uma grande bolsa de valores do cinema, com muita especulação e um jogo de sobe e desce de ações no qual você nunca entende direito o que está acontecendo", conta.

Neste sistema complexo de risco para a produção de filmes, Dhalia ganhou mais pontos quando lançou, em 2009, no Festival de Cannes, o seu filme mais internacional: À Deriva. Segundo o diretor, a partir daí, surgiram vários convites e ofertas para fazer filmes nos EUA.

"(Houve) coisas mais especulativas e coisas mais concretas".

Um contato que ele fez em Sundance fez Dhalia assinar o primeiro contrato para um filme em Hollywood, um thriller de espionagem chamado April 23, planejado pela Lakeshore Entertainment. Mas o projeto não decolou. Depois, Dhalia foi chamado para um projeto da produtora Summit, que acabou não vingando também.

"Depois, as duas se juntaram e surgiu o projeto de 12 Horas. Antes disso, flertei e fui considerado para outros projetos, como uma biografia do Scott Fitzgerald e um filme de guerra sobre o ouro nazista que foi transportado de Berlim para Stuttgart. Na verdade, teve vários projetos interessantes, mas que são superdifíceis de financiar".

Até que surgiu 12 Horas, um filme que conseguiu ser pago, segundo Dhalia, apenas com a venda dos direitos para o mercado internacional. O resultado nas bilheterias nos EUA, segundo o diretor, será o lucro dos produtores. Além da Lakeshore e da Summit, o filme foi bancado pela Sidney Kimmel Entertainment. No Brasil, ele será lançado no dia 6 de abril pela Paris Filmes. ATUALIZAÇÃO (27/03): Hoje a assessoria da Paris Filmes divulgou nova data para estreia de 12 Horas no país: 20 de abril. ATUALIZAÇÃO 2 (30/03): Mais uma mudança na data de estreia. A Paris Filmes acaba de divulgar que 12 Horas deverá estrear no dia 13 de abril.

Os melhores trechos da coletiva com o diretor e da entrevista que fizemos com ele após o evento coletivo foram publicados na edição impressa do Diário Catarinense desta sexta-feira. A seguir, leia a entrevista completa:


Diário Catarinense: Como foi para você, um cineasta autoral no Brasil, ir para os Estados Unidos e se submeter a esse sistema industrial que você comentou?

Heitor Dhalia: O grande debate é exatamente esse, a questão do controle criativo. É uma diferença muito grande (entre o Brasil e os EUA). Cada filme é um protótipo e tem uma história particular. Ao contrário do que a gente acha, que Hollywood funciona como um sistema homogêneo, na realidade não é assim. É totalmente hetereogêneo o sistema. O que homogeniza é o sistema financeiro, como é que se faz. Mas você trabalha com pessoas. Tem pessoas muito criativas, autores, produtores, diretores, muito apaixonados por cinema. Hollywood é um lugar muito apaixonado por cinema. Mas tem também os business managers. Todas as histórias clássicas que a gente ouve falar de Hollywood, todos aqueles clichês... a gente vê que aquilo é verdade. Que é um sistema diferente.


DC: Como funciona esse sistema?

Dhalia: Quem comanda o processo criativo é o produtor. Só que com cada diretor e com cada filme esse acordo acontece de forma diferente. Pode ser um acordo mais suave, pode ser um acordo mais duro para o diretor. Primeira coisa, tudo é feito com advogado. É uma indústria em que você tem intermediários. Você tem um advogado, um manager e um agente. Por que tem isso? Essas camadas são para proteger o talento e para proteger também o investimento, que é feito pelo produtor ou pelo estúdio. No caso do talento, um jeito de você domar uma área que é criativa e tal, é fazer leyes ou filtros de controle para suavizar possíveis conflitos. Porque são coisas totalmente diferentes. Há um lado criativo e um lado que está mirando só uma coisa financeira, de controle. E como vai harmonizar isso? Eles fizeram essas leyes que, na verdade, não suavizam muito. Depende muito do perfil do produtor, se ele é muito controlador... E tem um outro elemento, que é a entrada do talento estrangeiro na indústria americana.


DC: Qual é o efeito desta entrada?

Dhalia: Hollywood é a única indústria (do cinema) que realmente existe no mundo. Ela é altamente competitiva. Para fazer esse filme, eu competi com 16 diretores americanos, e todos já tinham feito não sei quantos filmes, inclusive de estúdio. E por alguma razão, eu ganhei. Depois é que você vai entender o que isso significa. O talento estrangeiro entra de duas maneiras. Ou quando eles querem muito, (quando) são muito atraídos por diretores, atores... porque é uma bolsa de valores. O cara quer comprar uma ação em baixa. Ele pensa: "Um diretor que fez um filme experimental não sei onde, eu quero esse cara". Porque esse cara pode ser que daqui a dois filmes seja O CARA. Tem essa coisa... porque lá há dois caminhos: um é o investimento seguro e o outro é o risco. O investimento seguro é quando se sabe que um cara consegue fazer um filme, consegue entregar... ele é americano, já fez... não importa se fez bem ou mal, mas ele fez. Ele não pirou, não saiu andando, entendeu? Tem uma história que eu acho muito engraçada. Tem um diretor que trabalhou neste mesmo sistema que eu trabalhei, ele abandonou o set e saiu andando. Diretor estrangeiro que saiu andando. Disse tchau, saiu andando e nunca mais voltou para o set.


DC: Como você lidou com esse cenário?

Dhalia: Toda vez que eu estava em um momento de crise lá, com dificuldade na produção, tinha duas coisas que eu fazia. Uma era ouvir Luiz Gonzaga, que eu ouvi bastante, para dar uma energizada nas origens, e às vezes eu falava para a minha namorada. "Está jogo duro hoje". Aí ela mandava um ícone de um bonequinho andando. "Se você quiser, você anda" (ela dizia). Então eles apostam muito em uma coisa que já está consagrada, em alguém que já fez alguma coisa que eles conhecem. Para outra coisa que o talento estrangeiro serve, e falando de uma maneira assim, muito cruel, é que você entra como mão de obra barata, comparado com o americano, e mais fácil de controlar. Por que? Porque você não entende o sistema e não entende a língua do jeito que eles entendem. Essa mão de obra, os talentos regionais de cada país que vão para lá, podem entrar com um pouco mais ou menos de condições, dependendo da negociação que você tem, sorte ou sei lá, destino. Depende de uma série de fatores. Às vezes você só entra em um sistema mais industrial, onde você está mais submetido a um limite criativo. Algo emblemático é o gap, a diferença entre a expectativa e o resultado. O drama mora nessa diferença, entre aquilo que você acha e que você consegue (executar). Você entende como funciona e acha as ferramentas para ir para o próximo gap, ou para a próxima jornada que você tem pra fazer. E você só consegue fazer isso quando você já está no campo de batalha. Fazer filme é guerra.



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Dhalia fala sobre 12 Horas

20 de março de 2012 0

O diretor Heitor Dhalia falou por pouco mais de 40 minutos sobre a sua experiência em dirigir chega o filme 12 Horas (Gone), estrelado por Amanda Seyfried.

Na coletiva para a imprensa em São Paulo terça-feira ele deixou clara que está foi uma produção 100% da indústria, sem margem para a forma de Dhalia trabalhar. Ele não pôde contribuir com o roteiro ou mesmo ensaiar com os atores.

Dhalia comparou o seu trabalho com o de um matador de aluguel, que sente algum prazer em matar, mas que executa um trabalho encomendado e sem o mesmo prazer de um serial killer.

O filme 12 Horas conta a história de uma garota traumatizada, interpretada por Amanda Seyfried, que acredita que a irmã foi raptada. Ela começa, a partir do desaparecimento, uma busca incansável para descobrir o que aconteceu. A produção tem estreia prevista no Brasil para 6 de abril. ATUALIZAÇÃO (27/03): Hoje a distribuidora do filme no Brasil, a Paris Filmes, divulgou nova data para a estreia dele no país, 20 de abril. ATUALIZAÇÃO 2 (30/03): Mais uma mudança na data de estreia. A Paris Filmes acaba de divulgar que 12 Horas deverá estrear no dia 13 de abril.

O novo filme de Heitor Dhalia

20 de março de 2012 0

O novo filme do brasileiro Heitor Dhalia será lançado dentro de poucos minutos em São Paulo.

A distribuidora Paris Filmes fará uma sessão para a imprensa do filme 12 Horas (Gone), que marca a estreia de Dhalia em Hollywood.

O blog Sala de Cinema foi convidado para o lançamento e para uma rápida conversa com o diretor em seguida da exibição.

12 Horas é um thriller que foi rodado na cidade de Portland, nos Estados Unidos, e é estrelado por Amanda Seyfried, de Cartas para Julieta e Mamma Mia! O filme estreia no Brasil no dia 6 de abril. ATUALIZAÇÃO (27/03): Hoje a distribuidora do filme no Brasil, a Paris Filmes, divulgou nova data para a estreia dele no país, 20 de abril. ATUALIZAÇÃO 2 (30/03): Mais uma mudança na data de estreia. A Paris Filmes acaba de divulgar que 12 Horas deverá estrear no dia 13 de abril.

Em breve, mais detalhes aqui no blog, e a reportagem completa na edição impressa do Diário Catarinense.

Assista ao trailer de A Mulher de Preto

22 de fevereiro de 2012 0

Hoje o ator Daniel Radcliffe retorna aos cinemas. Mas se você pensava que ele já tinha se livrado dos sustos, pode ficar tranquilo. O novo filme de Dan, A Mulher de Preto, é um suspense. Ele interpreta o jovem advogado Arthur Kipps, que vai a uma pequena cidade para vender uma casa, cujo proprietário morreu. É obrigado a hospedar-se na residência o cliente morto e começa a enxergar por lá o espírito de uma mulher. Descobre ainda que a cidade foi palco de vários assassinatos de crianças. E, para completar, o próprio Kipps tem um filho pequeno.

Assista ao trailer aqui:

 

Filme catarinense A Antropóloga disputa vaga brasileira no Oscar 2012

12 de setembro de 2011 2


Foto: Lúcio Flávio


O Ministério da Cultura anunciou nesta tarde a lista de 15 filmes que se candidataram a concorrer à vaga brasileira de filme estrangeiro no Oscar 2012. Entre eles, está o catarinense A Antropóloga, de Zeca Pires, o primeiro filme catarinense finalizado no Estado a concorrer à vaga.

A comissão do Ministério se reunirá dia 20 de setembro, às 10h, no Rio de Janeiro, para anunciar o filme que representará o Brasil na 84ª edição do Oscar.

Ao lado de A Antropóloga, há fortes concorrentes, como Trabalhar Cansa - que representou o Brasil no festival de Cannes deste ano -, e o maior campeão de público do cinema brasileiro, Tropa de Elite 2.

A Antropóloga ficou em cartaz por quase dois meses na Grande Florianópolis e, recentemente, voltou a ser exibido no Beiramar Shopping, onde ainda está em exibição nesta semana.

Confira a lista dos 15 concorrentes:

A Antropóloga, de Zeca Nunes Pires - Mundo Imaginário Produções Cinematográficas LTDA.

As mães de Chico Xavier, de Glauber Filho e Halder Gomes - Luz Produções Cinematografia LTDA.

Assalto ao Banco Central, de Marcos Paulo - Total Enterainment.

Bruna Surfistinha, de Marcus Baldini - Tvzero Cinema LTDA.

Estamos Juntos, de Toni Venturi - Olhar Imaginário Ltda.

Família Vende Tudo, de Alain Fresnot - A.F.Cinema e Vídeo.

Federal, de Erik de Castro - BSB Cinema Produções.

Filme Vips, de Toniko Melo - 02 Cinema Ltda.

Histórias Reais de um Mentiroso VIPS, de Mariana Caltabiano - Mariana Caltabiano Criações.

Lope, de Andrucha Waddington - Conspiração Filmes S/A.

Malu de Bicicleta, de Flávio Ramos Tambellini - Tambellini Filmes e Produções Audiovisuais.

Mulatas! Um Tufão nos Quadris, de Walmor Pamplona - Carioca Filmes.

Quebrando o Tabu, de Fernando Grostein Andrade - SPRAY Filmes S/S LTDA.

Trabalhar Cansa, de Juliana Rojas e Marco Dutra - Dezenove Som e Imagem.

Tropa de Elite 2, de José Padilha - Zazen Produções Audiovisuais Ltda.

Thriller O Espião que Sabia Demais ganha primeiras imagens

30 de maio de 2011 0

O clássico livro O Espião que Sabia Demais, de John Le Carré, está sendo adaptado para os cinemas pelas mãos do sueco Tomas Alfredson, que fez sucesso com o terror vampiresco Deixa Ela entrar.

Nas imagens é possível ver Tom Hardy (A Origem), Gary Oldman (Batman – O Cavaleiro das Trevas) e Colin Firth (O Discurso do Rei).

A história acontece durante os anos finais da Guerra Fria e acompanha George Smiley (Oldman), um dos cinco ocupantes dos postos mais altos dentro do Circus - a divisão de elite do Serviço Secreto Inglês - encarregado de descobrir quem, no meio dos cinco, é um agente duplo que por anos trabalhou para os soviéticos.

O filme deve abrir o Festival de Veneza deste ano em setembro, e estreia no final do ano.


Os Homens que Não Amavam as Mulheres, de David Fincher, ganha trailer

30 de maio de 2011 0

Depois do oscarizado A Rede Social, David Fincher, diretor de Se7en e Clube da Luta, volta ao drama e ao suspense com a refilmagem do sueco de 2009 Os Homens que Não Amavam as Mulheres, baseado na Trilogia Millenium, do escritor Stieg Larsson.

Marcado para chegar aos cinemas brasileiros em 10 de fevereiro do ano que vem, o protagonista do filme é Daniel Craig, que interpreta o jornalista Mikael, que se une a misteriosa hacker Lisbeth para desvendar um assassinato ocorrido há 40 anos, durante uma reunião da família Vanger.

O vídeo, que está sendo exibido nos cinemas europeus, tem como trilha uma nova versão de Immigrant Song, do Led Zeppelin, assinada pela cantora Karen O e pelo vencedor do Oscar Trent Reznor , que também compôs a trilha sonora do filme. Confira o trailer, ainda em baixa qualidade: