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A Delicadeza do Amor e Branca de Neve e o Caçador estão entre as estreias desta sexta-feira

01 de junho de 2012 0

Branca de Neve e o Caçador

Uma lutadora poderosa, capaz de se defender muito bem sozinha de todos os perigos. É assim que a mocinha que morde a maçã aparece em Branca de Neve e o Caçador, que estreia hoje nos cinemas. Dessa maneira, o filme se afasta drasticamente da trama original, que tinha ares de contos de fadas.

A adaptação foi dirigida pelo novato Rupert Sanders e produzida por Joe Roth, de “Alice no País das Maravilhas. Na história, o poder e a beleza da rainha Ravenna, Charlize Theron, estão ameaçados pela simples existência de Branca de Neve, Kristen Stewart, a estrela da saga “Crepúsculo”.

Na trama, a mocinha precisa fugir da rainha, e vive um romance com o Caçador, Chris Hemsworth, que é atrapalhado com a chegada do príncipe William, Sam Claflin. Por conta de um feitiço, ela terá de arrancar o coração da princesa para se manter em seu posto. Perseguida pelos soldados, Branca de Neve acaba se perdendo na perigosa floresta Negra.

A rainha decide fazer um acordo com o Caçador, Chris Hemsworth, único homem de seu reino que conhece bem a floresta. No entanto, assim que ele conhece a mocinha, perde a coragem de matá-la. O romance será atrapalhado pela chegada do príncipe William, Sam Claflin, que também é apaixonado pela princesa.


A Última Estação

O fim melancólico da vida do autor de Guerra e Paz, Leon Tolstoi, contada pelo filme A Última Estação, chega ao cinema do Estado, três anos depois de filmado e dois, de ter recebido duas indicações ao Oscar e duas ao Globo de Ouro.

A estreia é a adaptação para o cinema de um romance que explora o fato de o escritor ser mítico e lendário antes mesmo de morrer – e não apenas pelos seus feitos literários.

Dirigido por por Michael Hoffman, o filme mostra que no último ano de vida, Tolstoi é reverenciado por dezenas de seguidores como uma espécie de guru de uma comunidade hippie que pregava o desapego aos bens materiais e o compartilhamento das riquezas. O escritor é interpretado por Cristopher Plummer, que recebeu indicação aos prêmios como melhor ator.

Recusando a dividir a fortuna da família, a condessa Sofia (Helen Mirren), companheira de décadas e auxiliar fiel do escritor, entra em conflito com o marido e com os discípulos que gravitam em torno dele. Pressionado, Tolstoi rompe com a mulher e foge de casa, viajando em vagões de terceira classe. Ele morre pouco tempo depois na humilde casa de um funcionário da estação de trem onde se hospedou às pressas, por estar fraco demais para continuar a viagem _ a última estação do título.

A atriz Helen Mirren também foi indicada às duas premiações como melhor atriz. As indicações fazem jus ao maior destaque do filme: a excelente dupla de atores veteranos que dá energia e nuanças à relação tumultuada e passional dos dois personagens centrais.


A Delicadeza do Amor

Depois de emplacar a história na forma do best-seller A Delicadeza (que sai pela Rocco simultaneamente ao filme), o escritor David Foenkinos se juntou ao irmão Stéphane para dirigir o que, desde o título, anuncia-se como o “filme fofo” do ano. A começar pela eterna Amélie Poulain, Audrey Tautou, aqui como a carrancuda que perdeu uma paixão.

Azar no amor, sorte nos negócios, ela apaga as mágoas como uma bem-sucedida executiva. Até que Marcus, o homem mais feio e sem graça do mundo, entra na equipe e ela vê que amar não tem preço.

A fórmula é velha, mas eternamente eficiente, pois sempre haverá público necessitado de doses extras de ilusionismo sentimental. Ao lado de Tautou, François Damiens se apropria do ingrato papel de Marcus e oferece uma vingança a todos os homens imperfeitos do planeta.

O máximo trabalho dos Foenkinos consiste em converter em imagens o texto do romance, já abundante de diálogos e descrições visuais.


Jovens Adultos

Sob a carapuça de comédia romântica, Jovens Adultos revela-se um amargo filme-tese sobre uma possível patologia contemporânea: a incapacidade de amadurecer. É uma rara produção americana ligada a um grande estúdio, o Paramount, que foge de obviedades e busca a complexidade, ainda que nem sempre o diretor Jason Reitman, de Juno e Amor sem Escalas, consiga se sair bem nos desafios a que se propõe.

O primeiro deles: como tornar suportável um filme em que a protagonista é quase intragável? Mavis Gary, personagem criada pela roteirista Diablo Cody, que ganhou o Oscar por Juno, e defendida com dignidade por Charlize Theron, nada tem de simpática.

Apesar do esforço para que suas ações e razões sejam compreendidas pelo público, o fato é que sua patologia a torna uma figura patética. O que nos leva ao segundo e mais complicado desafio do filme: como filmar o patético?

Depois de receber o convite para o chá de bebê de seu ex-namorado, Patrick Wilson, Mavis volta à sua pequena cidade natal determinada a reconquistá-lo. Interpreta precipitadamente o convite como pedido de socorro de um homem entediado com a vida de casado. Todas as atitudes de Mavis desembocam em situações constrangedoras que pioram ao longo do filme.


Solteiros com Filhos

Um casal de amigos tem um desejo em comum: ter um filho. Eles colocam a ideia em prática, mantendo apenas a amizade. A história que tem tudo para dar errado e acabar com a dupla ainda mais unida é contada no filme Solteiros com Filhos. A comédia traz Jennifer Westfeldt e Adam Scott no papel do jovem casal Julie Keller e Jason Fryman.

A ideia de ter uma criança, sem passar pelo casamento convencional, foi impulsionada pela crise que seus melhores amigos, interpretados por Jon Hamm e Kristen Wiig, vivem na vida a dois. Eles estão à beira do divórcio e um dos motivos é o estresse que passam por causa dos filhos.

O relacionamento aberto do casal de amigos, no entanto, é abalado com o aparecimento de Mary Jane (Megan Fox), que começa a sair com Jason, provocando ciúmes em Julie. A direção do filme fica por conta de Jennifer Westfeldt, que namora Jon Hamm há 10 anos na vida real.


As Idades do Amor

Três histórias nas diferentes fases da vida de três homens. Em comum, o aparecimento repentino de três mulheres. As Idades do Amor é uma comédia italiana, que traz, no numeroso elenco, o ator hollywoodiano Robert De Niro.

Em Juventude – a primeira história – Roberto, Riccardo Scamarcio, é um jovem e ambicioso advogado que está prestes a casar com Sara, Valeria Solarino. Ele parte para a Toscana, com a missão de convencer uma família a vender uma propriedade. Extremamente organizado em sua vida, ele começa a perder o controle quando conhece Micol, Laura Chiatti, bela e provocante mulher de uma pequena vila na Toscana.

Em Maturidade – a segunda – Fabio, Carlo Verdone, é um famoso apresentador de televisão e tem sido o marido perfeito durante 25 anos. Certa noite, numa festa, ele encontra Eliana, Donatella Finocchiaro, uma mulher cheia de surpresas. Na única noite em que ficam juntos, ela se recusa a ir embora, complicando sua vida.

Por fim, em Além, De Niro interpreta um professor de História da Arte que se mudou para Roma após o divórcio. Ele é amigo de Augusto, Michele Placido, porteiro do prédio onde mora, cuja bela filha Viola, Monica Bellucci, está prestes a quebrar sua existência pacífica e reacender sua paixão.

Atenção: pré-estreia no sábado

Madagascar 3: Os Procurados

Depois de deixarem Nova York, chegarem à África e de lá tentarem sair, o cenário agora é a Europa. Alex o Leão, Marty a Zebra, Glória a Hipopótama e Melman a Girafa estão de volta em Madagascar 3: Os Procurados, que tem pré-estreia, amanhã em várias cidades e lançamento no Estado na próxima semana.

Na terceira saga, os amigos continuam tentando retornar a Mahattan, acompanhados, claro, pelo Rei Julien, Maurice, os pinguins e os chimpanzés, que apareceram na segunda produção da série.

Ao se depararem com o cenário europeu, a pergunta feita por Melman já dá o tom da aventura “Como é que vãos andar pela Europa sem chamar atenção?”. É quando aparece um circo itinerante _ o disfarce perfeito que precisavam para viajar por Monte Carlo, no principado de Mônaco, e pelas ruas históricas Roma. Para fazerem parte da trupe, terão que provar que são verdadeiros artistas circenses. Atrapalhando ainda mais os planos dos amigos, uma policial implacável irá persegui-los.

O lançamento mundial da animação do estúdio DreamWorks foi em 20 deste mês. Ben Stiller e Chris Rock seguem como dubladores das vozes do leão Alex e da zebra Marty na versão original, em inglês. No Brasil, haverá versão dublada, como a da pré-estreia em Brusque. A cantora Katy Perry é a estrela da trilha sonora. Eric Darnell, Tom McGrath e Conrad Vernon assinam a direção.

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Veja os trailers de Homens de Preto 3 e outras estreias desta sexta-feira

25 de maio de 2012 0

Homens de Preto 3

Depois de uma desastrada sequência em 2002, a franquia Homens de Preto parecia ter secado. Dez anos depois, porém, o diretor Barry Sonnenfeld resolveu colocar de novo em ação os agentes secretos incumbidos de manter na linha a “escória alienígena” na Terra.

O resultado surpreende: a volta dos personagens J e K retoma o pique do filme original e ainda avança muito em relação à produção de 1997. Homens de Preto 3 (2012) estreia hoje em cópias 3D e convencionais, legendadas e dubladas.

Voltar ao passado foi literalmente a solução encontrada pela equipe de roteiristas encabeçada por Etan Cohen para ressuscitar a série. Em Homens de Preto 3, um pavoroso ET chamado Boris, o Animal (Jemaine Clement) foge de uma prisão de segurança máxima na Lua e vai para a Terra disposto a vingar-se do agente K (Tommy Lee Jones), que 40 anos antes impediu que sua espécie invadisse o planeta, arrancou-lhe um braço e ainda trancou-o na cadeia. Graças a uma engenhoca, Boris retorna a 1969 e consegue eliminar o rival, subitamente alterando o presente _ e desnorteando o agente J (Will Smith), que descobre nunca ter trabalhado com K e sequer ter conhecido o parceiro. O esperto J acaba também chegando até a maquininha de tempo e consegue retroceder até as vésperas do acerto de contas de Boris com K, a fim de salvar a vida do companheiro e evitar o ataque alien.

Texto por Roger Lerina


ROH – Macbeth

Duas novidades chegam às telonas hoje. Às 14h, o Cinemark exibe a ópera Macbeth, do compositor italiano Giuseppe Verdi. Nessa exibição a londrina Royal Ópera House (ROH), marca o encerramento da temporada em Santa Catarina. A ópera também será transmitida amanhã, às 18h, e terça-feira, às 19h. No cinema do CIC tem mais estreia: O Homem que Não Dormia, será exibido às 17h.

Em uma das mais modernas casas de ópera da Europa, o ROH faz uma leitura contemporânea dos espetáculos, ampliando seu alcance e atraindo um público de faixa etária variada.

Composta na juventude de Verdi, Macbeth estreou em 1847. A partitura foi modificada pelo compositor em 1864, mantendo-se no repertório dos grandes teatros. Cantada em italiano, a ópera é dividida em quatro atos. Macbeth será interpretado pelo barítono Simon Keenlyside. Banquo é o papel do baixo Raymond Aceto. A soprano Liudmyla Monastryrska interpreta Lady Macbeth. A produção é de Phyllida Lloyd.


As Praias de Agnès

Agnès Varda foi o solitário nome feminino a penetrar no Clube do Bolinha dos diretores da nouvelle vague francesa. Não apenas. Ela foi uma espécie de precursora do movimento com seu filme “La Pointe Courte” (1954), nome de uma localidade à beira-mar, na Riviera, a qual, em meio a uma história de amor, ela registra os hábitos e rostos dos moradores.

De modo que o que se vê é uma sucessão de praias, pelas quais a diretora passou ao longo de sua existência. A praia, claro, tem sentido literal, pois assinala a geografia afetiva da cineasta, mas também valor simbólico do limite, da navegação, da iminência da descoberta. O filme é uma reavaliação subjetiva da diretora, em seus 80 anos de vida, de sua relação com o cinema, desde quando, com “La Pointe Courte”, ela fez-se ao mar.

Varda vai se recordando do passado, falando para a câmera, montando suas instalações pelas praias por onde passa, e, em falta delas, mesmo à margem do Sena. Visita casas onde viveu e foi feliz. Lembra-se da cineasta iniciante, numa França machista, na qual eram raras as mulheres que se dedicavam ao cinema, a não ser se quisessem ser atrizes. Agnès queria dirigir. Nesse primeiro filme, prefiguração da nouvelle vague, que assinala com sucesso sua transição da fotografia para as imagens animadas, Agnès já mostra a característica da sua obra, o gosto pelo real.

E há um espaço especial para o que de mais particular existe em sua vida, o casamento com seu grande amor, o diretor Jacques Démy, para quem fez o belíssimo “Jacquot de Nantes” (1990). Com emoção, ela fala da morte prematura de Démy, atingido pela aids num tempo em que o tratamento da doença era ainda precário.

Original e profunda em seu trabalho, Agnès também o é quando refaz o percurso de sua vida.

Texto por Luiz Zanin Oricchio/AE


Uma Longa Viagem

A diretora Lúcia Murat volta a mexer no passado para contar a história de sua família no documentário Uma Longa Viagem (2011). No entanto, ao levar para o cinema as cartas trocadas com os dois irmãos nas décadas 1960 e 1970, a realizadora não recupera apenas lembranças pessoais _ projeta na tela também a memória do país nos anos de chumbo.

O longa-metragem recebeu o Prêmio da Crítica de Melhor Documentário do último Festival Paulínia de Cinema, além de sair consagrado do Festival de Cinema de Gramado de 2011 com os troféus de melhor filme, ator (Caio Blat), direção de arte, Prêmio do Júri Popular e Prêmio Estudantil. Uma Longa Viagem parte das cartas de Lúcia e dos irmãos para retraçar uma trajetória familiar: a linha dramática é dada pela história do caçula, Heitor, que vai para a Inglaterra em 1969 mandado pela família, preocupada com a possibilidade de que ele também entrasse na luta armada no Brasil, seguindo os passos da irmã _ que acaba sendo presa no Rio pela ditadura. O terceiro vértice é Miguel, esteio do casal de irmãos que viria a se tornar um importante nome da medicina popular no país. O filme costura depoimentos atuais de Miguel com leituras de seus relatos de viagens pelo mundo turbinadas por drogas e contracultura _ dramatizadas pelo ator Caio Blat.

Texto por Roger Lerina

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Camila Pitanga, Marilyn Monroe, Raul Seixas e Mel Gibson estão nas estreias de cinema desta sexta-feiras

19 de maio de 2012 0

Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios

Sétimo longa do diretor Beto Brant, Eu Receberia as Piores Notícias de seus Lindos Lábios é um projeto da TV Cultura, o título anterior foi rodado todo dentro de um apartamento, sem roteiro prévio, como se fosse um reality show de observação de um relacionamento amoroso.

O apelo de Eu Receberia… está, em primeiro lugar, na escolha de Camila Pitanga (melhor atriz no último Festival do Rio pelo papel) e no seu despudor para encarar a bela, instável e insaciável Lavínia. É o papel da vida da intérprete até aqui conhecida mais pelos trabalhos na tevê do que por suas aparições no cinema _ que abrangem poucas protagonistas. Gustavo Machado, como o fotógrafo Cauby, e Zecarlos Machado, como o pastor Ernani, completam o triângulo amoroso da trama.

Lavínia vive numa pequena cidade amazônica na qual seu marido, Ernani, é referência religiosa. Cauby, que narra a história assumindo o papel de protagonista masculino, é um forasteiro que aparece para fotografar a região e faz dela a sua musa. O caso dos dois tira a mulher do estado de torpor e revira fantasmas de seu passado, que incluem uma vida marginal no Rio de Janeiro e a revelação de uma instabilidade emocional agora mascarada pela vida pacata no interior. O amor, para Lavínia, sempre foi uma maneira de escapar de um contexto perverso _ o que justifica a intensidade do sexo com Cauby.


Plano de Fuga

Dirigido pelo estreante Adrian Grunberg, Plano de Fuga traz Mel Gibson no papel de Driver, um criminoso americano que ultrapassa a fronteira entre Estados Unidos e México durante a fuga de um assalto a banco. Ele acaba preso pelas autoridades mexicanas e enviado para um presídio lotado de bandidos de alta periculosidade e policiais corruptos.

Não bastasse essa experiência, ele acaba se envolvendo com uma família local e se metendo numa grande enrascada em terras estrangeiras pois agora os bandidos querem a pele dele. Para sobreviver na prisão, ele terá que aceitar a ajuda de um garoto de apenas 9 anos (Kevin Hernandez), quem passará informações vitais e o auxiliará a planejar sua fuga. O elenco conta ainda com as presenças de Peter Stormare, Bob Gunton e Dean Norris. Marca a volta de Gibson ao cinema de ação após estrelar o intenso drama Um Novo Despertar, dirigido por Jodie Foster.


Sete Dias com Marilyn

Michelle, viúva do ator Heath Ledger (eles fizeram também o papel de casal em O Segredo de Brokeback Mountain), é a alma do filme interpretando Marilyn Monroe. Mas não é o único motivo para que você veja o longa realizado por Simon Curtis. Kenneth Branagh também foi indicado para o Oscar de coadjuvante(e perdeu). Ele não impressiona menos por sua recriação de Laurence Olivier.

Sete Dias com Marilyn baseia-se no livro The Prince, the Show Girl and Me _ Six Months on the Set with Marilyn and Olivier, obra de memórias do cineasta e aristocrata Colin Clark (1932-2002), publicado no Brasil como Minha Semana com Marilyn (Editora Seoman). Na segunda metade dos anos 1950, Colin foi assistente de Olivier, que realizava com Marilyn, em Londres, seu primeiro filme não shakespeariano. Os anteriores eram adaptações de peças de Shakespeare, tragédias. O Príncipe Encantado é uma comédia.

Biógrafos admitem que Marilyn, que teria iniciado a carreira como garota de programa, era ninfomaníaca. Colin Clark garante que teve um affair com ela. Seu período com Marilyn marcou a perda da inocência (dele). No filme, os mitos são filtrados por seu olhar.


Raul, o Início, o Fim e o Meio

O escritor Paulo Coelho depõe na sua casa, em Zurique (Suíça), e percebe a presença de uma impertinente mosca. “Não vou matar, porque acho interessante…”, pondera, mas não resiste ao impulso e… paf! O mérito do diretor Walter Carvalho em Raul, o Início, o Fim e o Meio, documentário de longas duas horas e meia que estreia hoje nas salas do Estado é deixar em aberto os caminhos para muitos filmes sobre o pai do rock nacional. E desentalar da garganta da plateia o brado “toca Raul”!

No seu todo, Raul… é um desfile de depoimentos de personalidades com velhas opiniões formadas sobre tudo, como Caetano Veloso, Pedro Bial e Nelson Motta. Trechos de entrevistas, imagens de shows, gravações familiares e clipes do cantor se fragmentam, com as músicas, entre as extenuantes entrevistas, muitas injustificáveis a não ser pelo suposto propósito de evitar melindres e a deliberada tentativa de agregar marketing indireto – “como assim, Bial?!”.

Carece de humor, das histórias hilárias, dos causos, do processo criativo e de patifarias que ajudaram a construir a mítica do Maluco Beleza. Nisso, o filme falha também com a memória do cantor. O documentário comete o pecado de ser careta e indulgente, tudo aquilo que seu protagonista mais abominava. A metamorfose não vingou em plenitude na película de Walter Carvalho. A mosca continua na sopa.

(Texto por Marcos Espíndola)

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Confira os trailers das estreias de cinema desta sexta-feira

11 de maio de 2012 1

A Vida em Um Dia

Um destaque da edição 2011 do Sundance, A Vida em Um Dia é um longa colaborativo do escocês Kevin McDonald _ diretor de diversos documentários e de Intrigas de Estado, produção de 2009 estrelada por Russell Crowe e Ben Affleck _ foi realizado via YouTube. O filme também está disponibilizado gratuitamente no portal de vídeos (www.youtube.com/user/lifeinaday) e, como diz o título, mostra a vida de pessoas comuns que se dispuseram a atender ao chamado de McDonald e enviar vídeos documentando o que fizeram no dia 24 de julho de 2010.

O realizador recebeu 4,5 mil horas de material, enviado por 80 mil pessoas. Pessoas de todo o mundo filmaram sua rotina e responderam a quatro perguntas: “como foi o seu dia em 24 de julho de 2010?”, “o que você carregava nos bolsos?”, “o que você amava?” e “do que tinha medo naquela data?”. Depois, o material foi postado no YouTube. Entre as várias histórias de A Vida em um Dia, chamam a atenção a de um garoto que leva um fora de sua grande paixão, a de uma mãe na luta contra o câncer e a do homem que pede a namorada em casamento.


Amor e Dor

Eleito pelo júri, o longa-metragem francês Amor e Dor, do diretor chinês Lou Ye, foi o grande vencedor do prêmio Coruja de Ouro 2012, na segunda edição do Cinerama.BC, realizado no mês passado em Balneário Camboriú.

Estudante estrangeira em Paris, a chinesa Hua (Corinne Yam) acaba de sair de um intenso relacionamento, em que foi deixada pelo antigo amante. Desolada, vaga pelas ruas da capital da França até que conhece Mathieu (Tahar Rahim). O primeiro encontro dos dois já deixa suas marcas, mas algo ainda mais sério viria com o tempo. Hua, amedrontada, pensa em voltar ao seu país de origem, mas não será fácil abandonar Mathieu.


Piratas Pirados!

Mais de uma década depois de codirigir A Fuga das Galinhas (2000), o inglês Peter Lord volta a meter a mão na massinha com Piratas Pirados! (2012). A divertida animação em stop-motion coloca a tripulação de um navio de corsários em contato com figuras históricas como a Rainha Victoria e Charles Darwin. O filme estreia hoje em cópias em 3D e convencionais, apenas em versões dubladas.

Baseado em uma coleção de livros do romancista britânico Gideon Defoe, Piratas Pirados! acompanha a tentativa do atrapalhado Capitão Pirata (voz de Hugh Grant na versão em inglês) de sair da maré de azar e derrotar os rivais Black Bellamy e Cutlass Liz na disputa pelo troféu de Pirata do Ano. Na versão original, o filme conta com as vozes de Jeremy Piven, Salma Hayek, David Tennant e Imelda Staunton.

Além dos caprichados detalhes dos cenários e dos personagens, o filme destaca-se pela graça do roteiro e pelas piadas com referências culturais e históricas, que divertem tanto os pequenos quanto os grandes da plateia _ como o espanto do Capitão diante da semelhança do pai da Teoria da Evolução com o esperto Bobo, símio que se comunica por meio de palavras em cartelas.


A Árvore do Amor

Com muito romance e uma pitada de política, A Árvore do Amor apresenta a história de Jing, uma jovem estudante enviada, em meio à Revolução Cultural, para se reeducar em uma remota aldeia. O filme é de Zhang Yimou, com Zhou Dongyu e Dou Shawn.

Mais popular cineasta chinês em atividade, Zhang Yimou pode não contar tanto com o prestígio autoral que contava nos anos 1980 e 1990, quando assinou filmes como Sorgo Vermelho, Lanternas Vermelhas e Nenhum a Menos.

Mas um filme seu é sempre um espetáculo, nem que seja apenas visual.

Em tom de melodrama romântico, o diretor apresenta a saga de um amor proibido aos moldes do clássico Romeu e Julieta. A Árvore do Amor é ambientado nos anos 1960 e 1970, em meio à Revolução Cultural promovida por Mao Tsé-Tung na China. Filha de intelectuais perseguidos e presos pelo partido, a jovem e pobre estudante Jing (vivida pela estreante Zhou Dongy) é enviada a um campo de reeducação para ser ” descontaminada” das aspirações burguesas. Do seu sucesso vai depender a reabilitação e o sustento seu e de toda a sua família.

Em meio a trabalhos e estudos numa região rural, a garota conhece Sun (Shawn Dou), abastado, para os padrões daquele realidade, filho de um militar. Entre eles, surge uma atração que vira paixão, e a relação tem como barreiras as diferenças sociais e ideológicas e o fato de a família de Sun ter planejado o casamento dele com outra moça. Os jovens alimentam seu amor proibido e secreto com encontros às escondidas que culminam em um grande drama.


O Corvo

Em O Corvo, de James McTeigue, o poeta Edgar Allan Poe (interpretado por John Cusack) persegue um serial killer que se inspira em suas obras para cometer assassinatos. O suspense, dirigido por James McTeigue _ de V de Vingança, Ninja Assassino _, fala sobre a caça a um serial killer.

O filme se passa em 1849. Poe se associa ao detetive Emmett Fields (Luke Evans) para encontrar o autor de uma série de assassinatos brutais. O trabalho do escritor serve de base ao homicida. O elenco é formado por Alice Eve (Sex and the City 2), Brendan Gleeson (In Bruges) e Oliver Jackson-Cohen (Faster). O roteiro é de Hannah Shakespeare (Obsessão,Ghost Whisperer) e Ben Livingston.


O Exótico Hotel Marigold

A história da comédia romântica O Exótico Hotel Marigold é curiosa: sete ingleses por volta dos 70 decidem “terceirizar” a terceira idade em rupias e embarcam com suas malinhas, passado e dor nos ossos para a Índia.

A nova vida no país asiático e seus percalços são a matéria-prima do filme. Dirigido por John Madden (de Shakespeare Apaixonado), o elenco é uma constelação liderada por Judi Dench, Tom Wilkinson e Maggie Smith. Dev Patel (de Quem Quer Ser Um Milionário?) faz o gerente do sonhado refúgio para “idosos e formosos”.

As definições de idade e maturidade se dissipam nas circunstâncias que os hóspedes do Marigold encontram e, ao encarar um possível recomeço, eles reagem como adolescentes.

No mais que exótico hotel indiano, cada personagem trata essa possibilidade remexendo na bagagem que juntou na vida e se livrando do que mais pesa nela. Evelyn (Judi Dench), que acabou de enviuvar e descobrir que o marido só lhe deixou dívidas, vai trabalhar pela primeira vez e também vira blogueira. A situação financeira da amargurada Muriel (Maggie Smith) só pode cobrir a cirurgia que ela precisa no país que, visto através da sua xenofobia, é o próprio inferno.

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Diário de Um Jornalista Bêbado é uma das estreias de cinema desta sexta-feira

04 de maio de 2012 2

Diário de Um Jornalista Bêbado

Diário de Um Jornalista Bêbado é baseado no romance The Rum Diary, de Hunter S. Thompson. Johnny Depp é Paul Kemp, o repórter que vai a Porto Rico tentar a sorte num jornal decadente. A história passa-se no início dos anos 1960.

Kemp acaba envolvido com um escroque de negócios imobiliários e, acima de tudo, com a namorada do mafioso.

A questão pessoal do personagem de Depp é encontrar “sua própria voz”. Tudo o que escreve lhe parece vindo de um outro, o que é angústia de todo escritor (a sua fantasia fundamental: isso aqui poderia ter sido escrito por qualquer um; eu não estou no texto).

No meio da aventura, sua voz virá “da tinta e da raiva”. E encontrará na pena (ou na máquina de escrever) a arma para fustigar os poderosos do mundo. Entre essas declarações de princípios, o filme respira em cenas engraçadas de bebedeira e piração, luz solar e esplêndidas paisagens.

Anjos da Lei

O seriado que lançou Johnny Depp ao estrelado era uma das atrações quentes do final da década de 1980 no Brasil. Anjos da Lei fez sucesso como folhetim policial, em que jovens tiras norte-americanos trabalhavam infiltrados como alunos em escolas, prevenindo o crime ou impedindo que adolescentes se tornassem presas fáceis para aliciadores.

Quando Depp abandonou a série para filmar Edward Mãos de Tesoura, a tevê perdeu uma interessante atração e o cinema ganhou um superastro. O filme aposta mais no lado humorístico, politicamente incorreto da situação, com piadas escatológicas na medida para sensibilizar o público jovem e adolescente. A história dos dois policiais é contada desde a época do colégio, quando Schmidt (Jonah Hill, de Moneyball), um estudante nerd, é infernizado por Jenko (Channing Tatum), o galã da turma, que não tem nenhuma paciência para os estudos.

Os dois se reencontram anos depois na academia de polícia e acabam se tornando parceiros e amigos. As diferenças entre os dois criam situações cômicas desastradas, enquanto a ação corre solta.


Paraísos Artificiais

Assim como o livro do poeta francês Charles Baudelaire, publicado em 1860, que analisa os efeitos de substâncias psicotrópicas populares entre os jovens da época – haxixe, ópio e vinho -, o primeiro longa de ficção do até então documentarista Marcos Prado recebe o mesmo nome: Paraísos Artificiais. Mas, diferente do livro, no longa, as drogas são pano de fundo de uma história de amor e superação.

Para dar vida a esta história de amor, Nathalia Dill – a Débora da novela das nove, Avenida Brasil – vive Érica, uma DJ com fama e prestígio internacional que se envolve com Nando (Luca Bianchi), que perde tudo pela ilusão de dinheiro fácil, mostrando a realidade de muitos jovens de classe média que se envolvem com o tráfico internacional de drogas sintéticas. Quem une o casal, de uma maneira nada tradicional, é a melhor amiga de Érica, a encantadora e destemida Lara (Lívia de Bueno, atriz que ganhou prestígio ao protagonizar a série Oscar Freire 279, no Multishow).

Fica evidente a paixão que Lara sente por Érica, e as duas acabam se envolvendo além da amizade. Até que, em um festival, encontram Nando e tudo muda. Deste triângulo amoroso resultará uma lição que carregarão para o resto de suas vidas.

(texto por Bárbara Nunes)


Um Homem de Sorte

Mais nova adaptação da obra do escritor Nicholas Sparks para as telas, o filme da vez é Um Homem de Sorte, estrelado por Zac Efron, o astro teen de High School Musical que agora busca papéis mais adultos.

Ele interpreta um fuzileiro naval, o sargento da Marinha dos EUA Logan Thibault. Sobrevive a três missões no Iraque e credita o feito a uma mulher que não conhece, mas cuja fotografia – que encontrou perdida – carrega consigo feito um talismã. De volta aos Estados Unidos, quer encontrá-la. Ao descobrir que seu nome é Beth (Taylor Schilling) e onde ela mora, o sargento aparece em sua porta e acaba por aceitar um emprego em seu canil familiar local.

Apesar da desconfiança inicial de Beth e as complicações em sua vida, um romance acontece entre eles, dando a Logan a esperança de que Beth pode ser muito mais do que seu amuleto da sorte.

O filme tem direção de Scott Hicks. Nicholas Sparks é um dos escritores mais adorados do mundo, oito vezes considerado o número 1, de acordo com a listagem de vendas de livros do New York Times.


5 Dias sem Nora

Separados há 20 anos, Nora e José (Fernando Lajuan) continuam morando próximos um do outro. Por isso, José não se surpreende quando uma encomenda para ela é entregue na casa dele.

Ao se dirigir ao apartamento da ex-mulher, José descobre que ela finalmente conseguiu se matar, após 14 tentativas.

Como a família da morta é judaica, o enterro não poderá ser feito imediatamente. Serão, portanto, cinco dias sem Nora, como indica o nome do filme mexicano dirigido por Mariana Chenillo. Lançado em 2008, esta comédia discreta chega agora aos cinemas catarinenses.

Nora estava planejando sua morte, mas deixou a vida pessoal em perfeita organização. Deixou cartas para José, para o filho e para a empregada, instruções para preparar o Pessach (Páscoa judaica) com todos os ingredientes identificados. Mas é por acaso que uma fotografia encontrada pelo ex-marido revela um segredo. Enquanto família, amigos e religiosos preparam o sepultamento de Nora, José quer apenas encontrar mais elementos para desvendar o mistério indicado pela a foto reveladora.


Sonhos em Movimento

A coreógrafa Pina Bausch é mais uma vez tema de filme. Depoi de Pina 3D, uma verdadeira homenagem estética à diretora da companhia de dança do Teatro de Wuppertal um segundo longa coloca a figura de Pina como protagonista. Em Sonhos em Movimento, a linguagem é documental, com entrevistas com os dançarinos dirigidos pela coreógrafa alemã.

A direção é de Anne Linsel e Rainer Hoffmann. Ambos trazem ao cinema os bastidores da última direção de Pina, a coreografia Tanzträume. O filme foi gravado em 2008 poucos meses da morte da artista, que morreu em junho de 2009. A imagem de Pina é contruída pelas entrevistas com os dançarinos, adolescentes entre 14 e 18 anos, que não revelam muito além do que se sabe sobre a coreógrafa: ela é exigente e trabalhar em suas coreografias não é nada fácil.

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Veja os trailers de Os Vingadores e outras estreias desta sexta-feira

27 de abril de 2012 0

Os Vingadores

Depois de apresentar um a um seus super-heróis desde o primeiro “Homem de Ferro” em 2008, a Marvel Studios finalmente reuniu sua super-equipe no esperado e impressionante “Os Vingadores”, que dá início à temporada primavera-verão hollywoodiana, particularmente rica em superproduções. “Os Vingadores” é dirigido por Joss Whedon, criador da série “Buffy, a Caça Vampiros” e roteirista de “Toy Story”.

O roteiro é simples: o superpolicial mundial Nick Fury (Samuel L. Jackson) reúne os super-heróis para derrotar o irmão de Thor, o maléfico Loki, que roubou um cubo com um poder incalculável.

O Príncipe do Deserto

Outra estreia é o longa-metragem O Príncipe do Deserto, que tem como principal atração do ator Antonio Banderas. O filme é uma adaptação, escrita por Menno Meyjes, do livro The Great Thirst, do suíço Hans Reusch, escrito em 1957. No enredo, Antonio Banderas é o líder Nessib. Depois de derrotar Ammar (Mark Strong), ele recebe do perdedor os dois filhos, o qual tem a obrigação de criá-los. Assim, Saleeh (Akin Gazi) e Auda (Tahar Rahim) chega à idade adulta ao lado da Princesa Leyla (Freida Pinto), verdadeira filha de Nassib. No entanto, eles passam a demonstrar diferentes interesses. O objetivo de um deles é voltar para as terras do pai, enquanto o outro só quer saber de ler e conhecer cada vez mais coisas.

Em meio às questões familiares que envolvem a família de Nessib, outro conflito começa a se formar nesta região do Oriente Médio – os reinos são fictícios e ganharam o nome de Hobeika e Salmaah, o Cinturão Amarelo ou o deserto conhecido como a Casa de Alá. Ainda que inventada, a situação inspira-se nos verdadeiro conflitos da região: a busca por novas fontes de petróleo.

Americano


Um Método Perigoso

Com roteiro baseado na peça The Talking Cure, de Christopher Hampton, o filme narra o encontro entre os pais da psicanálise Carlos Jung (Michael Fassbender) e Sigmund Freud (Viggo Mortensen) com a russa Sabina Spielrein (Keira Knightley), que viria a ser uma das primeiras mulheres psicanalistas da história. Sabina é paciente Jung, em Zurique. Diagnosticada como histérica, ela é um caso complicado, com histórico familiar desequilibrado e comportamento destrutivo.

Freud, 40 anos mais velho, é o mentor de Jung. Ambos trocam experiências a respeito do caso, mas também revelam diferenças. Além da idade e religião (Jung era protestante e Freud, judeu), os dois divergem sobre a postura profissional em determinados temas como, por exemplo, a sexualidade.


As Neves do Kilimanjaro

O casal de protagonistas Michel (Jean-Pierre Darroussin) e Marie-Claire (Ariane Ascaride) ganha como prêmio uma viagem ao Kilimanjaro. Dirigido pelo francês Robert Guédiguian, o filme trata o choque de gerações europeu entre a geração estabelecida à base da luta social e os filhos desta geração, crescida com o neoliberalismo rejeitando assistencialismo do estado.

Após se demitido, o líder sindica Michel integra o primeiro grupo. Aposentado à força, não consegue lidar com a nova situação: de operário engajado é quase obrigado a viver como burguês em casa com a mulher. Um dia o casal sofre um assalto violento e a passagem ao Kilimanjaro é roubada. Entre os assaltantes, um adolescente que também foi demitido. Ele representa a outra ponta do conflito de gerações.


Americano

Também francês, o Americano é dirigido por Mathieu Demi. Martin recebeu um telefonema que mudaria muito a sua rotina. Após o comunicado da morte da mãe, ele precisa viajar para os Estados Unidos, onde nasceu, para resolver as questões do enterro e também da herança deixada por ela. É quando ele descobre que sua ausência abriu espaço para que Lola (Salma Hayek), uma dançarina de boate, entrasse na vida de sua própria mãe.

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Confira as estreias de cinema desta sexta-feira

20 de abril de 2012 0

American Pie – O Reencontro

Na estreia do oitavo filme da franquia, American Pie – O Reencontro traz de volta a mesmíssima fórmula que a consagrou e deu fôlego extra para o gênero na última década. O mais recente filme da série, dirigido por Jon Hurwitz, até tenta adicionar alguma seriedade à trama.

O roteiro, escrito por Jon Hurwitz e Hayden Schlossberg, traz a turma dos três primeiros filmes reunida em East Great Falls para o encontro da classe do colegial. Durante o reencontro, os personagens vão descobrindo o que mudou e o que continua o mesmo na vida dos jovens que só queriam perder a virgindade.

A Perseguição

Para os fãs de ação, outra boa estreia desta sexta-feira é A Perseguição, que tem a direção de Joe Carnahan, conhecido por filmes cheios de adrenalina, como Narc (2002). Mesmo com menos tiros e explosões, o novo longa traz muito suspense com a queda de um avião no meio dos desertos gelados do Alasca.

No voo, estavam apenas homens trabalhadores de uma mineradora que se preparavam para voltar para casa após a cansativa jornada de trabalho. Entre eles está Ottway (Liam Neeson), caçador profissional responsável por manter os assustadores lobos da região longe do acampamento dos mineiros. Ottway tem um grande trauma do passado com a ex-companheira (Anne Openshaw), que aparece o tempo todo em seus sonhos.

A realidade, no entanto, é assustadora, e o caçador se vê obrigado a liderar os sobreviventes, perseguidos por lobos assassinos. Liberdades poéticas à parte, A Perseguição atrai não só pela guerra entre animais e humanos, mas pela carga dramática presente no desespero de quem sabe que pode morrer a qualquer hora.

Adorável Pivellina

Rodado totalmente em Roma, na Itália, Adorável Pivellina, de Tizza Covi, apresenta a vida de Patti, uma artista de circo que mora com o marido em num trailer. Seu dia a dia muda completamente quando encontra, num parque aos arredores da cidade, uma garotinha abandonada.

Ela é Asia, de dois anos. Junto com a menina, estava apenas o bilhete da mãe, dizendo que buscaria a filha quando tivesse condições. Patti, Walter, um palhaço alemão e arremessador de facas, e Tairo, filho de um domador de leões, acabam ficando com a garota , que encanta a todos na vizinhança. O filme foi exibido e premiado no Festival de Cannes de 2009.

Flor de Neve e o Leque Secreto

Um idioma mantido em segredo durante milhares de anos é o pano de fundo de Flor de Neve e o Leque Secreto, de Wayne Wang. O romance é sobre duas chinesas cujas vidas são marcadas pela amizade e pelo amor que as unem.

Na China do século 19, iletradas e isoladas do mundo, as mulheres não tinham vontade própria. Algumas, entretanto, falavam uma língua secreta entre si, conhecida como nu shu; a única escrita utilizada exclusivamente por mulheres que se tem notícia na história. Elas pintavam os caracteres nu shu em leques, bordavam-nos em lençóis, e usavam a “escrita feminina” para compor canções e escrever histórias, saindo assim do isolamento para compartilharem seus sonhos e realizações.

Em Flor da Neve e o Leque Secreto, o público é levado em uma viagem para o passado acompanhando a história de Flor de Neve e Lírio durante os casamentos arranjados e as alegrias da maternidade. Paralelamente, a trama segue Nina e Sophia, duas mulheres contemporâneas que tentam compreender a história de suas ancestrais laotong. Com um detalhamento histórico e uma densidade emocional impressionante, o enredo aborda a amizade feminina. No elenco estão Bingbing Li, Gianna Jun, Vivian Wu e Russell Wong.

Reidy – A Construção de uma Utopia

Reidy – A Construção de uma Utopia, de Ana Maria Magalhães, é um documentário sobre o urbanista Affonso Eduardo Reidy e em 77 minutos apresenta um dos principais nomes da arquitetura moderna brasileira. Nascido em Paris e radicado no Rio de Janeiro, ele se destacou pela primeira vez ao vencer a Bienal de 1953 com o projeto do Conjunto Habitacional do Pedregulho.

Nas décadas seguintes trabalhou em várias obras que moldaram a cidade maravilhosa, como o Museu de Arte Moderna, o aterro e o Parque do Flamengo.

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Estreias: Capitão América, Abutres, A Casa e Estranhos Normais

29 de julho de 2011 2

A Casa (La Casa Muda)

Laura e o pai foi contratados para dar uma limpada em uma casa abandonada, cujo proprietário gostaria de vender. Isolada de tudo e sem luz, os dois começam a se preparar para o trabalho, mas são interrompidos por um estranho ruído que vem do andar de cima.

Abutres (Carancho)

Sosa é um “urubu”, um advogado especializado em acidentes rodoviários. Todos os dias ele vai aos locais de acidente, aos setores de emergência dos hospitais e às delegacias procurando clientes. Seu trabalho é lidar com as testemunhas, policiais, juízes e companhias de seguro. Mas o que seus clientes não sabem é que a agência para a qual trabalha está envolvida em esquemas de corrupção e desvio de dinheiro.


Capitão América: o Primeiro Vingador (The First Avenger)

Steve Rogers é um jovem que aceitou ser voluntário em uma série de experiências que visam criar o supersoldado americano. Os militares conseguem transformá-lo em uma arma humana, mas logo percebem que o supersoldado é valioso demais para pôr em risco na luta contra os nazistas.


Estranhos Normais (Happy Family)

Dois jovens de 15 anos resolvem se casar e unindo as famílias. Revela-se então um universo em que os pais são sábios, porém mais loucos que os adolescentes; as mães são neuróticas, mas corajosas;  as avós são lunáticas; as filhas são belíssimas e os cães se apaixonam.

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Cinco estreias nos cinemas para animar o fim de semana

22 de julho de 2011 0

Tem filmes para todos os gostos estreando nos cinemas catarinenses nesse final de semana. A maioria das estreias é brasileira: tem a ação policial Assalto ao Banco Central, a comédia Todo Mundo Tem Problemas Sexuais e o documentário Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano. Do Canadá, estreia Eu Matei Minha Mãe, primeiro longa do diretor Xavier Dolan, que lançou o filme quando tinha 20 anos. E Corações Perdidos é o drama da semana, com atuação de Kristen Stewart.

Confira mais sobre os filmes e a programação de cinema no Guia da Semana.
Assalto ao Banco Central
Em Agosto de 2005 164.7 milhões de reais foram roubados do Banco Central em Fortaleza, Ceará. Sem dar um único tiro, sem disparar um alarme, os bandidos entraram e saíram por um túnel de 84 metros cavado sob o cofre. Foram mais de três meses de operação. Milhares de reais foram gastos no planejamento.
Com Milhem Cortaz, Eriberto Leão e Giulia Gam. De Marcos Paulo.


Corações Perdidos (Welcome to the Rileys)
Doug e Lois tem o casamento abalado por uma tragédia. O tempo e o silêncio só os distanciam mais até o dia em que Doug participa de uma convenção na agitada New Orleans e conhece Mallory. Ela é uma jovem dançarina em um strip club. Inesperadamente esta jovem fará com que o casal lembre-se do real motivo que os uniu, em uma história sobre o encontro do amor e a perda dele.
Com James Gandolfini, Melissa Leo e Kristen Stewart. De Jake Scott.


Todo Mundo Tem Problemas Sexuais
Cinco histórias diferentes que têm em comum a questão sexual que envolve os desejos e as consequências dos problemas sexuais. Uma mulher descobre no bolso de seu parceiro um comprimido de Viagra, e começa a duvidar da validade de seu amor. Um casal que, durante anos, viveu um casamento convencional e não conseguem mais viver sem que tenham outros parceiros na cama. Um farmacêutico quer seduzir sua melhor amiga, mas sem perder a amizade. A história de um casal que se conhece pela internet e tem encontros tórridos no escuro, até que um dia em que verdades ocultas são reveladas. E a história de um homem que descobre que mesmo amando sua mulher, tem atração por homens.
Com Cláudia Abreu e Pedro Cardoso. De Domingo Oliveira.


Eu Matei Minha Mãe (J’ai Tué Ma Mère)
Humber despreza tudo em sua mãe. A relação dos dois não é nada boa, já que um tenta manipular o outro, e toda esta conturbação afeta Humber durante sua adolescência. Ele passa pela fase “normal”, marginal, se encanta e se decepciona com as amizades, experimenta a arte, o sexo e as drogas.
Com Xavier Dolan. De Xavier Dolan.


Filhos de João – O Admirável Mundo Novo Baiano

O filme traça um rico panorama da Música Popular Brasileira dos anos 1960 e 1970, através do revolucionário grupo musical Novos Baianos. Particularmente, trata da influência de João Gilberto sobre os rumos musicais do grupo. Temas como contracultura, carnaval do Brasil, cinema, tropicalismo, ditadura militar, dentre outros, circulam em torno das vivências do grupo, trazendo reflexões para a compreensão da cultura contemporânea no Brasil.

De Henrique Dantas.

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Cilada.com, Winnie The Pooh e Quebrando o Tabu são as estreias da semana

08 de julho de 2011 0

Três filmes entram em cartaz neste fim de semana nas salas de Santa Catarina. A comédia brasileira Cilada.com é a pedida para quem gosta de humor, a animação Winnie The Pooh leva às telonas um dos mais carismáticos personagens da Disney e Quebrando o Tabu é um documentário que trata sobre a descriminalização da maconha, e que estreia somente em Florianópolis.

Confira a programação completa no Guia da Semana.

Cilada.com

Exposto pela namorada através de um vídeo na internet, Bruno tenta refazer sua reputação, mas tudo o que consegue é se meter em uma série de ciladas. O filme é uma comédia sobre amor e traição que mostra o poder da internet em transformar pequenas intimidades e deslizes em fama e constrangimentos globalizados, inspirada na série de mesmo nome protagonizada por Bruno Mazzeo.

 


 

Winnie The Pooh

A primeira animação da Disney com uma aventura do Pooh nos cinemas depois de 35 anos. Com o charme, inteligência e humor dos personagens dos curtas Winnie the Pooh, o filme reúne entrevistas com o filosófico “urso de cérebro muito pequeno” e seus amigos Tigrão, Coelho, Leitão, Can, Guru e por último, mas certamente não menos importante, Ió, que perdeu o seu rabo. Corujão manda toda a turma a uma missão selvagem para salvar Christopher Robin de um criminoso imaginário. É um dia repleto de aventuras para Pooh, que havia saído apenas para procurar mais mel. Inspirado em cinco histórias dos livros de A.A. Milne no estilo clássico da Disney de arte desenhada à mão.

 

 

Quebrando o Tabu

Há 40 anos os Estados Unidos levaram o mundo a declarar guerra às drogas, numa cruzada por um mundo livre de drogas. Porém, os danso causados só cresceram. Abusos, informações equivocadas, epidemias, violência e o fortalecimento de redes criminosas são os resultados da guerar perdida numa escala global. Num mosaico costurado por Fernando Henrique Cardoso, o documentário escuta vozes das realidades mais diversas do mundo em busca de soluções, princípios e conclusões.

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