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Posts do dia 23 maio 2011

Ajude a compor a galeria Mil Mulheres

23 de maio de 2011 23

Divulgação

Morenas, ruivas, loiras.
Cabelos longos, curtos, cacheados, lisos.
Bronzeadas, brancas, negras.
Poderíamos escolher outros tantos adjetivos para descrever as belas mulheres que estão em nossa galeria Mil Mulheres – em outro post podemos explicar o motivo deste nome.
Não viu? Ela – com a Penélope Cruz, que está aí em cima – está ali no menu do site. Dá uma olhada e aproveita para nos ajudar a chegar na milésima. É só deixar sua sugestão ali nos comentários.

Elas e os detalhes delas

23 de maio de 2011 5

Dou-me conta que andamos um tanto ranhetas nesses posts, como se as mulheres fossem só fonte de incomodação ou encrenca – não que elas não sejam às vezes, mas não são só isso. Além do mais, as alternativas que se apresentam ao romance com o belo sexo — a saber: o celibato ou o homossexualismo —, não são do particular interesse deste integrante do Samba-Canção (que, evidentemente, não pode falar pelos demais).

Gostamos de mulheres. Um dos motivos pelos quais este blogueiro em particular não gostou do filme 9 Canções, de Michael Winterbottom é que, apesar da fartura de cenas de sexo minuciosamente fotografadas, o filme tinha um mote narrativo alquebrado. Para quem não viu ou para quem viu e não se lembra, a história do filme acompanha um glaceologista inglês que, isolado na Antártica, relembra sua relação de um ano com uma jovem norte-americana tarja-preta que fazia intercâmbio no país. Ele lembra de nove shows a que assistiram (de umas bandas indies que nada disseram a este apreciador do rock jurássico) e, entremeado com isso, uma que outra conversa e algumas transas (aquelas minuciosamente fotografadas).

Embora na época muitos críticos de cinema se apressassem a saudar aquele filme como uma produção artística que transcendia a pornografia, na verdade ele não transcende quase nada. A maioria dos chamados “pornô com história” não vai muito além daquilo ali mesmo: encontrar um fiapo narrativo mais ou menos consequente para enfileirar cenas de sexo. E por que seu mote narrativo é capenga e o que isso tem a ver com a abertura deste texto? Porque ele renega os detalhes, e os verdadeiros apreciadores de mulheres são apegados a detalhes.

Não apenas os detalhes físicos, sobre os quais provavelmente tratarei em outro texto (tem de alimentar o blog e se eu ficar queimando todos os assuntos aqui em breve serei tomado pela afasia), mas sobre as pequenas idiossincrasias às quais se tem acesso depois que aquela primeira estranheza se dissipou e o “lance” com a garota foi promovido a “rolo” para mais tarde virar “namoro”. É aí que de fato se percebem as pequenas minúcias daquela mulher em particular na organização de sua vida e de suas emoções e isso sempre equivale a aprender um novo idioma: é difícil, no começo você entende pouca coisa, mas a recompensa de conseguir entender uma simples frase quase te faz sentir uma pessoa mais apta para o mundo.

Qualquer indivíduo razoavelmente saudável acima de 30 anos que não tenha tido a sorte ou a desgraça (vai saber…) de estar casado com o amor de sua vida desde os 18 anos já passou por um certo número de relacionamentos e testemunhou um bom número desses pequenos detalhes tão diferentes entre si e ao mesmo tempo tão comuns, e já se encantou com eles e os registrou de tal modo em sua memória que eles voltarão a sua mente quando o sujeito recordar de uma determinada mulher, especificamente, tanto ou mais do que as transas que tiveram ou os shows de rock a que foram juntos:

* O modo como aquela loira alta de pele translúcida e uma voz meiga de hippie tardia gosta de encher de água quente as canecas antes de preparar o café e deixá-las assim por alguns minutos, para esquentar a porcelana.

* Aquela risada ampla e límpida, dada com gosto e todos os dentes, por aquela morena de longos cabelos crespos — que, um minuto depois, estará olhando envergonhada para os lados tentando reparar se alguém presenciou sua inesperada explosão de alacridade.

* A forma obsessiva como aquela outra morena de cabelos lisos e olhos úmidos puxa os blusões até a metade dos punhos no inverno, e o mistério de como aqueles blusões parecem estar sempre cheirando a sabão em pó e a limpeza.

* O jeito como aquela garota pequena com traços levantinos e temperamento instável encosta-se cansada na parada de ônibus e ainda tem fôlego para cantarolar baixinho a letra em inglês de um filme musical que você, particularmente, viu só uma vez e achou horroroso, mas que ali, naquele momento em plena perimetral, enquanto o sol quase não nasce por trás do céu enfarruscado daquela manhã fria, ali, à frente do asfalto ainda úmido do sereno da noite, ali faz todo o sentido e você quase gosta.

* O modo como o quarto daquela outra menina morena e miúda parece um depósito repleto de caixas cobertas de papel colorido, aquelas caixas em tal número que parece haver uma para cada coisa: brincos, joias, pulseiras, dois relógios ou três, clipes, canetas, contas a pagar, tornozeleiras, fichas de ônibus (quando ainda havia fichas de ônibus).

* A mania que aquela morena de óculos com uma pinta no rosto tinha de deixar a TV ligada na MTV porque assim podia preencher o vazio de seu apartamento com algo possível de ser facilmente ignorado (e isso na época em que a MTV de fato tocava mais música).

São detalhes que se apresentam como um indício de uma mulher muito tempo depois de ela haver partido – ou de você haver partido. E que resumem um pouco daquilo que você torceu para que durasse pra sempre, sem saber que o aquele momento particular duraria para sempre na sua memória, não na sua vida.

Não é nada fácil ser Brad Pitt

23 de maio de 2011 18

 

Foto: Divulgação

Empolgado com a possibilidade de assistir à Angelina Jolie no final de um domingo de chuva no final de um final de semana razoável, liguei a televisão na Globo e me ajeitei no sofá para me impressionar com esta mulher maravilhosa em Sr. e Sra. Smith. Lá pelas tantas, acho que estava na metade do filme, tive um choque: Brad Pitt. Não é fácil ser Brad Pitt.

Se você lembrar, e tenho certeza de que você lembra, Brad Pitt tinha um relacionamento estável com ninguém mais, ninguém menos que Jennifer Aniston. Após esse tal de Sr. e Sra. Smith, o cara teria surtado e largou a amiga Aniston (desculpe não consegui deixar de fazer o trocadilho com Friends) e passou a viver, pagar contas, jantar, passear pelo mundo e todas as outras atividades felizes que um casal pode fazer, com ela: Angelina.

Na época, disseram, o problema para o fim do relacionamento teria sido filhos. A falta de. Pensa bem: não ter filhos com Jennifer Aniston teria sido o motivo para ele, o Brad, acabar na cama – e provavelmente nos outros cômodos – da Jolie. Jolie, vocês sabem, é uma parideira nata. Deveria ganhar o Oscar das mães.

Para não me alongar muito, o raciocínio é simples: vocês, mulheres, muitas vezes acreditam que homens não querem filhos. Eles querem. Ficam embasbacados com o sorriso de uma criança. Sofrem ao pensar nas compras de fraldas, mamadeiras, chupeta, roupinhas… Pensam se será menino ou menina. Sonham em levá-lo à escolinha de futebol ou ao balé. Torcem para que ele apresente a Jennifer Aniston como primeira namorada – nunca é a Jennifer, claro, mas o guri aprender que o amor é mais importante. Pensam na faculdade, casamento, netos.

Brad Pitt pensou em filhos. Teve a dura tarefa de escolher entre viver com Jennifer ou partir para uma nova vida. Com Angelina. Com filhos. Hoje tem seis, sendo três adotados. Homem pensa em filhos. Só quer planejamento. E Brad Pitt sabe planejar muito bem.