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A inconsequência dos conceitos

24 de maio de 2011 0

“they disembarked in 45
and no one spoke and no one smiled
there were too many spaces in the lines…”*

A II Guerra Mundial (tema de praticamente dois terços dos filmes realmente bons que este seu blogueiro já viu, mas isso fica para outro post) deixou um saldo — inexato, óbvio — de cinqüenta milhões de mortos e cerca de vinte e oito milhões de mutilados.
Uma luta para que fosse varrida da face da terra um estado fascista baseado no lema Deutschland über Alles e na idéia de superioridade racial que gerou Auschwitz, Treblinka, Mengele e experiências que teriam lugar de honra na ainda pouco abordada história da ignorância científica — sempre se fala da superstição religiosa em oposição à verdade cartesiana, esquecendo que mesmo entre cientistas há fundamentalistas.

Fico me perguntando o que toda essa gente diria ao saber que hoje, seis décadas depois, o símbolo máximo do padrão mundial de beleza é um privilegiado conjunto de genes que a imprensa especializada não cansa de chamar de Übermodel?

* Os versos são um trecho de Southamptom Dock, faixa 9 do disco The Final Cut, do Pink Floyd – que todo mundo detesta e eu adoro. A faixa dramatiza o desembarque das tropas aliadas após o fim da Segunda Guerra e o clima reinante de que, depois daquela, seria má idéia a Inglaterra entrar em outro conflito – o que seria desmentido nos anos 80 com as Malvinas (e isso também está na música)

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