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Às vezes passear no shopping significa muito mais que apenas comprar roupas

24 de maio de 2011 21

Foto: Susi Padilha

Existe coisa mais chata que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine? Ver ela sonhar com a calça “linda de morrer”, com a nova coleção de Melissas que ela “tem de comprar”, com a blusinha cujo valor é um absurdo para um simples pano bem costurado… enfim, não há coisa mais chata que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine.

Marisa recém havia comentado com o Bernardo que precisava “dar um pulinho” no shopping para comprar calças novas, e ele imaginou todas as cenas descritas acima. Bufou e deixou clara a frase “que saco” no ar. Ela não deu bola. E marcaram o programa para a noite.

A questão é que a Marisa estava há tempos na academia, uns oito meses. Malhava pesado. Agachamento, leg-press, glúteo. Esteira, pilates, step. O espelho mostrava que as duas horas diárias neste período fizeram efeito. E uma ida ao shopping não era capricho. Mas uma necessidade. Na verdade, era um capricho, mas a necessidade mascarava o capricho. Mas o capricho batia forte na cabeça – principalmente em frente ao espelho.

Quando entrou na loja para comprar uma calça, estava decidida: hoje Bernardo mudaria o pensamento de que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine é a coisa mais chata do mundo. Entrou na loja. Cumprimentou o vendedor. E foi certeira: “uma calça jeans, por favor”. Seu número seria 40, mas pediu um 38. Para provocar. Bernardo riu mais alto do que deveria. O vendedor, atento, apenas sorriu. Buscou o jeans 38 e conduziu Marisa ao provador.

Minutos depois, Marisa chamou Bernardo ao provador, baixinho. Ele acreditava que teria de buscar o vendedor para pedir o número 40. Estava pronto para dizer “eu sabia que teria de ser outro número”. Mas, ao ver a calça 38 em Marisa, percebeu o que poucos homens percebem: há tempos não enxergava a mulher. Mal lembrava a dedicação de Marisa, dia após dia, na academia. Coxas, glúteos, barriga. Tudo bem direitinho. No lugar. Havia negligenciado a mulher um bom tempo – e quem negligencia a mulher abre um espaço enorme para a concorrência. Imaginou o verão. As tardes no clube. Lembrou das mulheres dos amigos (susto!). Projetou a chegada em casa.

Ela percebeu o pensamento longe do marido. Voltou ao provador. Saiu do provador. A calça 38 nos ombros. Disse, simplesmente: “Vamos?”. E sorriu. Existe coisa mais chata que passear no shopping e parar em tudo o que é vitrine? Bernardo sabe que há coisa muito pior.

Comentários (21)

  • hehe diz: 24 de maio de 2011

    humm demais …………
    axo que meu namorado ja se sentiu assim…quando provei o numero 36 e caiu perfeitamente….em minha cintura fina e meus belos seios……… rsrsrsrs rsrsrsrs

  • Aline diz: 24 de maio de 2011

    Não curti o texto…não empolga, não envolve e tenho certeza que não me transmitiu tudo que o autor gostaria de passar…
    Vale um empenho maio…
    Fica a crítica meramente construtiva.

  • Nêssa diz: 24 de maio de 2011

    Concordo com você Aline.
    Estava esperando muito mais do texto,mais me decepcionei.

  • Talita diz: 24 de maio de 2011

    A meu deus , me apavorei com esse comentario ai de cima , nada ve !
    gosteeeei muito , no minimo essa pessoa nunca conseguioo entrar em uma calça com numero menor , não teve essa sensação maravilhosa . kkk
    ADOREEEI beijinhos !

  • Tati diz: 24 de maio de 2011

    Só somos dignas da atenção dos olhos do namorado se vestimos 38? Brabo ein..

  • Gabriel diz: 24 de maio de 2011

    pode melhorar o texto, sem dúvida (falta alguma empolgação, sei lá, como disse a guria aí de cima), mas ta no caminho com certeza!

  • popo diz: 24 de maio de 2011

    O marido vai notar a mulher pq ela vestiu uma calça 38?
    Ele não nota o corpo, nem nada, mas ao saber que o numero é 38 começa a perceber tudo?
    P É S S I M O

  • maria diz: 24 de maio de 2011

    acho que a questão não é o número da calça, e sim o fato de a mulher ter “montado” toda a história p/ q o marido reparasse e reconhecesse o empenho dela na academia.
    o fato é de q com a correria do nosso dia, rotina, enfim, deixamos de “perceber” a pessoa ao nosso lado, olhamos, conversamos, mas não no damos conta de detalhes q são muito importantes, seja ele roupa, corpo, cabelo, barba por fazer ou seja lá o q for.
    sendo assim, a calça pode ser 38, 40, 44.. e por ai vai!

  • Ali diz: 24 de maio de 2011

    Que homem é esse que precisa ver a mulher entrar em uma calça um número menor para “enxergar a mulher”? Minha relação nunca vai chegar a esse ponto porque se meu namorado deixar de me enxergar por qualquer que seja o motivo eu saio fora. Muito humilhante para uma mulher precisar se esforçar tanto para agradar a um homem. E outra…convidar o namorado para fazer compras no shopping é coisa de mulher sem noção. O casal da história é muito fraquinho…

  • Camila diz: 24 de maio de 2011

    Ali, isso é porque você não é casada há anos, como me pareceram os personagens da crônica. A Maria explicou muito bem qd disse que a calça foi só um detalhe que despertou o olhar do marido. Os relacionamentos se desgastam com a rotina, e a mulher conseguiu se fazer notar com um ato sutil. Dois meses de academia não bastaram. Era preciso que ele percebesse a mudança.

    Gostei do texto! :)

  • Re diz: 24 de maio de 2011

    “Riu mais alto que devia” ao ver ela pedir uma calça 38??? Só por isso devia levar um pé na bunda, e não ser alvo de preocupação!!! Ai do dia que um homem rir de mim por esse motivo! Achei um texto machista disfarçado de feminista. Se esse bundão não reparava na mulher até agora, e precisou ir mostrar o corpo em um provador de loja, não sei porque se dar ao trabalho de chamar a atenção dele!

  • Andreia diz: 25 de maio de 2011

    que texto idiota!!!

  • Marisa Oliveira diz: 25 de maio de 2011

    de mulher pra mulher…Mariiiiiiiiiiiiiiiiiisaaaaaaaaaaaaaaaaa.

  • Marcia diz: 25 de maio de 2011

    Adorei o modelo da calça, onde é esta loja?

  • Maninha diz: 25 de maio de 2011

    Eu gostei do texto. Realmente concordo que é meio machista. Mas essa situação é muito normal numa relação em que a rotina impera. Em vez de brigar, ser a chata de plantão, ela, sim, se esforça para agradar ao homem que ama, mas agrada e satisfaz seu ego também! Deu a volta por cima, talvez tenha recuperado uma relação que não estava bem. Achei bem sutil, bem corriqueiro e os protagonistas num cenário comportamental normal. Parabéns!

  • Priscila diz: 25 de maio de 2011

    Homem que é homem, não sabe que número de calça a mulher veste, e tbm não nota a diferença entre um 40 ou 38…
    Um dia tu chega lá…

  • Ed Bueno diz: 25 de maio de 2011

    Olha só pessoal… Quem sabe o cara não fala mal de alguém .. Com certeza vcs iriam adorar não é verdade ??? O blogueiro só está tentando descrever uma cena da vida real… Mas tá dificil ser entendido… Na minha opinião não tem machismos ou feminismos e sim cenas comuns de casais não tão comuns como vcs estão acostumadas…

  • Ed Bueno diz: 25 de maio de 2011

    E por falar em machismo… Priscila que comentário é esse ??? Teu marido/namorado/ficante não sabe diferenciar o numero da calça que tu usa ???

  • Aline diz: 25 de maio de 2011

    Um dia ainda aplico essa estratégia!

  • Luana diz: 25 de maio de 2011

    Concordo com a Priscila! Desde quando homem fica reparando no número da calça que a mulher veste? Talvez algum saiba, mas somente porque queria comprar um presente em uma determinada ocasião, porém, isso é muito raro. Eu mesma estou num relacionamento longo e nem por isso decorei o número que meu namorado veste. Sinceramente? Ficar reparando nisso é coisa de viado, prontofalei.

  • Li diz: 12 de junho de 2011

    Não se trata de caber ou não em uma calça, a crônica vai muito além disso, vai diretamente no olhar do outro, no sentido de reconhecimento. O marido não reconhecia mais a mulher, o corriqueiro dia-a-dia fez com que o encanto do enamoramento esfriasse, começamos a nos preocupar com os problemas financeiros, gastos, contas, problemas no trabalho… Onde muitas vezes gestos simples acabam passando despercebidos.
    Ele estava já tão acostumado com a mulher que nem a notava mais, não significando que não lhe dava valor, ou que não a amasse, mas que suas preocupações simplesmente fizeram com que esquecesse de olhá-la com uma mulher bonita e atraente.
    Por isso, não é uma questão de caber ou não em uma calça, mas é o que está implícito, o sentimento que está por trás, uma simples ida ao shopping o fez perceber o mulherão com quem casara e o apaixonamento volta com uma força incrível! Não dúvido que esse casal fará muito amor essa noite!

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