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Posts do dia 31 maio 2011

Caia na real agora: ela te quer apenas como amigo

31 de maio de 2011 18

Foto: sxc.hu

É normal — e até entendível — que, por um “descuido” de ambos, um casal de amigos tenha algum rolo, um flerte, acabe namorando. Quem sabe até casem, tenham filhos e sejam felizes para sempre. Mas há um detalhe imprescindível nesta questão que não pode, jamais, passar despercebido. ELA achar que você só serve como amigo. Por quê? Pelo simples fato de que, algum dia, você vai acabar como motivo de chacota entre a turma.

O raciocínio é simples: ela gosta de você como amigo. Ela não vê qualidades em você para um relacionamento. Ela te acha imaturo, não entende teus campeonatos de videogame aos domingos, tenta ver algum sentido em você ser maior de 25 anos — não vamos falar em idade, ok? — e ainda morar com os pais. De repente, até feio ela te acha.

Ela é legal. Mais do que deveria, até. Te liga, convida para assistir ao lançamento no cinema da cidade. Chega na tua casa com o box daquela série que recém chegou em DVD e tu estavas há tempo a fim de ver. Tua mãe trata ela de uma maneira única — e faz questão de dizer pra ti que ela “é a nora que pediu a Deus”. Teu irmão mais novo acha ela “uma gostosa”, mas por respeito a ti, sequer olha para algo além da barriguinha à mostra que ela insiste em deixar aparecer. Teu pai (até o teu pai, cara) pergunta “vai sair com a fulana?” toda a vez que tu sai de casa para um mero futebolzinho. Ou seja: para todo mundo vocês são um casal perfeito. Veja bem, para todo mundo. Menos para ela, claro.

O problema é que tu acabas te incluindo neste “todo mundo”. Tudo o que as pessoas falam acaba moldando tua maneira de vê-la. De cinco nomes que tu mencionas, três vezes, no mínimo, ela é citada. Pensas que está apaixonado. Mas tu não foste atacado pelo cupido. Tu simplesmente estás agindo no instinto cruel de crer que algo entre vocês é possível. Tu estás, basicamente, levantando da cama às 6h da manhã para ir trabalhar. Tu não quer ir, mas tu tens contas a pagar. Logo, coloca o capacete e vai para a obra.

E aí, amigo, danou-se. Vai ter um momento em que ela vai chegar com o namorado novo para te apresentar. No meio da turma toda. Na frente de todo mundo. Afinal, ela NUNCA pensou que você poderia ser algo mais que um amigo. Então, vai chegar feliz e faceira para te mostrar seu príncipe encantado. O escolhido. Aquele com quem ela vai casar. Ter filhos. Constituir família. Aquele que vai roubá-la de ti. Adeus cinema. Adeus DVDs.

E então, quando todo mundo te olhar, tu vai simplesmente mirar o horizonte e entender tudo. Está na hora de novas amizades.

A dama e o vagabundo

31 de maio de 2011 51

Foto: Reprodução Walt Disney

Mas também poderia ser A Princesa e o Plebeu, porque a ideia é a mesma: casta. Ou vibe. Ou feeling. Ou pedigree, que seja. Importante é sempre saber que determinadas misturas dificilmente dão certo. E por isso, evitar que sejam levadas muito adiante.

Vejam bem, não estamos falando aqui de etnias – branco, negros, amarelos, vermelhos, azuis, verdes, coloridos, enfim. Nem de filhos. Estamos falando sobre você, seu chinelão, que acha que pode se envolver com uma garota de fino trato. Não pode, acredite.

Vou dar um exemplo: sujeito conhece garota em local neutro (local neutro = fila do cinema para ver Piratas do Caribe). Papo vai, papo vem, eles combinam de se encontrar prum barzinho no meio da semana (barzinho no meio da semana = boteco na Cidade Baixa). A coisa engrena, eles trocam beijos e promessas de terminar o que a rua (ou o taxi) não permite. Esquemam de ir pra casa dele.

Ele mora num JK na República, equipado com um sofá-cama e guarda-roupas comprados em brique, uma TV que trouxe da casa dos pais, aparelho de DVD que não funciona, um aparelho de som que só pega no tranco, uma mesa que serve de escritório com o laptop sempre aberto. Na geladeira, latas de cerveja, meia porção de manteira em barra, água e alho. Ela vem de um sobrado recém-construído no Petrópolis.

Entendam, não estamos falando aqui de dinheiro, e sim de lifestyle. Nosso amigo aí pode ser um herói de TI e ganhar horrores, mas é um espartano quando se trata de decorar a casa ou comprar roupas. Ou pode ser realmente pobre, sei lá, um jornalista ou coisa que o valha. A questão é o choque de mundos, a colisão de universos e o que de nada poderá sair daí.

Estamos falando a longo prazo, também. A curto prazo ela pode até desenvolver uma certa tara pelo malaco-style dele (que delícia passar o sábado comendo pizza de telentrega e vendo filme baixado no notebook, né, benhê?), mas só até começar a entender que dificilmente ele mudará. Porque não é questão de dinheiro, não é ascenção social, é berço. O sujeito pode estar realmente feliz com essa realidade, e aí?

E aí que o negócio é ir atrás de alguém com a mesma vibe. Mas pode chamar de pedigree.