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Posts de junho 2011

Elas decretam: tamanho não é documento. Tem é de saber usar

30 de junho de 2011 197

Foto: SXC.hu

Fiquei um tanto impressionado com a questão sobre o tamanho do pênis. Mais impressionado com as respostas pendendo para “tanto faz o tamanho, o que importa é saber usar”. Acreditava que a resposta seria “Sim, faz. Mas tem de saber usar”. Mas são surpresas boas, principalmente porque a enquete foi respondida, em sua maioria, por mulheres. A sinceridade de um dos comentários também chamou-me atenção — assim em caixa alta, mesmo: JÁ FOMOS MAIS HIPÓCRITAS, DIZÍAMOS QUE NÃO PARA NÓS MESMAS. MAS FAZ ! ESTAMOS, CREIO, PERDENDO O MEDO DE SERMOS JULGADAS VULGARES.

Não estou venerando aqui os enormes, nem excluindo os pequenos. Mas gostei de perceber que as mulheres não estão interessadas em tamanho, mas na qualidade. Sabe por quê? Mostra que as coisas estão realmente mudando. Chega desse papo de que temos de passar por cima delas, virar para o lado e dormir. Claro que temos de passar por cima delas, mas elas estão fazendo e/ou vão fazer o possível — e os comentários do primeiro post mostram que chegariam até ao impossível — para empatar esse jogo. Elas não querem mais levar gol fora de casa e ter de reverter o placar casa (se é que você me entende).

Elas estão mostrando a que vieram e isso, para os homens, para quem realmente gosta de sexo, é sensacional. Realmente há liberação sexual. Não é promiscuidade e adeus aos valores familiares. É relação. E para haver relação, tem de haver duas pessoas. Via de mão dupla. Ou seja: aquele cara que pensa em “comer” está com os dias contados. Ele vai pegar uma aqui, outra ali. Claro que vai. Mas o mercado estará em alto nível. Vai ter de ser bem mais do que é e faz, porque se ele só pensar no “comer”, ela não volta. E daí, meu amigo, a banca não só paga, mas também cobra!

Tamanho vai ajudar? Provavelmente. Eu, que tenho um pequeno, você, que tem um normal, ele, que tem um médio, sabemos disso. Mas elas querem conteúdo, rapaz. E aí que a porca torce o rabo. Eu me garanto — em todos os sentidos. E você?

De orgias e exposição

29 de junho de 2011 54

Foto: sxc.hu

Está entre as fantasias de boa parte das pessoas participar de uma orgia. O que as leva a querer praticar sexo junto de outras pessoas é algo que não discuto — não agora, pelo menos. Mas o fato é que, dia desses, um amigo chegou para me dizer que havia, finalmente, concretizado essa fantasia. Melhor: convencera a esposa a ir junto.

Antes do papo, conhecendo esse amigo como conheço, sabia que a primeira parte da conversa giraria sobre decepção. Esse amigo, como muitos de nós, é um sujeito cheio de expectativas sobre tudo, do tipo que tem certeza que as coisas deveriam ser como ele espera. E as coisas, sabemos, não são.

As coisas são o que são, e numa casa de suingue não é diferente. Com previsto, me contou de cara que, no lugar que foi com a mulher — um lugar que ele descreveu como sendo de alto padrão, numa localidade isolada, de ingresso caro e estritamente proibido para solteiro — a maior parte dos frequentadores era de gente… normal.

Isso, gente normal. E pra piorar, gente normal pelada. Pelada e fazendo sexo. Meu amigo, coitado, esperava por um suruba de filme pornô gringo, cheio de deusas esculpidas no bisturi e recheadas de silicone impecável fazendo peripécias com seus orifícios. Mas o que havia eram pessoas… como ele. Ele e sua esposa, é bom ressaltar.

Ou seja, gente com barriguinha de chopp, celulite, culote, olheiras, pele mal tratada, peitos de todas as envergaduras e todo tipo de flacidez. Não era, segundo ele, a visão do inferno, mas estava longe de sua fantasia. Olhem que coisa: o sujeito tinha uma fantasia a respeito de uma fantasia.

Nessa primeira parte da conversa ele ainda descreveu chorosamente sobre a vergonha que sentiu ao começar a se despir na frente de todo mundo e mostrar seus pneuzinhos, bundinha murcha, canelas finas e cicatrizes resultantes de cirurgias na coluna — detalhes com os quais ele jamais havia se importado até então. Mas ali, no meio de tanta gente igual, ao invés de ficar confortável, teve vontade de sumir.

Contou-me, porém, que ao longo do tempo — e com umas doses de vodca — relaxou e curtiu o ambiente. Não vou dizer aqui o que ele e sua mulher fizeram. O importante é que ele disse que voltará. E desta vez, sem nenhuma expectativa. Só vai relaxar e, bom, vocês sabem.

Aprenda uma coisa importantíssima: nem todos os homens nasceram para ser pai

27 de junho de 2011 87

SXC.hu

Vamos partir do pressuposto que o casamento nada mais é que o perpetuar da espécie. Falando a grosso modo, mesmo. Como princípio básico. Vamos — tentar — esquecer por um momento a questão sentimental. Desconecte-se daquilo que você ouviu a vida toda de sua mãe e pai sobre a vida a dois e pense única e exclusivamente na questão filhos.

Se pudéssemos fazer uma linha do tempo, seria interessante imaginar que a maioria das mulheres — não vou generalizar e escrever todas — sonham em ser mãe durante boa parte da vida. Hoje em dia nem sonham mais com o casamento pelo que percebo ao redor. Mas ser mãe 7 em 10 mulheres buscam essa bênção.

Talvez essa tara pela maternidade seja lapidada desde pequenas e elas nem percebam. Algo como o menino que ganha uma bola e um kichute e o pai imagina que ele seja o novo Ronaldo, o novo Pelé. Para elas, não há um modelo de mãe a ser seguido — a avó, quem sabe? — mas o par de Conga e a esfera redonda estão lá: a bonequinha com chupeta, que faz xixi e tem de trocar fralda, que chora quando está com fome, que fala mamãe quando tu aperta a mãozinha e solta gargalhadas quando tu alisa a barriguinha…

Tempos depois veio a Bárbie, que era linda, magrinha, andava em conversível e namorava o Bob (mas alguém criou o Ken, não esqueça). Porém, isso é assunto para outro post.

Que problema tem nisso? Para a sociedade, nenhum. Tudo ocorre exatamente assim há anos, quem sou eu para querer mudar. Mas há um pequeno detalhe que não pode passar despercebido, amigona: alguns homens não nasceram para serem pais. E é difícil para vocês, mulheres, entenderem isso. Às vezes (até mesmo por amor) eles sucumbem à vontade feminina e acabam estragando tudo. Pois, querendo ou não, é um novo ser no teu território. Que “disputa” — monopoliza? — a atenção da fêmea, desafia tua paciência, muda teu estilo de vida…

O importante seria entender que não se trata de você, mulher, querer ser mãe. Ou ele ter asco a crianças. Mas os dois estarem prontos para fazer com que uma nova vida esteja igualmente pronta para encarar esse mundo de cão em que vivemos. E além de dar amor (princípio básico), fazer com que família deixe de ser uma simples palavra da língua portuguesa. A partir desta premissa, as coisas tendem a ser muito mais fáceis. Até porque, homens podem aprender a ser pais. Mas vai do querer de cada um. E esse querer faz toda a diferença.

Você faz o próximo post: tamanho, realmente, faz diferença? Responda a enquete

26 de junho de 2011 136

Foto: sxc.hu

O assunto para o próximo post virá a partir de uma pesquisa em nossa página no Facebook. Perguntamos lá: Vamos entrar em um tema polêmico: tamanho, realmente, faz diferença? São quatro alternativas simples para você escolher, mas pode deixar tua opinião nos comentários deste post, também. A julgar por outros posts, temos uma ideia de qual será a resposta líder na enquete. Quem sabe estamos errados e teremos de pensar um pouco mais sobre o que escrever — o que seria genial, claro. Então, não perde tempo e vota lá.

Lemmy, homem de verdade

25 de junho de 2011 65

Ian Fraser Kilmister tem 65 anos, quase todos dedicados ao rock’n’roll como profissão e filosofia de vida. Só que Lemmy é mais do que o vocalista do Motörhead. Ele também é mais do que uma lenda. Ele é o homem que todos nós gostaríamos de ser se tivéssemos mais coragem.

Comece agora a elencar os todos motivos (desculpas) pelos quais você não vive uma vida plena de sexo, drogas e rock’n’roll, meu amigo, e eu te digo que eles são todos razoáveis e válidos. Mas a verdade, mesmo, é que você é um cagão. E não estamos aqui falando de ser um desses microcéfalos que barbarizam no trânsito com veículos que parecem pequenos blindados alemães da Segunda Guerra, arrumam briga em bar ou vivem na sujeira feito animais. Estamos falando de ser você até o osso. De não fazer concessões. De não se deixar enquadrar jamais.

Mas, principalmente, de não ser um bunda mole que precisa ficar arrumando historinha pra botar chifre na mulher ou coisa que o valha, tipo “eu não resisto aos meus instintos” ou “mas foi ela quem me deu mole” ou “não tinha como resistir, baita gostosa”. Vira homem, rapaz! Se assuma como o grande carnívoro primata que você é e aceite os riscos e delícias disso. Só que pare agora de pagar de galo na rua quando em casa é um franguinho.

Lemmy tem 65 anos e nunca se casou. Tem um filho que ele reconhece mais ou menos e outra penca que ele nem faz ideia. Vive sozinho num apartamento cheio de memorabilia de sua banda e quinquilharias nazistas em Los Angeles, de onde sai apenas para ir ao bar, sair em turnês, ir a o bar, dar entrevistas, ir ao bar, gravar um novo disco e ir ao bar. Seu café da manhã é à base de Jack Daniels e anfetaminas.

Definitivamente ele não dá a mínima para o que acham dele ou de seu estilo de vida. Está bom pra ele e o resto é ruído. Mas o que faz de Lemmy um exemplo de homem é que ele JAMAIS escondeu isso de ninguém. Nunca levou vida dupla. Nunca precisou criar personagens. Ele é o que é. Gostou, ótimo. Não gostou, bota na conta do Papa.

Aí fica você aí, pseudo-homem, armando mil estratégias pra poder tirar umas casquinhas sem que sua mulher descubra. Qual o problema se ela descobrir? Vai cortar tua ração? Te bater? Te fazer dormir na rua? Te mandar de volta pra casa da mamãe? Te xingar muito no Twitter? Tá com medo do que, afinal? Tu não é adulto crescido? Não paga as tuas contas? Então te vira, assume as tuas broncas, dá o teu jeito.

Só não fica de mimimi por aqui por que, até onde se sabe, ninguém desse grupo tem filho macho desse tamanho.

Ciúme, sexo sem compromisso, filhos que afetam a vida sexual. Leia mais no Pergunte aos Cuecas nº 4

24 de junho de 2011 2

SXC.hu

Por Byron Lee e Silver Surfer

Olá cuecas, gostaria de saber de vocês por que os homens traem — sem aquela conversa fiada de que é o instinto, ok? Amo o blog, ele é apaixonante. Beijos
Marizinha_M
Marizinha, os homens traem porque a oportunidade aparece. Não digo que seja um instinto, mas os homens desde cedo desenvolvem um ímpeto de acumulação: maior coleção de figurinhas, maior número de gols na pelada do coleginho, maior número de vezes que acertou o alvo com uma pedrada… Uma hora isso acaba passando também para a vida sexual e sentimental: maior número de mulheres possível no menor número de tempo. Mesmo quando um homem encontrou uma mulher com quem quer estar, a possibilidade de que algo mais venha a acontecer com outra pessoa é um ímã para muitos irresistível. E obrigado pelo comentário sobre o blog.

Olá, leio o blog de vocês quase que diariamente e gostaria de ter uma dúvida esclarecida. Meu namorado diz confiar em mim, mas desconfia de qualquer homem que se aproxime de mim: colegas da faculdades, amigos dos tempos de escola, amigos atuais… Me diz que homem sempre tem segundas intenções e eu não percebo. A dúvida é: se ele confia em mim e sabe que eu não o trairia, por que esse ciúme em relação a outros homens?
Maria
Justamente para que a oportunidade não apareça para o outro lado. Maria, não posso falar pelo teu namorado, e se ele é muito invasivo ou paranoico, ele é mais inseguro do que deveria e sim, nesse caso vocês precisam ter uma conversa séria. Agora, e isso é uma realidade que a maioria dos homens compreende: 90% dos caras que estão à volta de qualquer mulher atraente já pensaram em pegá-la. Não que sejam todos obcecados por isso, mas já tiveram uma vez na vida aquele pensamento que cruza a cabeça do cara de forma até desavidada. Pô, a moça é gostosa. Seria bacana se ela me desse bola. Logo, todo homem que namora uma mulher bonita sabe que há em volta dela uma matilha de sujeitos esperando o primeiro sinal de fraqueza para cair em cima. Mas partir para o ciúme possessivo não é a melhor iniciativa, até porque o ciúme possessivo é, ele próprio, sinal de fraqueza. O cara não confia o bastante no produto que está oferecendo para se estabelecer no mercado. Esses normalmente são os que vão à falência.

Que todo mundo gosta de estar solteiro e festear eu sei porque sou e gosto disso. Mas quando você se envolve e acaba curtindo, mas depois não sabe mais o que quer ou não, se festa ou compromisso. Pergunto: seria mesmo só a liberdade em sair e pegar todas ou tem mais alguma coisa que fica oculto na mente masculina?
Carla
É a matemática e a física quântica, Carla. Num universo de inifinitas possibilidades, no momento em que UMA se define como real, apagam-se as infinitas outras. No momento em que um homem define aquela mulher à sua frente como a sua, e ele sendo “o homem” dela, o compromisso anula as centenas de possibilidades potenciais. E a mente masculina é exageradamente otimista: um cara sempre olha para uma escolha por UMA mulher como se ele estivesse perdendo centenas de outras que estão lá fora, quando na realidade é bem provável que se ele estivesse solteiro ele estaria correndo festa com mais fracassos do que sucessos.

Rapazes, adoro o blog. PARABÉNS!!!!! Pois bem, gostaria de saber o que leva um homem a manter uma rotina de encontros sexuais com uma mulher se não aprova ela em nada? Não curte as idias, nem os hábitos, nem a música que escuta ou os lugares que frequenta! O sexo pelo sexo como masturbação? Fazer sexo, dormir junto, acordar junto e só abrir a boca pra recriminar e criticar. Como conseguem?
Dani
Aí vai da qualidade do sexo, Dani. Provavelmente está falando de um casal que tem uma “química sexual” acentuada: a moça é atraente, pró-ativa, bela de se ver e tocar… Mas o sexo é, muitas vezes, uma realidade à parte do resto da vida. Não é à toa que pensadores como Freud e Bataille viam uma relação direta entre erotismo e morte. O sexo é uma experiência de submissão à paixão dos sentidos, aniquilação, por vezes de violência, uma busca de seres sós e descontínuos pela fusão com outro, condenada ao fracasso. É uma tentativa de naõ estar tão sozinho na realidade. O sexo exige uma atração magnética muitas vezes sem reflexão. Já compatibilidade entre as inúmeras características de cada pessoa, pontos de vista, valores, hábitos, gostos, são outro tipo de busca por algo que renegue a solidão essencial do ser humano. São dois aspectos da mesma busca, mas não são necessariamente dependentes um do outro.

Na maioria dos casamentos, o casal opta por ter o não ter filhos. Filhos são para sempre. Você acha que a partir do nascimento eles podem afetuar sua relação amorosa e sexual?
Frank
Vou partir do pressuposto de que “afetuar” era um erro de digitação para “afetar” e responder daí: sim, filhos afetam a relação de um casal. Até o nascimento dos filhos, ele e ela são, como uma vez disse o guru do Samba-canção, pessoa que infelizmente vocês não conhecem, “um casal de namorados morando junto”. A partir do nascimento de um bebê, passam a ser pais, passam a ter sua vida medida e demarcada em função dos cuidados daquele filho, e isso obviamente afeta a vida sexual e amorosa. Raramente as atenções de um casal são, a partir daí, um para o outro, e sim para o bebê. Mas passados alguns anos, as coisas tendem a se ajustar.

Eu quero saber uma coisa que não tenho coragem de perguntar ao meu namorado. Por que é tão difícil para os homens perdoarem uma traição?
Ana
Ana, simplificando bastante: porque são humanos e, portanto, falhos e possessivos. Simplificando um pouco menos: traídos, os homens veem seu universo abalado pelo choque entre duas noções preconcebidas: a noção de que homens são acumuladores (veja a resposta à pergunta da Marizinha) e a noção de as mulheres têm impulsos mais intensos e sentimentais. Há a ideia de que o sexo pelo sexo é uma atitude tipicamente masculina, e muitas vezes é daí que alguns homens justificam para si mesmos as suas puladas de cerca: eu amo a minha mulher/namorada/guria, aquilo foi só o tesão do momento. Já o entendimento francamente machista e ainda muito disseminado com relação às mulheres é que elas se entregam a alguém sexualmente porque já havia envolvimento emocional anterior. Os homens se envolvem para ter sexo, e as mulheres têm sexo porque se envolveram, para reduzir tudo a uma frase. Claro que, como qualquer noção preconcebida, é uma falácia. Ainda assim, na cabeça de um homem traído ecoam não apenas as pressões sociais (“corno” é um adjetivo muito mais usado do que “corna”, por exemplo: o homem corneado muitas vezes parece ser encarado como cúmplice de seu próprio infortúnio), mas a mágoa porque a mulher que estava com ele foi lá e se entregou a outro cara.

Adorando o Blog, é bom ter um homem que explique as coisas. Me pergunto: Homem esquece mulher? Esquece ex-ficante? Ele compara com a atual namorada?
Carla
Carla, homens são seres nostálgicos. Portanto, sim, ele esquece as mulheres que passaram por sua vida na maioria das vezes, mas sempre há lugar em sua memória para evocações furtivas, dependendo da situação. Ao redor de uma mesa de bar, quando pintarem algumas bravatas sexuais de comprovação duvidosa, ele provavelmente lembrará de alguma ex mais marcante naquele quesito. Ao cumprimentar uma ex na rua, o cara sempre vai comparar como ela está agora e como estava na época em que ambos namoraram (e sempre terá a impressão amargurada de que ela está MUITO MAIS GOSTOSA agora do que naquela época). E sim, dependendo da situação ele compara com a atual. Só que nem sempre essa comparação é desfavorável. Se o cara namorava antes uma tarja-preta meio doida, ciumenta daquelas de grudar coisas nas paredes, ele sempre vai olhar com maravilhamento e encanto para a atual que seja mais tranquila e menos instável.

Homens tentam dar palpite nas roupas femininas? Tipo decote, saia curta, roupa coladinha na bunda? Vocês deixam as parceiras usarem junto de amigos ou quando saem sozinhas? Ou preferem que não usem? E vocês gostam quando elas dão palpites na roupa que nos homens usam, tipo coloca aquela calça com tal camisa porque combina e tal?
Branco
Branco, costumamos, sim, dar palpites nas roupas delas. Mas não muito. A dica é palpitar sem ser chato ou muito machista, manja? Ela sempre vai perguntar pra você. Então, discretamente, como quem não quer nada, você vai lá e diz: “Hum… Gostei. Mas quem sabe aquela outra calça? Não?” Ela vai ficar desconfiada e observará melhor as outras opções disponíveis no guarda-roupa.
Sobre os palpites dela nas nossas roupas: achamos isso ótimo. Elas sabem o que fica legal, então, por que não ouvir (e aceitar) as sugestões? Vamos supor que você está saindo com uma mulher que se liga em roupas. É importante ouvir a opinião dela (pra agradar a gata, claro!). Nós aqui do Samba procuramos acompanhar moda masculina, até pra não ficar desatualizado. Um abraço!

A mania masculina de contar vantagens após uma boa transa

24 de junho de 2011 45

Foto: sxc.hu

Quando cheguei à redação nesta manhã acabei acessando a matéria de que o feno-grego pode aumentar a performance sexual dos homens. Uma das tantas bobagens e lendas urbanas sobre afrodisíacos, provavelmente. Pensei: como existem homens que se gabam com sua performace sexual em pleno 2011. Não estou dizendo aqui que devemos abstrair qualquer tipo de pensamento em relação à isso, longe de mim. Temos de pensar naquilo que queremos fazer ainda, naquilo que não fizemos ainda e o que estamos fazendo habitualmente — e podemos melhorar.

Me refiro ao chamado “fiz e aconteci”. Pode ter certeza de uma coisa: se ele diz que fez e aconteceu, a chance de ele realmente ter feito e acontecido é baixa. Muito baixa. Diria que algo em torno dos 5%. Homem tem essa mania estúpida de achar que tamanho é documento. Que transar com um número X de mulheres faz diferença à vida. Que tem de se gabar de sua performance no quarto, na sala, no chuveiro, na cozinha…

O problema de gritar aos quatro ventos que você é o cara, que destrói na cama, que deixa ela louca e tudo mais é que vai chegar o momento em que aparecerá alguém melhor que você. Recordes são feitos para serem quebrados.

Ou seja: você deu três orgasmos para uma mulher hoje, amanhã virá outro cara e proporcionará quatro. Ela enlouqueceu porque vocês transaram em um parque a céu aberto? Dia desses ela faz sexo no elevador da empresa e aquilo que você considerava loucura passa a ser a maior sanidade do mundo. Não adianta, amigo: recordes são feitos para serem quebrados.

A regra é clara e objetiva: faça bem feito, lógico. Pense naquilo que está fazendo e faça da melhor maneira possível. Mas não para poder ser o centro das atenções em uma roda de cerveja ou onde quer que seja. Faça por você. Mas faça, também, por ela. Dependendo da situação, principalmente por ela. Lembre-se: os principais fatos da História são narrados ao longo do tempo por especialistas e historiadores. Não pelos personagens principais.

Feriado bom para discutir a relação, não é mesmo? Então, Pergunte aos Cuecas

23 de junho de 2011 8

Você está em casa, de bobeira, esse dia nublado no Estado. Certo que sua mulher vai querer conversar sobre os mais diversos assuntos. Pode rolar até uma DR. Mas, antes, que tal você polemizar conosco aqui no Pergunte aos Cuecas? Escreva aí nos comentários o que você quer saber ou um assunto que possa render uma boa polêmica para o blog e para os samba-cancioneiros que nos leem todos os dias. Não deixe de participar. As respostas serão dadas nesta sexta-feira à tarde.

A beleza e a inteligência

22 de junho de 2011 28

Hefesto, a pedido de Tétis, forja as armas de Aquiles. Reprodução www.theoi.com

Somos, nós, os homens, muitas vezes criticados por preferirmos a beleza à inteligência. Ao menos um grande número de mulheres que eu conheço reclamam que “de-alguma-forma-intimidam-os-homens-por-sua-inteligência”. Acho essas generalizações algo forçadas, porque ninguém tem uma noção objetiva de sua própria inteligência, e algumas delas não eram tão inteligentes assim para assustar tanta gente, e ao mesmo tempo, há muito que casos contrários também são realidade: mulheres que preferem, ao menos em certa fase de sua vida, o belo saradão em vez do intelectual desastrado.

Não deixa de haver uma certa antiguidade nessa discussão, quando se pensa que algo parecido já estava explícito em um dos mitos gregos mais famosos: a história de Hefesto e Afrodite.

Hefesto era um ferreiro e artífice na morada dos deuses gregos antigos, o factótum do Olimpo, o deus que trabalhava em uma forja, produzindo os raios de Zeus. Era também o que de mais longe poderia haver de um “deus grego”, como dizem na expressão. Era corcunda, coxo de uma perna, vagamente deformado.  E um dia foi dado em casamento a Afrodite, a deusa do amor, essa sim uma deusa no sentido real e metafórico, mas algo volúvel. Enquanto ele estava na forja, ela passava as tarde em um tórrido caso com Ares, o deus da Guerra, até que um dia Hefesto, desconfiado, armou uma rede mágica em cima do leito matrimonial de sua casa. Quando Ares e Afrodite refocilavam-se no rala e rola, a rede se fechou e a casa caiu. Hefesto chegou e pegou ambos no flagra, e, antes de libertar os dois, desfilou com eles aprisionados por todo o Olimpo (ou seja, corno com orgulho). Depois desse pequeno escândalo sexual, Hefesto repudiou Afrodite.

Algum tempo depois, apaixonou-se por Atena, a deusa da sabedoria, deusa também ela guerreira e voluntariosa. E aí ele “tenteou mas não levou”, como dizia meu velho tio Setembrino, tão tchê quanto o João esse nosso amigo dos comentários.

O que isso tem a ver com o assunto inicial do post? É que sempre achei bastante simbólico o rumo dessa história: o talento técnico — alma nobre num corpo grotesco — casou-se com a beleza — alma fútil em um corpo fantástico — foi traído por ela, que preferiu a violência. Quando, entretanto, o talento se enamorou da inteligência, ela não quis saber dele. E depois ainda dizem que o problema é com a gente…

P.S.: No último post que escrevi, alguns chutaram que eu fosse o Carpinejar. Desta vez, escrevi este post com a intenção deliberada de que alguém chutasse que eu sou o Cláudio Moreno.

Elas nos acusam injustamente. Mulheres são ainda mais machistas que os homens

22 de junho de 2011 85

Foto: sxc.hu

Tenho notado em muitos comentários uma expressão que me perturba um tanto e se procurarmos entender o verdadeiro significado dela conseguimos mapear o motivo de as relações estarem tão diferentes em relação a alguns anos atrás (não quis dizer fúteis ou banalizadas para não criar polêmica logo no início do texto). E veja bem: até este exato momento, temos 1.750 comentários no blog. Isso é bom, pois vários textos estão possibilitando um bom debate e, acredito eu, está sendo possível que ambos os sexos estejam aprendendo alguma coisa. Como dizia meu avô, talvez meus filhos ganhem um mundo melhor e diferente.

Enfim, mudei de foco. Mas volto. É um conceito muito usado pelo sexo oposto e significa uma visão da mulher inteligente, que se posiciona e tem posição social, que é articulada, sabe discutir e debater sobre a maioria dos assuntos. E, pela definição feminina, não discute relação de jeito nenhum. E essas características não sou eu quem está dizendo. São vocês, meninas. Basta alguma mulher dizer que entende a traição, que se sujeita aos caprichos do marido e vive para ele que lá vem a frase com a palavrinha: “isso não é coisa de mulher bem resolvida”.

Ora, garotas, por favor, né? Vocês batalham — e batalharam — tanto para conquistar um espaço que antes não lhes cabia e agora criam rótulos e nomenclaturas entre vocês mesmas? Fazem questão de serem independentes e tomarem suas próprias decisões mas não respeitam quem quer viver à moda antiga?

Algumas de vocês conseguem ser mais machistas que nós, homens, considerados bobinhos e imaturos por relacionar tudo ao sexo. Se você analisar friamente, aquela que se diz tão bem resolvida é a que mais tem problemas. Faz análise, toma boleta para dormir, não faz isso ou aquilo porque “o analista aconselhou”. Perceba a ironia: tem mulher que considera promíscua quem busca sexo sem compromisso.

Penso que esse negócio de “ser bem resolvida” é uma fase da mulher. Homens têm muito disso: fases. Hoje você é feminista, não se curva de jeito algum para qualquer tipo de atividade que vai manchar tua “virilidade feminina”. Amanhã, passa a entender mais a vida e as várias estradas que ela te proporciona e tudo muda. Já não fica tão brava com a amiga que tem paixão por servir o seu amado (não estamos falando aqui de submissão, ok?). Passa a ver qualidades nesse tipo de vida. E o target se torna, até mesmo, o altar.

Homens e mulheres deveriam se despir de rótulos e conceitos e apenas viver. Seria a prática perfeita para a evolução da espécie.