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Posts de agosto 2011

O primeiro milhão a gente nunca esquece

31 de agosto de 2011 21

Foto: sxc.hu

Primeira vez, primeiro beijo, primeira polução noturna, primeiro orgasmo, primeiro carro, primeira festa, primeira ficada. Primeiro milhão. É com muita felicidade que compartilhamos com vocês nosso primeiro milhão de visitas. Com pouco mais de três meses no ar, a partir dos dados que temos de audiência até ontem, dia, 30 de agosto, vocês já entraram em nosso site 1.034.459 de vezes. Quer alguns dados interessantes nesta nossa relação?

— Até o momento, são 158 posts, com 7453 comentários (nossa, vocês curtem discutir a relação, hein?)

— O tempo médio de relação que temos é 7 minutos e 34 segundos (praticamente uma rapidinha, sem muito esforço)

— Os dois posts com mais acessos são Quem nunca brincou com sua prima… e Elas decretam: tamanho não é documento…

— Nosso Twitter oficial tem 465 seguidores. Enquanto que nosso endereço no Facebook já foi curtido por mais 1650 pessoas.

Obrigado por todo aprendizado e parceria neste curto espaço de tempo. Divulga o blog por aí. Participa da pesquisa que temos para saber mais sobre vocês. Sinta-se sempre à vontade por aqui. Só não nos abandona, pois somos igual namorado chato, vamos ficar te pentelhando até você querer voltar…

O que leva um homem casado a querer frequentar uma casa de swing? Saiba no 10º Pergunte aos Cuecas

31 de agosto de 2011 20

Foto: sxc.hu

Opa, acompanho o blog há algum tempo já, até comento, me surgiu há poucos dias a ideia de publicar minha situação, saber a opinião de vocês. O negócio é o seguinte, tenho 18 anos e sempre gostei de mulheres mais velhas, mas sou apaixonado por a mãe de um amigo meu, ela é consideravelmente jovem, tem seus 30 e tantos, é uma pessoa maravilhosa e nos damos melhor do que eu e o filho dela, nossa relação sempre foi de amigos e noto que temos nos aproximado muito, a questão é, será que devo?
Amigo
Esse seu amigo é o “melhor amigo”? É aquele cara que você tem um contato quase que diário? Acredito que você tem de, primeiro, avaliar que tipo de amizade tem com ele. Depois, que tipo de reação ele terá a partir do momento em que souber que você está a fim da mãe dele. Ainda depois, que tipo de reação ele terá em saber que a mãe dele toparia algo contigo. E depois, mais depois, como seria ter ele como “enteado” e não mais como amigo. Claro, se você não quer dar bola para isso, também não tem problema. Tua vida irá complicar, certamente. De repente, ela é apenas gentil com você e você, pela vontade de querer ficar com ela, está fantasiando tudo. Cuidado.

Queridos cuecas. Quantos dias um homem que está “realmente interessado” pela garota com a qual está leva, normalmente, para entrar em contato com ela? Quantos dias sem se falar são considerados “normais” para um casal?
Gabriela M.J
Nossa, Gabriela. Não há um padrão. Mas, o que aconteceu entre vocês? Brigaram? Ficaram e ele não te ligou? São várias as alternativas de resposta. Ele pode apenas estar te dando “um gelo”. Pode ser um cara mais “avoado” e não se tocou em ligar para ti rápido. Pode, ainda, não ter gostado de ti e não querer mais falar e ficar contigo. Aqui no Samba, por exemplo, tomamos a iniciativa e ligamos no outro dia. Mas, também, nada impede que você faça isso. Principalmente porque acreditamos que você seja desencanada com essa questão “ligar no outro dia”, não? Abraços.

Queridos, acompanho o blog e a-do-ro. Principalmente porque concordo com 99% das suas colocações! Sabe aquele colega de trabalho que a gente não simpatiza de primeira? Arrogante, nada simpático, estranho? Ele mesmo. Eis que tivemos que trabalhar mais próximos e percebi que ele não é NA-DA disso, bem ao contrário, é O cara! Então, já ficamos duas vezes, sem programar a “saída”, pelo menos não a primeira. Antes de ficarmos conversamos muito e concordamos que a admiração é recíproca, a atracão, enfim, tudo. Aí ele veio com a máxima, legitima de homem, “por que tu apareceu só agora” e com a história de que a aliança “pesa”. Digam-me! Insisto? Largo fora?
Nina
Se há esperança de ele largar a atual esposa para ficar com você, insista, Nina. Claro que você deve insistir. Mas vocês têm de conversar. Você, principalmente, tem de entender o que ele quer e tem para te dar. Analise friamente. Esqueça sentimento. Porque no final das contas é você quem vai sofrer mais. Ele, teoricamente, terá quem o console.

Oi pessoal. Em poucas palavras vou tentar explicar uma história. Eu me apaixonei por uma pessoa, eu não acreditava nisso. Mas foi amor à primeira vista, isso foi há três anos e continuo gostanto e amando-o a cada dia que passa. Nunca tive coragem de declarar meu amor por ele, que já é comprometido. É o sentimento mais puro e verdadeiro que já senti na minha vida. Não vou pedir conselhos sobre como esquecer uma pessoa porque sei que seria impossível esquecê-lo. Mas se alguem puder compartilhar alguma opinião ou experiência que já tenha vivido ficaria grata.
Valentina
Ele sabe de sua paixão, Valentina? A primeira coisa que te diria é: revele-se. A partir daí, temos certeza de que você ficará mais “leve”. Pelo menos ele sabe o que você sente e não será por falta de atitude que as coisas ficarão como está. Após isso, cuide se ele não quiser de aproveitar da situação para viver aquele casinho esperto. Pense em ti, primeiro. Depois nele.

Queria saber se vocês acham que as mulheres atraem homens como elas? Tenho uma amiga que só se mete com cara cafageste ou fracassados (que pra mim significa: quem não tem atitudes de homem e vive nas custas dos pais). Eu nunca me envolvi com homens fracassados. E íamos nas mesmas baladas. Não entendo por que ela atrai este tipo de homem. A mãe dela disse que pessoas atraem outras com o mesmo tipo de pensamento (já que ela não gostava de estudar e vivia nas custas da mãe dela). Vocês acham que é isso?
ana navy
Querida, na boa, esse negócio de atrair pessoas é a mais pura balela. Se você disse que ela escolhe pessoas como ela, bem, daí acredito mais. Já escrevemos por aqui que há mulheres que preferem os canalhas. Bem, estas não podem reclamar de chifres e de todo o tipo de coisa ruim que venha a ocorrer a partir dessas escolhas. Se ela sabe que o cara é um fracassado e ainda fica com ele, problema é dela. E mais: pode soar piegas, mas amor não vê classe social e caráter. Basta ver que até presidiário recebe visita da mulher.

O que leva um homem depois de um trauma romântico querer jogar charme e levar todas as mulheres possíveis para cama e quando aparece uma mulher legal, auto-confiante, independente, cheia de amor para dar, eles fogem?
Claudia
Claudia, simples. Ele vai aproveitar para viver aquilo que não viveu antes do trauma e isso inclui transar e pegar o maior número possível de mulheres. Não tente entender isso. É complicado para as mulheres. E outra: ele ainda vai acreditar que todas as mulheres são iguais a que deixou ele. Cabe a você mostrar que não é igual. Se é que vale a pena, mesmo. Pese na balança os prós e contras e boa sorte.

Surge uma pergunta: mulheres até gostariam de entender os homens, porém isso não acontece ao inverso. Porque o homem estando em um relacionamento gosta de sair pras baladas sozinho e quando a mulher está junto ele prefere ficar em casa?
Fran
Pelo simples fato de que homem gosta de liberdade, Fran. Você deveria gostar também. Mas mulheres tendem, veja bem, eu disse TENDEM a preferir fazer algo acompanhada. Homem não gosta de parecer que tem “dona”. E também tem a questão do ego: ele, sozinho, é notado. Com você, ele deve ser, mas não pode reparar nisso. Claro, de repente ele está apenas querendo “tomar um ar” e não é nada disso que falamos, mas desencane. Por que vocês não combinam de os dois saírem sozinhos em um ou dois dias da semana? Você ainda teria cinco dias para ou ficar em casa ou fazer algo acompanhada. O mais importante é conversar. Te incomoda algo? Fale para ele. Homens não sabem ler mentes.

Olá cancioneiros, adoro o blog. Acho bem divertido os posts. Gostaria de uma opinião masculina sobre uma situação. Namorei um cara por uns três meses. Quando vimos já estávamos morando juntos. Isso durou quase um ano e meio. No final comecei a notar que ele sentia falta de algum tipo de liberdade. Ele terminou comigo e em menos de um mês já estava com outra. Descobri algumas mentiras dele e me afastei. Agora, mesmo ele namorando, volta e meia entra em contato pedindo minha amizade. E nega as mentiras. Por que a necessidade da minha amizade agora?
p
Ora, porque ele, mesmo mentindo no passado e se sentindo sufocado, gosta de você. Talvez não o gostar de continuar em um relacionamento. Mas ele quer estar na tua companhia, você é agradável para ele. E, sim: tenho certeza de que ele se sentiu sufocado. Para alguns homens é complicado esse negócio de morar junto. Principalmente o homem que é “independente” demais. Você não quer ser amiga dele? Deixe claro isso e ele para de te ligar. Se não parar, é só não atender ao telefone. É simples.

O que faz um homem querer casar na igreja em vez de só no cartório?
Dany
Nossa, Dany, acho que é mais fácil explicar a origem do universo. Quando o homem não é religioso, acho menos normal ele casar na igreja. Acho que isso é mais sonho de mulher. Aquela coisa toda de casar de branco, véu, grinalda, marcha nupcial. É uma cerimônia ótima, gostosa e muito bonita, mas tem de ser religioso para fazer questão. De qualquer forma, cartório ou igreja, o que importa é a intenção de ficar junto o resto da vida, não? Abração.

Meninos, o que rola na cabeça de um homem que é casado e se diz MUITO BEM CASADO a frequentar uma casa de swing? claro que sexo variado, mulher mais gostosinha ou simplesmente pelo desejo… mas me pergunto: não seria melhor ficar solteiro e curtir numa boa esse “tipo de gosto”?
Camila
Acho que não, Camila. Existem vários casais que não se importam em “dividir” o parceiro em uma casa de swing. E ele não quer ir lá para ter mulher gostosa, porque ali as pessoas são iguais a eu e você. É a vida real, amiga, com celulites, barriga, bunda caída… ele deve querer ir para simplesmente fazer uma farra, transar com alguém que não seja “o habitual” e curtir. Ao mesmo tempo, ele quer sair de lá e voltar para casa, para o seu colo. Se você tem a cabeça aberta a ponto de aceitar isso, vá em frente. Se não, diga isso a ele. Não deixe de dizer. Conversar é sempre o melhor remédio.

Olá meninos, queria dizer que adoro o blog de vocês, continuem assim… Bom eu tenho uma dúvida: é possível ter uma uma relação de amizade e sexo? Sem envolver o sentimento, o apego emocional??
Mia S.
Se os dois têm plena noção de que é só sexo, acho que é possível, sim. Tem de ter a cabeça muito aberta para isso, Mia. E para não rolar cobranças, quanto menos um souber da vida pessoal do outro melhor, você não acha? Outra coisa importante: que ambos saibam que é só sexo. Se um dos dois achar que pode virar algo mais – e quase sempre esse um acha porque as coisas não estão claras – vai dar problema. E daí o que deveria ser muito gostoso acaba sendo um problema. Abração.

Seis sacrifícios que todo homem um dia fará pela mulher amada

30 de agosto de 2011 38

Foto: sxc.hu

Não são poucos os sacrifícios que um homem faz pela mulher amada. Aqui, listamos seis deles. E vocês, mulheres? O que vocês fazem por nós mesmo que isso arranque um metafórico pedaço?

Ir a um show do Chico Buarque: claro que ir a um show do mestre Chico não é sacrifício algum para ninguém. O duro vai ser aguentar a garota de olhos vidrados/marejados full time, babando azul por cada movimento no palco, soltando gritinhos histéricos ao anúncio de cada música nova, dando beliscões porque você respirou alto demais, e depois ficar relatar minuciosamente cada segundo do show durante os próximos sete dias. Chico é Chico, mas tudo tem limite.

Fazer compras: não há como escapar do faro consumista de uma mulher. Seja o passeio que for, no mais ermo canto da Terra, ela vai encontrar algo para “dar uma olhadinha”, nem que seja uma feirinha de produtos feitos de cocô de lhama. E nem pense em ir tomar um café enquanto ela passa em revista pacientemente tudo o que nem sabe o que quer: tem que participar, ficar junto, e prestando atenção para o caso dela perguntar a sua opinião pela décima vez a respeito daquela tornozeleira de conchinha azul.

Assistir a comédias românticas: é óbvio que você não vai obrigar ela a ver ao sexto filme dos “Transformers”, mas ela fara questão, mesmo secretamente, que você a acompanhe ao novo da Meg Ryan. Podem haver razões secretas implícitas no convite, mas na maioria dos casos, ela quer apenas a sua companhia. Mas nem pense em dormir ou ficar jogando Snake no celular, porque, se não durante, depois do filme é certo que virá um pequeno questionário. Olhos abertos, então, companheiro. E não esqueça de uma furtiva lágrima, vai pegar bem, acredite…

Visitar parentes: nem precisa explicar muito, né? Se a nossa família já é barra de aguentar, imagina a dos outros. Não existe bolso suficiente para enfiar as mãos e risinhos amarelos que cheguem durante uma visita àquela tia distante ou no almoço que reúne três gerações de parentes que nem se fazem questão. E nem pensem em arrumar desculpa, já que ela mesma pensou em todas para poder se livrar da encrenca e não conseguiu. Mas aguente firme, porque uma hora ou outra será a vez dela…

Servir de cobaia: seja porque ela está de regime, seja porque está testando seus novos dotes culinários, é certo que vai sobrar pra você. Então prepare-se para mudar seus hábitos alimentares em prol de um relacionamento mais saudável. Com sorte, você também ficará mais saudável _ embora com fome, mas quem aqui precisa comer, não é mesmo? Barra de cereal taí pra isso…

Liberar o sábado para a melhor amiga: um clássico: a melhor amiga da sua namorada está numa pior e precisa conversar/chorar/extravasar. E tem que ser no final de semana, claro. Então você fica em casa vendo filme baixado no computador enquanto ela serve de analista pra amiga. Talvez vocês voltem a se ver na segunda-feira. Ou não.

Quem nunca brincou de um jeito diferente com a prima que atire a primeira pedra

30 de agosto de 2011 127

Foto: sxc.hu

Costumo dizer que prima é como a melhor amiga que tu tens plena noção de que se algo mais acontecer entre vocês vai dar muito, mas muito problema para o resto da vida. Se essa tua amiga — no caso prima — for linda e gostosa, o problema aumenta consideravelmente de tamanho.

Tenho muitas primas, algumas mais velhas, outras mais novas. Duas, apenas, com a mesma idade que eu — algo como não menos que 30 e não mais que 40. Uma delas mora nos EUA. Doida varrida. Mora fora do país pois encasquetou que iria conhecer pessoalmente o Eddie Vedder, do Pearl Jam. Conseguiu, inclusive. Casou com um canadense e planeja o primeiro filho para 2012. Vai nascer, claro, na terra dos Obama.

E tem a Sabrina. A espetacular Sabrina. Todos meus amigos eram apaixonados por Sabrina. Nossas mães, irmãs, sempre foram muito amigas e estavam sempre juntas, principalmente nas festas da família. Iam ao shopping. Viajavam. Todo o domingo, tomavam chimarrão em um parque lá perto de casa. Eu ficava brincando com Sabrina. Escorregador, balanço, gangorra. Corre, corre, corre.

Só que a Sabrina cresceu. Eu cresci. Sabrina jogava handebol desde os 11 anos. E era o destaque do time, se é que você me entende. Eu praticava judô e até hoje acredito que muitos dos ippons que consegui em minha “carreira” se deu pelos gritos desconcertantes da Sabrina nas arquibancadas nos torneios em que participava. “Vai, Johnnyyyyyyyyyyyyyyyy”. Brincadeira. Eu sou bom no judô.

O problema é que depois da primavera vem o verão. As férias. A praia. O sol. O mar. Os biquínis. As saídas noturnas. A Sabrina tinha muitas amigas — mais ou menos como as meninas aí da foto acima. Fiquei com quase todas. Dois, três dias depois a Sabrina sempre deixava escapar alguma coisa que a amiga teria dito sobre mim. Depois da frase, pulava em meu pescoço como só as primas sabem fazer, me dava um beijo na bochecha e dizia “Aí, Johnny, hein?”.

Em uma das poucas noites em que eu e ela não nos demos bem em uma das tantas saídas em Tramandaí, voltávamos para casa, e ela resolveu me dar a mão. Já havia estranhado o beijo, safado, no cantinho da boca, quando nos encontramos, lá pelas 2h, com a turma toda no fervo, já. Pensei que poderia ter sido acaso. Mas o resto da noite mostraria que não.

Com a desculpa de que estava cansada, pulou em minha garupa dizendo “Ai, primoooo, me leva”. Foi quando toquei pela primeira vez nas coxas de minha prima de um jeito diferente — segurando firme, sabe? Para que ela não caísse de minhas costas. Ficamos quietos durante uma quadra. Ela agarrada em meu pescoço. Cravou a mão em meu peito. Começou a morder minha orelha. Perguntava se alguma das amigas já havia mordido daquele jeito. Continuei quieto. Em determinado momento, até pedi para parar, mas quem se importava? Virei o rosto. Ela me olhou daquela maneira sugestiva, pedindo um beijo. Eu atendi: smack.

Acabamos ficando mais de uma vez. Muitos beijos gostosos. Muita coisa boa. Sempre um final de noite diferente e divertido. Hoje, quando nos vemos, é visível o constrangimento e a vergonha da pergunta adolescente “o que foi que fizemos?”. Mas, depois, vem sempre a gargalhada que absolve: “Ah, e quem nunca fez?”

Separação e filhos: homens, mulheres e duas conversas totalmente diferentes

29 de agosto de 2011 93

Foto: sxc.hu

Duas conversas sobre os mesmos temas: separação e filhos. Chamou-me atenção a preocupação e os pontos de vistas diferentes sobre o que há de vir.

Eles:
— Sim, vou me separar. Pagarei metade da escolhinha e tudo mais o que precisar. Sem dúvida.
— Mas tu estás tranquilo? Tua ex não é pirada, fora da casinha? A criança vai ficar bem?

Elas:
— Tem de pagar, sim. Na hora do bem bom soube usar e fazer. Agora tem de contribuir.
— Mas e tu achas que eu não vou ligar para o trouxa agora de tarde mesmo?

Ouvi essas duas conversas. Não são regra, claro. São exceções (espero fielmente isso). Tenho certeza de que há muitos, mas muitos casais que conseguem viver uma vida tranquila e amigável mesmo após a separação. Veja bem, isso não é uma apologia ao divórcio. Mas uma conversa em cima de fatos. Lamentáveis, inclusive.

Fico impressionado como existem homens que conseguem esquecer e deixar de lado um filho a partir do momento em que o divórcio se torna mais que a opção. A separação ocorre por uma lista infinita de motivos, mas o filho não tem nada a ver com a história, certo? Dos casos que conheço, destaco a imaturidade como o principal fator para que isso ocorra: alguns homens não estão prontos para ter filhos, talvez não estavam preparados para o casamento, e quando tudo se torna insuportável, esquecem do que vai ficar para sempre: o(s) filho(s).

Ao mesmo tempo, há mulheres que são praticamente pensionistas profissionais. Conheço várias que usam a criança para conseguir um dinheirinho extra. Não trabalham, não se importam em conseguir um emprego, mas ficam mês a mês, semana a semana, dia a dia em telefonemas pedantes em que necessitam de mais dinheiro pois não estão conseguindo sustentar a (ela e a) criança. A partir daí vêm as batalhas na Justiça e as visitas em que a criança tem de ouvir como a mãe é uma porcaria ou o pai que é um traste sem-vergonha. Intermináveis brigas.

Veja bem: antes de você me acusar de ser machista ou qualquer outra coisa parecida, não estou falando da mulher que batalha, que foi deixada pelo marido e tem de se virar para sustentar uma criança. Essa, sim, tem de receber a pensão, tem de lutar pelos (seus) direitos (e) da criança. Estou falando daquelas que acreditam que ser mãe, ou melhor, ter uma criança, é uma oportunidade, um negócio. E barganha, barganha, barganha. Seu filho parece um peixe vendido no Mercado Público que algo que deve ser valorizado como seu bem maior — e não maior bem.

Dois exemplos pessoais: meus pais nem pensaram na possibilidade de estarem prejudicando a vida dos filhos durante e após a separação. Não podiam se enxergar quando tudo acabou — se é que um dia começou —, ele deixou a casa em um ato covarde, mas na visão dele era uma atitude de homem, pois ele iria “recomeçar a vida”. E minha mãe teve de se virar para arrumar um emprego e sustentar os filhos.

Meus tios brigam a olhos vistos em frente à filha e de todos da família. Ela tem oito anos mas mostra uma maturidade maior que a dos pais quando ambos estão discutindo finais de semana, pensão, pagamentos dos cursos e opções de entretenimento dela. Fica em um cantinho da sala, quieta, penteando sua boneca. Olho para ela e imagino uma prece silenciosa da guria para a pequena filha: “Pode deixar que eu jamais farei isso com você!”

Você não pode deixar de ler o primeiro #oSambaleu temático: desejos proibidos e amantes

28 de agosto de 2011 1

Foto: sxc.hu

O tema desta semana das frases de #oSambaleu era desejos proibidos e amantes.

Foram sugestões da @paularamires e do @A_mais_mais, leitores do blog lá pelo Twitter oficial do Samba-Canção (@sambacancaoclic).

Confere aí algumas das pérolas que marcaram o microblog e a hashtag #oSambaleu.

Essa aqui foi forte, hein, @paularamires?

Nesta semana tivemos duas participações masculinas — e os caras têm jeito de serem românticos. Primeiro, o @A_mais_mais:

Agora é a vez do @rolimrosa:

Como não poderia deixar de ser, a @_mauriane marca presença por aqui — sempre didática:

E, por último, uma leve massagem em nosso ego. Afinal, quem não gosta de um bom elogio, não é, @franciaimi?

Reproduções Twitter

A décima edição do Pergunte aos Cuecas vem aí. Caprichem nas perguntas!

27 de agosto de 2011 11

Foto: sxc.hu

Essa semana tivemos debates calorosos por aqui. E isso é muito, mas muito bom. Mas agora chegou a vez de vocês fazerem as clássicas perguntas aos cuecas.

É bom lembrar: vale tudo! Perguntas sobre sexo, sobre relacionamento, sobre a vida a dois, a um, a meio… Esteja à vontade para que o debate possa ser o melhor possível.

Ah, outra coisa especial: será nosso décimo Pergunte aos Cuecas, então, caprichem! Até mais.

UPDATE, 29/08/2011: abaixo estão as perguntas que serão respondidas na quarta-feira.

E se fosse ao contrário? Você, mulher, fosse trocada por outro homem?

26 de agosto de 2011 18

Foto: sxc.hu

Confesso que é difícil para mim entender os motivos que fariam um homem deixar sua mulher por outro homem. Não tenho amigos que fizeram isso, nem mesmo consigo imaginar tal fato ocorrendo comigo.

Conheço uma pessoa que “descobriu-se” gay. Estava com uma menina em momentos pra lá de íntimos e simplesmente travou. Percebeu que não era aquilo que queria para sua vida, hoje é homossexual assumido e lembra que desde pequeno se viu “diferente”: todos os amigos gostavam das meninas e ele tinha muito mais apreço pelos iguais.

Claro, o post não fala sobre isso, mas é apenas uma ilustração para exemplificar o contexto e uma das várias respostas para que fatos como a pergunta do post ocorram. Mas, então, lá vai: pela manhã, perguntamos o que os homens fariam se fossem trocados por uma mulher. E se fosse ao contrário? Você, mulher, fosse trocada por outro homem?

Perder a mulher para outro homem tudo bem. Mas e se for para outra mulher?

26 de agosto de 2011 166

Foto: sxc.hu

Perder uma mulher para outro homem, dizem, é muito simples e fácil. Existem milhares de frases no estilo “não deu assistência, abre para a concorrência”. E acredito que a máxima se enquadra perfeitamente em qualquer relação. Até porque eu, como homem, sei o quão ardilosos conseguimos ser e como podemos nos aproveitar das situações mais desesperadoras das mulheres — e isso é um assunto bom para outro post.

Mas e se perdêssemos a mulher (seja a amada ou o simples casinho, a ficante) para outra mulher? Na boca pequena há quem diga que é impossível competir. Ela, a mulher, proporciona a outra algo que nós, homens, não conseguimos. Não acredito nisso e explico melhor abaixo. Prefiro pensar que as mulheres conseguem ser mais doces, mais carinhosas, mais parceiras, mais amigas, menos estressadas (entre si) — e tantas outras outras coisas — do que alguns homens.

O que vou escrever a seguir não busca a generalização, mas analisar fatos: mesmo em um dia complicado e cansativo, mulher gosta (e quer) deitar no sofá abraçadinha. O homem, não. Ela quer conversar, conversar, conversar. Ele quer ficar quieto. Ela quer organizar a casa, pensar no que vão fazer no final de semana mesmo sendo terça-feira. Ela tem paciência para as mais diversas coisas. Ele é prático e prefere ir direto ao ponto, resolver logo o problema. E por aí vai. Ou seja: acredito que ela acaba “cansando” do diferente e procura o igual. Alguém que entenda e queira tudo isso aí em cima. Algumas acham isso em homens. Outras, acabam encantadas com o mesmo sexo. Preferências.

Ah, quer saber por que não acredito no “ela proporciona algo que nós, homens, não conseguimos”? Porque sei que é possível que um homem e uma mulher superem as carícias e os toques e os beijos e tudo o mais que se pode fazer em um momento entre duas mulheres. Depende, claro, do que o parceiro está disposto a dar para “o outro lado da moeda”. Tudo seria uma questão de ele lembrar que sexo é feito por duas pessoas e que as duas pessoas devem sair satisfeitas. E não aproveitar a mulher como se fosse uma boneca inflável.

Penso o seguinte: não é incomum o uso de vibradores no sexo entre mulheres. Logo, elas querem o que podemos dar — o que mata a tese popular acima. E chego a conclusão de que é a parceira que está usando o brinquedinho que faz a diferença. E, neste caso, se você perdeu sua mulher para outra procure melhorar e aperfeiçoar aquilo que você acredita ser ótimo. Pode até ser ótimo e colar com alguma, mas ela, que te deixou, quer — ou quis — algo estupendo. ela pode não ter falado nada, ok, culpa dela também. Mas você não soube perceber que a coisa não estava ótima como você pensava.

Pediu para se incomodar: ele chamou Luciana de Joana no meio do rala e rola

25 de agosto de 2011 43

Foto: sxc.hu

Mortal. Se quando você não tem culpa no cartório a tua mulher já chega cheia de “por quês”, “ondes” e “como”, imagina se você faz o que o Ricardo fez. nem sei se ele tinha amante, ficante, amiga que transa, um casinho de ocasião. O fato é que ele estava no meio do rala e rola, durante o ato, aquele suor, tudo completamente fervendo e chamou a Luciana de Joana!

Luciana, Joana! Joana, Luciana! Luciana, Joana! Se você aí em frente ao computador tentar falar rapidinho, vai ver que é possível tentar uma desculpa, um desdobre. “Não, capaz, te chamei de Luciana. Lu-ci-a-na”. O problema é que a Luciana ouviu Joana e ninguém na face da Terra faria com que entendesse Luciana. Ainda mais com as sílabas separadas como o Ricardo queria dar a entender — de repente foi até fruto da imaginação dela. Quem quer saber, não é mesmo?

A questão é que o Ricardo não ouviu Joana. Sentia a Luciana, queria a Luciana, pensou em falar Luciana. Se disse Joana, bem isso é outra história. Algo que ele tem de resolver com a Luciana. Só que a Luciana foi esperta. Aproveitou. Se esbaldou naquela noite. Fez com Ricardo o que nunca havia feito. Pediu a ele todas as carícias e foi atendida de uma forma única.

Pela manhã, banho e café tomado. Cheirosa. Arrumada. Perfumada. Enfiou um murro tão bem dado em Ricardo que o óculos voou de um canto a outro do quarto. Ele, sem entender nada, visão turva da miopia, só conseguiu enxergar Luciana virando nos calcanhares. Ouviu o balançar da chave do carro, a porta abrindo e a seguinte frase: “Entrega a conta dessa porcaria de óculos para a Joana pagar”.

Até hoje não entende o que aconteceu. E, claro, Joana nem suspeita do motivo que o fez optar por usar lentes de contato.