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Posts do dia 1 setembro 2011

De maneira alguma eu voltaria no tempo para mudar qualquer coisa do meu passado. E você?

01 de setembro de 2011 37

Foto: sxc.hu

E estreou nos cinemas o filme O Homem do Futuro. Tenho certeza de que todos os samba-cancioneiros já estiveram em casa, em um fim de tarde, e pegaram-se pensando na vida, nas coisas que fizeram certas, naquilo que saiu errado, as escolhas e os caminhos que cada um seguiu na vida. As boas e velhas análises: “e se tivesse acontecido isso?” ou “se eu dobrasse à esquerda em vez de à direita?” Por mais que você tenha uma vida boa e não se arrependa de nada, acredito que uma linha do tempo faz com que essas dúvidas — ou ao menos questionamentos — surjam de forma constante.

Se eu questionar minhas experiências com mulheres, por exemplo, daria para dizer que esses estão diretamente ligados ao que eu fiz e deixei de fazer com pequenos casos, quase namoros, algumas ficadas, beijinhos de verão… e por aí vai.

Meninos, infelizmente, são “menos evoluídos” que meninas na adolescência e isso faz com que tenhamos várias desilusões. No Ensino Médio, por exemplo, enquanto as gurias estavam voando baixo, algumas até com a vida sexual plena, ativa e bem experimentada, estava eu lá, quieto, tímido, sonhando com a garota mais bonita da escola e pensando o quão difícil seria chegar perto dela para iniciar qualquer tipo de relacionamento. Medo, claro. Porque hoje eu saberia direitinho o que fazer e como chegar perto dela — mas ainda assim sinto o frio na barriga lá do Ensino Médio.

Mantendo o mesmo tema, mas para o sexo oposto — experiências de relacionamento — duvido que você, mulher, não pense nos erros que cometeu com as más escolhas. Por exemplo: aquele menino que era um canalha e você se deixou levar, fez muita bobagem por causa disso, chorou, errou de novo, mais choro. Mesmo que hoje você ainda se deixe levar, duvido que tua experiência não te diga: “ops, problema” e o freio seja puxado na mesma hora.

Resumindo: de maneira alguma eu voltaria no tempo para impedir qualquer coisa do meu passado — e você?. Não quero ser escritor de auto-ajuda, mas acho que temos intimidade suficiente para isso, então, a dica: não se arrenpenda, não lastime. Apenas viva. Muitos nem sabem o que é isso. E desses, sim, temos de ter pena.