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Infertilidade: ele não pode ter filhos, mas tem dificuldade em aceitar uma possível doação de esperma. E agora?

27 de setembro de 2011 32

Foto: sxc.hu

Um casal de amigos não pode ter filhos. O problema está nele, que tem um número mínimo de espermatozóides e os bichinhos, ainda por cima, são fracos demais para chegarem até o local em que o óvulo seria fecundado. Para piorar, nem mesmo a inseminação artificial é possível. Ou seja: eles terão de adotar uma criança se quiserem fechar o ciclo a que grande parte dos casais projeta desde sempre.

O cunhado, marido da irmã da mulher, para descontrair, brincou e se ofereceu para doar o esperma a fim de que ela possa realizar o sonho de ser mãe do modo, digamos, convencional. E, amigo samba-cancioneiro, para ela é um sonho, sim. E é aqui que nós entramos.

Não sei se sou antiquado ou quadrado demais, mas penso que para o homem a decisão de aceitar algo assim deve ser muito ruim. Não pelo fato sexual ou sentir-se traído, pois é óbvio que não há relação ou ainda traição na jogada. Mas para um casal optar por algo assim tem de estar muito bem-resolvido, ter sangue frio e saber, antes de tudo, que caso algo entre os dois não der certo, a criança não tem a mínima culpa na situação.

Expus essa situação aqui na Redação. Um colega lembrou Machado de Assis e Dom Casmurro — mais uma vez reitero: sei que não há traição e não é disso que estamos falando aqui. O colega lembrou que muito da polêmica da trama estava no fato de Bentinho olhar para o menino e enxergar que ele era muito parecido com Escobar. E lançou a pergunta: se o leitor — em sua imaginação — pensa e afirma que o filho de Capitu não é de Bentinho, imagina na vida real, sabendo que o filho não é teu. Claro, há toda aquela conversa do politicamente correto de que pai é quem cria e tudo mais. Mas e aquele momento de fraqueza do pai — e também da mãe, claro? O diabinho no teu ombro te lembrando do fato e que você não conseguiu dar o que tua mulher sempre sonhou?

Outro ponto levantado por aqui estaria no fato de ele, o filho, saber como foi concebido. Ele iria saber? Os pais contariam para ele? Quando soubesse, como ficaria a cabeça deste guri — que provavelmente seria, no mínimo, um adolescente para saber de algo tão delicado? Respeito, amor, carinho pelo pai que não é o dono do espermatozóide haveria, claro, mas e as complicações psicológicas que poderiam vir?

Antes que certos intelectuais que comentam aqui digam que o banco de esperma é anônimo, que eu deveria me informar antes de escrever e blábláblá, quero dizer que sei de tudo isso. O ponto não é o cunhado ou quem iria doar, mas o sangue frio e a polêmica da decisão do casal em aceitar ou não uma doação anônima de um espermatozóide. Você não vê polêmica nisso e acha que é totalmente possível? Olha, parabéns! Mas apostar R$ 1 milhão na roleta tendo R$ 0,05 centavos no bolso é muito fácil. Lembre-se antes de comentar: a banca paga — e bem — mas também cobra.

Comentários (32)

  • Mauro diz: 27 de setembro de 2011

    A situação posta por esse post me lembrou muito aquele filme “Proposta Indecente”. Claro que as circunstâncias são diferentes: a situação do filme era um caso de prostituição, já a situação descrita no post envolve um sonho, e não dinheiro. Mas assim como no filme, é capaz de o cara, em um primeiro momento, achar que pode viver com aquilo, mas depois vê que a coisa não é bem assim.

    O detalhe implícito é o seguinte: as vezes, para engravidar, são necessárias diversas tentativas. E aí? Quem está disposto a deixar outro cara comer sua mulher “até dar certo”? Ora, francamente.

    Agora, pra deixar a coisa mais cruel (e já posso imaginar a gritaria das feministas e dos libertinos de plantão dizendo que isso é coisa de quem não se garante, é inseguro, não é macho alfa, etc e tal): e se, além do filho, cara dá pra tua mulher um orgasmo como ela nunca teve antes, hein? A humilhação é dupla, pois aí serão DUAS coisas que “você não conseguiu dar” e o outro magrão conseguiu.

    Minha opinião: NEM PENSAR. Ou adota ou se separa, no caso de a mulher fazer questão de ter um filho por meios naturais.

  • Tatá diz: 27 de setembro de 2011

    Ai, Mauro, pelo amor de Deus!!! Já ouviu falar em inseminação artificial??? É óbvio que o outro cara não ia “comer” a mulher…

  • BRUNO F. diz: 27 de setembro de 2011

    A discussão é boa, não sei se teria sangue frio para criar o filho de outro, mesmo já tendo pensado em adotar, caso não tivesse um filho biológico. A adoção pode configurar a falta de oportunidade, enquanto que a inseminação é um problema fisiológico. E tudo acaba levando, caso o vivente não tenha uma cabeça aberta para outras possibilidades (e olha que me considero bem esclarecido), a problemas psicológicos que influenciam a família toda.
    O mais complicado em toda a história é, caso seja feita a inseminação artificial, contar ou não contar ao filho? Deve ser combinado antes de tudo ser feito, entra naquele acordo de como criar o filho, etc.
    Uma vez já pensei em doar para o banco de esperma, mas para ser sincero, não sei qual será minha reação se o “meu filho” me procurasse, depois de 20 anos, por exemplo (sugestão de tema para um próximo post, se já não teve).
    Resumo da história, ou o cara quer muito ser pai e aceita que seja feita a inseminação ou opta por não ter filhos, correndo o risco de perder a esposa e ter uma vida infeliz, pois se não quer um filho, que será seu, também não terá a capacidade de amar uma criança adotada.
    Eu precisaria evoluir um pouco mais, pendendo para aceitar tal situação, com a condição de nunca falar sobre a forma como ele foi concebido/adotado. O filho é meu e pronto e não tem discussão. Pareço meio radical em determinados posicionamentos, mas, na minha opinião, evitam-se transtornos futuros. É só uma possibilidade, tentando me colocar no lugar de quem passa por situação semelhante, nem sei como vai ser o futuro, ainda que tenha dificuldade de aceitar pelos motivos já mencionados.

  • Kelly diz: 27 de setembro de 2011

    Mauro, “pelamordedeus”!! Na inseminação artificial não há contato entre o homem e a mulher. É coletado o esperma por meio de masturbação na clínica de fertilidade, preparado em laboratório e depois os médicos colocam “os bichinhos” no fundo do útero, e de resto é contar com a sorte.
    Ao pessoal do blog, cabe lembrar que a esse casal ainda restaria a alternativa da fertilização in vitro, que basta que o homem tenha um espermatozóide vivo e viável para que seja produzido o embrião a ser gerado. Para quem está ligado nas evoluções científicas recentes, ainda há a super ICSI que consiste em injetar um único espermatozóide dentro de um óvulo, após estudo de viabilidade de embrião, para auxiliar esses casais que passam por problemas de infertilidade.
    Ambos os tratamentos implicam em altos investimentos sem retorno garantido. Mas acho que a satisfação desse cara, em saber que ainda há uma luz no fim do túnel seria impagável.
    Esse realmente deve ser um assunto delicado, e deve mexer muito com os brios masculinos… mas acho que quando se trata da realização de um sonho do casal, tudo vale a pena… é uma questão que eles deveriam trabalhar juntos.
    Mudando de assunto, gostaria de parabenizá-los pelo blog, que apesar de trazer à baila assuntos do universo masculino, nos convidam a repensar a nós mesmos e a própria sociedade!

  • ROBERTA diz: 27 de setembro de 2011

    BEM TEM QUE TER SOMENTE UMA COISINHA “AMOR INCONDICIONAL” ESSA É A PALAVRA E O SENTIMENTO CHAVE E NÃO É FACIL TE-LO, É PRECISO EVOLUÇÃO E NÃO É SO ESPIRITUAL NÃO , MAS CULTURAL. SÓ UM AMOR INCONDICIONAL FAZ UM SER HUMANO ACEITAR CERTAS COISAS POR OUTRO. MAS É FACIL FALAR NÉ. FICO PENSANDO SE FOSSE COMIGO AI NÃO SERIA FACIL NÃO CRIAR UMA CRIANÇA FEITA COM OVULO DE OUTRA MULHER….. AIAIAIA TEM QUE SER ESPECIAL. EU IA PREFERIR ADOTAR MESMO PQ TEM TANTA CRIANÇA A ESPERA DE LAR AMOROSO PORQUE FAZER UMA COM UM METODO TÃO MODERNO E TÃO DIFICIL DE SER ENCARADO.
    BJOS A TODOS BOA SEMANA.

  • Mauro diz: 27 de setembro de 2011

    Tatá e Kelly, “pelamordedeus” digo eu.

    Leiam o texto, logo no primeiro parágrafo:

    “Para piorar, nem mesmo a inseminação artificial é possível. Ou seja: eles terão de adotar uma criança se quiserem fechar o ciclo a que grande parte dos casais projeta desde sempre.”

    Vocês estão comentando um post que nem sequer leram?

  • Gabriel Saviano diz: 27 de setembro de 2011

    A sociedade se desenvolve, as condições de aquisição de cultura se ampliam, hoje temos internet, como um dos meios de poder adquirir novos conhecimentos, mas ainda tem gente tosca…

    Olha vou ser curto e grosso, se o cara não aceita é melhor mesmo que não possa ter filho pois seria um péssimo pai, deixa como está, é fod….. acreditar que ainda existem homens machistas e preconceituosos nos dias atuais, ta não é tanto assim pois ai estão os redskins para provar que a ignorância e a acefalia ainda predomina em muitos seres humanos!!!

    Um homem, ou uma mulher, que fica achando que o filho vai ser do outro tanto não está preparado para uma inseminação quanto para uma adoção, provavelmente seria aquele tipo de pai, faça o que eu digo mas nao o que eu fiz, do tipo de pai que não sabe que um bom exemplo vale mais do que mil conselhos.

    E me perdoe, problemas psicológicos, desde que um pai e uma mãe acompanhem a criação e a educação do filho de perto, sejam naturais e sinceros com ele, isso não é problema nenhum, até pq ele não vai ser o único, mas se acha isso muito complicado, e quer muito ser pai e acha que vai ser pai mas o preconceito é maior, então começa a participar como apoiador em lares adotivos, quem sabe não se apaixone por uma criança e assim resolva adotar, pois existem muitas crianças sem um amor fraterno necessitando disso para ter mais oportunidades na vida. Agora se o problema for só criar “filho do outro” lembre-se PAI É AQUELE QUE CRIA, DA AMOR, CARINHO E EDUCAÇÃO.

  • Rafa diz: 27 de setembro de 2011

    Essa é facil. O casal fica em um quarto tendo relações normalmente. O doador fica em outro cômodo se “estimulando”. Na hora “h”, o casal se separa e o doador entra em contato com a mulher só para ejacular. A mulher estará lubrificada em razão da relação que estava tendo com o seu parceiro. O doador entraria em ação só na hora de ejacular e seria um mero coadjuvante (o homem sabe exatamente a hora que vai ejacular). Simples não? Espero ter ajudado os amigos. Abraço.

  • Ubiratan diz: 27 de setembro de 2011

    Pô…o Mauro já imaginou a mulher dele dando prá outro e gostando.
    Santa ignorância!
    ahahahahah Aí não seria uma inseminação artificial.
    Seria uma inseminação natural. E pelo visto, bem prazeirosa prá mulher.
    Tem cada uma…
    Prá isso virar realidade e se concretizar, seria necessário apenas um ingrediente.
    AMOR.
    Mas as pessoas misturam amor com posse. Aí é difícil.
    O homem que é incapaz ( pelo motivo que seja )de gerar um filho naturalmente, já se se sente mal com a situação.
    Então ele ficará entre a cruz e a espada.
    Sem poder gerar um filho e deixando sua mulher infeliz. Ou..
    Aceitando a realização do sonho da sua mulher em ser mãe.
    As duas opções, para o homem, são ruíns. Pensando exclusivamente na sua felicidade.
    Penso que a mulher também não se sentiria bem com a situação, mas a necessidade da afirmação da condição feminina de ser mãe, é mais forte.
    Eu acredito que isso seja possível, sim.

  • Josi diz: 27 de setembro de 2011

    Eu acho que esse dilema é em grande parte masculino.
    Acredito que é mais fácil uma mulher aceitar usar o óvulo de outra para gerar o seu filho, do que um homem concordar com a doação de esperma.
    Tudo bem que também tem o fato de que embora o óvulo que esteja no útero da mulher não seja dela, a gravidez em si não muda nada.
    Agora, dizer que é “criar o filho de outro” é exagero pois a figura paterna que a criança vai conhecer não é o cara que doou o esperma, como dizem pai é quem cria.
    Acho que deveria ser levado em conta quanto a mulher quer esse filho e quanto o homem ama essa mulher a ponto de passar por cima de um preconceito que ele tem.

    No caso citado no post só acho que não seria uma situação confortável que o doador seja algum conhecido, pois inevitavelmente a criança vai ser parecer com o dono do esperma, ficaria uma situação estranha.

  • Pedro diz: 27 de setembro de 2011

    É, realmente o caso posto em tela é algo muito delicado e pessoal. Depende de vários fatores entre o casal e as famílias dos mesmos.
    Na minha opinião, me pondo na situação, eu como sou jovem, até não sei se não sou passível de passar pela mesma situação, pois não sou pai. Mas se eu tivesse uma pessoa da qual eu gosto, amo de verdade, aquele amor que é capaz de pensar no bem estar da outra pessoa antes de mais nada, eu aceitaria a inseminação artificial. Como no post fala em relação ao cunhado, próximo a família eu acho que seria um pouco mais complicado, tendo em vista que não seria apenas a minha cabeça que teria que moldar a situação, pois como seria esse cunhado vendo a criança e sabendo que a concepção desta saio de seu espermatozóide, de suas características genéticas. Pelo lado do cunhado, eu não sei se seria saudável ver uma criança em uma reunião de família que, geneticamente falando é meu filho. Pelo lado do marido, com a finalidade de realizar um sonho da mulher amada, eu aceitaria e criaria a criança como se filho meu fosse, sem nenhuma distinção. Mas na minha opinião seria mais fácil a doação partir de um banco de esperma onde o pai genético não tem contato. E por fim, quanto a criança, essa sim é a parte mais delicada, não sei opinar direito se deve ou não saber e a qual tempo deve saber. Mas acho que é muito melhor uma verdade exposta do que uma mentira que facilmente pode ser descoberta de maneira a piorar uma situação que já é delicada.

  • kaka diz: 27 de setembro de 2011

    Bom, mais uma vez meus parabéns pelo belo post,acho sim muito complicado tanto para o homem quanto para a mulher,não sei não se gostaria de um óviulo “alheio”….
    e um detalhe muito importante que eu acredito muito,se realmente é para acontecer,acontecerá,se não….
    acredito sim que por algum motivo as pessoas não possam ter filhos seus…
    aos colegas leitores que escreveram barbaridades acima,só reforça como ainda existem pessoas mal informadas…lamento…

  • Kelly diz: 27 de setembro de 2011

    Mauro….tá difícil….

    A inseminação artificial era impossível com o esperma do marido…não com esperma doado….hipótese levantada no texto e, inclusive, aventada por ti no teu comentário…

  • Jô diz: 27 de setembro de 2011

    Não é apenas o filho, o sangue, mas valores.
    Prefiro que o filho seja gerado à partir de outra barriga e adotado. Logo, com esperma e óvulo de outras pessoas.
    Não tem nada a ver com coisas carnais, mas é um pedaço da minha esposa que se junta com o de outra. No fundo haveria um desconforto. É carne dela mas não minha.
    Então que seja o mesmo para ambos.

  • Filipe diz: 27 de setembro de 2011

    Eu não aceitaria. Podem me chamar de quadrado, antiquado, machista, seja o que for. Tenho uma filha de 9 anos de uma gravidez não planejada, fruto de uma relação tumultuada e já tenho dificuldades de fazer o papel de bom pai, apesar de vê-la apenas de 15 em 15 dias. Além disso, atualmente sou casado há 2 anos com uma mulher que tem um filho de 7 anos do antigo casamento e também encontro dificuldades de demonstrar afeto por ele, imagina agora eu nesta situação de ter um outro filho e de um outro pai biológico, mesmo que anônimo!
    Sei que o problema é comigo, não sou o tipo de homem que goste de criança, de ser pai. Minha esposa, graças a Deus não quer ter mais filhos, senão poderia até ser um motivo de separação entre nós. Amo ela demais, por isso, tento conviver o mais harmonicamente possível com o filho dela, mas muitas vezes eu e ela entramos em atrito por causa dele. As vezes eu tento me meter no modo que ela educa ele por não concordar com algumas coisas, já que moramos todos juntos, mas ela acha que sou muito autoritário e pouco tolerante e não permite muito minha intromissão.
    Tenho 47 anos, não escolhi ser pai, foi acidental, mas procuro exercer o papel da melhor forma possível, até porque, com uma filha mulher eu encontro um pouco mais de afinidades. Nos damos bem, mas eu mesmo sinto que não tenho muita paciência em lidar com traquinagens e birras. Graças a Deus ela é uma menina calma, tranquila e obediente. Já meu enteado, é muito carinhoso, mas também é muito avoado, desligado, bagunceiro, e muito, mas muuuuito mimado e manhoso! Não tenho paciência pra lidar com isso!
    Não sei se meu relacionamento vai vingar por causa disso. Minha esperança é que ele cresça logo e saia desta fase infantil difícil. Espero que na adolescência seja mais fácil de lidar com ele. Ele tem o pai dele que vê também de 15 em 15 dias e não tenho mesmo muito que interferir.
    Mas voltando ao assunto do artigo, acho que só mesmo alguém muito bem resolvido e totalmente seguro de si, desapegado destes preconceitos machistas e com alta aptidão paterna é que poderia se sujeitar a uma situãção destas para satisfazer o desejo de ser pai. Eu, infelizmente, não conseguiria…

  • Ismael diz: 27 de setembro de 2011

    Nesse caso, só rezando pra Deus.

  • Klaus diz: 27 de setembro de 2011

    Olha pessoal,
    Acho que muitos não entenderam a “colocação” referente à doação dos espermas.
    Para mim ficou bem claro que o cunhado se propôs a “doar” o esperma do modo convencional, ou seja, levando a mulher do irmão pra cama. A razão de não ser possível a fertilização in-vitro não fica clara, mas é o que está dito no texto. Ou seja, o dilema é: o marido teria de permitir que o irmão comesse a mulher quantas vezes fosse necessário até ela engravidar “naturalmente”.
    Isto não chega a ser um problema se o casal aceitar a situação excepcionalmente. Sexo é sexo, e ponto final. Se o marido for mente aberta a ponto de aceitar isto.. Só acho complicado pelo fato do coito vir por parte do irmão e é obvio que neste caso, é mais fácil da “noticia” se espalhar, porque NÃO EXISTE SEGREDO EM FAMÍLIA. Quem sabe, o casal pensa na situação e resolve ir atrás de um outro “anônimo”, de características físicas semelhantes, mas em local distante. Tipo fazer uma viagem pelo país, onde a mulher escolheria a pessoa de seu interesse, transasse e depois de ter certeza que engravidou, voltasse “grávida”. Se a mulher quer tanto isto, uma moeda de troca seria permitir ao marido, que ele pudesse no mesmo período “brincar” com outra.. A vantagem seria que ele não iria engravidar ninguém….rsrsrsrsr

    Abraços
    Espero ter contribuído com a causa….

    Klaus.

  • Mauro diz: 27 de setembro de 2011

    Kelly, tu tens alguma razão.

    Quando o autor do texto escreveu “nem mesmo a inseminação artificial é possível”, estava implicíto que, o que não seria possível é a inseminação artificial usando o espermatozóide do próprio marido.

    Eu interpretei, equivocadamente, que QUALQUER inseminação artificial seria impossível e que o blog estava “brincando” com esta situação imaginária: a única maneira da mulher engravidar seria por meios “convencionais”.

    Assim sendo, o que eu postei lá em cima é, realmente, bobagem.

    Errei feio.

  • Bira diz: 27 de setembro de 2011

    Josi…claro que o dilema é mais masculino do que feminino.
    A mulher continua tendo a mesma parcela na concepção do filho. Ela continua entrando com o óvulo.
    O marido é que fica de fora.

  • thiago diz: 27 de setembro de 2011

    Aceitar uma inseminaçao artificial é menos pior do que adotar uma criança, pois pelo menos ele estara sendo maduro e dando a oportunidade de a mulher realizar um sonho que todos tem, gerar um bebe em seu ventre.
    é so escolher de algum cara que seja parecido com ele , e outra isso pode ser um segredo entre pai e mae…
    Na minha opiniao pai é quem cria!!!!!!!!

  • Mais1entreTantas diz: 27 de setembro de 2011

    Quantas opiniões ridiculamente machistas !!! Cadas vez fico mais decepcionada com isso. Nenhum lembra o monte de mulheres que aceitam filhos extra-conjugais como se fossem seus. Milhões de mulheres que acolhem os seus, os meus os nossos filhos sem questionar se foi a melhor foda da vida do cara, ou se ela podia ou não procriar. Para Roberta – Amor Incodicional é uma palavra de raros dicionários masculinos…Esse gênero é egoísta demais para se doar sejá para uma criança adotiva, inseminada ou até mesmo para uma mulher. É lamentável isso… Homens como Filipe deveriam ser solteiros convictos e terem feito vasectomia aos 16 anos, para não causarem estragos, porque com certeza tanto a filha como o enteado ficarão adultos marcados pela postura dele. Aliás Sambacancioneiros…outro bom assunto que poderia ser abordado e a tal VASECTOMIA é outra necessidade que mexe com os brios masculinos.
    Bom….pode parecer que meu coments tenha sido meio revoltado….mas acho realmente de última o desdobramento que este assunto se direcionou.

  • Mais1entreTantos diz: 27 de setembro de 2011

    Quantas opiniões ridiculamente feministas !!! BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA…

  • Carlos diz: 27 de setembro de 2011

    Penso que em se tratando de filhos não há meio termo ou cedência. Ou os dois querem, ou não tem. Esse negócio de aceitar ter filho por amor à mulher e furada, da mesma forma que muita mulher engravida para segurar homem. E outra, ou os dois concordam com o método ou não tem filho. O pessoal está esquecendo que quem sofre é a criança (que nada tem haver com o dilema dos pais). No caso da adoção e inseminação, o problema é reduzido – pode apenas um do casal adotar uma criança e pode apenas a mulher engravidar e registrar o filho como somente dela. Se o casal vai continuar sendo um casal após isso é outro problema. Agora com a inseminação, se o marido concordou, não pode eximir-se da responsabilidade depois alegando que não se aceitou/adaptou com o filho.
    No meu caso, quero no futuro ter filhos. Minha namorada já deixou claro que não quer, mas [creio] que com medo de me perder, deixa em aberto a situação dizendo que pode mudar de ideia no futuro… Mas se ela quiser ter só pra me agradar, eu pulo fora.

  • Bira diz: 27 de setembro de 2011

    O que não dá prá aguentar é quando querem levar prá velha guerra dos sexos, todo e qualquer assunto.
    Qualificar o gênero masculino como egoísta, é bobagem.
    Egoísmo não é uma exclusividade masculina.
    Já vi muita mulher egoísta e que não aceita bem os filhos de outro casamento do marido. Não se esforçar para criar uma relação afetuosa com esses filhos e fazer questão de deixar isso bem claro.
    Sou casado pela segunda vez e sei muito bem o que estou dizendo.
    Não é por aí.
    Assim como já vi vários homens aceitarem numa boa conviverem com os filhos que a mulher teve numa relação anterior.
    Pô…isso acontece a rodo!
    Então a generosidade e o amor incondicional não são exclusividades femininas.
    Eu acredito em amor incondicional entre um homem e uma mulher, porém, não tive a sorte de encontrá-lo.
    Mas acredito em amor incondicional entre pais e filhos.

  • Bira diz: 27 de setembro de 2011

    Quanto à vasectomia, não vejo problema nenhum em realizá-la.
    Tu vê que são duas coisas totalmente diferentes.
    O assunto do post, se refere a uma dificuldade em gerar um filho. Ao homem não é dado o direito de escolha. Ele simplesmente não consegue.
    Já a vasectomia é o contrário. O homem opta por não ter mais filhos. Não vejo aonde isso afeta os brios masculinos já que mantém a masculinidade.
    O dia em que eu chegar a conclusão de que não quero mais ter filhos, a vasectomia será bem vinda.
    Só acho que vou carregar essa dúvida até os 90 anos.

  • Sheila P diz: 27 de setembro de 2011

    Kelly… tenho um caso semelhante na minha família e nem os processos mais modernos funcionam porque, além de pouquíssimos espermatozóides estarem vivos, eles ainda são fracos (caso semelhante ao relatado no post). Nessas situações, não se recomendam nem os procedimentos avançados porque a saúde do embrião que será gerado está diretamente ligada a saúde do espermatozóide usado… E olha que minha irmã já bateu muita perna atras disso!!!!

  • Sheila P diz: 27 de setembro de 2011

    Tudo bem que a mulher tenha o sonho de ser mãe… mas ela também não pode ser egoísta a ponto de colocar a vontade dela acima dos sentimentos do marido. Se for assim, então, ao meu ver, não está pronta pra ser mãe. O casal precisa estar mais unido do que nunca para querer encarar a responsabilidade de criar uma criança.

    Os dois serão pai e mãe dessa criança, então ambos devem se sentir bem e seguros quanto à forma como ela foi concebida. Entendo perfeitamente bem que a maioria dos homems não fique “feliz” com a ideia de esperma doado.

    Penso que a melhor saída nesse caso seja a adoção…. Ah, e com a criança ciente, desde cedo, dos caminhos que a levaram até aquela família. Essa história de “só contar quando for maior”, “que não entende quando é criança”, é pura baboseira. Entende sim… é só contar de acordo com o que ela é capaz de compreender, da mesma forma como adaptamos a resposta de perguntas como “como eu fui parar dentro da sua barriga mãe?” quando a criança é filha biológica.

  • Sheila P diz: 27 de setembro de 2011

    Carlos…concordo contigo em gênero, número e grau!

  • Carlos diz: 27 de setembro de 2011

    Tenho mais uma opinião: se a mulher quer realizar o sonho de ser mãe e isso é mais importante do que o relacionamento que tem com o marido, pega o banquinho e parte para outra (a exemplo do outro post hehehe). O problema é que se passar da idade, fica difícil a mulher ter um filho biológico (se faz tanta questão disto).

  • Cátia T. diz: 28 de setembro de 2011

    Notei um monte de blá blá blá…ou isso ou aquilo é da parte dos homens…a mulherada entende ou pelo menos é mais aberta a este tipo de assunto: maternidade.
    PAI com TODA CERTEZA não é o que faz , mas sim o que educa , dá amor e carinho e esta presente quando necessário.
    abçs

  • Lú diz: 28 de setembro de 2011

    Bom pessoal, opinião é igual bunda ..cada um tem a sua! agora, para o bem da criança eu acho que filho tem q ser um acordo entre as partes, um projeto , uma conquista, um sonho realizado… e como estamos falando de OUTRA VIDA há de se pensar muito bem…. pq nao tem como voltar atrás e vai ter q assumir todas as conseqüências desta escolha..;

  • vivi diz: 29 de setembro de 2011

    Olá =]

    Realmente é uma situação muito difícil…

    De acordo com o exemplo citado no texto, do conflito interno que Bentinho carregou a vida toda… esbarra exatamente nesta questão de olhar para a criança e ver que não tem nada seu (os traços, o jeito, etc..). Diferentemente da obra do Machado de Assis, onde Capitu poderia ter traído ou não, quem opta por ter um filho (quando não pode ter) tem que lidar com essa situação e mesmo não tendo traição envolvida, mil sentimentos passam na cabeça…o simples fato descrito no texto (de olhar para a criança e ver outros traços) já gera mil sentimentos confusos..muitos outros aparecerão com o tempo…nas mais diversas situações em que a vida se encarrega de apresentar..
    acho quem pergunta deve ser respondida internamente, para quem não pode ter e opta por adotar, é: Até que ponto eu consigo amar o outro e não pensar somente em mim? ou ainda, ate onde pode ir o amor de um pai por um filho? esbarra na semelhança física? confuso, certamente.

    Mas a partir disso pode ser avaliado o quanto, a pessoa que está nesta situação, tem condições emocionais para lidar com os diversos sentimentos gerados por uma situação complicada como essa…o sonho de ter um filho seu, apenas.

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