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Posts do dia 14 outubro 2011

Você seria capaz de curtir e aceitar um casamento aberto?

14 de outubro de 2011 122

Foto: sxc.hu

Queria ter escrito um post sobre o tema logo que saiu a informação aí nas colunas de fofoca, mas como é um assunto polêmico, gostaria de pensar mais antes de escrever. O gancho para o post vem do tal “casamento aberto” de um tal cantor e uma tal marombada que a turma curte chamar de gostosa. Vocês sabem quem é, não preciso escrever aqui os nomes deles.

Digamos que o casamento aberto é uma prática que eu não entendo. É uma espécie de bundalelê com consentimento, concorda? Hoje você está com sua esposa, amanhã está com a fulana e a beltrana, daqui dois dias está com a esposa de novo. E a esposa sabe que você esteve com a fulana e a beltrana, te aceita de volta e tudo mais. Pior: enquanto você estava com a fulana e a beltrana, ela, a esposa, também pode estar com algum querido por aí, jantando, dançando, transando… Para alguns isso seria a vida perfeita. Para mim, não.

Esse conceito “lavou está novo” não me entra na cabeça. Uma coisa, claro, é você saber que sua mulher transou com 10, 15, 20 caras. Tudo bem, ela curtiu sua vida de solteiro ao extremo — provavelmente como você — e agora está casada, assumiu uma vida a dois e — também provavelmente como você — deve querer a monogamia. Talvez para alguns o verbo dever, aí na outra frase, não seja necessário. Mas acho que se encaixa bem.

Não sou o que chamam de “cara cabeça aberta” ao ponto de pensar que eu estou assistindo a um DVD em casa ou trabalhando no computador ou lendo um livro na cama ou fazendo qualquer coisa sozinho e minha mulher está se esbaldando com alguém em outro lugar. E o que é pior: com o meu consentimento! Alguém, talvez, vá dizer: “amigo, ela pode estar fazendo tudo isso sem teu consentimento”. Ok, pode. Mas, além de não ter meu consentimento, eu não tenho conhecimento disso. E dizem por aí que o que os olhos não veem o coração não sente.

Não sei se a definição moralista é a melhor neste caso. Dizer “isso é errado” ou “casal que faz isso não tem amor” ou “esse mundo está perdido” é muito simplista. Talvez a resposta da charada esteja na simples liberdade que eu tenho de ser monogâmico e que eles têm de querer optar por um casamento aberto. Não sei. Também acho simples demais jogar a culpa na liberdade. A questão é mais complexa. Claro, eu não entendo disso. Me ajudem aí…