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Posts do dia 20 outubro 2011

Fui traído pelo meu melhor amigo

20 de outubro de 2011 218

Foto: sxc.hu

Não costumamos e nem vamos colocar textos de outras pessoas no blog, mas este abaixo chamou-me atenção. Veio por Direct Message no Twitter, em uma página de um blog criado para que o texto chegasse a nós. Pelo que entendi, foi escrito para tocar os samba-cancioneiros. Não sei se é verdade, não conheço a pessoa. Mas se o amigo ou a mulher andarem por aqui, também, estejam preparados para os comentários que virão. Pois acho que serão um tanto que massacrados pelo que percebo nos quase 10 mil comentários que já temos. Leia e tire sua própria conclusão:

“Acompanho o blog desde sua criação, leio praticamente todos os comentários. Resolvi escrever porque as mulheres costumam escrever que homem é tudo igual, que homem não presta, que são cafajestes. Na realidade, sei que elas falam em termos gerais. Mas gostaria apenas de mostrar que uma mulher, uma única mulher, a minha, não soube valorizar a antítese daquilo que as mulheres acreditam ser ruim para a raça humana.

Eu sou (ou era) um homem feliz. Dedicado. Adoro festas. Adoro teatro. Adoro jantares românticos. Faço e levo café na cama. Me dou bem com minha sogra e minhas cunhadas. Nunca flertei na rua, no trabalho, onde quer que seja desde que estou com ela. Me considero um cara normal na cama. Trabalhava feito doido para dar uma vida digna a minha mulher. Até compras em shopping me presto a fazer (hehehehehe). Mas descobri que fui traído. Pelo meu melhor amigo. Ao menos eu acreditava que era meu melhor amigo.

Descobri há duas semanas. Na hora, pensei em me matar. Amo muito minha mulher. Depois, pensei em matar o cara. Mais depois ainda, pensei em matar os dois. Mas, bundão que sou, apenas saí de casa. Ela ficou e deve estar lá, com o outro. Foi fácil descobrir. Como todo mundo escreve aí no blog, a mentira aparece. Um torpedo no celular marcava “uma reunião”, assim, com aspas no texto. Minha mulher chegou tarde. Quando chegou em casa, conversamos como sempre, estávamos falando sobre coisas sem nexo. E perguntei da reunião. “Que reunião?”, ela respondeu. Achei estranho, mas depois ela viu a mancada, desconversou e tudo mais.

Passei a desconfiar de algumas atitudes dela e esse meu amigo sempre presente. Mas não falava nada com ele, homem não gosta de compartilhar essas coisas. Esses tempor encontrei ela por acaso no shopping, no almoço, e estava de cabelo molhado. Perguntei se não tinha ido trabalhar pela manhã e ela desconversou “Ué, não te falei? estão fazendo manutenção nos computadores essa manhã”.

De tanta desculpa esfarrapada, porque não sou tão burro assim, acabei seguindo ela em uma de suas saídas e, para meu espanto, ela desceu do táxi na outra esquina, perto de casa, e entrou no carro deste meu amigo. Fui atrás e vi os dois entrando no motel. No primeiro dia não falei nada, no segundo também não, no terceiro não aguentei mais e escancarei em um almoço, domingo. Convidei ele para ir lá em casa. Ia ter um churras com toda a turma. A turma não veio, lógico. E fiz eles me contarem tudo: tempo de safadezas, onde, quando, porquê. Motivo é o que menos me interessa

O cara transou com minha mulher em meu quarto. Em minha sala. Tomou banho em meu banheiro e secou o corpo com minhas toalhas. Fizeram sexo anal. Eu nunca fiz sexo anal com ela. Transavam duas, três vezes na semana. E eu entendia quando ela dizia que estava cansada. Ouvi tudo, quieto. Imagina, Johnny, como conseguir ficar quieto em uma hora dessas? Mas fiquei. E foi tanta raiva que por isso que disse que queria matar todo mundo. Acho que nunca tive tanto sangue frio na vida. Apenas larguei o material do churrasco, fui até meu quarto, peguei minhas coisas e fui embora. Agora estou em um hotel, escrevendo para vocês.

Não quero ser mártir, nem que me deem uma estátua. Sei que muitos irão tirar onda com minha cara. Outros vão ser solidários. Não estou nem aí. Só escrevi mesmo porque queria desabafar e mostrar para essas mulheres que há homem decente no mundo, sim. E as mulheres, assim como muitos homens, não sabem valorizar.

Abraços. M. R. S”