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Posts do dia 14 novembro 2011

A importância de saber dizer "errei, me perdoa"

14 de novembro de 2011 110

Foto: sxc.hu

Um casal de amigos terminou um relacionamento de oito anos neste final de semana. O cara foi a uma festa na sexta-feira, encheu a cara e acabou ficando com uma morena linda. Obviamente a mulher ficou sabendo pelas “amigas” — sempre elas, não? — que estavam na danceteria. Sábado nem rolou DR: foi pé na porta direto! E pé na bunda, também. Domingo já estava ele com a famosa caixa de pertences no pé da cama do próprio quarto. Lamentava a burrada que fez. Desolado.

Não tenho o costume de me meter nas brigas entre os amigos. Mas gosto muito deste casal. Eles se dão bem, sabe? Combinam, como gostam de dizer por aí. Fui até a casa da guria. Não estava disposto a convencê-la de que deveriam voltar, mas me sentia na obrigação de pedir a ela que repensasse o ocorrido — o término, não a traição.

Sabe o que é o pior de tudo? Ela estava disposta a reconsiderar e tentar passar por cima do deslize do namorado. Nem precisei falar sobre os dois. Ela mesmo saiu falando. Me senti um padre ouvindo confissões. Ela me explicou que eles haviam conversado sobre noivar, casar e tudo mais algumas semanas antes desta sexta. Isso fazia com que ela organizasse os pensamentos com serenidade e pensasse no futuro. Afinal, ele nunca deu motivos para ela desconfiar de qualquer sacanagem. Estava convicta de que foi, mesmo, um deslize.

Porém, entendi tudo e não tive como argumentar quando ela disse a seguinte frase: Só queria que ele dissesse a verdade, mas não. Culpou a bebida. Disse que bebeu demais e não respondeu mais por si mesmo. Não foi homem suficiente para dizer: “errei, me perdoa”. E, juro, se ele tivesse feito isso, estávamos juntos neste momento tentando superar isso. E essa frase não sai de minha cabeça Não foi homem suficiente para dizer: “errei, me perdoa”.

Não me venha com o papo de que estou generalizando, mas homens tendem a ter dificuldade em dizer “errei, me perdoa”. Nós culpamos todos e tudo ao redor e não dizemos “errei, me perdoa”. E é por isso que essa frase não sai de minha cabeça: quantos relacionamentos não devem ter terminado porque não foi dito “errei, me perdoa”? Quantas vezes eu, você, teu amigo mais próximo — ou até nem próximo assim — perdeu a grande chance da vida porque não disse “errei, me perdoa”? Porque esse papo de culpar bebida é a coisa mais idiota que alguém pode fazer na vida, não é mesmo?

Por fim, você vai chegar agora e dizer: “Mas, Johnny, isso aqui não é um blog de homem? Que papo de mulherzinha…” Sim, amigo. É um blog de homem. Mas nem por isso tenho (temos) de continuar enganando a todos (e a nós mesmos) que não temos sentimento e queremos uma boneca inflável em vez de uma companheira do nosso lado. Eu, ao menos, estou tentando de todas as formas descobrir a importância de saber falar “errei, me perdoa”. Para, quem sabe, na hora que eu precisar dizer isso, saia naturalmente. Saia com a certeza de que errei e preciso de perdão.

Posso começar por aqui, talvez. Se não gostou do post de hoje, “errei, me perdoa”.