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Voltaremos em 2012

30 de dezembro de 2011 5

Turma, desculpem a falta de posts. Desculpem a falta de satisfação quanto à falta de posts. Tudo vai voltar ao normal agora em 2012. Estivemos envolvidos com vários projetos aqui na redação de Zero Hora e o tempo foi curto para posts. Os comentários aprovados eram liberados esporadicamente. Vamos voltar em 2012, com certeza. Curtam nosso Facebook e nos sigam no Twitter. Dia 1º de janeiro estamos de volta!

Bom ano-novo a todos. Boas entradas e saídas – se é que me entendem…

UPDATE, 16h: o blog ia morrer, amigos. Não íamos mais postar. É um trabalho enorme, que vocês não têm noção. Por isso não postamos antes se continuaríamos ou não.

O que já te aconteceu durante um orgasmo?

22 de novembro de 2011 178

Foto: sxc.hu

Confesso que não ia repercutir esta notícia. Nem mesmo sei se ela é verdade. Independente disso, surge uma questão interessante a partir da história de uma menina que morreu ao ter um orgasmo ininterrupto de 12 minutos. E o que é mais impressionante: o clímax foi proporcionado por uma amiga — não adianta, amigo: elas sabem onde, quando e como fazer.

O momento de reflexão inicia quando se sabe que mulheres e homens fazem as mais variadas — e por que não dizer divertidas? — poses e caras e bocas. Gritam, gemem alto, prendem a respiração… enfim, tem mulher que até chora quando goza, acredita?

Eu não acredito em um orgasmo de 12 minutos, apesar de haver informações que o sexo tântrico é capaz de proporcionar loucuras. E também não quero saber se você conhece alguém que morreu na cama. Mas vamos aproveitar o assunto para rir e aprender e ensinar e entender o orgasmo? Diz aí nos comentários o que já te aconteceu de diferente durante o orgasmo — de preferência histórias com nexo e verídicas, ok? —, quem sabe descobrimos alguém que já teve 12 minutos de ápice, mesmo…

E os maridos precisariam de um curso para lidar com os amantes de suas mulheres?

16 de novembro de 2011 61

Foto: sxc.hu

Hoje vamos inverter os papéis. Porque fiquei pensando no que li no Donna, a reportagem de que na China há um curso que ensina mulheres a lidar com maridos que têm amantes. E se fosse ensina maridos a lidar com as mulheres que têm amantes? Como os homens lidariam com os ensinamentos? Perdoariam? Jogariam na cara o triste e fatídico passado companheira em cada discussão?

Não me venha com o papo de que quem ama não trai. Queremos debater e não definir. Primeiro, lógico, temos de pensar em uma coisa: mulher também é capaz de trair. Alguns dizem que elas precisam de um motivo (enquanto que um homem precisa apenas de um local). Outros comentam que elas são iguais aos homens: se estiver a fim, vai sacanear. Sim, sacanear, pois você, mulher, vive dizendo que traição é uma baita sacanagem. Logo…

Pois então, samba-cancioneiro? Se você fosse traído, perdoaria? Procuraria o curso para lidar com isso? Por favor, perceba o tom de ironia e o sarcasmo na pergunta. Mas tente, uma vez, mudar de lado e coloque-se no lugar do chamado sexo frágil. A discussão promete render.

Pergunte aos Cuecas: o que fazer quando se está casada e o marido não desperta mais o tesão de antes?

15 de novembro de 2011 43

Foto: sxc.hu

Algo comum que acontece: os homens quando não querem mais aparecem com a desculpinha do trabalho, vão sumindo aos poucos e, se pressionados, aparece o papo de quero ficar solteiro, preciso de um tempo pra mim, acabei de sair de um relacionamento… enfim, todas aqueles desculpinhas default. Por que??

Olha, Dé, nunca apliquei esse golpe do “preciso de um tempo para mim”… Mas acredito que é por um único motivo: ele não quer mais, mas quer cultivar algo bom, quer manter um relacionamento de amizade com você. Quem sabe até amizade-colorida. Se ele disser “deu, chega, não aguento mais você” a coisa muda de figura, não? Você terá certeza de que o problema é com você. Se for a “desculpa default”, a mulher ainda pode pensar “ele está confuso”, quem sabe um dia a gente volte. Lendo parece simples, né? Abração

Olá, meus queridos. Muito se fala, aqui neste blog, sobre levar o parceiro à loucura, certo?! Então por favor, me digam, quais são as táticas infalíveis para levar o meu parceiro loucura?
Juju
Querida, Juju. Eu não conheço seu parceiro, não quero conhecer e muito menos levá-lo à loucura. Sai para lá… Vamos falar por mim, então: para me levar à loucura, não pode ser rápido, tem de ter muita preliminar, não pode ter frescura, tem de gostar de sexo, apertar, morder, beijar MUITO, com MUITA língua, MUITA vontade. Agarrar meu cabelo. Falar que estou agradando, porque sentir que estou agradando é “bem fácil”. Enfim, algumas coisinhas mais, mas que daí ficaria fácil demais para você aplicar com teu(s) parceiro(s). A dica infalível: desencane e aproveite o sexo. Ir à loucura é questão de tempo… Abração

Olá! Há um tempo que venho refletindo e pensando sobre manter uma relação com um travesti. Sou casado e tenho um casal de filhos. Um domingo desses, um tédio total, estava eu lendo cada linha, cada página do jornal e de repente me deparo com os famosos anúncios das garotas, garotos e travestis que são feitos nos jornais. Fiquei curioso e procurei na internet os endereços anunciados. E assim foram uns seis meses nessa procura, despertando o interesse em fazer um programa diferente. Há uns 2 meses atrás marquei e fui matar minha curiosidade. Pergunto a você: você manteria uma relação com um travesti? P.S.: Se não ficou claro para alguns, eu fui ativo e passivo nessa relação com o travesti.
Arthur
Complicado, hein, Arthur? Cara, a curiosidade matou o gato, não é mesmo? No seu caso, acho que você encontrou o que te satisfaz e, querendo ou não, você “saiu do armário”, como gostam de dizer. Se o relacionamento com travesti não lhe sai da cabeça, acho que você tem de conversar com sua esposa, com seus filhos, e jogar limpo. Eu não tenho interesse em travestis e não me relacionaria com um. Mas como você é casado, aconselho duas coisas: primeiro, use camisinha SEMPRE! Lembre que a vida é tua e faz o que bem entender, mas como você mantém relações com sua mulher, a vida dela é dela e você deve ter, no mínimo, um cuidado especial para não contrair possíveis DSTs. A partir do sexo seguro, manda ver. E seja feliz.

Vim para parabenizá-los pelo blog, dizer que sempre que posso dou uma passadinha por aqui e deixo minha opinião. Bom, eu não tenho exatamente uma pergunta, e sim o que seria mais um assunto pra ser debatido entre o pessoal. Tenho 23 anos e me casei aos 20, apesar de estar com esta pessoa desde os meus 19. Ele hoje está com 39, portanto há quatro anos atras estava com 35. Hoje temos um filho, o primeiro de ambos e na época em que o escolhi para ser meu parceiro por talvez toda a vida, fui questionada por amigos, colegas e parentes sobre essa diferença de idade de 16 anos. Quero saber o que o pessoal acha desse lance, da diferença de idade, tanto para o homem quanto para a mulher. Beijão pessoal, valeu.
ana
Ana, querida, escrevemos sobre isso há uns dias atrás. Coincidência, não? Passa lá e dá uma olhada nos comentários da turma e no texto que escrevemos. Se não te ajudar, volta aqui e deixa teu e-mail que mandamos direto para você, ok? Abração

Tenho acompanhado assiduamente e blog e tenho percebido que o pessoal realmente é muito critico e as opiniões são muito variadas. Sou casado há 11 anos, vivaa um casamento um tanto conturbado, aí eu tive a infelicidade de trair minha esposa com uma ex-namorada da qual ela tinha muito ciúmes. Como eu percebi a mancada que dei, fui sincero e um tempo depois contei a ela. Obviamente nosso casamento ficou por um fio. Desde então muita coisa aconteceu, nossa filha nasceu e aparentemente estava tudo bem. Mas há alguns dias minha esposa cruzou com a tal ex na rua. Depois desse dia foi uma briga só. Não quero que a história que construí com minha esposa e filha termine assim.
Casado
Meu amigo Casado. Você foi sincero, claro. Mas deu uma mancada. Ela também foi sincera e disse que tentaria superar. Mas também deu uma mancada. Por quê? Pelo fato de que não conseguiria esquecer o fato e achou que poderia. Mesmo com o casamento por um fio, tiveram um filho. E agora a coisa complica ainda mais, porque não são apenas vocês dois. A criança, que não tem nada a ver com a história, virou vítima. Sugestão: converse de uma vez por todas com sua mulher. Ou vai ou racha, sabe? Diga a ela que é hora da maturidade e de apagar os problemas do passado. Se isso não for possível, pense na melhor maneira de resolver. Pela filha de vocês. Espero que consigam. Abraços.

Oi Samba- cancioneiros, tive um relacionamento de 2 anos e 8 meses. Durante esse tempo, brigamos muito, fui traída, a família dele ficou contra mim e muitas coisas ruins aconteceram… Mas não conseguíamos terminar nunca, estavamos comprando casa e tudo, iríamos casar em 2010 e terminamos em julho de 2009 quando finalmente não tínhamos vontade nem de brigar mais. Mas tivemos recaídas e um dia desses ele começou a me ligar. Mas ele está casado. Nós não nos amamos, mas amamos o sexo um do outro. O que faço? Quero muito encontrar ele mais vezes mas é totalmente contra minha pessoa ter este tipo de relacionamento.
CADÊ MEUS PRINCIPIOS DE BOA MOÇA??
Assim, amiga. Você mesmo já definiu a situação: se é contra teus princípios, pare de encontrá-lo. Sexo, por sexo, você encontra em qualquer lugar. E aposto que outro homem conseguirá te levar à loucura como ele. Basta você deixar tua vida seguir adiante e parar com essas escapadas. É simples, amiga. Só que tem de ter força de vontade. Espero que você consiga.

Estou em um relacionamento que dura cinco anos, moramos juntos há dois. Nosso relacionamento é fantástico, porém, na cama, perdi o tesão há mais ou menos um ano! Ele é carinhoso, se esforça, mas o problema é comigo! Já tentei comprar fantasias e tudo mais que um bom sex shop oferece… ele enlouquece quando tentamos coisas diferentes mas eu não consigo chegar lá. Esse problema não ocorre somente comigo, pois divido esta história com algumas amigas e elas se identificam. Então fica a pergunta: o que nós mulheres devemos fazer para voltar a ter prazer com nossos parceiros?
Priscila M
Você já experimentou conversar com ele sobre isso? Dizer para ele que está com falta de tesão? Priscila M, o principal problema para a satisfação sexual é não se conhecer. E, o que é pior, não compartilhar com quem te dá o prazer. Se você compartilha e discute sobre isso com suas amigas, por que não fazer com ele também? Como você “parece” sempre a fim, talvez ele não tenha se ligado que a coisa está básica ou que não está tudo as mil maravilhas. Imagina se ele compartilha com os amigos “nossa, minha mulher é uma máquina, morre de tesão e blábláblá”. Tudo é questão de conversar, Priscila M. E, quem sabe, fazer coisas diferentes, além do que vocês já fizeram. Espero que vocês consigam se dar bem. Abração.

A importância de saber dizer "errei, me perdoa"

14 de novembro de 2011 110

Foto: sxc.hu

Um casal de amigos terminou um relacionamento de oito anos neste final de semana. O cara foi a uma festa na sexta-feira, encheu a cara e acabou ficando com uma morena linda. Obviamente a mulher ficou sabendo pelas “amigas” — sempre elas, não? — que estavam na danceteria. Sábado nem rolou DR: foi pé na porta direto! E pé na bunda, também. Domingo já estava ele com a famosa caixa de pertences no pé da cama do próprio quarto. Lamentava a burrada que fez. Desolado.

Não tenho o costume de me meter nas brigas entre os amigos. Mas gosto muito deste casal. Eles se dão bem, sabe? Combinam, como gostam de dizer por aí. Fui até a casa da guria. Não estava disposto a convencê-la de que deveriam voltar, mas me sentia na obrigação de pedir a ela que repensasse o ocorrido — o término, não a traição.

Sabe o que é o pior de tudo? Ela estava disposta a reconsiderar e tentar passar por cima do deslize do namorado. Nem precisei falar sobre os dois. Ela mesmo saiu falando. Me senti um padre ouvindo confissões. Ela me explicou que eles haviam conversado sobre noivar, casar e tudo mais algumas semanas antes desta sexta. Isso fazia com que ela organizasse os pensamentos com serenidade e pensasse no futuro. Afinal, ele nunca deu motivos para ela desconfiar de qualquer sacanagem. Estava convicta de que foi, mesmo, um deslize.

Porém, entendi tudo e não tive como argumentar quando ela disse a seguinte frase: Só queria que ele dissesse a verdade, mas não. Culpou a bebida. Disse que bebeu demais e não respondeu mais por si mesmo. Não foi homem suficiente para dizer: “errei, me perdoa”. E, juro, se ele tivesse feito isso, estávamos juntos neste momento tentando superar isso. E essa frase não sai de minha cabeça Não foi homem suficiente para dizer: “errei, me perdoa”.

Não me venha com o papo de que estou generalizando, mas homens tendem a ter dificuldade em dizer “errei, me perdoa”. Nós culpamos todos e tudo ao redor e não dizemos “errei, me perdoa”. E é por isso que essa frase não sai de minha cabeça: quantos relacionamentos não devem ter terminado porque não foi dito “errei, me perdoa”? Quantas vezes eu, você, teu amigo mais próximo — ou até nem próximo assim — perdeu a grande chance da vida porque não disse “errei, me perdoa”? Porque esse papo de culpar bebida é a coisa mais idiota que alguém pode fazer na vida, não é mesmo?

Por fim, você vai chegar agora e dizer: “Mas, Johnny, isso aqui não é um blog de homem? Que papo de mulherzinha…” Sim, amigo. É um blog de homem. Mas nem por isso tenho (temos) de continuar enganando a todos (e a nós mesmos) que não temos sentimento e queremos uma boneca inflável em vez de uma companheira do nosso lado. Eu, ao menos, estou tentando de todas as formas descobrir a importância de saber falar “errei, me perdoa”. Para, quem sabe, na hora que eu precisar dizer isso, saia naturalmente. Saia com a certeza de que errei e preciso de perdão.

Posso começar por aqui, talvez. Se não gostou do post de hoje, “errei, me perdoa”.

A performance sexual é uma preocupação estritamente masculina?

11 de novembro de 2011 68

Foto: sxc.hu

Li por aí que um homem foi preso porque filmou uma transa entre ele e a namorada. O cara, segundo a matéria, tinha interesse em conferir a performance, o quanto mandava ver enquanto satisfazia sua mulher. Queria ver o que e como fazia durante 35 minutos de muito suor, prazer e gemidos. Acho justo. Ele deveria ter perguntado se a moça permitia tal ação, antes. Mas continuo achando justo o cara se preocupar em como é na cama.

Por que acho justo? Porque provavelmente, o britânico (sempre eles, não?) queria saber se estava agradando a namorada. Queria assistir às imagens com as posições e com as caras e bocas, pois algumas pessoas fazem caretas grotescas na hora da transa. Pensava em ver onde coloca a mão, onde não colocava a mão, queria conferir o quanto a mulher gostava de ser beijada no pescoço, na nuca, nas costas… entender com imagens documentadas todas as práticas comuns aos dois.

Agora me diz: o que tem de mau nisso?

Acredito que o homem se preocupa muito mais com a performance sexual do que a mulher. Não que elas transem a esmo ou terminem e pensem nas compras que vão fazer no outro dia — mulher sempre quer fazer compras. Elas transam e relembram como foi e/ou como fui, claro. Mas penso que a neura sobre se eu “matei a pau ou não” é um foco extremamente masculino.

Vamos debater sobre isso hoje? O que lhes parece? A performance sexual é uma preocupação estritamente masculina?

Pesquisa: você faria sexo por obrigação, apenas para satisfazer a seu parceiro?

10 de novembro de 2011 83

Foto: sxc.hu

Após os posts de terça e de quarta, muitas pessoas nos comentários pediram para que fizéssemos nós, aqui no Samba-Canção, uma pesquisa sobre a atividade sexual. É complicado dizer “atividade sexual do gaúcho”, principalmente porque estamos na internet, e na internet não temos Estado, país, continente. Mas sabemos que a maioria das pessoas que passam por aqui são gaúchos, então, tiraremos uma média em cima de nosso bairrismo.

A pergunta do Samba-Canção vem a partir da pesquisa que gerou o post de ontem: os números americanos da organização HealthyWomen afirmam que as mulheres não dão prioridade ao sexo em suas vidas. Recaptulando: elas estão fazendo sexo por obrigação, e não com o propósito de prazer. Sabemos que muitas vezes você (e aqui estou incluindo homens e mulheres) faz coisas para agradar seu parceiro: um sexo oral, um striptease, uma roupinha mais sexy para ele (a) ficar doido (a). Mas, obrigação é dose, não?

Então, o debate de hoje será: você faria sexo por obrigação, apenas para satisfazer a seu parceiro? E vou além: é mais fácil a mulher ou o homem fazer algo “obrigado”? Estou curioso para saber as respostas de vocês. Foi dada a largada.

Por mais que as mulheres sejam ativas sexualmente, ainda têm o recato e o medo de nossas avós

09 de novembro de 2011 55

Foto: sxc.hu

Confesso que achei estranha a pesquisa americana da organização HealthyWomen que afirma que as mulheres não dão prioridade ao sexo em suas vidas. Talvez eu não entenda nada sobre mulheres, talvez enxergue coisas onde não existem. Perceba fatos que um clique em um computador não seja capaz de fazer (se você não clicou no link acima, saiba: a pesquisa foi feita online). Porque as mulheres que eu conheço — e que estão sempre por aqui no Samba-Canção — exalam sexo.

Recaptulando: 51 em 100 mulheres acreditam que se envolver em atividade sexual algumas vezes por semana seja considerado sexualmente saudável. Mas apenas 30 destas 100 se envolvem em atividade sexual neste nível. Até aí, tudo bem. Podem estar se guardando ou selecionando melhor o parceiro, daí não encontram e vão para casa ou apelam para a masturbação ou para algum brinquedinho. Ou vão dormir, mesmo.

Mas pasme: 66 mulheres  em 100 transa uma vez por semana — ou menos. Vamos levar em conta que são mais ou menos 48 semanas no ano (estou usando quatro semanas por mês, ok?), logo, essas mulheres transam 48 vezes (ou menos) no ano. Ou seja: 13% dos 365 dias, meu amigo, de janeiro a dezembro! Loucura!

Claro que vou perguntar a teoria de vocês, mas a minha é a seguinte: por mais que as mulheres sejam ativas sexualmente, gostem de sexo e queiram transar muito, mas muito mesmo, ainda têm o recato e o medo de nossas avós para falar sobre o tema.

Talvez tenham medo da repercussão, do dedo acusador da sociedade e que aponta chamando-as de todos os palavrões esdrúxulos e conceitos para lá de ultrapassados — homem que come todo mundo é garanhão, mulher que dá para todo mundo é uma vagabunda. Estejam mais preocupadas com “o que os outros vão pensar se eu fizer isso” do que com o “hoje você vai me dar prazer para eu nunca mais me esquecer dessa noite”. Enfim, para não ser repetitivo, apenas colocarei aqui o link para o post da segunda-feira.

Agora está com vocês: por que, samba-cancioneiro, a mulher está transando por obrigação, e não por prazer?

Quanto tempo você aguentaria sem sexo?

08 de novembro de 2011 209

Foto: sxc.hu

Li nesta segunda-feira, aqui mesmo no clicRBS, que uma mulher está há 10 anos sem fazer sexo! Dez anos, amigo samba-cancioneiro! Você imagina algo assim?

Alguém já diria “haja masturbação”. Um colega aqui brincou que com a “beleza” da moça, não é de se admirar que fique tanto tempo sem ir para a cama com alguém. Argumento que não aceito muito, pois acredito que qualquer pessoa consegue ter sexo ou fazer sexo a hora que quer, mesmo sendo feia, e ainda mais mulher.

No post que discutimos aqui, ontem, um dos samba-cancioneiros destacou que sua mulher é um tanto retraída quanto à questão sexual. Ele fala de fogo, tesão e coisas do gênero, no caso. Mas sabemos que existem muitas diferenças entre a vontade masculina e a feminina em relação à libido.

Pelo homem, qualquer hora é hora e qualquer momento é momento. É como se o homem tivesse um motor e o combustível fosse sexo. Claro, tirando noitadas espetaculares em que rola uma, duas, três, quatro vezes em um curto espaço de tempo, quase sempre o homem atira uma pedra, vê o lago fazer as ondas e volta para a casa.

Já as mulheres que gostam de sexo — e estas são maravilhas em um mundo cão — preferem que um meteorito caia sobre o mar e surja uma onda devastadora, um tsunami. Não que a quantidade não seja fator importante para elas, mas a maioria se apega a qualidade — fato que muitos homens, realmente, ignoram.

Então, a partir disso, pergunto:  quanto tempo você aguenta — ou aguentaria — sem sexo? É possível ficar anos sem?Vamos à melhor parte do assunto: as opiniões de vocês.

Quatro pontos importantes de serem debatidos sobre o tema sexo

07 de novembro de 2011 106

Foto: sxc.hu

Trabalhei neste sábado e neste domingo. Fiz plantão em dois momentos complicados na redação: jogos da dupla Gre-Nal (por favor, sem cornetas nos comentários, quer cornetear, vai para o Blog do David). Sedento para relaxar e desestressar um pouco, fui tomar uma cervejinha em um bar da cidade e, após encontrar uns amigos, surgiu o tema relacionamento e o Samba-Canção.

“Você tem de escrever sobre isso”, “você tem de levantar essa polêmica aqui”, “esse é um assunto que vai render”… Depois de várias sugestões de pautas, ficou o assunto sexo e tabus. E, juro, as mulheres da mesa me fizeram escrever em um guardanapo os quatro tópicos abaixo. Porém, enquanto iam falando, os homens opinavam. E o debate foi noite a dentro, chegamos às 2h da madruga e hoje eu estou simplesmente quebrado. Mas, antes de dormir, fiz o prometido na despedida com a turma e taí, mais ou menos, o que foi falado.

Mulher fresca: não tem coisa mais chata que mulher fresca e cheia de não-me-toques. Literalmente. Você está a ponto de bala, quer beijar, morder, apertar, lamber… e ela fica segurando tua mão, pegando teu braço na hora de um boa passada de mão nas coxas, no bumbum. Você dá aquela mordidinha de leve, na nuca, embaixo dos ombros, pelas costas, e ela reclama ou mostra desconforto. Você quer beijar os pés dela, lamber suas coxas, apertar… E ela se mostra mais a fim de tirar estes locais do teu alcance do que retribuir. E o que é pior, nem te mostra, então, como ela prefere a coisa toda. Um saco!

Desencane: fale, grite, xingue, diga exatamente o que quer. Não há nada mais sexy para um homem que ouvir que está indo bem, que está bom para caramba, que ele está te levando às nuvens. Diga que quer “ali”, “aqui”, “assim”, “devagarzinho”, “não para”… Cuidado: o limite entre o sexy e o fake é muito, mas muito tênue. Pense: se você quer ser uma garota de filme pornô, pense na performance sexual, não na atuação “ié, ié, iééééé” em que o cara está tomando uma água e a menina já teve, no mínimo, cinco orgasmos…

Toque-se: use suas mãos, mulherada. Toque-se, toque-se, toque-se. Seios, coxas, mãos nos cabelos, dedos na boca, dedos no clitóris. Por que não? “Ai, o que ele vai pensar…” Ah, amiga, dane-se! Não estamos mais na década de 1950. O sexo tem de ser bom para os dois e os dois têm de dar e receber o máximo de prazer. Se ele pensar qualquer coisa errada, pode ter certeza de que para cada um tem cinco que não são assim. Afinal, por que não se ajudar “a chegar lá”? Por que não você dar uma forcinha na hora do orgasmo?

Sexo oral: em nosso egoísmo, quase sempre queremos receber, receber, receber… mas vocês, às vezes por nojo ou sei lá o quê, não querem usufruir do mesmo bem bom. Mulherada, liberte-se: abra mão de preconceitos ou até mesmo conceitos equivocados que ou te ensinaram ou tua vó disse que “era feio”. Entenda: homem gosta de fazer um sexo oral. Homem quer fazer sexo oral em você. E aqui entra a questão lá de cima: desencane! Se estivermos fazendo algo “errado” e não achamos o caminho das pedras, escancare: aqui, meu amigo, aqui! E curta, bastante!

P.S.: paramos a conversa na questão sexo anal. Provavelmente as meninas não se sentiram à vontade para escancarar quem faz e quem não faz ali, no bar, tendo a possibilidade de todos ao redor ouvirem — ainda mais — nosso papo. Eu só digo uma coisa: faça! E depois diga: “não gosto”. Claro, com cuidado e sempre com preservativo, ok? E que venham os comentários e os debates de vocês.