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Posts na categoria "Estereótipos"

Cirurgia de bumbum: a mulherada sofre e os homens agradecem?

03 de novembro de 2011 37

Foto: sxc.hu

Lembra aquele post das cirurgias estéticas? Olha que loucura: recebi um relise por e-mail falando sobre uma tal de cirurgia bumbum como “a sensação do Verão”. Prótese de silicone entre os músculos da nádega. Como já disse que prefiro o natural, de novo fica aquela coisa: faz quem pode, valoriza quem quer e aproveita quem precisa.

Mas pelo texto, descobri que uma cirurgia dessas custa entre R$ 5 mil e R$ 10 mil. Que é preciso ficar de quatro a cinco dias com a busanfa para cima e usar uma tal de cinta por até um mês. Outra coisa: o resultado da operação a pessoa só poderá ver, concretamente, após seis meses da cirurgia. Há ainda todo o processo de adaptação, pois no começo será estranho sentar com tamanha diferença. Mas, o alívio: não há perigo de o silicone estourar, mas fica proibido daqui para frente injeção no bumbum.

Samba-cancioneiro, vamos falar sério: você acredita que a pessoa aí da foto acima fez alguma cirurgia? Meninas, vale a pena passar por tudo isso? E a pergunta que não quer calar: se o resultado só será visto após seis meses, como a cirurgia é a nova “moda do Verão”? Futilidades, futilidades…. Tem de rir.

Sobre as mulheres que têm queda por cirurgias estéticas

27 de outubro de 2011 60

Foto: sxc.hu

Pode me chamar de mentiroso ou o que quer que você pense após ler esse texto, mas nunca tive queda por cirurgias estéticas. Mulheres que tenham colocado silicone, usado botox, tirado costelas para afinar a cintura, puxado um ou outro pezinho de galinha, feito lipoaspiração… Há quem não goste de seu corpo, quer dar uma melhoradinha e apela para a faca, não tem problema algum, respeito. Mas eu, particularmente, não incentivaria minha companheira a aderir a nenhuma destas práticas.

Prefiro mulheres originais, não moldadas. Academia pode resolver diversos problemas estéticos. Claro, requer tempo, algum dinheiro e muita dedicação. Mas, a não ser que a moça seja muito, mas muito insatisfeita com os resultados, as coisas não sejam resolvidas. Qualquer esteirinha, 30 minutos, por uns dois ou três meses já dão outro tipo de silhueta para uma mulher. Mesmo aquelas que estão muito acima do peso.

Aqui na redação havia uma moça muito bonita. Corpo e rosto. Um tremendo avião. Vou chamá-la de Dona Lili. A redação parava quando Dona Lili entrava no recinto. Acredito que muitas das correções de demos no jornal tenham sido ocasionadas pelos pouco mais de 30 passos que ela dava dia após dia — isso é uma brincadeira, claro.

Dona Lili certa vez acabou com os problemas das mulheres da redação com uma única frase. No bar, todas sempre pedem salada de fruta, um mamão ou melão em cubos, algo light, que não vá interferir no peso. Uma barra de cereal, talvez. Refrigerante, nem pensar. Em um almoço, as meninas preocupadas como iriam fazer para encarar o Verão — coisa normal de mulher, sabe? — Dona Lili chega no balcão e tasca a frase que ecoa por nossos corredores até hoje:

— Me dá uma pizza calabresa!

Dona Lili é como eu. Gosta da mulher original, de fábrica. Não sei como mantém o corpo perfeito daqueles. Ela não trabalha mais aqui e eu, certamente, não descobrirei sua tática. Mas uma coisa é certa: as pizzas calabresa nunca mais foram as mesmas.

E se a mulher se parecer com "a megera da tua sogra"?

27 de setembro de 2011 37

Foto: sxc.hu

Um colega de redação chegou com a cara fechada esses tempos. Havia brigado com a mulher por algo muito, mas muito idiota. A definição foi dele, que obviamente não quis revelar qual era esse “algo muito idiota”. Só lascou a seguinte frase:

— Quer saber como tua mulher será no futuro, olha para a megera da tua sogra.

Eu achei a frase forte demais, mas será que é isso mesmo?

Quando uma prótese de silicone faz bem às mulheres — e não apenas aos homens

26 de setembro de 2011 0

Foto: sxc.hu

Encontrei uma amiga de tempos na semana passada. Ela é magrinha, em torno de 1,70 de altura, loira, cabelos lisos. Mas não, não tem muito — ou nada — a oferecer esteticamente. Não quero dizer que ela é feia, ok? Até porque é muito minha amiga e a amizade é capaz de fazer a pessoa ficar bonita — e isso até pode ser um outro post.

Acontece que a menina resolveu, lá pelos 19 anos, colocar um implante de silicone nos seios. Talvez por ver todas as outras meninas com peitos e ela, murchinha e fora do padrão convencional de beleza, penar demais para conseguir um namorado ou um ficante ou um rolo. Coisas da adolescência. Fazer o quê?

Notei a mudança, obviamente, na primeira olhadela. Estava na correria, indo para um curso, passei por ela e não fosse o silicone me dar um “oi” não teria reparado na menina. Veja como são as coisas: uma grande amiga da época da escola passa por mim na rua e eu não a noto. Observo, primeiro, o silicone. Porque homem sabe quando uma mulher tem silicone nos seios. Ah, sabe.

Para minha surpresa, ela me deu “oi” também e, como temos uma certa intimidade, perguntou de primeira: “Então, o que achou?”, balançando os ombros para dar destaque aos peitões. “Trezentosesetentaecincoêmeéles”. Eu ri, disse que ela estava diferente. Nem deu tempo de perguntar outras coisas — realmente estava na correria — ela ainda disse “Que bom te ver”, deu um sorriso e foi embora, caminhando rápido, serelepe. Talvez também estava na corrida.

Foi então que percebi uma coisa nessa minha amiga: a felicidade. Na escola, ela era quietinha, quase sempre cabisbaixa. Quando ria das piadas da turma fazia baixinho, aquele riso que costumamos dizer que é para dentro, sabe? Será que tem a ver com o silicone? Porque uma outra conhecida, amiga da minha mulher, igualmente com poucos seios, destacou a felicidade como o motivo para colocar um implante de iguais 375ml no corpo. Sabe como é, mania de repórter perguntar tudo: “Mas me diz, além do óbvio, por que tu quer colocar silicone?”. Ela, de bate-pronto: “Porque eu quero ser feliz, oras”.

A questão, acho, não está no silicone. Mas sim em a mulher se sentir bem com ela mesma. Sentir-se desejada, sexy, gostosa. Ser reparada na rua — como minha conhecida, aí de cima. Essa amiga da minha mulher, por exemplo, só coloca blusas com decotes que valorizam os quase R$ 7 mil que pagou pela prótese. Outra coisa que reparei, neste caso: o namorado desta menina também está mais feliz. E o cara tem fama de ser o ranzinza da turma. Imagina. As gurias estão até achando ele “legal”.

Acho importante destacar: duas cirurgias estéticas que não vejo problema algum são nariz e seios. Não acho legal as moças que tiram costelas para afinar cintura, lipoaspiração, botox, silicone nas nádegas… e por aí vai. Meninas, não vou ser hipócrita e dizer que não ficamos “babando” por mulheres bem definidas, seja por cirurgia ou não. Mas cuidado, às vezes pode ficar demais — como a menina da foto abaixo, a tal da Valesca Popozuda. Não vale tudo para ficar gostosona, viu?

Foto: Drica Donato, divulgação, R2

Vera, a prima mais levada das estações

23 de setembro de 2011 30

Foto: sxc.hu

De todas as minhas primas, a Vera é a mais safada. Recebeu esse nome porque nasceu no dia 23 de setembro. Dia das flores, dizia minha tia. Prima Vera cresceu em meio aos primos boêmios, saía para a balada sem medo algum desde os 13, 14 anos. Como via os meninos passando o rodo na mulherada, sempre pensou: “Ora, por quê não posso fazer o mesmo?” Eram dois, três, quatro… seu recorde foi oito em uma noite. Quando só beijava na boca, claro. Depois que aprendeu outros tipos de curtição, passou a selecionar mais e nunca passou de dois.

Bem, não vou ficar aqui falando e falando de minha prima — até porque dá uma saudade da nossa época de adolescentes. Mas o debate que quero propor é que mulheres deprimidas, sem vontade de viver bem, de curtir a vida, de amar sem pudor. Mulheres que se deixam levar pelo que uma sociedade machista define como recato. Mulheres que se preocupam com o que os homens vão pensar, que não transam na primeira vez. E tantas outras definições bestas lá da época das cavernas. Estas mulheres não tiveram primos como a prima Vera teve.

Porque a prima Vera mostra as pernas quando veste uma saia sem parecer vulgar. A prima Vera conversa com os homens à noite, em uma balada, com o olhar fixo, no fundo do olho, deixando o vivente completamente atordoado, sem parecer uma prostituta oferecendo-se em alguma avenida da Capital.

A prima Vera não fica bêbada pelos bares, não sai gritando pela rua falando palavras sem sentido, carregada pelos ombros por alguma amiga. A prima Vera sabe beber, sabe até onde pode ir. A prima Vera sai para a noite para caçar, claro que sai. Mas a prima Vera seleciona seu alimento. Busca sempre um mamute e não um porco do mato. Com isso, a prima Vera não se lastima da comida que tem à mesa. Ela saboreia seu banquete como ninguém.

A prima Vera é bem-sucedida no trabalho. Está sempre sorrindo, mas a prima Vera sorri com gosto e de verdade, não porque tem de agradar alguém que está a seu lado ou manter uma vida de aparências. Resumindo: a prima Vera é muito feliz. Mas a mulherada, amiga da prima Vera, gosta de chamá-la de bem-resolvida. Ela ri. Prima Vera não gosta de rótulos bobos.

E quando o homem decide se casar virgem?

08 de agosto de 2011 41

Foto: sxc.hu

Sempre falamos aqui da mulher para casar, da mulher para ficar, da mulher para uma noite e nada mais. Mas neste final de semana lembrei de um fato curioso e, por incrível que pareça, não é isolado: conheço dois homens que casaram e perderam a virgindade apenas na noite de núpcias. Acredito que você não vai acreditar nisso, mas é a mais pura verdade. O que interessa isso? Para minha vida, nada. Cada um faz o que bem entende de sua vida, vivo dizendo isso por aqui. A questão está no lado inverso do tema: a ridicularização dos dois e a dificuldade de as mulheres (não as noivas, as mulheres em geral) entenderem a opção deles.

Nos dois casos, o que prevalecia era a fé e a religião a qual os dois seguiam. E apenas essas duas seriam razões interessantes para se analisar e, assim, entender. Mesmo quem não segue doutrina alguma pode racionalizar sobre o tema e chegar às conclusões sobre o assunto. Mas, enfim, não é sobre isso que vim escrever.

Pois as mulheres reclamam que, nós, homens, rotulamos a ética e a postura feminina em dois caminhos: as que são para casar e as que não são. Na realidade, estou reduzindo todas as qualidades e defeitos do sexo oposto em duas nomenclaturas para não falar de mulheres castas, sem-vergonhas, puras, safadas… e por aí vai. O ponto da polêmica: as mulheres achavam bonitinha a atitude dos dois virgens mas, depois de um tempo, balançavam a cabeça negativamente, com ar de reprovação. Tanto aquelas que sabíamos que levam uma vida sexual para lá de ativa quanto as que selecionam mais o parceiro. Os dois tipos que mencionei na frase anterior debatiam em alto e bom som que seria um problema para a relação do casal o fato de o homem não ser um garanhão, de não ter conhecido várias mulheres, de não saber fazer o caminho “Porto Alegre-Gramado-Canela-Porto Alegre” sem precisar de um mapa ou consultar informações da Polícia Rodoviária.

O que me perguntava — e continuo sem resposta — é: não deveriam elas, as mulheres, não rotular os homens neste sentido pelo simples fato de elas não gostarem de serem rotuladas? Afinal, que mulher não gostaria de ter um homem exclusivo? Não deveriam gostar de ter um cara que você sabe que é apenas teu, puro e sem nenhuma memória para, inclusive, comparar X, Y e você? Um homem virgem, creio eu, poderia ser um sinônimo de “mulher para casar”, uma equivalência masculina para as virtudes que os homens veneram em uma mulher a ponto de subir ao altar com ela. Hoje, os dois homens que conheço são muito bem casados. Suas mulheres são felizes. Percebe-se que são e estão satisfeitas ao lados dos dois virgens e poderia apostar que são dois casais mais felizes que muitos dos que criticaram — e ainda criticam — a opção dos dois.

Em ambos os lados há manias, rótulos. Não adianta, samba-cancioneiro: a teoria é sempre muito fácil e a prática… ora, a prática que se dane.

As mulheres se fazem de puritanas, mas de santas não têm nada. Vamos ficar brabos com isso?

05 de agosto de 2011 28

Foto: sxc.hu

Passei a semana toda ouvindo a seguinte frase: “as mulheres se fazem de santinhas, mas de santas não têm nada”. Até aqui no blog essa expressão costuma rondar. Não estou querendo dizer que me impressiono com isso, claro que não. Em inúmeros lugares percebe-se claramente que a mulherada está para curtir tão quanto os homens. É a menina que chega no cara na balada. A tua colega de trabalho que usa um vestidinho ou um decote que te chama mais atenção do que os negativos da contabilidade. A mulher que te seca quando passa por ti na rua, para no sinal do trânsito, em um passeio no shopping. Enfim. Inúmeras situações.

Mas, e nós, homens, vamos ficar brabos com isso? Vamos pensar que o melhor seria que elas continuassem nos servindo em casa, cuidando dos filhos, esperando que voltássemos do trabalho com a comidinha pronta? A ideia seria termos, para sempre, uma escrava ou uma serviçal? Acho que todo homem concorda que, na dose certa, essa liberação, essa falta de santidade, é muito benéfica. E nem digo em termos de curtição. Vou pegar o outro lado da moeda, o casamento. Duvido que um homem não prefira que sua mulher goste de aventuras (com ele, claro). Que procure — e queira — as mais diferentes coisas para fazer em termos de lazer, entretenimento. Qual homem não gosta de exibir sua mulher. Mostrar para todo mundo o quão linda, inteligente, culta, eloquente é a belezura que está do seu lado. E aqui a belezura pode ser gorda, magra, alta, baixa… Não importa: é a sua belezura. E isso que importa. Ah, e ainda: além de tudo isso, também ter sua comidinha pronta quando chegar em casa. Mas porque ela quer fazer, não por obrigação.

Na medida certa, essa falta de santidade feminina é benéfica para o homem. O que sinto é que muitas vezes não sabemos usar esse detalhe a nosso favor. Preferimos ser preconceituosos e chamá-las de todos os adjetivos baixos possíveis e que se encaixem no sinônimo de prostitutas. Mas, por quê, samba-cancioneiro? Você conseguiu ter três mulheres na noite passada. Por que ela não pode ter quatro? Você é o garanhão. Ela é… bem, nós sabemos o que ela é.

Mesmo que digam que este texto foi feito por uma mulher, percebo que muitos samba-cancioneiros já aprenderam que não adianta continuarmos nesta eterna guerra do sexo. Assim como já percebi, também, que algumas das mulheres que comentam confundem liberdade com libertinagem. Se todos, homens e mulheres, soubessem entender o que significa liberdade, não precisaria haver libertinagem. E garanto que todos ganhariam ainda mais. Seja em relacionamentos sérios e fixos ou, principalmente, no que mais gostamos: sexo.

Fica a dica, samba-cancioneiro: as mulheres estão reclamando das abordagens masculinas

04 de agosto de 2011 86

Foto: sxc.hu

Essa eu ouvi pouco depois do meio-dia, enquanto almoçava. Três mulheres, que aparentavam não menos de 30 anos e não mais que 35, saboreavam a sobremesa na mesa ao lado, saciadas após um bom almoço em um bom restaurante do Moinhos de Vento. Me interessei pela conversa delas quando percebi que falavam da última balada em que haviam ido. Provavelmente a do final de semana. Pelo nível das três, acredito que não era qualquer festa em qualquer casa noturna. Falavam assim:

“Eu esperava bem mais do fulano. Ficamos meia hora nos olhando, nos curtindo, na hora em que veio falar comigo…” falou isso e fez aquela cara de decepção, sabe?

Pelo que entendi, a outra das três já tinha ido conversar com o amigo desse primeiro.

“Mas tu também? O meu só sabia falar das viagens que já tinha feito e os países que já tinha conhecido. Depois que ele praticamente me levou para uma volta ao mundo, tentou me beijar, achando que é assim, fácil” e riram, samba-cancioneiro. Riram alto.

Quando ouvi a risada, pensei neste post. Eu não vou generalizar e dizer que todas as mulheres estão achando as investidas masculinas uma droga. Da mesma forma, não penso que todos os homens chegam nas mulheres com esse papinho furado. Algo como um cara passar de carro por uma mulher bonita na rua, buzinar e ela passar a acreditar que ele é o amor da vida dela. Tudo bem, deve ser ótimo para o ego dela saber que está bem fisicamente a ponto de ganhar um buzinaço. Agora: isso deveria ser um elogio? Acho que não, não é mesmo? Se fosse assim, bastaria uma mulher passar do seu lado e você dizer “ô, gostosa” e praticamente ela seria a mãe de seus filhos… Às vezes parecemos homens das cavernas, temos de admitir.

Mas voltando às meninas do almoço: você percebeu, samba-cancioneiro, que por causa desses dois nós, homens bons e que sabemos conversar, estamos fadados a um estereótipo medonho? Elas, talvez, na próxima festa, verão um cara se aproximando e começarão a orar cinco Ave-Marias, oito Pai Nossos, vão pensar no Antônio e todos os outros santos a que são devotas pedindo “por favor, converse bem, seja uma pessoa legal, não seja um imbecil… por favor, meu santinho, só desta vez”. Estou exagerando, claro! Até porque elas poderiam estar fazendo aquela pose de intelectuais e, na verdade, elas que não conseguiram despertar um papo mais cabeça (acho que depois dessa eu vou apanhar aqui).

O que sempre digo nestes casos é: quer arrumar namorado, não vai pra festinha. Não fica esperando teu príncipe encantado em meio às luzes, o neon, o tunti-tunti-tunti. Na balada todos querem curtir, podem inventar quem são, onde foram, onde moram, onde moraram. Mesmo que role uma conversa antes, não dá para levar tão a sério assim um bate-papo na noite. Todos querem impressionar: sejam homens, sejam mulheres. Talvez devido a esse mundo de aparências em que vivemos. Aposto que em um almoço, em um passeio pela Redenção, em um cinema… as coisas seriam bem diferentes. Quase disse para as meninas darem mais uma chance aos rapazes. Falaria apenas uma frase “cabeça”: na noite, todos os gatos são pardos, meninas? Elas não queriam um papo “inteligente”?

Aos que acreditam que não precisam mais investir na relação

01 de agosto de 2011 58

Foto: sxc.hu

Post sugerido por @_mauriane

Desde pequeno ouço minha mãe dizendo: “Homem que é homem conquista a mesma mulher dia após dia. Não várias a cada dia que passa.” Não vamos entrar no mérito do “está certo” ou “está errado”. Mas vamos pensar que há sentido na frase. Principalmente se levarmos em conta que é exatamente isso que ocorre quando se está muito tempo com alguém. Como citei minha mãe, se não citar meu pai dá problema em casa: “Se não atende bem, abre chance para a concorrência”, dizia ele. Frase machista, eu sei. Mas considere que ele não está mais entre nós antes de xingá-lo. Que Deus o tenha.

A verdade é que existe uma seta, uma balança, uma medida que faz o casal chegar cada vez mais perto do que chamam de rotina. O lado de lá pesa, pesa, pesa. E a medida do lado de cá não compensa para igualar os pratos para que tudo volte ao normal. Se pensarmos melhor essa rotina também pode ser chamada de comodismo. O comodismo se junta à falta de coragem de e para tomar-se atitudes e vai-se ficando, ficando, ficando. Mas isso é assunto para outro post.

É um tanto impressionante que você tenha investido tanto — ok, às vezes nem tanto — para ter uma pessoa do seu lado e, aos poucos, passe a não mostrar mais interesse na relação. É um piloto automático para tudo: acordar, tomar café, almoçar, jantar, dormir. No meio de tudo isso você trabalha, se cansa, volta para casa e quer dormir. Você a ouve como se ouvisse seu colega de trabalho chato que você não aguenta mais. Qualquer assunto é motivo para uma briga ou uma discussão desnecessária. Abraços e beijos são cada vez mais inconstantes e raros. Você não a surpreende mais. Não manda mais flores sem haver uma data especial. Nunca mandou flores? Elas gostam, viu?

Eu sei, samba-cancioneiro. O corre-corre do dia a dia faz com que isso tudo aconteça. Mas faça a mea culpa e deixe de usá-lo como desculpa. Por que você tem tempo para satisfazer seus caprichos e não sobra mais uns minutinhos que sejam para um carinho, uma jantinha, um vinhozinho? Onde está aquela pessoa que movia montanhas para satisfazer os caprichos da pessoa amada? Será que o problema é realmente ele (a)? Perguntas aqui seriam milhares. Mas estas já te fazem pensar…

Se isso tudo acima não te faz (re)pensar teu relacionamento, acredito que é hora de sentar com seu (sua) amada e (re)definir as prioridades da vida a dois. O amor acabou? Então vale mais a pena você deixar seu relacionamento de lado e buscar outro mundo para você. Não prenda-se ao “pelo menos”. Ele não vai durar 30 anos. Lembre-se dos ensinamentos de mamãe: “Homem mesmo conquista a mulher dia após dia.” Para alguns, talvez, ela não tenha razão. O problema será vivenciar a sabedoria do papai.

Mulheres adoram mostrar que são "seres superiores". Por isso, se dão mal

21 de julho de 2011 190

Foto: sxc.hu

Me espanta como mulheres e homens perdem-se em seus relacionamentos pela mais pura soberba. Há um casal que conheço que está tendo problemas básicos da vida a dois. Viveram alguns 10 anos juntos, tem liberdade para fazer de tudo sozinhos (e isto não inclui promiscuidades e traição, ok?), são inteligentes e bem-sucedidos.

Mas estão tendo problemas básicos da vida a dois: acham que estão sufocados. Que são, na verdade, diferentes. Precisam de uma certa liberdade que a vida a dois não lhes proporciona — eu entendo isso como “querem transar com outras pessoas”, me desculpe. Argumentam que têm planos diferentes para o futuro. Sabe aqueles problemas básicos da vida a dois? Então, eles estão sofrendo destes problemas.

Acontece que depois de um mês e meio morando sozinhos novamente — ela resolveu voltar para a casa dos pais por um tempo —, ele não para de ligar. Todo dia. Quer saber o que ela fez ou está fazendo. Diz que sente saudade. Convida para jantar, ir ao teatro, cinema, uma caminhada na Redenção (eles adoravam fazer isso). Quando ele liga, vejo no olho dela que há amor. E vejo, ainda mais, que ela quer aceitar o convite para jantar, para ir ao teatro, cinema ou a simples caminhada na Redenção.

Mas por quê ela não faz isso? Porque assim como os homens têm a mania estúpida de contar vantagens sobre as mulheres que transam, as mulheres adoram mostrar às amigas que são “seres superiores”. Duas vezes já vi ela desligar o telefone e chamar a colega do lado e dizer, com peito estufado: “Fulana, ele ligou de novo”. As duas soltam uma risada forte e alta e voltam para o trabalho. A questão não está nestas duas vezes, mas nas outras cinco ou seis em que ela disse “estou dando um gelo nele, quando voltarmos, vai dar muito mais valor ao que tinha em casa”.

Veja bem: até onde sei — e acredito fielmente nisso — não houve traição de ambas as partes. Enquanto separados, ela não se envolveu com outra pessoa. Ele não sei. Também suponho que não, pois se tivesse, não ligaria todo o dia para a “ex”. Percebe que quando o cara não liga é um canalha, deve estar transando com meia cidade, ela pega um pote de sorvete e senta no sofá para chorar e engordar (estou sendo irônico, amigos, não custa explicar). Quando o cara liga, ela nega qualquer convite para “dar um gelo” nele. Ah, que superioridade. Daqui a pouco, ele encontra um “forno” na rua e o calor da máquina derrete o gelo — e vai tudo por água abaixo.

Soberba. Devido à soberba, esta mulher pode estar perdendo o amor de sua vida. Para quê? Para ter a maldita boca cheia e falar que é uma “mulher moderna”, que “pode tudo”, que ele está “mansinho”. Esses adjetivos bestas que as mulheres teimam em achar que, quando proferidos, são virtudes para a feminilidade mundial. Olha, eu respeito perfeitamente as conquistas femininas. São sensacionais. Mas acredito que o Dia Internacional da Mulher não foi criado a partir disso e para isso.

Depois se comenta que a vida a dois é complicada. Na realidade, a vida a um é. Principalmente quando um dos dois acredita que o um vale mais que o dois. Pena.