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Posts na categoria "Pensata"

E os maridos precisariam de um curso para lidar com os amantes de suas mulheres?

16 de novembro de 2011 61

Foto: sxc.hu

Hoje vamos inverter os papéis. Porque fiquei pensando no que li no Donna, a reportagem de que na China há um curso que ensina mulheres a lidar com maridos que têm amantes. E se fosse ensina maridos a lidar com as mulheres que têm amantes? Como os homens lidariam com os ensinamentos? Perdoariam? Jogariam na cara o triste e fatídico passado companheira em cada discussão?

Não me venha com o papo de que quem ama não trai. Queremos debater e não definir. Primeiro, lógico, temos de pensar em uma coisa: mulher também é capaz de trair. Alguns dizem que elas precisam de um motivo (enquanto que um homem precisa apenas de um local). Outros comentam que elas são iguais aos homens: se estiver a fim, vai sacanear. Sim, sacanear, pois você, mulher, vive dizendo que traição é uma baita sacanagem. Logo…

Pois então, samba-cancioneiro? Se você fosse traído, perdoaria? Procuraria o curso para lidar com isso? Por favor, perceba o tom de ironia e o sarcasmo na pergunta. Mas tente, uma vez, mudar de lado e coloque-se no lugar do chamado sexo frágil. A discussão promete render.

A importância de saber dizer "errei, me perdoa"

14 de novembro de 2011 110

Foto: sxc.hu

Um casal de amigos terminou um relacionamento de oito anos neste final de semana. O cara foi a uma festa na sexta-feira, encheu a cara e acabou ficando com uma morena linda. Obviamente a mulher ficou sabendo pelas “amigas” — sempre elas, não? — que estavam na danceteria. Sábado nem rolou DR: foi pé na porta direto! E pé na bunda, também. Domingo já estava ele com a famosa caixa de pertences no pé da cama do próprio quarto. Lamentava a burrada que fez. Desolado.

Não tenho o costume de me meter nas brigas entre os amigos. Mas gosto muito deste casal. Eles se dão bem, sabe? Combinam, como gostam de dizer por aí. Fui até a casa da guria. Não estava disposto a convencê-la de que deveriam voltar, mas me sentia na obrigação de pedir a ela que repensasse o ocorrido — o término, não a traição.

Sabe o que é o pior de tudo? Ela estava disposta a reconsiderar e tentar passar por cima do deslize do namorado. Nem precisei falar sobre os dois. Ela mesmo saiu falando. Me senti um padre ouvindo confissões. Ela me explicou que eles haviam conversado sobre noivar, casar e tudo mais algumas semanas antes desta sexta. Isso fazia com que ela organizasse os pensamentos com serenidade e pensasse no futuro. Afinal, ele nunca deu motivos para ela desconfiar de qualquer sacanagem. Estava convicta de que foi, mesmo, um deslize.

Porém, entendi tudo e não tive como argumentar quando ela disse a seguinte frase: Só queria que ele dissesse a verdade, mas não. Culpou a bebida. Disse que bebeu demais e não respondeu mais por si mesmo. Não foi homem suficiente para dizer: “errei, me perdoa”. E, juro, se ele tivesse feito isso, estávamos juntos neste momento tentando superar isso. E essa frase não sai de minha cabeça Não foi homem suficiente para dizer: “errei, me perdoa”.

Não me venha com o papo de que estou generalizando, mas homens tendem a ter dificuldade em dizer “errei, me perdoa”. Nós culpamos todos e tudo ao redor e não dizemos “errei, me perdoa”. E é por isso que essa frase não sai de minha cabeça: quantos relacionamentos não devem ter terminado porque não foi dito “errei, me perdoa”? Quantas vezes eu, você, teu amigo mais próximo — ou até nem próximo assim — perdeu a grande chance da vida porque não disse “errei, me perdoa”? Porque esse papo de culpar bebida é a coisa mais idiota que alguém pode fazer na vida, não é mesmo?

Por fim, você vai chegar agora e dizer: “Mas, Johnny, isso aqui não é um blog de homem? Que papo de mulherzinha…” Sim, amigo. É um blog de homem. Mas nem por isso tenho (temos) de continuar enganando a todos (e a nós mesmos) que não temos sentimento e queremos uma boneca inflável em vez de uma companheira do nosso lado. Eu, ao menos, estou tentando de todas as formas descobrir a importância de saber falar “errei, me perdoa”. Para, quem sabe, na hora que eu precisar dizer isso, saia naturalmente. Saia com a certeza de que errei e preciso de perdão.

Posso começar por aqui, talvez. Se não gostou do post de hoje, “errei, me perdoa”.

Ela é muito mais velha que ele. É possível quebrar a barreira da idade?

01 de novembro de 2011 70

Foto: sxc.hu

Estava no supermercado ontem e vi algo que, na hora, pensei que renderia um ótimo post. De mãos dadas, uma mulher aparentando uns 40 anos passeava de mãos dadas, beijava e abraçava com o ardor e fervor de uma adolescente um garoto que não deveria ter mais de 25 anos. Juro para vocês que quase, mas por muito pouco, não fui até eles para lhes pagar um café e conversar sobre o relacionamento dos dois.

Veja bem: não tenho, nem nunca vou ter, problemas em aceitar um relacionamento em que homem e mulheres tenham idades diferentes. E também não me importa se quem tem mais primaveras é o homem ou a mulher. Se fosse tão simples, a discussão aqui estaria encerrada. Mas será que temos um prazo de validade neste sentido?

Era visível entre as pessoas que passavam por eles com um certo preconceito. Não sei se é preconceito a palavra correta. Talvez espanto seja mais adequada. Mas não percebi nenhum repúdio. Fiquei uns cinco minutos observando os dois. Pareciam felizes. Muito felizes. Não tem como dizer que é o casal mais feliz do mundo. Mas naquele momento estavam felizes.

Vamos supor que eu esteja correto nos números: 40 – 25. Logo, quando ela estiver com 50, ele terá 35 — o auge da forma e do vigor físico masculino. Filhos, por exemplo, ele terá de abrir mão. A não ser que adotem. Sexo, o fazer sexo, até não seria problema — conheço várias mulheres mais velhas que amam sexo. Mas e vocês? O que acham? Têm algum caso para contar? Conhecem alguém que tenha quebrado esse tabu da (muita) idade? Como eles resolveram?

Descobri o motivo para tantos divórcios: o fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos

26 de outubro de 2011 139

Foto: sxc.hu

Estaria certa uma associação indonésia de esposas muçulmanas? As separações são resultado do fracasso das mulheres em dar prazer a seus maridos? Olha, pelo que li ontem em uma reportagem do G1, sim. Acredita que elas criaram um manual, uma espécie de guia, o Kama Sutra para preservação do casamento? Ah, é bom destacar: não há figuras para ilustrar o livro e mostrar como se faz, mas o texto oferece instruções sobre como entreter, obedecer e dar prazer aos maridos. Pois segundo o texto, “as mulheres só oferecem 10% do desejo de seus cônjuges”.

Tudo bem que essa turma lá de cima é completamente doida e tem mais normas contra o sexo que a favor dele. Mas me chamou atenção essa coisa de as mulheres só oferecerem “10% do desejo de seus cônjuges”. Sabe porquê? Aqui no blog, são constantes os comentários de que as mulheres devem ser desencanadas na cama (não vou usar aquela palavra de quatro letras que inicia com p. Por favor, não use nos comentários também). Ah, sim: o comentário sempre é completo com “… uma donzela na rua”.

Vocês acreditam realmente nisso? Vocês não acham que as pessoas deveriam ser elas mesmas sempre, em todas as situações? Claro, há inúmeros casos de pessoas tímidas, que são totalmente introvertidas e não conseguem se soltar no dia a dia e que na hora do “vamos ver” são totalmente devassas. Mas o que quero dizer é: não está na hora de parar com esse negócio de quem dá prazer para quem? As frases clássicas como “eu fiz ela gozar três, quatro vezes…” ou “eu acabei com ele, amiga”?

Claro que um papo de bar, por exemplo, se presta para isso. Mas estou falando da pessoa que fica se gabando, se vangloriando, mesmo. Ou também dessa turma aí de cima — são mulheres que criaram isso, infelizmente.

Não descarto o sexo como um ponto importantíssimo na relação e sei que ele influencia talvez mais de 50% do dia a dia. Mas garanto que essas mulheres não viveram o sexo como deve ser vivido. Garanto que quem pensa que a culpa é de um ou de outro na hora de um divórcio — ou até mesmo o fim de um namoro — não descobriu a pessoa que realmente é. Ou não conheceu a pessoa que tinha em casa. Esses, sim, mereceriam um manual, um livro para aprender tudo o que deveriam ter buscado entender do outro. A primeira lição poderia ser: “entenda o que seu parceiro quer”. O problema é que todos leem: “seu parceiro quer”. E daí você mais obedece que se doa. E o relacionamento é doação.

O problema dos homens certinhos demais (ou a lição que vamos tirar dos atos falhos)

21 de outubro de 2011 62

Foto: sxc.hu

UPDATE: com a correria da redação, acabamos não conseguindo liberar os comentários na tarde desta sexta-feira. Por isso liberamos à noite, perto das 23h. Desculpe a quem acompanha o blog e posta comentários.

Chamou-me atenção a repercussão do post do M.R.S e a grande parte dos comentários — masculinos, claro — a respeito do protagonista da carta ser certinho demais. Grande parte dos comentários destacava o fato de o casal não ter feito sexo anal, por exemplo, como um dos defeitos do relacionamento. Segundo os samba-cancioneiros, esta questão serve como um termômetro de que a coisa era um tanto fria entre os dois na cama, e a mulher, talvez, queria algo mais caliente. Não acho que se possa medir a temperatura sexual de um casal por fez ou não fez sexo anal, mas…

O que penso é: não importa o quanto se é bom ou mau, não importa se deu motivo ou não, se a mulher tem caráter, se o amigo não era tão amigo assim, se o casamento estava uma droga, qualquer outra coisa. Não importa. Importa que ele foi correto até mesmo na hora de desvendar que sabia de tudo. Ele foi correto até mesmo na hora em que deveria ser enérgico, forte. Quando devia matar a cobra e mostrar o que você sabe que ele deveria mostrar. Ele foi íntegro. E pessoas íntegras estão em falta no mundo: homens e mulheres.

A lição disso tudo — e espero que você que sempre lê o blog aprenda de uma vez — é que homens e mulheres são falhos. Têm medos. Angústias. Necessidades. São apreensivos. Imaturos. Às vezes homens e mulheres querem simplesmente estar sozinhos. Porque sabem que quando estiverem com alguém não serão capazes de corresponder à expectativa do outro. E fazem bobagem — porque é normal que o ser humano faça bobagem. E com isso machucam outras pessoas.

O texto, a carta do M.R.S, pode ser fictício, invenção do blog — vocês já pararam para pensar que apontam sempre o dedo nos acusando de mentirosos? A lição dos mais de 200 comentários do post é: homens e mulheres, deixem de lado a eterna guerra dos sexos. Homens chamam mulheres de promíscuas e afins porque elas começaram a querer ser homens. Mulheres quiseram ser homens para mostrar que podem as mesmas coisas que eles. Um dá um murro forte na ponta da faca, o outro vê os dedos cheios de sangue mas retruca e dá o soco ou igual ou mais forte que o primeiro. Ambos derramam litros de sangue no chão. E se machucam.

Ou seja: nessa vidinha de agressões mútuas, quem perde somos todos nós.

Homem é tudo igual.... e mulher, não?

13 de outubro de 2011 110

Foto: sxc.hu

Cometi a loucura de iniciar uma conversa sobre relacionamento, amor, ódio e esses temas bons para uma polêmica em uma mesa com cinco mulheres. Eu como único homem. Passaram a me atacar, lógico. Todas sabem, inclusive, que escrevo aqui no blog, me conhecem de longa data. Tentei defender não o homem, mas a ideia de que em um relacionamento todos estão sujeitos a muitas coisas, são escolhas, digamos. Elas iam aceitando, mas queriam sempre ser definitivas nos argumentos. Sabe como é mulher, não é mesmo?

Mas então chegou à mesa um ex-namorado da Beatriz. Por coincidência, eu também conhecia ele. Chegou, beijou as outras quatro. Na vez da Beatriz apenas “oi”. Estranhei. Ele, por educação, tenho certeza, ficou cinco minutos conosco e foi sentar em outra mesa. Após sair, uma das garotas da mesa se desculpou com a Beatriz: “Ai, amiga, ele está cada vez mais gostoso”. Eu apenas ri. Já ela virou para trás para dar mais uma olhada. E voltou a virar para nós. Não falou nada.

Não demorou cinco minutos, uma deusa, uma senhora mulher, aquelas que param o bar, chega para um encontro com o ex da Beatriz. Pensei: agora danou-se, a hora que ela enxergar a cena vai ficar muito brava. Ela já tinha visto. Antes, muito antes que eu, pelo que percebi. E apenas disse, certeira: “Quero ver se ela aguenta o que eu aguentei”.

Para resumir: levei a Beatriz para casa e descobri que o cara a tinha traído, duas vezes. Na primeira, ela descobriu por acaso. A segunda foi em uma espécie de “investigação”. Na primeira, deu uma chance e tentou superar. Na segunda, acabou sem pestanejar. Foi quando desceu do carro, me deu tchau e disse: “Homem é tudo igual. E eu incluo até tu nessa, viu? Todos vocês traem e nos magoam. E por isso eu estou muito bem sozinha”.

Como vocês dizem aqui nos comentários, sempre: generalizou. Será? Ou falou uma verdade? E mulher, não trai? Não magoa os homens? Com a palavra, vocês.

Mulher gosta é de dinheiro, de cartão de crédito. O resto é conversa para boi dormir

05 de outubro de 2011 188

Foto: sxc.hu

Sabe o lado bom de posts como o de ontem? Aquele que fala das menininhas, homens mais velhos e tudo mais? A melhor parte destes textos está nos comentários. E na queda das máscaras.

Não vou rotular todas as leitoras do blog, nem mesmo as mulheres em geral, mas me impressiono como existem tipos que adoram exibir-se como bem-resolvidas sexual e pessoalmente, espertas, inteligentes, independentes e tudo mais. Porém, na primeira oportunidade que têm para dialogar com propriedade e mostrar o quanto podem ostentar todos os adjetivos descritos acima, acabam na boa e velha máxima que, a partir de hoje, está instituída como frase-lema do blog: “mulher gosta é de dinheiro, de cartão de crédito”.

Não acredito que o texto do post esteja tão errado assim, principalmente em um universo de mais de 170 comentários grande parte apoia o que ali está escrito. Também tenho certeza de que aquele amontoado de letras não é a verdade absoluta. Mas não é isso que importa, pelo menos neste texto. O de ontem passou, foi, está no limbo da web, fica na história do blog e de todos os que aqui entraram, comentaram, leram.

Contudo, essa frase “mulher gosta é de dinheiro, de cartão de crédito” ecoa como uma clave batendo no chão, faz com que me lembre de um bando de homens cabeludos gritando alto para definir na base da força quem é o macho dominante e pode ter a fêmea na caverna. Remete a um tempo em que as mulheres tinham de ficar quietas, não podiam tomar uma cerveja em um bar, usar maquiagem e batom, se colocassem uma bela saia e exibissem suas pernas longas, torneadas e extremamente sensuais eram taxadas como meretrizes, mulheres fúteis, da vida.

Frases como essas destroem tudo o que vocês, meninas-mulheres, conquistaram desde então. E é uma pena, porque a frase foi dita por vocês mesmas. Claro, não vou ser hipócrita e negar que muitos homens pensam dessa forma. Mas a reflexão que fica é: será que esse fato não ocorre porque eles leem coisas desse tipo? Não é o cotidiano que mostra a eles este rótulo? Claro, quando se coloca a palavra “mulheres” na frase, há a generalização. Mas cada cabeça sabe o tamanho do chapéu que pode vestir.

Então, amigo samba-cancioneiro, sempre que você perder a razão nas discussões do blog, escreva isso “Mulher não gosta de (o assunto proposto). Elas gostam é de dinheiro, de cartão de crédito”. Se elas fazem, porque não podemos também. Liberte-se: estamos iniciando a revolução masculina.

O fascínio pelas mulheres negras

24 de setembro de 2011 67

Foto: sxc.hu

Vou te contar uma coisa que poucos sabem: sempre fui viciado por mulheres negras. Uma tara incrível. Com cinco namoradas negras no currículo, posso me declarar um expert em negras. E, também por isso, posso tomar a liberdade de escrever negra (e não afrodescendente) com propriedade e sem medo algum de ser estereotipado como politicamente incorreto. Pois tenho certeza de que você repara (e muito) nas mulheres negras. Elas são de uma beleza diferenciada, mais redondas, curvilíneas, sensuais. Têm um poder de hipnotizar de uma maneira única. E veja bem, não estou desprezando, muito menos menosprezando, morenas, loiras, ruivas. Mas as negras são espetaculares.

Um amigo casado com uma negra descreve sua relação como o paraíso. Formosa ao extremo, a mulher dele tem um sorriso incrível. Em determinado momento, como que num susto, deixa o semblante sério e abre a boca carnuda e deixa à mostra aquela dentadura perfeita, branca, em meio ao vermelho forte de cada lábio. Um verdadeiro espetáculo da beleza feminina.

Uma de minhas namoradas tinha mãos sensacionais. Finas, com dedos um tanto compridos, mas as unhas bem feitas completavam uma das poses mais sensuais que tenho memória: sentada, com o quadril inclinado para o lado direito, ela cruzava as pernas e, com o corpo reto, deixava o protagonismo do tronco e dos seios bem definidos tomar conta e apoiava os braços sobre os joelhos com as mãos pairando sob o nada. Seguidamente me descobria apenas observando a cena, sorria (pois sabia cada frame do meu pensamento) e me convidava para sentar a seu lado. Cada um exibia seu “troféu” com um grande orgulho no rosto. Bons tempos.

Com o cuidado para não ser vulgar, destaco ainda os quadris das negras. A volúpia que vai para um lado e outro com uma leveza (e ao mesmo tempo força) que fascina tanto o brasileiro, o europeu, o americano, o asiático… O africano, povo de sorte, deleita-se com isso há milênios. Não fosse a escravidão e todas as barbáries dos séculos passados, poderíamos agradecer aos portugueses com um feriado e uma semana festiva. Uma ode aos quadris das negras. Redondos, duros, rijos. Quase sempre grande o suficiente para te tirar do sério. As curvas que te deixam com torcicolo. Que fazem você olhar para trás indubitavalmente. E que você achou, lá em cima, no início do texto, que “se o Johnny não falar dos quadris esse é o pior texto do blog”. Tudo bem, este pode ser o pior texto do blog apesar de eu ter citado os quadris (mesmo que ao final). Mas lembre-se: eu já tive cinco namoradas negras, com seus sorrisos, mãos, pernas, quadris e tudo mais. E você, quantas já teve?

O Samba-Canção avisou e a Scarlett Johansson não quis nos escutar

15 de setembro de 2011 9

Foto: Reprodução Buzzfeed

Meus amigos samba-cancioneiros. Lembram que o Samba-Canção avisou há alguns posts? Quer gravar vídeos ou fazer fotos eróticas? Esteja preparado para o pior.

A Scarlett Johansson não nos ouviu e acabou na rede mundial de computadores — o famoso www. Não vai ser a primeira, nem a última vez que casos assim ocorrerão.

E, enquanto isso, nós e os milhões de fãs da bela loira podemos ver o quão boa atriz ela é — pois eu tenho certeza de que você percebeu a dramaticidade das imagens e as poses da moça.

Evite problemas: as senhas da internet são tuas. Ela não precisa saber de tudo

17 de agosto de 2011 82

Foto: sxc.hu

A internet pode ser uma praga quando sua mulher “entende” que X na realidade é Y e que focinho de porco deve ser uma tomada. Não tenho nada contra que a companheira saiba senhas bancárias, de e-mail, redes sociais. Mas você, samba-cancioneiro, tem de saber avaliar uma coisinha: até que ponto o ciúme dela é doentio. A regra seria não dar chance para o azar. Você acredita que ela vai ficar vasculhando mensagens enviadas, recebidas, tentando recuperar e-mails deletados, faça sigilo da senha de todos, eu disse todos, seus nomes de tela.

E aqui não estamos falando de homem cachorro, pegador. Estamos falando de ciúme doentio. Vocês mesmo vivem falando nos comentários que quando se quer, se faz. Logo, o foco não é a (possível) traição, mas a incomodação. Não há nada pior que uma mulher (e homem também, claro) que fique o tempo todo mexendo em tuas mensagens, celular, carteira, bolso. Mesmo que nunca se tenha dado motivo para suspeitar do parceiro, ela (ele) fica ali, futricando, instigando, questionando. Sem contar o fato do abuso do companheirismo e a total perda de privacidade da relação. Um exemplo pessoal: não mexo na bolsa de minha parceira nem mesmo que ela permita. Por quê? Simples: é dela.

Como explicar que teu amigo te mandou um e-mail com um Power Point de mulheres peladas? Um vídeo picante? Alguma história que ela não deveria saber? Um endereço escrito a esmo em um papel e posto no bolso? Mais uma vez: não estamos falando de traição. Estamos falando de privacidade. E aí está a questão: não temos de explicar o e-mail, o vídeo, a história, o endereço. Por quê? Porque é algo particular. Algo privado. Algo que nós queremos guardar única e exclusivamente conosco. É possível pensar em privacidade sem achar que temos casos e pensamentos obcenos todo o tempo? Não? Então vai se tratar, amiga. Porque estes relacionamentos em que não há privacidade e o ciúme é doentio estão fadados ao fracasso. O amor pode (e deve) durar anos. A encheção de saco, minutos, segundos.