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Posts na categoria "Polêmica"

E os maridos precisariam de um curso para lidar com os amantes de suas mulheres?

16 de novembro de 2011 61

Foto: sxc.hu

Hoje vamos inverter os papéis. Porque fiquei pensando no que li no Donna, a reportagem de que na China há um curso que ensina mulheres a lidar com maridos que têm amantes. E se fosse ensina maridos a lidar com as mulheres que têm amantes? Como os homens lidariam com os ensinamentos? Perdoariam? Jogariam na cara o triste e fatídico passado companheira em cada discussão?

Não me venha com o papo de que quem ama não trai. Queremos debater e não definir. Primeiro, lógico, temos de pensar em uma coisa: mulher também é capaz de trair. Alguns dizem que elas precisam de um motivo (enquanto que um homem precisa apenas de um local). Outros comentam que elas são iguais aos homens: se estiver a fim, vai sacanear. Sim, sacanear, pois você, mulher, vive dizendo que traição é uma baita sacanagem. Logo…

Pois então, samba-cancioneiro? Se você fosse traído, perdoaria? Procuraria o curso para lidar com isso? Por favor, perceba o tom de ironia e o sarcasmo na pergunta. Mas tente, uma vez, mudar de lado e coloque-se no lugar do chamado sexo frágil. A discussão promete render.

A performance sexual é uma preocupação estritamente masculina?

11 de novembro de 2011 68

Foto: sxc.hu

Li por aí que um homem foi preso porque filmou uma transa entre ele e a namorada. O cara, segundo a matéria, tinha interesse em conferir a performance, o quanto mandava ver enquanto satisfazia sua mulher. Queria ver o que e como fazia durante 35 minutos de muito suor, prazer e gemidos. Acho justo. Ele deveria ter perguntado se a moça permitia tal ação, antes. Mas continuo achando justo o cara se preocupar em como é na cama.

Por que acho justo? Porque provavelmente, o britânico (sempre eles, não?) queria saber se estava agradando a namorada. Queria assistir às imagens com as posições e com as caras e bocas, pois algumas pessoas fazem caretas grotescas na hora da transa. Pensava em ver onde coloca a mão, onde não colocava a mão, queria conferir o quanto a mulher gostava de ser beijada no pescoço, na nuca, nas costas… entender com imagens documentadas todas as práticas comuns aos dois.

Agora me diz: o que tem de mau nisso?

Acredito que o homem se preocupa muito mais com a performance sexual do que a mulher. Não que elas transem a esmo ou terminem e pensem nas compras que vão fazer no outro dia — mulher sempre quer fazer compras. Elas transam e relembram como foi e/ou como fui, claro. Mas penso que a neura sobre se eu “matei a pau ou não” é um foco extremamente masculino.

Vamos debater sobre isso hoje? O que lhes parece? A performance sexual é uma preocupação estritamente masculina?

Quanto tempo você aguentaria sem sexo?

08 de novembro de 2011 209

Foto: sxc.hu

Li nesta segunda-feira, aqui mesmo no clicRBS, que uma mulher está há 10 anos sem fazer sexo! Dez anos, amigo samba-cancioneiro! Você imagina algo assim?

Alguém já diria “haja masturbação”. Um colega aqui brincou que com a “beleza” da moça, não é de se admirar que fique tanto tempo sem ir para a cama com alguém. Argumento que não aceito muito, pois acredito que qualquer pessoa consegue ter sexo ou fazer sexo a hora que quer, mesmo sendo feia, e ainda mais mulher.

No post que discutimos aqui, ontem, um dos samba-cancioneiros destacou que sua mulher é um tanto retraída quanto à questão sexual. Ele fala de fogo, tesão e coisas do gênero, no caso. Mas sabemos que existem muitas diferenças entre a vontade masculina e a feminina em relação à libido.

Pelo homem, qualquer hora é hora e qualquer momento é momento. É como se o homem tivesse um motor e o combustível fosse sexo. Claro, tirando noitadas espetaculares em que rola uma, duas, três, quatro vezes em um curto espaço de tempo, quase sempre o homem atira uma pedra, vê o lago fazer as ondas e volta para a casa.

Já as mulheres que gostam de sexo — e estas são maravilhas em um mundo cão — preferem que um meteorito caia sobre o mar e surja uma onda devastadora, um tsunami. Não que a quantidade não seja fator importante para elas, mas a maioria se apega a qualidade — fato que muitos homens, realmente, ignoram.

Então, a partir disso, pergunto:  quanto tempo você aguenta — ou aguentaria — sem sexo? É possível ficar anos sem?Vamos à melhor parte do assunto: as opiniões de vocês.

As gordinhas têm de ser mais calientes, não?

04 de novembro de 2011 95

Foto: sxc.hu

Não me bata, não fale da minha família, deixe os palavrões de lado. A frase que escrevo a seguir não é minha, não é de homem algum, muito menos foi dita em uma roda de bar enquanto ogros bebiam cerveja. Estava eu em uma reunião de amigos, um café em que os casais falam de seus filhos, as mulheres repercutem as atrocidades que os maridos andam fazendo no dia a dia, os maridos tomam cerveja e não falam em hipótese alguma sobre suas casas — temos mais o que fazer, não? — e as crianças desses casais ficam rodando, rodando, rodando… e gritam, e gritam, e gritam.

A frase foi dita no momento em que eu estava quase pensando: “o que estou fazendo aqui?”. Como me impressionei com o que foi dito, não cheguei a filosofar sobre mais este momento inútil da minha vida. Preferi sorrir e pensar que ganhei um post novo. Bem, como enrolei quase dois parágrafos, vou direto ao ponto a partir de agora.

Uma das meninas da turma é gorda. Não posso dizer gordinha. Desculpe. Ela é gorda. Não vamos debater o politicamente correto, por favor. As outras mulheres são normais. No fim das contas, rolava aquela conversa sobre como satisfazer seu homem em que você percebe claramente a insegurança feminina — sempre, né? — e a gorda me larga: “Nós, gordinhas, temos de ser mais calientes, não é mesmo?”.

Houve silêncio. Olhares. Alguns inquisitórios. Dava para sentir no ar. Eu ouvi, sorri, virei nos calcanhares e fui-me embora. Afinal, tinha cerveja no meu copo, estava bem gelada e beber seria muito, mas muito melhor do que ficar imaginando o quê e porquê ela disse aquilo. Claro que ela estava falando sobre “segurar seu galo dentro do galinheiro”, mas faça-me o favor, não é mesmo?

Particularmente, acho que todos têm de dar seu máximo na hora do sexo. Satisfação plena: seu e do parceiro. Independente de ser gordo, magro, belo, feio, gostoso(a) ou raquítico(a)… Mas como sei que vocês adoram um debate, lanço a frase da gorda em forma de pergunta: as gordinhas têm de ser mais calientes?

Ela é muito mais velha que ele. É possível quebrar a barreira da idade?

01 de novembro de 2011 70

Foto: sxc.hu

Estava no supermercado ontem e vi algo que, na hora, pensei que renderia um ótimo post. De mãos dadas, uma mulher aparentando uns 40 anos passeava de mãos dadas, beijava e abraçava com o ardor e fervor de uma adolescente um garoto que não deveria ter mais de 25 anos. Juro para vocês que quase, mas por muito pouco, não fui até eles para lhes pagar um café e conversar sobre o relacionamento dos dois.

Veja bem: não tenho, nem nunca vou ter, problemas em aceitar um relacionamento em que homem e mulheres tenham idades diferentes. E também não me importa se quem tem mais primaveras é o homem ou a mulher. Se fosse tão simples, a discussão aqui estaria encerrada. Mas será que temos um prazo de validade neste sentido?

Era visível entre as pessoas que passavam por eles com um certo preconceito. Não sei se é preconceito a palavra correta. Talvez espanto seja mais adequada. Mas não percebi nenhum repúdio. Fiquei uns cinco minutos observando os dois. Pareciam felizes. Muito felizes. Não tem como dizer que é o casal mais feliz do mundo. Mas naquele momento estavam felizes.

Vamos supor que eu esteja correto nos números: 40 – 25. Logo, quando ela estiver com 50, ele terá 35 — o auge da forma e do vigor físico masculino. Filhos, por exemplo, ele terá de abrir mão. A não ser que adotem. Sexo, o fazer sexo, até não seria problema — conheço várias mulheres mais velhas que amam sexo. Mas e vocês? O que acham? Têm algum caso para contar? Conhecem alguém que tenha quebrado esse tabu da (muita) idade? Como eles resolveram?

Hoje é Dia das Bruxas. Como não lembrar dela, a sogra?

31 de outubro de 2011 32

Foto: sxc.hu

Então hoje é o Dia das Bruxas. Pensei muito, juro que tentei lembrar de alguém que fosse tão lembrado neste dia quanto ela. Mesmo. Mas não me veio à memória nenhuma outra palavra a não ser “sogra”! Ela, tão odiada, tão cheia de nomes, tão completa e cheia de si. Tão bruxa.

Capaz de convencer tua mulher de que você está “diferente”. Só porque está quieto, sentado ao sofá, tentando assistir ao seu programa preferido na TV. Mas ela está te enchendo o saco. Quer que você troque para a novela, para o Silvio Santos e seus calouros, o Gugu, Faustão.

E você fica louco da vida porque paga uma exorbitância em televisão por assinatura. Mas tua mulher cai na onda dela e diz “ai, amor, dá uma chance para a mamãe assistir a TV também”. Você sabe que tem de aceitar ou a coisa vai ser ainda pior, afinal, sua mulher entrou na jogada. Clic. Mudou o canal.

Tem aqueles que cometeram a burrada, a infelicidade, a imbecilidade de convidar a velha para morar com o casal. Acabou o silêncio. Se o problema de manter tua mulher quieta por 10 minutos já é enorme — sim, já falamos aqui que têm vezes que queremos ficar quietos — com a sogra, então, é impossível 10 segundos de quietude.

E fala, a megera. Com aquele ar cheia de si, lembra? Quando ela está bordando, séria, você está conversando com sua mulher. Algum assunto polêmico ou importante, ela nem tira os olhos do bordado, mas opina — séria, ainda — com aquela voz de decreto, não de opinião. Na realidade, deveria ser uma opinião, mas tua mulher caiu feito pata e disse “exato”. Danou-se, amigo.

Sexo, então, amigo samba-cancioneiro, é aquele sexo quietinho, com gemidos baixos, respiração contida “para não acordar a mamãe…”. Você está louco para extravasar, ir da sala até o quarto jogando camisa, calça, cueca, meia, calcinha por tudo quanto é lado. Mas não pode. “Mamãe pode ouvir”. “Mamãe ainda não dormiu”. “Mamãe isso”. “Mamãe aquilo”. E o problema da velha ouvir é que ela vai ficar fazendo piadinha no outro dia, tua mulher vai ficar constrangida e vai ficar uma semana sem chegar perto de ti. Beijinho na frente de todo mundo com ela por perto? Bem capaz. Afinal, “não queremos nossa intimidade exposta”, não é mesmo? Com sorte, daqui uma semana você recebe um sexo oral. Básico, mas recebe.

Amigo, parei de escrever. Estou no começo de uma enorme dor no estômago. Lembrar de tudo isso foi complicado. Espero, realmente, que a vida da maioria de vocês não seja assim. Se for, Feliz Dia das Bruxas e coma aquele doce de abóbora por mim. Se não, o parágrafo acima já te dá uma boa dica de o quê fazer hoje à noite.

Sobre as mulheres que têm queda por cirurgias estéticas

27 de outubro de 2011 60

Foto: sxc.hu

Pode me chamar de mentiroso ou o que quer que você pense após ler esse texto, mas nunca tive queda por cirurgias estéticas. Mulheres que tenham colocado silicone, usado botox, tirado costelas para afinar a cintura, puxado um ou outro pezinho de galinha, feito lipoaspiração… Há quem não goste de seu corpo, quer dar uma melhoradinha e apela para a faca, não tem problema algum, respeito. Mas eu, particularmente, não incentivaria minha companheira a aderir a nenhuma destas práticas.

Prefiro mulheres originais, não moldadas. Academia pode resolver diversos problemas estéticos. Claro, requer tempo, algum dinheiro e muita dedicação. Mas, a não ser que a moça seja muito, mas muito insatisfeita com os resultados, as coisas não sejam resolvidas. Qualquer esteirinha, 30 minutos, por uns dois ou três meses já dão outro tipo de silhueta para uma mulher. Mesmo aquelas que estão muito acima do peso.

Aqui na redação havia uma moça muito bonita. Corpo e rosto. Um tremendo avião. Vou chamá-la de Dona Lili. A redação parava quando Dona Lili entrava no recinto. Acredito que muitas das correções de demos no jornal tenham sido ocasionadas pelos pouco mais de 30 passos que ela dava dia após dia — isso é uma brincadeira, claro.

Dona Lili certa vez acabou com os problemas das mulheres da redação com uma única frase. No bar, todas sempre pedem salada de fruta, um mamão ou melão em cubos, algo light, que não vá interferir no peso. Uma barra de cereal, talvez. Refrigerante, nem pensar. Em um almoço, as meninas preocupadas como iriam fazer para encarar o Verão — coisa normal de mulher, sabe? — Dona Lili chega no balcão e tasca a frase que ecoa por nossos corredores até hoje:

— Me dá uma pizza calabresa!

Dona Lili é como eu. Gosta da mulher original, de fábrica. Não sei como mantém o corpo perfeito daqueles. Ela não trabalha mais aqui e eu, certamente, não descobrirei sua tática. Mas uma coisa é certa: as pizzas calabresa nunca mais foram as mesmas.

A tara por transar em lugares públicos (ou quero simplesmente ser flagrado)

25 de outubro de 2011 108

Foto: sxc.hu

Acredita que tem histórias a valer a respeito de sexo em lugares públicos neste mundo paralelo chamado internet? Em uma busca rápida, peguei notícias de alunos transando na universidade, um casal fazendo sexo em uma sacada de hotel, outro em meio à torcida de um jogo de futebol e, pasmem, até de um homem e uma mulher mantendo relações enquanto faziam uma rápida descida de paraquedas. Paraquedas, amigo! A sei lá quantos mil metros de altitude — perdão pela piada infame, mas isso que é levar a mulher às nuvens.

Entendo, sinceramente, entendo, essa tara por transar em lugares públicos: há aquela sensação de fazer o proibido, a adrenalina de pensar que a qualquer momento alguém vai aparecer, a fuga do habitual, do costume. Transgredir normas.

Já falamos disso uma vez, lembra? Surgiram vários comentários interessantes a respeito de experiências e realizações e como isso poderia apimentar a relação. Mas observando a foto de uma das notícias que encontrei tive certeza: além do inusitado, da situação de risco, sair do padrão e da rotina, esses casais querem — mesmo que inconscientemente — ser flagrados.

Dois estudantes (de sexo oposto) foram monitorados pelas câmeras de um hospital enquanto ela fazia sexo oral nele. Ganharam “bilhete para a casa”. O casal da sacada foi multado. Mas quando a mulher viu que os dois eram filmados, virou para a câmera e fez gestos obcenos. Tudo bem, aqui você pode me dizer que ela ficou com raiva de ter de parar bem na hora do bem bom, mas tenho minhas dúvidas…

Como nunca fiz nada em público ou passei pela possibilidade de ser visto, não posso opinar. Se alguém que passa por aqui tem uma opinião melhor sobre o tema, por favor. É só escrever nos comentários.

Fui traído pelo meu melhor amigo

20 de outubro de 2011 218

Foto: sxc.hu

Não costumamos e nem vamos colocar textos de outras pessoas no blog, mas este abaixo chamou-me atenção. Veio por Direct Message no Twitter, em uma página de um blog criado para que o texto chegasse a nós. Pelo que entendi, foi escrito para tocar os samba-cancioneiros. Não sei se é verdade, não conheço a pessoa. Mas se o amigo ou a mulher andarem por aqui, também, estejam preparados para os comentários que virão. Pois acho que serão um tanto que massacrados pelo que percebo nos quase 10 mil comentários que já temos. Leia e tire sua própria conclusão:

“Acompanho o blog desde sua criação, leio praticamente todos os comentários. Resolvi escrever porque as mulheres costumam escrever que homem é tudo igual, que homem não presta, que são cafajestes. Na realidade, sei que elas falam em termos gerais. Mas gostaria apenas de mostrar que uma mulher, uma única mulher, a minha, não soube valorizar a antítese daquilo que as mulheres acreditam ser ruim para a raça humana.

Eu sou (ou era) um homem feliz. Dedicado. Adoro festas. Adoro teatro. Adoro jantares românticos. Faço e levo café na cama. Me dou bem com minha sogra e minhas cunhadas. Nunca flertei na rua, no trabalho, onde quer que seja desde que estou com ela. Me considero um cara normal na cama. Trabalhava feito doido para dar uma vida digna a minha mulher. Até compras em shopping me presto a fazer (hehehehehe). Mas descobri que fui traído. Pelo meu melhor amigo. Ao menos eu acreditava que era meu melhor amigo.

Descobri há duas semanas. Na hora, pensei em me matar. Amo muito minha mulher. Depois, pensei em matar o cara. Mais depois ainda, pensei em matar os dois. Mas, bundão que sou, apenas saí de casa. Ela ficou e deve estar lá, com o outro. Foi fácil descobrir. Como todo mundo escreve aí no blog, a mentira aparece. Um torpedo no celular marcava “uma reunião”, assim, com aspas no texto. Minha mulher chegou tarde. Quando chegou em casa, conversamos como sempre, estávamos falando sobre coisas sem nexo. E perguntei da reunião. “Que reunião?”, ela respondeu. Achei estranho, mas depois ela viu a mancada, desconversou e tudo mais.

Passei a desconfiar de algumas atitudes dela e esse meu amigo sempre presente. Mas não falava nada com ele, homem não gosta de compartilhar essas coisas. Esses tempor encontrei ela por acaso no shopping, no almoço, e estava de cabelo molhado. Perguntei se não tinha ido trabalhar pela manhã e ela desconversou “Ué, não te falei? estão fazendo manutenção nos computadores essa manhã”.

De tanta desculpa esfarrapada, porque não sou tão burro assim, acabei seguindo ela em uma de suas saídas e, para meu espanto, ela desceu do táxi na outra esquina, perto de casa, e entrou no carro deste meu amigo. Fui atrás e vi os dois entrando no motel. No primeiro dia não falei nada, no segundo também não, no terceiro não aguentei mais e escancarei em um almoço, domingo. Convidei ele para ir lá em casa. Ia ter um churras com toda a turma. A turma não veio, lógico. E fiz eles me contarem tudo: tempo de safadezas, onde, quando, porquê. Motivo é o que menos me interessa

O cara transou com minha mulher em meu quarto. Em minha sala. Tomou banho em meu banheiro e secou o corpo com minhas toalhas. Fizeram sexo anal. Eu nunca fiz sexo anal com ela. Transavam duas, três vezes na semana. E eu entendia quando ela dizia que estava cansada. Ouvi tudo, quieto. Imagina, Johnny, como conseguir ficar quieto em uma hora dessas? Mas fiquei. E foi tanta raiva que por isso que disse que queria matar todo mundo. Acho que nunca tive tanto sangue frio na vida. Apenas larguei o material do churrasco, fui até meu quarto, peguei minhas coisas e fui embora. Agora estou em um hotel, escrevendo para vocês.

Não quero ser mártir, nem que me deem uma estátua. Sei que muitos irão tirar onda com minha cara. Outros vão ser solidários. Não estou nem aí. Só escrevi mesmo porque queria desabafar e mostrar para essas mulheres que há homem decente no mundo, sim. E as mulheres, assim como muitos homens, não sabem valorizar.

Abraços. M. R. S”

Conheça Cláudia: 34 anos, casada, mãe de dois filhos e... prostituta

18 de outubro de 2011 313

Foto: sxc.hu

O post de ontem foi uma espécie de “aperitivo” ao que estava por vir nesta terça-feira. Hoje vou contar a história de Cláudia, 34 anos, mãe de dois filhos, casada. Possui casa própria, dois carros, família estruturada. Cláudia trabalha. Muito. Como prostituta em um endereço famoso de Porto Alegre. O marido não sabe. Os filhos não sabem. A família não sabe. O irmão desconfia. Um primo transa com ela toda semana — de graça — porque descobriu seu pequeno segredo. Ela propôs isso, é bom que se deixe claro.

Conversei com Cláudia por cerca de duas horas. Cláudia é seu nome fictício, de guerra. Ela aluga um apartamento em um bairro de classe média na cidade. Recebe os clientes com hora marcada, estilo Bruna Surfistinha. Não tem cafetão, nem “ninguém que lhe tire fácil o dinheiro que recebe de forma tão difícil”, como destaca. Cláudia mede cerca de 1,70 metro, pesa 71kg. É uma mulher bonita de rosto e que tem o corpo razoavelmente bonito. Nada exuberante. Mas também nada que se jogue fora. Como dizem por aí, vale o investimento de R$ 80 por uma hora de programa.

— Para quem tem 34 anos e já teve dois filhos está bom, né? — ela pergunta, levantando a blusa para mostrar a barriguinha lisa da lipo que fez no ano passado. A seguir, trechos do bate-papo.

Samba-Canção — Como você começou e há quantos anos faz programa?
Cláudia — Há quatro anos eu trabalhava em um escritório de advocacia como secretária. Um dos advogados que estava por lá vivia me cortejando e me chamava para sair todos os dias. Tomar drinks, jantares. Em um determinado dia, havia brigado com meu marido, estava querendo me separar, não aguentava mais a pressão de trabalhar, chegar em casa, cuidar dos filhos. Minha vida estava um saco. Acabei saindo com o advogado, jantamos, fomos para um motel. E, olha, eu acabei com ele (risos). No final, quando ele me deixou em casa, me disse “Cláudia, Cláudia, você deveria cobrar, meu amor. Êta servicinho bem feito”. Aquilo ficou martelando na minha cabeça por meses. Até que fui demitida porque não quis mais dar para o tal advogado.

Samba-Canção —E então foi logo fazer o que você faz hoje?
Cláudia — Não, claro que não. Curti o seguro-desemprego e fui atrás de emprego. Mas o que ele disse ficava na minha cabeça. Não consegui um emprego que pagasse bem. O tempo do seguro acabou. Fiquei mais dois meses desempregada. E foi aí, sim, que comecei a pensar em virar prostituta.

Samba-Canção — Mas como aconteceu?
Cláudia — Procurei uma que faz exatamente como eu: atende por telefone, família não sabe, tem filhos, marido, papagaio. Ela me explicou como funcionava a coisa.

Samba-Canção — Mas, assim, professor e aluno?
Cláudia — Não. Ela teve receio no início.  Mas daí procurei ela tanto que viu que não era brincadeira o que eu estava querendo.

Samba-Canção — Sim, mas como começou, mesmo?
Cláudia — Eu estava no apartamento desta guria, que hoje é muito minha amiga, pintou um cliente. A gente já conversava bastante. Ela me olhou e apontou para o telefone. Eu balancei a cabeça. E foi só esperar ele chegar.

Samba-Canção — Assim, tão fácil?
Cláudia — Nada fácil, meu amigo. Você acha que a gente curte o que faz? Acha que tocar nele foi fácil? Queria ver essas guriazinhas que vivem por aí aguentar a vida que a gente leva.

Samba-Canção — Sim, mas isso todas vocês devem falar: “não é fácil” e tudo mais… mas continuam na profissão.
Cláudia — Sim, mas como eu vou tirar R$ 3,5 mil por mês? Me diz… Tu tem um emprego com esse salário para me dar?

Samba-Canção — OK, mas e teu marido? E teus filhos? Ele não suspeita de nada? Dessa grana toda que tu recebe?
Cláudia — Meu querido, no início eu acho que ele estranhou, sim. Pô, R$ 3,5 mil é dinheiro para uma secretária executiva. Para ele, trabalho em uma grande empresa aqui de Porto Alegre. Falo três línguas. Saio de casa sempre arrumada, impecável. De blazer, saia social ou terninho executivo. Não tem como desconfiar. Até tem, claro. Mas o meu salário e o dele nos proporcionam uma vida muito boa: temos televisão de 52′, dois carros do ano, meus filhos estudam em uma das melhores escolas de Porto Alegre… Eu trabalho apenas de segunda a sexta, o telefone não toca fora do horário comercial. E é exclusivo da profissão. Eu deixo o aparelho no apartamento que alugo.

Samba-Canção — Sim, mas e tua família?
Cláudia — O que tem?

Samba-Canção — Não desconfia?
Cláudia — Meu irmão, sim. Mas eu brinco com ele: “Para tua irmã ter um trabalho melhor, só se virar p**a”. Todos dão risada e a coisa morre por ali. Quem descobriu, mesmo, foi um primo meu. Safado. Me seguiu e acabou aqui no porteiro eletrônico. O segurança caiu no papo dele, deixou entrar e, no dia, eu estava esperando um cliente. Me pegou de calcinha e sutiã atendendo a porta. Ele disse: “eu sabia”. E eu respondi: “Agora que está aqui, entra”. Ele entra toda a semana, de graça, claro. É nosso segredinho.

Samba-Canção — Ele vem toda a semana, mesmo?
Cláudia — Claro. Com ele até é bom. Me trata bem. Transa bem. Ele vem quase sempre na quinta. Fica a horinha dele e vai embora. É diferente porque tem duas safadezas, né? (risos). Ser primo e ser cliente. Mas não pense que é básico, não. Ele recebe serviço completinho. E gosta, meu bem, ah, gosta (gargalhadas).

Samba-Canção — E sexo em casa? Consegue? Na boa?
Cláudia — Mas é claro. Amo meu marido. Amo meus filhos. Meu marido é ótimo na cama. Ninguém me fez gozar como ele. E olha que já transei muito, amigo. E digo: já gozei com cliente. Tem um que me trata tão bem que parece meu namorado. Esse me arrebenta. Só não dou de graça porque não é meu feitio.

Samba-Canção — Tu pretendes parar quando?
Cláudia — Mais um ano, dois, e eu vou parar. Tenho uma poupança gorda me esperando. Já falei com meu marido que seria legal abrirmos uma empresa. Ele é analista de sistemas e está gostando da ideia. Com essa poupança vamos fazer nossa empresa. E eu vou parar com isso. Tu vai me perguntar se eu me arrependo agora, né?

Samba-Canção — Não ia, mas…
Cláudia — Quando chego em casa e vejo meus filhos, bate uma tristeza. Mas eu planejei quando essa vida ia começar. Então eu sei quando ela vai acabar. E está quase acabando. Escreve aí: tem mulher que quer fazer exatamente o que eu faço e não faz porque se acha mais que eu. E têm as outras que me vão me julgar, eu sei disso. Para elas, vou dizer o seguinte: tem cara que te come e vai pra casa e te trata pior que muito cliente meu. Então, não te enche de moral para falar de mim. Ah, e se quiser, passa um dia comigo aqui e tenta aguentar o tranco. Daí, sim, a gente passa a conversar.