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Posts com a tag "Beleza"

"Amor, estou grávida. O que a gente vai fazer?"

24 de outubro de 2011 119

Foto: sxc.hu

Fato que programar uma gravidez, pensar e organizar a vida a dois, alinhar todas as questões relevantes para dar um futuro bom à criança é primordial e porque não dizer essencial na vida de um casal. Mas e quando isso não é possível? Quando ela simplesmente para na tua frente com aquela cara de apavorada e diz “Amor, estou grávida”?

Um casal de amigos passou por isso. Em uma madrugada, acabaram transando, não se precaveram e vieram gêmeos. Gêmeos, amigo. E o marido, hoje feliz da vida com os dois guris, ficou apavorado. Ele, recém-formado na faculdade de Direito. Ela, professora de Educação Física. Passaram um grande aperto logo no início. Ela também ficou apreensiva, claro, mas os dois lembram — hoje rindo, claro — que ele ficou bem mais nervoso e preocupado do que ela, que só sabia olhar e alisar a barriga.

E vocês? Alguém aqui já passou por isso? O que fizeram? Como foi para superar a barra e dar algo bom para o bebê? Conte para nós, samba-cancioneiro.

Não somos nós que te trocamos por menininhas. São elas que vêm nos procurar

04 de outubro de 2011 213

Foto: sxc.hu

Esses tempos ouvi a seguinte frase: “Vocês, homens, têm de pegar as guriazinhas para se acharem mais homens, menos velhos e posarem de garanhões”. Pensei. Mas é claro que não. Vocês, mulheres, é que estão pagando o preço quando, lá atrás, na época da adolescência, preferiam os caras mais velhos aos da sua idade.

Sua mãe, tia, a professora da escola… todas as mulheres mais velhas que achavam o máximo ver em você as conquistas frustradas da adolescência delas, achavam o máximo exclamar que “menina amadurece antes, o que elas vão querer com uns abobadinhos da idade delas, tem mais de ir atrás dos caras já formados”. E elas tinham 15, 16, 17. E gostavam dos caras com 20, 21, 22, 23… Ora, agora você tem a idade da sua tia, de sua mãe, da professora da escola. E as menininhas (obviamente não com 15, 16, 17…) vêm atrás dos homens mais velhos. E você reclama? Ironia, não?

Você, mulher mais velha, não suporta a ideia de que, simplesmente, está velha. E pode tranquilamente perder para uma guriazinha — não gosto deste termo, mas estou usando a palavra que minha colega da redação falou. Estas moças não são “abobadinhas”. Não somos nós que as procuramos. São elas que vêm nos procurar. Elas estão fazendo o que você fez. Estão buscando experiência, romantismo, elegância, estilo, recato — aquele algo mais que os mais mocinhos, muitas vezes, não conseguem dar.

As menininhas descobriram que os homens mais velhos tem estilo, recato, finesse. Sabem conversar. São bons de cama. Não têm frescuras em cima de um bom, cheiroso e macio colchão. Têm cultura e gostam dela. Têm experiências de vida, sofrimentos, vivências que os ensinaram a ser pessoas melhores. Gostam de um bom restaurante, de um bom vinho, teatro… Ser chamado e visto como garanhão é uma mera nomenclatura. Que o homem mais velho nem mesmo procura.

Mas fique tranquila. Para todo pé torto há um sapato velho. Enquanto você, que está velhinha, vê os garanhões procurarem as menininhas, vá conversar com sua mãe, sua tia. Procure sua professora de escola. Juntem todas, façam um chá e conversem sobre o tempo que tinham 15, 16, 17. Não faltarão abobadinhos para servir de assunto.

Homens elegem Ellen Roche como a mulher ideal para ter um "affair"

29 de setembro de 2011 49

Foto: Divulgação, Revista VIP

O site norte-americano Ohhtel.com perguntou qual seria a mulher que os homens gostariam de ter um affair. O resultado da pesquisa não impressiona muito e vamos explicar o porquê mais abaixo. Mas, para que tudo esteja homologado, saiba que 5.697 homens participaram da pesquisa — apenas cadastrados no site puderam responder — em todo o Brasil e 36% afirmam que a atriz Ellen Roche seria a mulher dos sonhos para ter um caso extraconjugal. A loira venceu Sabrina Sato (14%), Cléo Pires (13%), Juliana Paes (11%) e Deborah Secco (9%).

Aqui na redação a mulherada disse que ela é apenas uma mulher gostosa, que não deve ter conteúdo e tudo mais que você, homem, está acostumado a ouvir do lado de lá. Mas nós vamos mostrar que a Ellen Roche não é apenas isso. Quer prova maior? Listamos cinco qualidades da Ellen:

Ela adora praia:

Foto: Divulgação Revista VIP

Ela ouve boa música:

Foto: Luis Crispino, Revista VIP

Ama Carnaval:

Foto: Andre Penner, AP

Se cuida e é muito, mas muito cheirosa:

Foto: Divulgação, Revista VIP

E por último, mas não menos importante: ela adora futebol

Foto: Divulgação

Não entendi a polêmica do comercial com Gisele Bündchen: qual mulher não faz exatamente aquilo?

29 de setembro de 2011 63

Foto: Divulgação, Hope

Não entendi a polêmica envolvendo o comercial protagonizado pela sempre bela Gisele Bündchen (para quem não assistiu ainda, basta clicar aqui). Mas, se você não clicou, vou resumir o comercial: a maior top do mundo aparece vestida, contando um fato qualquer para seu marido. Todo aquele blábláblá de “amor isso, amor aquilo”. Um xis marca errado, como se aquela maneira, aquela ação, não fosse a mais indicada para o momento. Surge então o modo correto: Gisele está de calcinha e sutiã (aqui a palavra lingerie não se aplica, amigo, é calcinha e sutiã, mesmo) e fala o mesmo fato para o marido com uma voz dengosa.

Agora, samba-cancioneiro, me diz: onde está o sexismo nos pouco mais de 15 segundos de imagem? A campanha da marca de roupa íntima teve suspensão pedida por um órgão federal. Os homens que se vestem de preto alegam que o conteúdo discrimina o indivíduo — no caso a mulher — por seu gênero. Ora, façam-me o favor. Isso é, simplesmente e sem tirar uma única vírgula, a vida real.

Foto: Divulgação, Hope

Que mulher (que homem) não usa dos mais variados artifícios para resolver algum vacilo, alguma falha, contar algum probleminha ou mancada que tenha feito no dia, na semana, no mês. E a escolha de quando contar depende muito da gravidade do que foi feito — e às vezes a coisa é tão complicada que nem o homem nem a mulher contam bulhufas a seus pares. Sem contar que há fatos que você conta com anos do ocorrido.

Ela, sentada na carona do carro, em uma viagem para alguma das praias que vocês sempre quiseram ir: “Amor, lembra do Marcos, aquele meu amigaço que tu odeia? Sim, eu e ele já tivemos um rolo. Mas foi só um rolinho…”. Sim, ele também mente (ou omite, se você preferir). Vocês estão em um ótimo jantar, naquele ótimo restaurante, daquela que promete ser uma ótima noite: “Querida, ontem não tive reunião alguma. Saí para beber com os amigos e acabamos esticando um tanto mais que devíamos”. Imagina a adolescente gritando do banheiro, após uma escapadinha com o namorado, os pais foram viajar, eles curtiram bastante, a menina está escovando os dentes e lasca: “Benhê, tô grávida”.

Não mesmo, não é? Você vai escolher um momento, vai pensar nas atitudes que vai fazer para “criar o clima” e irá narrar, com todo o dengo do mundo, o problema.

É de uma hipocrisia enorme dizer que as mulheres não usam a sedução, o corpo, a silhueta bem definida para conseguir o que querem. E todos nós sabemos que quando elas querem seduzir, elas conseguem. Um decote sexy, uma saia que valoriza as pernas, uma calça que realça o quadril, penteados, maquiagens, acessórios, cremes, perfumes. Veja bem: não estou dizendo que todas as ações das mulheres são premeditadas e tudo o que foi listado acima serve para os atos ardilosos do sexo feminino. Mas, vamos ser francos: é motivo de clicar no botão delete na ferramenta de administração do blog se isso não tiver o mínimo de verdade.

Sabe o que é pior? Pensar que talvez nós, homens, sejamos previsíveis demais. Por isso elas são assim. Por isso elas fazem o que fazem. E  nós seguimos levando na cabeça. E mais: ainda gostamos.

Quando uma prótese de silicone faz bem às mulheres — e não apenas aos homens

26 de setembro de 2011 0

Foto: sxc.hu

Encontrei uma amiga de tempos na semana passada. Ela é magrinha, em torno de 1,70 de altura, loira, cabelos lisos. Mas não, não tem muito — ou nada — a oferecer esteticamente. Não quero dizer que ela é feia, ok? Até porque é muito minha amiga e a amizade é capaz de fazer a pessoa ficar bonita — e isso até pode ser um outro post.

Acontece que a menina resolveu, lá pelos 19 anos, colocar um implante de silicone nos seios. Talvez por ver todas as outras meninas com peitos e ela, murchinha e fora do padrão convencional de beleza, penar demais para conseguir um namorado ou um ficante ou um rolo. Coisas da adolescência. Fazer o quê?

Notei a mudança, obviamente, na primeira olhadela. Estava na correria, indo para um curso, passei por ela e não fosse o silicone me dar um “oi” não teria reparado na menina. Veja como são as coisas: uma grande amiga da época da escola passa por mim na rua e eu não a noto. Observo, primeiro, o silicone. Porque homem sabe quando uma mulher tem silicone nos seios. Ah, sabe.

Para minha surpresa, ela me deu “oi” também e, como temos uma certa intimidade, perguntou de primeira: “Então, o que achou?”, balançando os ombros para dar destaque aos peitões. “Trezentosesetentaecincoêmeéles”. Eu ri, disse que ela estava diferente. Nem deu tempo de perguntar outras coisas — realmente estava na correria — ela ainda disse “Que bom te ver”, deu um sorriso e foi embora, caminhando rápido, serelepe. Talvez também estava na corrida.

Foi então que percebi uma coisa nessa minha amiga: a felicidade. Na escola, ela era quietinha, quase sempre cabisbaixa. Quando ria das piadas da turma fazia baixinho, aquele riso que costumamos dizer que é para dentro, sabe? Será que tem a ver com o silicone? Porque uma outra conhecida, amiga da minha mulher, igualmente com poucos seios, destacou a felicidade como o motivo para colocar um implante de iguais 375ml no corpo. Sabe como é, mania de repórter perguntar tudo: “Mas me diz, além do óbvio, por que tu quer colocar silicone?”. Ela, de bate-pronto: “Porque eu quero ser feliz, oras”.

A questão, acho, não está no silicone. Mas sim em a mulher se sentir bem com ela mesma. Sentir-se desejada, sexy, gostosa. Ser reparada na rua — como minha conhecida, aí de cima. Essa amiga da minha mulher, por exemplo, só coloca blusas com decotes que valorizam os quase R$ 7 mil que pagou pela prótese. Outra coisa que reparei, neste caso: o namorado desta menina também está mais feliz. E o cara tem fama de ser o ranzinza da turma. Imagina. As gurias estão até achando ele “legal”.

Acho importante destacar: duas cirurgias estéticas que não vejo problema algum são nariz e seios. Não acho legal as moças que tiram costelas para afinar cintura, lipoaspiração, botox, silicone nas nádegas… e por aí vai. Meninas, não vou ser hipócrita e dizer que não ficamos “babando” por mulheres bem definidas, seja por cirurgia ou não. Mas cuidado, às vezes pode ficar demais — como a menina da foto abaixo, a tal da Valesca Popozuda. Não vale tudo para ficar gostosona, viu?

Foto: Drica Donato, divulgação, R2

Vera, a prima mais levada das estações

23 de setembro de 2011 30

Foto: sxc.hu

De todas as minhas primas, a Vera é a mais safada. Recebeu esse nome porque nasceu no dia 23 de setembro. Dia das flores, dizia minha tia. Prima Vera cresceu em meio aos primos boêmios, saía para a balada sem medo algum desde os 13, 14 anos. Como via os meninos passando o rodo na mulherada, sempre pensou: “Ora, por quê não posso fazer o mesmo?” Eram dois, três, quatro… seu recorde foi oito em uma noite. Quando só beijava na boca, claro. Depois que aprendeu outros tipos de curtição, passou a selecionar mais e nunca passou de dois.

Bem, não vou ficar aqui falando e falando de minha prima — até porque dá uma saudade da nossa época de adolescentes. Mas o debate que quero propor é que mulheres deprimidas, sem vontade de viver bem, de curtir a vida, de amar sem pudor. Mulheres que se deixam levar pelo que uma sociedade machista define como recato. Mulheres que se preocupam com o que os homens vão pensar, que não transam na primeira vez. E tantas outras definições bestas lá da época das cavernas. Estas mulheres não tiveram primos como a prima Vera teve.

Porque a prima Vera mostra as pernas quando veste uma saia sem parecer vulgar. A prima Vera conversa com os homens à noite, em uma balada, com o olhar fixo, no fundo do olho, deixando o vivente completamente atordoado, sem parecer uma prostituta oferecendo-se em alguma avenida da Capital.

A prima Vera não fica bêbada pelos bares, não sai gritando pela rua falando palavras sem sentido, carregada pelos ombros por alguma amiga. A prima Vera sabe beber, sabe até onde pode ir. A prima Vera sai para a noite para caçar, claro que sai. Mas a prima Vera seleciona seu alimento. Busca sempre um mamute e não um porco do mato. Com isso, a prima Vera não se lastima da comida que tem à mesa. Ela saboreia seu banquete como ninguém.

A prima Vera é bem-sucedida no trabalho. Está sempre sorrindo, mas a prima Vera sorri com gosto e de verdade, não porque tem de agradar alguém que está a seu lado ou manter uma vida de aparências. Resumindo: a prima Vera é muito feliz. Mas a mulherada, amiga da prima Vera, gosta de chamá-la de bem-resolvida. Ela ri. Prima Vera não gosta de rótulos bobos.

Linha cruzada: o dia em que a loira Grande e Gostosa perdeu para a morena baixinha

15 de setembro de 2011 75

Foto: sxc.hu

A Cinara era uma mulher alta, loira, encorpada. Tem implante de silicone nos seios, quadril largo. Aquela mulher que adora gargantear, dizendo-se gostosona, que pode tudo, que é bem-resolvida. É importante deixar claro que ela não é tudo o que pensa que é. Está longe. Em uma de seus devaneios, gosta de dizer que é uma mulher GG: Grande e Gostosa. Cinara tem um noivo. Ou melhor, tinha. E o verbo passou ao passado devido a um telefonema.

GG estava na casa do amado, haviam feito um sexo muito bom — na opinião dela, claro, e como contou aos amigos para explicar o fato. O cara foi tomar um banho. Tinham de voltar ao trabalho. Pelo que entendi, estavam curtindo aquele intervalinho sacana e gostoso a que todo o casal deve ter de vez em quando. O telefone tocou. Cinara atendeu:
— Oi, amor… — disse a voz dengosa no outro lado da linha.
— Como??!! — respondeu a Grande e Gostosa.
— Por favor, tu podes passar para o meu noivo?
— Como assim?
— Meu noivo, querida, o Marcos. Hummmm, a propósito, quem tu és?
— Quem eu sou? Sou a noiva dele, querida…
— Não pode ser a noiva dele, perua, se a noiva dele sou eu.
— Não, tu eu não sei quem és. Mas a noiva dele não será mais eu…

Desligou o telefone, quebrou o pau com o Marcos. Não foi trabalhar. Foi até a casa da mãe de Marcos. Mais alguém, além do safado, deveria pagar e ouvir por tudo o que ela queria falar. Chegou lá e desistiu. Na sala, uma morena, baixinha, mas muito bonita, estava sentada no sofá da Dona Manuela, chorando. A ex-sogra tinha uma xícará de chá na mão esquerda e na direita uma caixa de lenços. A outra chorava, soluçando. Até a irmã de Marcos consolava a baixinha. E parecia muito aflita. Na mão da outra, uma aliança de prata. A dela, ao menos, era de ouro, pensou.

Tirou seu anel do dedo, deixou no armário do corredor e foi embora. Afinal, que homem não gostaria de noivar com uma mulher Grande e Gostosa?

Que homem não gostaria de ser presenteado com um bom strip-tease?

11 de setembro de 2011 8

Foto: sxc.hu

No último Pergunte aos Cuecas, uma samba-cancioneira fez um comentário sobre strip-tease. Disse ela: “Um cara apelava insistentemente para que nós, mulheres, não fizéssemos um strip-tease. Disse que era como uma encenação ridícula, um teatro de comédia, e que geralmente o amado interrompia na metade argumentando que não aguentava mais de tanto desejo (na verdade, essa seria uma desculpa para não cair na risada na nossa frente)“. Sou obrigado a discordar com veemência — e acredito que você também vai, samba-cancioneiro.

Que homem não gostaria de ser presenteado com um bom strip-tease? Você volta para casa após um dia cansativo no trabalho, estressante, gritaria o tempo todo, pressão. E encontra sua mulher sem pudor algum, pode ser no quarto, na sala, em pé no corredor. Ela quer — e vai — fazer você subir pelas paredes.

Não interessa a ela pensar que está um pouco acima do peso (se estiver, claro). Ela sabe como te agradar, como fazer você sair do sério. Talvez, no início, você estranhe um tanto a atitude. Mas olha para ela dos pés a cabeça e se encanta com a produção feita única e exclusivamente para você. Ela está com um sapato de salto para deixar as pernas mais torneadas. Uma meia-calça preta, sexy, se junta à camisola e colabora com os movimentos, mesmo tímidos, afinal ela não é uma profissional, mas quer agradar seu homem.

E você só poderá olhar — e esta é a magia do momento. Você ficará sentado, observando, doido para pular em cima dela. Mas ela, safada e ao mesmo tempo esperta, irá fugir. E continuará dançando. E a noite apenas começa dessa maneira. E você certamente esqueceu toda a chatice do seu dia — e ela conseguiu o que queria. E mais: nesse momento não existe essa bobagem de homem x mulher. Ela vai adorar ser a dona da situação. Mas será submissa no momento certo, na dosagem certa. Você vai oscilar da plebe ao trono, igualmente, como manda o roteiro que ela já escreveu.

Entendeu o motivo de eu não entender o comentário que fizeram para a nossa leitora? Frases como essas colaboram para que as mulheres se travem, criem dogmas, não se soltem quando estão sozinhas com o marido, namorado, ficante, casinho do final de semana. Mulheres, adoramos strip-tease. Veneramos a sedução que vocês carregam no código genético. De forma alguma iremos rir ou debochar de vocês. Alguns dos melhores momentos da vida a dois ocorrem quando saímos do convencional. Quem sabe o dia de amanhã não será a vez de vocês ficarem apenas olhando?

Seis sacrifícios que todo homem um dia fará pela mulher amada

30 de agosto de 2011 38

Foto: sxc.hu

Não são poucos os sacrifícios que um homem faz pela mulher amada. Aqui, listamos seis deles. E vocês, mulheres? O que vocês fazem por nós mesmo que isso arranque um metafórico pedaço?

Ir a um show do Chico Buarque: claro que ir a um show do mestre Chico não é sacrifício algum para ninguém. O duro vai ser aguentar a garota de olhos vidrados/marejados full time, babando azul por cada movimento no palco, soltando gritinhos histéricos ao anúncio de cada música nova, dando beliscões porque você respirou alto demais, e depois ficar relatar minuciosamente cada segundo do show durante os próximos sete dias. Chico é Chico, mas tudo tem limite.

Fazer compras: não há como escapar do faro consumista de uma mulher. Seja o passeio que for, no mais ermo canto da Terra, ela vai encontrar algo para “dar uma olhadinha”, nem que seja uma feirinha de produtos feitos de cocô de lhama. E nem pense em ir tomar um café enquanto ela passa em revista pacientemente tudo o que nem sabe o que quer: tem que participar, ficar junto, e prestando atenção para o caso dela perguntar a sua opinião pela décima vez a respeito daquela tornozeleira de conchinha azul.

Assistir a comédias românticas: é óbvio que você não vai obrigar ela a ver ao sexto filme dos “Transformers”, mas ela fara questão, mesmo secretamente, que você a acompanhe ao novo da Meg Ryan. Podem haver razões secretas implícitas no convite, mas na maioria dos casos, ela quer apenas a sua companhia. Mas nem pense em dormir ou ficar jogando Snake no celular, porque, se não durante, depois do filme é certo que virá um pequeno questionário. Olhos abertos, então, companheiro. E não esqueça de uma furtiva lágrima, vai pegar bem, acredite…

Visitar parentes: nem precisa explicar muito, né? Se a nossa família já é barra de aguentar, imagina a dos outros. Não existe bolso suficiente para enfiar as mãos e risinhos amarelos que cheguem durante uma visita àquela tia distante ou no almoço que reúne três gerações de parentes que nem se fazem questão. E nem pensem em arrumar desculpa, já que ela mesma pensou em todas para poder se livrar da encrenca e não conseguiu. Mas aguente firme, porque uma hora ou outra será a vez dela…

Servir de cobaia: seja porque ela está de regime, seja porque está testando seus novos dotes culinários, é certo que vai sobrar pra você. Então prepare-se para mudar seus hábitos alimentares em prol de um relacionamento mais saudável. Com sorte, você também ficará mais saudável _ embora com fome, mas quem aqui precisa comer, não é mesmo? Barra de cereal taí pra isso…

Liberar o sábado para a melhor amiga: um clássico: a melhor amiga da sua namorada está numa pior e precisa conversar/chorar/extravasar. E tem que ser no final de semana, claro. Então você fica em casa vendo filme baixado no computador enquanto ela serve de analista pra amiga. Talvez vocês voltem a se ver na segunda-feira. Ou não.

Quem nunca brincou de um jeito diferente com a prima que atire a primeira pedra

30 de agosto de 2011 127

Foto: sxc.hu

Costumo dizer que prima é como a melhor amiga que tu tens plena noção de que se algo mais acontecer entre vocês vai dar muito, mas muito problema para o resto da vida. Se essa tua amiga — no caso prima — for linda e gostosa, o problema aumenta consideravelmente de tamanho.

Tenho muitas primas, algumas mais velhas, outras mais novas. Duas, apenas, com a mesma idade que eu — algo como não menos que 30 e não mais que 40. Uma delas mora nos EUA. Doida varrida. Mora fora do país pois encasquetou que iria conhecer pessoalmente o Eddie Vedder, do Pearl Jam. Conseguiu, inclusive. Casou com um canadense e planeja o primeiro filho para 2012. Vai nascer, claro, na terra dos Obama.

E tem a Sabrina. A espetacular Sabrina. Todos meus amigos eram apaixonados por Sabrina. Nossas mães, irmãs, sempre foram muito amigas e estavam sempre juntas, principalmente nas festas da família. Iam ao shopping. Viajavam. Todo o domingo, tomavam chimarrão em um parque lá perto de casa. Eu ficava brincando com Sabrina. Escorregador, balanço, gangorra. Corre, corre, corre.

Só que a Sabrina cresceu. Eu cresci. Sabrina jogava handebol desde os 11 anos. E era o destaque do time, se é que você me entende. Eu praticava judô e até hoje acredito que muitos dos ippons que consegui em minha “carreira” se deu pelos gritos desconcertantes da Sabrina nas arquibancadas nos torneios em que participava. “Vai, Johnnyyyyyyyyyyyyyyyy”. Brincadeira. Eu sou bom no judô.

O problema é que depois da primavera vem o verão. As férias. A praia. O sol. O mar. Os biquínis. As saídas noturnas. A Sabrina tinha muitas amigas — mais ou menos como as meninas aí da foto acima. Fiquei com quase todas. Dois, três dias depois a Sabrina sempre deixava escapar alguma coisa que a amiga teria dito sobre mim. Depois da frase, pulava em meu pescoço como só as primas sabem fazer, me dava um beijo na bochecha e dizia “Aí, Johnny, hein?”.

Em uma das poucas noites em que eu e ela não nos demos bem em uma das tantas saídas em Tramandaí, voltávamos para casa, e ela resolveu me dar a mão. Já havia estranhado o beijo, safado, no cantinho da boca, quando nos encontramos, lá pelas 2h, com a turma toda no fervo, já. Pensei que poderia ter sido acaso. Mas o resto da noite mostraria que não.

Com a desculpa de que estava cansada, pulou em minha garupa dizendo “Ai, primoooo, me leva”. Foi quando toquei pela primeira vez nas coxas de minha prima de um jeito diferente — segurando firme, sabe? Para que ela não caísse de minhas costas. Ficamos quietos durante uma quadra. Ela agarrada em meu pescoço. Cravou a mão em meu peito. Começou a morder minha orelha. Perguntava se alguma das amigas já havia mordido daquele jeito. Continuei quieto. Em determinado momento, até pedi para parar, mas quem se importava? Virei o rosto. Ela me olhou daquela maneira sugestiva, pedindo um beijo. Eu atendi: smack.

Acabamos ficando mais de uma vez. Muitos beijos gostosos. Muita coisa boa. Sempre um final de noite diferente e divertido. Hoje, quando nos vemos, é visível o constrangimento e a vergonha da pergunta adolescente “o que foi que fizemos?”. Mas, depois, vem sempre a gargalhada que absolve: “Ah, e quem nunca fez?”