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Posts com a tag "celulite"

Descobri uma vizinha que adora ficar se exibindo na janela após o banho

19 de agosto de 2011 118

Foto: sxc.hu

Moro em uma das avenidas mais movimentadas de Porto Alegre. É uma esquina. Olho para a frente, há um prédio alto, do outro lado da rua. Tanto pela proximidade quanto pelo ângulo com que os apartamentos se encontram enxergo praticamente tudo dois andares abaixo. Como eu moro no quinto, e esse outro edifício só tem quatro andares, consigo enxergar até o terceiro. No último apartamento desse prédio mora uma família, digamos, normal. Dois filhos e casal. Embaixo deles, aparentemente, vivem duas mulheres. Digo aparentemente porque nunca vi homens nestas duas semanas em que, diariamente, uma delas passou a “se mostrar” um pouco mais. Também não acredito que as duas sejam um casal — embora não ficaria nem um pouco impressionado se fossem.

Descobri que essa vizinha adora sair do banho de toalha. E ela fica se exibindo na janela. É quase um ritual. Chega do trabalho por volta das 19h30min — e eu sei disso porque tem como ver quando a luz acende no apartamento. Às 21h, ducha tomada. Ela senta em uma cadeira alta, perto da janela, passa creme nas pernas, depois levanta, vai até o outro lado do quarto e passa o creme no rosto e em parte dos ombros. Ela não abre a toalha e a tira em outro cômodo o qual não tenho acesso. Ainda não perguntei para nenhum dos meus vizinhos de andar se já viram o que eu vi — até mesmo para não dar bandeira que já percebi o que ocorre ali em frente.

Eu não sei se vocês já passaram por isso, mas me chamou atenção que ela parece gostar do que está fazendo. É como se dissesse para nós, os vizinhos do edifício em frente: “hora do show, rapazes”. Infelizmente, se esse é o pensamento dela, está completamente equivocada. É interessante uma rápida olhadela, mas não faz o menor sentido chamarmos o fato de show. Talvez se um dia ela for além e a toalha, sem querer, cair, valha algum couvert. Por enquanto, fico com o futebol, o controle remoto e a cervejinha gelada. Vamos aguardar os próximos capítulos.

Seja franco: você toparia que sua mulher participasse de um ensaio sensual?

16 de agosto de 2011 62

Foto: sxc.hu

Não sei se é machismo, ciúme, sentimento de posse. Mas não há dinheiro no mundo que faça com que minha mulher pose nua ou faça os chamados ensaios sensuais. O assunto rondou a mesa do almoço ontem. Havia três homens e uma mulher na mesa. Ela, claro, acha maravilhosa a ideia e posaria “sem medo algum”. O trio masculino argumentou que ela falava isso pois sabia que nunca seria convidada para um ensaio. Não pelo fato de ela ter um corpo ruim, pelo contrário. Ela possui muitos atributos. Mas falávamos no sentido de que a chance de ela, meramente “mortal”, posar nua era pequena. Graças a Deus ela entendeu o que quisemos dizer e a conversa prosseguiu.

Eu e mais um colega concordamos que é impossível ver a própria mulher nua em uma revista sem pensar nos pensamentos que outros homens estão tendo a respeito dela. Sem contar que ficamos apenas na questão imaginação e não na questão física do lado fantasioso — você me entende muito bem. O outro falou que toparia. Causou espanto na mesa. Entre os homens e a mulher. E como conheço ele de tempos, sei que não estava jogando para a torcida, como costumamos falar, apenas para agradar o exemplar do sexo feminino que estava conosco. A lógica dele é: podem ver e fazer o que quiserem, mas quando chega em casa quem manda sou eu. Autoconfiante o rapaz, eu disse, após boas risadas dos quatro.

Acontece que foi a vez dela descrever o prazer de posar nua. Como se já tivesse sido capa das mais diversas revistas femininas, passou a descrever cenários em que gostaria de ser fotografada, bem como poses e estilos que imaginava, pelo menos naquele momento, que tirariam os homens do sério. Entendemos perfeitamente que, para uma bela mulher, sentir-se bela, saber que os homens estarão desejando-a, sem toque algum, apenas olhando e observando suas curvas em uma revista era um grande fetiche para nossa colega. Não paramos para analisar os motivos dessa vontade, desse impulso. Mas isso bem que rende outro post.

Veja bem: não interprete como machismo. Interprete apenas como um “não acho legal”. E ponto. A questão está simplesmente no fato de que na revista com a foto da mulher nua ou em algum ensaio sensual que eu, você, nós, vós e eles já estiveram em mãos alguma vez, a foto em questão não é a mulher que eu tenho em casa. Aliás, sabemos dar muito valor ao que temos ao nosso lado. Só não queremos compartilhar, somos totalmente egoístas neste ponto. E antes que você, mulher, nos defina como homem das cavernas, pense em todas as revistas que você já viu, lembre de tudo o que você já pensou sobre as imagens. E analise se não temos um pouco de razão.

E você, samba-cancioneiro: toparia que sua mulher participasse de um ensaio sensual?

Sobre as mulheres que nunca tiveram um orgasmo

15 de julho de 2011 82

Foto: sxc.hu

Alguns amigos brincavam que o orgasmo feminino não existe. É um mito. Papo de homem para zoar com o sexo oposto, claro. Algo como a mulher que fala da masculinidade daquele cara metido a machão só para provocar. Mas sabe que conheci uma menina, na época da faculdade, ainda, que disse aos quatro ventos que nunca havia tipo um orgasmo? Jamais gritou — suada, saciada, eufórica, esbaforida — após atingir o ápice na sequência de bons minutos de sexo.

Mesmo conhecedor dos problemas que as mulheres podem ter nesse sentido, fiquei com pena da menina. Sempre que ela chegava no bar da faculdade, dava para ver na cara de todos os homens um certo lamento e aquele ar piedoso. “Coitada”, diziam todos com os olhos. E esse sentimento não tinha nada a ver com machismo ou convencimento (“eu faço ela ter um”) ou qualquer depreciativo que você possa imaginar. Muito pelo contrário. Nós nos entristecíamos com ela e por ela. Uma guria bonita, morena, cerca de 1,60m, corpo bem definido. Barriga, coxa, bumbum. Na época, 22 anos — isso foi em 2006.

Enfim, contei tudo isso porque um dos amigos da turma ficou com ela. Ele morava sozinho. Estudava Direito. Era bonito, boa pinta — daqueles que pega quem quer, sabe? Tinha dinheiro, muito dinheiro. Estacionava sua Toyota Hylux todo dia, de segunda a sexta, arrancando suspiros da mulherada da universidade. A menina que nunca teve um orgasmo era apaixonada por ele. Paixão antiga. Desde os tempos de Ensino Médio — logo, deixe de bobeira e pare de pensar que ela era mais uma da lista das gurias da faculdade. Não. Não era.

Certa vez, também no bar da faculdade, descobrimos que, mesmo após alguns meses de relacionamento com o estudante de Direito, ela ainda não havia conhecido o clímax, o auge do sexo. E, pelo que contou, eles já tinham tentado diversas vezes. Foi por terra minha ideia de que ela não tinha encontrado o “amor de sua vida” e iria desencanar quando, com esse menino, tivesse o primeiro orgasmo. Depois do primeiro, as explosões seriam constantes, definitivas, como uma locomotiva.

Fui pesquisar: segundo a Folha, uma pesquisa apontou que mais de 70% das mulheres nunca tiveram um orgasmo com seu parceiro. Sete em 10, samba-cancioneiro! SETE! A lista vai além: 40% destas — quatro nestas sete, parceiro — nunca atingirão o clímax do sexo com penetração. Meu amigo, é muita mulher e pouco orgasmo!

Teorias para que isso não ocorra não vão faltar. Ambos terem problemas e o cara não saber fazer a coisa seriam as mais óbvias, então nem vou listar. A minha: 70% é psicológico, afinal já vimos aqui que o pensamento feminino vai longe, longe, longe e é bem mais sonhador que o masculino. Os outros 30% podem ser divididos na mulher não estar tão pronta para o momento e transar por transar (e isso deve ter aos montes, infelizmente), o homem estar pensando muito mais em acabar e virar para o lado e dormir do que na satisfação da parceira (e isso tem aos montes, infelizmente, também).

Então? Neste “Dia do Homem“, vamos dar uma força para a mulherada e — tentar — entender os motivos que levam minha amiga da faculdade e os outros 70% a nunca terem soltado um “ah” com aquela força que nós, homens, conhecemos tão bem? Está aberto o debate.

O que os homens têm de saber sobre as mulheres?

13 de julho de 2011 186

Foto: sxc.hu

Esta é sua chance! Ficou brabinha com os dois posts sobre as coisas que vocês, mulheres, têm de saber sobre os homens? Como gostamos da sugestão dada pela Bia no comentário da versão 2 da lista, foi dada a largada: queremos saber as cinco coisas que nós, homens, temos de saber sobre vocês, mulheres.

Enumera elas aí nos comentários do post. As cinco melhores a gente publica aqui no blog em um novo post. Será, então, a vez de vocês aguentarem as críticas. Então, aceitam o desafio?

Nós somos gaviões? Então responda: o que você, mulher, mais valoriza no corpo masculino?

11 de julho de 2011 136

Foto: sxc.hu

As mulheres vivem falando que os homens são grandes “gaviões”. Não podem ver um rabo de saia que passam a fazer caras e bocas e arregalam os olhos, deslumbrados com a beleza da menina: as coxas torneadas, o bumbum redondinho, seios, barriguinha. Há quem curta até mãos e pés (como já escrevemos por aqui).

Mas, e as mulheres? Como temos certeza de que o sexo oposto também olha para as mais variadas partes masculinas — e elas são presença constante neste espaço —, lançamos aqui o início de um bate-papo para um próximo — e revelador — post: qual o principal local do homem que você, mulher, não deixa de olhar? Responda aqui, nos comentários, e/ou acesse nossa página no Facebook para votar na enquete. Vamos ver até onde vai a sinceridade da mulherada.

O mito da celulite (ou quem procura acha)

02 de junho de 2011 26

As Três Graças, pintura de Rubens (reprodução)

Tenho a tese de que as mulheres se preocupam tanto com essa história de celulite que estão, com isso, criando seu próprio pesadelo: as próximas gerações de homens vão nascer, por alguma mutação genética inexplicável, aptos a reconhecer o diabo da celulite e a se incomodar com ela. Aí sim elas terão problemas. Esse é o ponto número 1.

O ponto número 2 é a guriazinha.

A guriazinha foi uma colega em uma firma em que  trabalhei. Costumava provocar, com a exiguidade e ousadia de suas roupas em ambiente de trabalho, os olhares admirados e cobiçosos da ala masculina e os comentários maldosos a meia voz da turma feminina quando aparecia vestida com uma de suas sainhas esvoaçantes deixando à mostra pernas brancas e apetitosas como sorvete de baunilha.

Embora nunca houvéssemos trocado uma palavra, eu também apreciava de longe o espírito libertário daquela jovem (porque, e aqui vai mais uma daquelas informações que se eu não fosse um traidor da pátria masculina não deveria revelar, a ideia automática que se forma na cabeça de um homem que contempla uma moça de comportamento liberal no vestir é que esse comportamento liberal pode se estender à dinâmica das ações entre quatro paredes — o que é uma teoria furada, admito, mas eu só registro o fenômeno, não o avalio). Porque ela sabia calcular a altura exata para atiçar a curiosidade alheia com a visão daquele umbigo, centro da galáxia, e daquelas pernas, ah.. as pernas. E algo naquela liberdade inconsequente incomodava, e muito, algumas das demais colegas do setor. Era só ver como cochichavam comentários desairosos sobre a moça e seus trajes:

— Tu viu o jeito dela hoje?

— Tá demais, perdeu a noção.

— O que me admira é que ninguém chega e dá a real: olha, não é roupa pra vir trabalhar.

— Duvido que já não tenham dado, isso é querer aperecer mesmo…

Bom, nada nisso jamais contrariou, a meu ver, a ordem natural da vida nos aquários modernos em que o capitalismo faz os trabalhadores conviverem a maior parte do tempo. Mas um dia um camarada meu, também colega de setor, alguns anos mais jovem, não devia nem ter ainda 25 anos, ao ouvir os comentários de aprovação que um grupo na roda de cafezinho fazia à calça branca de aderência inacreditável que a garota estava usando no dia fez um comentário com a típica arrogância da juventude:

— Bá, vocês tão viajando. Essa mina é ex-gorda. É só olhar. Pura celulite.

Celulite, caçamba? Isso lá é argumento? Quem é que está ligando pra isso? Aí me dei conta: ELE estava.

Aquele jovem era um dos exemplares do previsto “novo homem”, a mutação fatal, o acidente genético resultado de décadas e décadas de ênfase na celulite tanto por parte das mulheres quanto da indústria cosmética. Daqui a 300 anos, caras como aqueles serão a massa dominante e estarão rejeitando as Sharons Stones e Juliannes Moores de seu tempo por causa de celulite. Aquele cidadão era uma peça avulsa no quebra-cabeça da evolução masculina para o futuro.

E pensando nisso eu nunca me senti tão à vontade em ser um espécime do século passado.