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Posts com a tag "estética"

Não somos nós que te trocamos por menininhas. São elas que vêm nos procurar

04 de outubro de 2011 213

Foto: sxc.hu

Esses tempos ouvi a seguinte frase: “Vocês, homens, têm de pegar as guriazinhas para se acharem mais homens, menos velhos e posarem de garanhões”. Pensei. Mas é claro que não. Vocês, mulheres, é que estão pagando o preço quando, lá atrás, na época da adolescência, preferiam os caras mais velhos aos da sua idade.

Sua mãe, tia, a professora da escola… todas as mulheres mais velhas que achavam o máximo ver em você as conquistas frustradas da adolescência delas, achavam o máximo exclamar que “menina amadurece antes, o que elas vão querer com uns abobadinhos da idade delas, tem mais de ir atrás dos caras já formados”. E elas tinham 15, 16, 17. E gostavam dos caras com 20, 21, 22, 23… Ora, agora você tem a idade da sua tia, de sua mãe, da professora da escola. E as menininhas (obviamente não com 15, 16, 17…) vêm atrás dos homens mais velhos. E você reclama? Ironia, não?

Você, mulher mais velha, não suporta a ideia de que, simplesmente, está velha. E pode tranquilamente perder para uma guriazinha — não gosto deste termo, mas estou usando a palavra que minha colega da redação falou. Estas moças não são “abobadinhas”. Não somos nós que as procuramos. São elas que vêm nos procurar. Elas estão fazendo o que você fez. Estão buscando experiência, romantismo, elegância, estilo, recato — aquele algo mais que os mais mocinhos, muitas vezes, não conseguem dar.

As menininhas descobriram que os homens mais velhos tem estilo, recato, finesse. Sabem conversar. São bons de cama. Não têm frescuras em cima de um bom, cheiroso e macio colchão. Têm cultura e gostam dela. Têm experiências de vida, sofrimentos, vivências que os ensinaram a ser pessoas melhores. Gostam de um bom restaurante, de um bom vinho, teatro… Ser chamado e visto como garanhão é uma mera nomenclatura. Que o homem mais velho nem mesmo procura.

Mas fique tranquila. Para todo pé torto há um sapato velho. Enquanto você, que está velhinha, vê os garanhões procurarem as menininhas, vá conversar com sua mãe, sua tia. Procure sua professora de escola. Juntem todas, façam um chá e conversem sobre o tempo que tinham 15, 16, 17. Não faltarão abobadinhos para servir de assunto.

Quando uma prótese de silicone faz bem às mulheres — e não apenas aos homens

26 de setembro de 2011 0

Foto: sxc.hu

Encontrei uma amiga de tempos na semana passada. Ela é magrinha, em torno de 1,70 de altura, loira, cabelos lisos. Mas não, não tem muito — ou nada — a oferecer esteticamente. Não quero dizer que ela é feia, ok? Até porque é muito minha amiga e a amizade é capaz de fazer a pessoa ficar bonita — e isso até pode ser um outro post.

Acontece que a menina resolveu, lá pelos 19 anos, colocar um implante de silicone nos seios. Talvez por ver todas as outras meninas com peitos e ela, murchinha e fora do padrão convencional de beleza, penar demais para conseguir um namorado ou um ficante ou um rolo. Coisas da adolescência. Fazer o quê?

Notei a mudança, obviamente, na primeira olhadela. Estava na correria, indo para um curso, passei por ela e não fosse o silicone me dar um “oi” não teria reparado na menina. Veja como são as coisas: uma grande amiga da época da escola passa por mim na rua e eu não a noto. Observo, primeiro, o silicone. Porque homem sabe quando uma mulher tem silicone nos seios. Ah, sabe.

Para minha surpresa, ela me deu “oi” também e, como temos uma certa intimidade, perguntou de primeira: “Então, o que achou?”, balançando os ombros para dar destaque aos peitões. “Trezentosesetentaecincoêmeéles”. Eu ri, disse que ela estava diferente. Nem deu tempo de perguntar outras coisas — realmente estava na correria — ela ainda disse “Que bom te ver”, deu um sorriso e foi embora, caminhando rápido, serelepe. Talvez também estava na corrida.

Foi então que percebi uma coisa nessa minha amiga: a felicidade. Na escola, ela era quietinha, quase sempre cabisbaixa. Quando ria das piadas da turma fazia baixinho, aquele riso que costumamos dizer que é para dentro, sabe? Será que tem a ver com o silicone? Porque uma outra conhecida, amiga da minha mulher, igualmente com poucos seios, destacou a felicidade como o motivo para colocar um implante de iguais 375ml no corpo. Sabe como é, mania de repórter perguntar tudo: “Mas me diz, além do óbvio, por que tu quer colocar silicone?”. Ela, de bate-pronto: “Porque eu quero ser feliz, oras”.

A questão, acho, não está no silicone. Mas sim em a mulher se sentir bem com ela mesma. Sentir-se desejada, sexy, gostosa. Ser reparada na rua — como minha conhecida, aí de cima. Essa amiga da minha mulher, por exemplo, só coloca blusas com decotes que valorizam os quase R$ 7 mil que pagou pela prótese. Outra coisa que reparei, neste caso: o namorado desta menina também está mais feliz. E o cara tem fama de ser o ranzinza da turma. Imagina. As gurias estão até achando ele “legal”.

Acho importante destacar: duas cirurgias estéticas que não vejo problema algum são nariz e seios. Não acho legal as moças que tiram costelas para afinar cintura, lipoaspiração, botox, silicone nas nádegas… e por aí vai. Meninas, não vou ser hipócrita e dizer que não ficamos “babando” por mulheres bem definidas, seja por cirurgia ou não. Mas cuidado, às vezes pode ficar demais — como a menina da foto abaixo, a tal da Valesca Popozuda. Não vale tudo para ficar gostosona, viu?

Foto: Drica Donato, divulgação, R2

Quem nunca brincou de um jeito diferente com a prima que atire a primeira pedra

30 de agosto de 2011 127

Foto: sxc.hu

Costumo dizer que prima é como a melhor amiga que tu tens plena noção de que se algo mais acontecer entre vocês vai dar muito, mas muito problema para o resto da vida. Se essa tua amiga — no caso prima — for linda e gostosa, o problema aumenta consideravelmente de tamanho.

Tenho muitas primas, algumas mais velhas, outras mais novas. Duas, apenas, com a mesma idade que eu — algo como não menos que 30 e não mais que 40. Uma delas mora nos EUA. Doida varrida. Mora fora do país pois encasquetou que iria conhecer pessoalmente o Eddie Vedder, do Pearl Jam. Conseguiu, inclusive. Casou com um canadense e planeja o primeiro filho para 2012. Vai nascer, claro, na terra dos Obama.

E tem a Sabrina. A espetacular Sabrina. Todos meus amigos eram apaixonados por Sabrina. Nossas mães, irmãs, sempre foram muito amigas e estavam sempre juntas, principalmente nas festas da família. Iam ao shopping. Viajavam. Todo o domingo, tomavam chimarrão em um parque lá perto de casa. Eu ficava brincando com Sabrina. Escorregador, balanço, gangorra. Corre, corre, corre.

Só que a Sabrina cresceu. Eu cresci. Sabrina jogava handebol desde os 11 anos. E era o destaque do time, se é que você me entende. Eu praticava judô e até hoje acredito que muitos dos ippons que consegui em minha “carreira” se deu pelos gritos desconcertantes da Sabrina nas arquibancadas nos torneios em que participava. “Vai, Johnnyyyyyyyyyyyyyyyy”. Brincadeira. Eu sou bom no judô.

O problema é que depois da primavera vem o verão. As férias. A praia. O sol. O mar. Os biquínis. As saídas noturnas. A Sabrina tinha muitas amigas — mais ou menos como as meninas aí da foto acima. Fiquei com quase todas. Dois, três dias depois a Sabrina sempre deixava escapar alguma coisa que a amiga teria dito sobre mim. Depois da frase, pulava em meu pescoço como só as primas sabem fazer, me dava um beijo na bochecha e dizia “Aí, Johnny, hein?”.

Em uma das poucas noites em que eu e ela não nos demos bem em uma das tantas saídas em Tramandaí, voltávamos para casa, e ela resolveu me dar a mão. Já havia estranhado o beijo, safado, no cantinho da boca, quando nos encontramos, lá pelas 2h, com a turma toda no fervo, já. Pensei que poderia ter sido acaso. Mas o resto da noite mostraria que não.

Com a desculpa de que estava cansada, pulou em minha garupa dizendo “Ai, primoooo, me leva”. Foi quando toquei pela primeira vez nas coxas de minha prima de um jeito diferente — segurando firme, sabe? Para que ela não caísse de minhas costas. Ficamos quietos durante uma quadra. Ela agarrada em meu pescoço. Cravou a mão em meu peito. Começou a morder minha orelha. Perguntava se alguma das amigas já havia mordido daquele jeito. Continuei quieto. Em determinado momento, até pedi para parar, mas quem se importava? Virei o rosto. Ela me olhou daquela maneira sugestiva, pedindo um beijo. Eu atendi: smack.

Acabamos ficando mais de uma vez. Muitos beijos gostosos. Muita coisa boa. Sempre um final de noite diferente e divertido. Hoje, quando nos vemos, é visível o constrangimento e a vergonha da pergunta adolescente “o que foi que fizemos?”. Mas, depois, vem sempre a gargalhada que absolve: “Ah, e quem nunca fez?”

Não seja besta de acreditar que a TPM existe

09 de agosto de 2011 155

Foto: sxc.hu

Existe uma palavrinha de três letras que me irrita muito: TPM. É uma doença? Mania? Problema psicológico? Não sei. As mulheres dizem que existe. E eu aprendi a aceitar. Mas você não acha estranho que tudo seja ligado à maldita TPM? Que qualquer coisa que aconteça no dia, não importa a época do mês, se está fazendo calor ou frio, se o sistema da empresa está no ar ou não, se teu chefe vai ter dar um aumento (bom, se TPM não existe, imagina aumento, né?) seja culpa desta maldita sigla? Não me venha com esse papo de hormônios, ovulação, dor no quadril, calor. A partir de hoje, faço um pacto com você, samba-cancioneiro: não acreditaremos mais nesta tal de Tensão Pré-Menstrual e elas terão de ter desculpas melhores — ou inventar novas siglas.

Quem sabe o CCAAFM, igualmente famoso e conhecido como Choro Compulsivo Após Assistir ao Filme Mulherzinha. De repente a CRPGA30, a Crise das Rugas e Pés de Galinha Após os 30, que elas insistem em retardar usando aqueles cremes gordurosos e fedorentos. O homem chega perto e ela mais parece uma vela acesa de tanto óleo. Ou ainda ESNCCC — Estar no Shopping e Não Conseguir Comprar com meu Cartão (o problema desta é que vai sobrar para ti, né? Haja limite que resolva, hein?).

Essa tal de TPM complica nossa vida, você não acha? Porque há mulheres que supervalorizam esse período no mês. Eu diria que existem cinco fases na lua: crescente, minguante, nova, cheia e TPM. Nesta última é a mulher que está “de lua” e nem mesmo acabou a minguante e ela já está dizendo “deve ser a TPM chegando!”. Pô, ainda faltam três fases, amiga. Desencana. Se ainda é a tua companheira, a mulher que tu escolheu para viver a vida toda do lado, ainda dá para aturar. Agora, temos de aturar a TPM das colegas de trabalho. Daí não dá. Malditos direitos iguais. Se eu fosse chefe e minha funcionária comprovasse cientificamente que está nesta fase eu liberava ela para ficar em casa. Folga remunerada, ainda por cima.

Fica o desafio para os samba-cancioneiros: vamos achar a nossa TPM e vamos enganá-las com o mesmo vigor, com a mesma dedicação, com a mesma força com que elas vêm nos enganando desde os primórdios da humanidade. Só, meninas, não venham dizer que nossa TPM é o futebol das quartas-feiras ou o controle remoto da TV porque há certas coisas que vocês nunca vão entender. O futebol e o controle remoto da TV são sagrados. Seres de outro mundo que nos dão um prazer incondicional. Algo difícil de explicar. Assim como a TPM.

Fica a dica, samba-cancioneiro: as mulheres estão reclamando das abordagens masculinas

04 de agosto de 2011 86

Foto: sxc.hu

Essa eu ouvi pouco depois do meio-dia, enquanto almoçava. Três mulheres, que aparentavam não menos de 30 anos e não mais que 35, saboreavam a sobremesa na mesa ao lado, saciadas após um bom almoço em um bom restaurante do Moinhos de Vento. Me interessei pela conversa delas quando percebi que falavam da última balada em que haviam ido. Provavelmente a do final de semana. Pelo nível das três, acredito que não era qualquer festa em qualquer casa noturna. Falavam assim:

“Eu esperava bem mais do fulano. Ficamos meia hora nos olhando, nos curtindo, na hora em que veio falar comigo…” falou isso e fez aquela cara de decepção, sabe?

Pelo que entendi, a outra das três já tinha ido conversar com o amigo desse primeiro.

“Mas tu também? O meu só sabia falar das viagens que já tinha feito e os países que já tinha conhecido. Depois que ele praticamente me levou para uma volta ao mundo, tentou me beijar, achando que é assim, fácil” e riram, samba-cancioneiro. Riram alto.

Quando ouvi a risada, pensei neste post. Eu não vou generalizar e dizer que todas as mulheres estão achando as investidas masculinas uma droga. Da mesma forma, não penso que todos os homens chegam nas mulheres com esse papinho furado. Algo como um cara passar de carro por uma mulher bonita na rua, buzinar e ela passar a acreditar que ele é o amor da vida dela. Tudo bem, deve ser ótimo para o ego dela saber que está bem fisicamente a ponto de ganhar um buzinaço. Agora: isso deveria ser um elogio? Acho que não, não é mesmo? Se fosse assim, bastaria uma mulher passar do seu lado e você dizer “ô, gostosa” e praticamente ela seria a mãe de seus filhos… Às vezes parecemos homens das cavernas, temos de admitir.

Mas voltando às meninas do almoço: você percebeu, samba-cancioneiro, que por causa desses dois nós, homens bons e que sabemos conversar, estamos fadados a um estereótipo medonho? Elas, talvez, na próxima festa, verão um cara se aproximando e começarão a orar cinco Ave-Marias, oito Pai Nossos, vão pensar no Antônio e todos os outros santos a que são devotas pedindo “por favor, converse bem, seja uma pessoa legal, não seja um imbecil… por favor, meu santinho, só desta vez”. Estou exagerando, claro! Até porque elas poderiam estar fazendo aquela pose de intelectuais e, na verdade, elas que não conseguiram despertar um papo mais cabeça (acho que depois dessa eu vou apanhar aqui).

O que sempre digo nestes casos é: quer arrumar namorado, não vai pra festinha. Não fica esperando teu príncipe encantado em meio às luzes, o neon, o tunti-tunti-tunti. Na balada todos querem curtir, podem inventar quem são, onde foram, onde moram, onde moraram. Mesmo que role uma conversa antes, não dá para levar tão a sério assim um bate-papo na noite. Todos querem impressionar: sejam homens, sejam mulheres. Talvez devido a esse mundo de aparências em que vivemos. Aposto que em um almoço, em um passeio pela Redenção, em um cinema… as coisas seriam bem diferentes. Quase disse para as meninas darem mais uma chance aos rapazes. Falaria apenas uma frase “cabeça”: na noite, todos os gatos são pardos, meninas? Elas não queriam um papo “inteligente”?

Ele encontrou a mulher do amigo na balada ficando com outro. E agora?

02 de agosto de 2011 133

Foto: sxc.hu

É notória a fidelidade masculina para com os amigos. Não sei o que acontece, nunca li pesquisa alguma sobre isso, mas é fato que dois homens possuem muito mais lealdade e fidelidade entre si do que duas mulheres. Talvez a vaidade e o ciúme, neste caso, falem mais alto.

É difícil você ver um homem analisando outro como as mulheres fazem: “como você está magra”, “ai, que lindo teu cabelo”, “menina, onde tu comprou essa bolsa??”… E a partir destas frases se percebe um certo veneno, uma troca de raios (in?)conscientes. Vem aquele pensamento da inveja e no outro dia lá vem inscrição em academia, cabelo, mãos e pés feitos e uma bolsa que faz o tempo parar em qualquer lugar que a “amiga” venha a chegar.

O problema é que o Eduardo estava na balada, festa boa, gostosa de se curtir. Mulherada a mil. Cerveja gelada. Som da melhor qualidade. Aquela festa que você tem certeza de que fez a escolha certa quando decidiu entrar. Errado. O Eduardo acabou vendo algo que não queria.

Em um cantinho, ao lado da chapelaria, estava a Rafaela, namorada de anos, muitos anos, do Léo. Estava feliz, sorrindo sem parar. Dançando sem parar. Copo em uma mão. Braço sobre os ombros de um cara qualquer que não era o Léo. E beijando muito. Eduardo soltou um palavrão. Pensou na possibilidade de ir até lá acabar “com aquela palhaçada”. Não foi. Ficou mais um tempo observando. E foi embora. Havia acabado a festa.

A história e os nomes são fictícios desta vez. Mas duvido que algum dos samba-cancioneiros não tenha passado pela situação ou ouvido uma história parecida a esta. A questão de hoje é: você contaria para o Léo que sua namorada estava em uma festa dando o maior amasso em um cara qualquer? A mulherada pode opinar também e usar o exemplo ao contrário, sem problemas — até porque tenho 99% de certeza de que as meninas contariam para a amiga sem pestanejar. Mas o debate gira em torno do tema fidelidade entre amigos. Vamos ver se haverá surpresa na conversa.

Da necessidade masculina de abreviar a primeira vez (ou foi com uma profissional)

28 de julho de 2011 59

Foto: sxc.hu

Não peço que vocês, mulheres, entendam os motivos que levam um homem a procurar uma profissional do sexo. Ao mesmo tempo, agora que estou mais velho — maduro, como os homens gostam de dizer por aí —, questiono com um pouco mais de veemência a necessidade masculina de ter sua primeira vez antecipada com uma mulher da vida. Mulheres se guardam. Homens têm de transar. Com o tempo, mulheres querem transar. Homens transam. Na realidade, homens sempre transam. Mulheres aprendem a transar (que bom, não?).

Enfim, sem questões sociológicas ou que possam vir a causar debates calorosos. Me apego, mesmo, à questão do ato sexual com uma mulher que você nunca viu na vida, que cheira a um perfume barato e grita e geme como louca sem ao menos você ter iniciado alguma ação para que seja válido esse tipo de cena performática. Você lá, pelado, cheio de expectativas, mal sabe o caminho para o gol. Chega perto da mulher e ouve “uh, ah, oh”. O interessante é que você recém colocou um joelho e uma das mãos na cama. Sorte que a inexperiência ilude e é possível pensar que estamos matando a pau. Orgasmo, então, nossa! Tem mulher que finge que goza hoje em dia e a gente acredita. Imagina com 15, 16 anos.

A maioria dos meus amigos perdeu a virgindade com uma prostituta. Eita palavra feia: prostituta. Há uns 15 anos, não era tão fácil como hoje. Ou talvez não procurávamos direito. Ou o que é pior: escolhíamos as meninas erradas. Poucos eram os que ficavam e transavam. Tinha de rolar um namorinho antes. Mais romântico, claro. Menos prático. Atucanados com a possibilidade de serem os últimos da turma a conhecer o bem bom, se jogavam de corpo e alma para a noite das mulheres mal-faladas. Outro equívoco: valorizar o pensamento das amizades em vez da consciência do que se quer para si mesmo.

Me diz com sinceridade: se você pudesse voltar no tempo, aposto que escolheria não ter tido a primeira vez com uma garota de programa, não? Você poderia ter transado com a namoradinha, a vizinha, a filha da empregada, a própria empregada, a prima — opa, bom tema para post… Mas você escolheu uma profissional. E hoje, com a experiência de mercado, percebe que a funcionária não estaria em sua equipe de trabalho. Ou, o que é pior, nem teria deixado currículo na empresa.

É a vida sexual, amigo. Algumas coisas são passíveis de serem apagadas. Para outras, o perfume barato de maçã está lá. Sempre pronto para te fazer lembrar.

Pense muito bem no que fazer quando a segunda chance bater a sua porta

22 de julho de 2011 117

Foto: sxc.hu

Muitas pessoas não têm uma segunda chance. E às vezes nem faz bobagem. Apenas falha. Se bem que, se olharmos os comentários deste post aqui, para alguns de nossos samba-cancioneiros falhar pode ser considerado “fazer bobagem”. O Rodrigo conheceu o gosto da falha esta semana. Mas não fez bobagem. Para quem não acompanhou o caso, resumindo: o Rodrigo, finalmente, ficou com a Camila, uma deusa que há tempos ele estava flertando, trocando olhares, mensagens. Mulher linda, inteligente. Simplesmente fantástica! Após uma boa noite de vinho, conversas e um bife à parmeggiana, foram para a casa dela. Passaram a conversar utilizando os suspiros e gemidos. E ele broxou.

Contei para o Rodrigo que ia escrever sobre ele para levantar o debate sobre negar fogo. Ele aceitou, claro. Passou aqui para ler os comentários — achou grande parte deles bizarros. A segunda chance do Rodrigo veio com um bom jantar. Desta vez, na casa dele. O Rodrigo é muito romântico: meia-luz, velas, música certa no volume certo, recebeu a Camila de sapato, camisa, calça, como manda o figurino. Teve vinho, novamente. E teve uma boa conversa, também.

Segundo o Rodrigo, a Camila disse a ele que “foi a primeira vez que aconteceu” com ela de alguém não conseguir consumar o ato. O problema da noite anterior não foi visto como um problema. Pelo contrário: a Camila entendeu aquilo como uma espécie de declaração de amor. E o Rodrigo entendeu que não era apenas de um lado que havia sentimento. Se soltou: disse que simplesmente a venerava. Não a queria por ser linda. Mas porque estava apaixonado. Tremeu, realmente. Mas, isso sempre segundo o Rodrigo, queria que tudo fosse perfeito. Por isso, organizou aquele jantar como se estivesse recebendo o Papa.

Ela disse que ainda era cedo para definir aquilo como um namoro, mas que possivelmente as coisas iriam se encaminhar para isso. Gostava do jeito do Rodrigo. E a maneira como tudo ocorreu dava a entender que ele não era um qualquer. Ah, as coisas funcionaram perfeitamente — se é que você me entende.

Reproduzo abaixo um e-mail do Rodrigo, de ontem:

Samba-cancioneiros, jamais poderia ter tomado pílula azul. Jamais poderia ter tratado esta mulher como uma qualquer. Jamais imaginei que houvesse uma mulher assim na minha vida: inteligente, querida, amiga, sensível. Não quero mais ficar de galho em galho. Acho que chega há uma hora na vida que o cara quer isso. Sou o legítimo cara que pensei que nunca iria me casar. Namoros, até tive. Mas estou pensando em me aquietar. E quero me aquietar com a Camila. É engraçado ser personagem de um post de blog. E mais engraçado ainda as pessoas opinando sobre sua vida. Não quero dizer que não ouvi vocês, mas tomei as decisões por meus impulsos. Não pelo que vocês escreveram. Tudo correu bem. E vai continuar correndo. Abraços.

Nós somos gaviões? Então responda: o que você, mulher, mais valoriza no corpo masculino?

11 de julho de 2011 136

Foto: sxc.hu

As mulheres vivem falando que os homens são grandes “gaviões”. Não podem ver um rabo de saia que passam a fazer caras e bocas e arregalam os olhos, deslumbrados com a beleza da menina: as coxas torneadas, o bumbum redondinho, seios, barriguinha. Há quem curta até mãos e pés (como já escrevemos por aqui).

Mas, e as mulheres? Como temos certeza de que o sexo oposto também olha para as mais variadas partes masculinas — e elas são presença constante neste espaço —, lançamos aqui o início de um bate-papo para um próximo — e revelador — post: qual o principal local do homem que você, mulher, não deixa de olhar? Responda aqui, nos comentários, e/ou acesse nossa página no Facebook para votar na enquete. Vamos ver até onde vai a sinceridade da mulherada.

O mito da celulite (ou quem procura acha)

02 de junho de 2011 26

As Três Graças, pintura de Rubens (reprodução)

Tenho a tese de que as mulheres se preocupam tanto com essa história de celulite que estão, com isso, criando seu próprio pesadelo: as próximas gerações de homens vão nascer, por alguma mutação genética inexplicável, aptos a reconhecer o diabo da celulite e a se incomodar com ela. Aí sim elas terão problemas. Esse é o ponto número 1.

O ponto número 2 é a guriazinha.

A guriazinha foi uma colega em uma firma em que  trabalhei. Costumava provocar, com a exiguidade e ousadia de suas roupas em ambiente de trabalho, os olhares admirados e cobiçosos da ala masculina e os comentários maldosos a meia voz da turma feminina quando aparecia vestida com uma de suas sainhas esvoaçantes deixando à mostra pernas brancas e apetitosas como sorvete de baunilha.

Embora nunca houvéssemos trocado uma palavra, eu também apreciava de longe o espírito libertário daquela jovem (porque, e aqui vai mais uma daquelas informações que se eu não fosse um traidor da pátria masculina não deveria revelar, a ideia automática que se forma na cabeça de um homem que contempla uma moça de comportamento liberal no vestir é que esse comportamento liberal pode se estender à dinâmica das ações entre quatro paredes — o que é uma teoria furada, admito, mas eu só registro o fenômeno, não o avalio). Porque ela sabia calcular a altura exata para atiçar a curiosidade alheia com a visão daquele umbigo, centro da galáxia, e daquelas pernas, ah.. as pernas. E algo naquela liberdade inconsequente incomodava, e muito, algumas das demais colegas do setor. Era só ver como cochichavam comentários desairosos sobre a moça e seus trajes:

— Tu viu o jeito dela hoje?

— Tá demais, perdeu a noção.

— O que me admira é que ninguém chega e dá a real: olha, não é roupa pra vir trabalhar.

— Duvido que já não tenham dado, isso é querer aperecer mesmo…

Bom, nada nisso jamais contrariou, a meu ver, a ordem natural da vida nos aquários modernos em que o capitalismo faz os trabalhadores conviverem a maior parte do tempo. Mas um dia um camarada meu, também colega de setor, alguns anos mais jovem, não devia nem ter ainda 25 anos, ao ouvir os comentários de aprovação que um grupo na roda de cafezinho fazia à calça branca de aderência inacreditável que a garota estava usando no dia fez um comentário com a típica arrogância da juventude:

— Bá, vocês tão viajando. Essa mina é ex-gorda. É só olhar. Pura celulite.

Celulite, caçamba? Isso lá é argumento? Quem é que está ligando pra isso? Aí me dei conta: ELE estava.

Aquele jovem era um dos exemplares do previsto “novo homem”, a mutação fatal, o acidente genético resultado de décadas e décadas de ênfase na celulite tanto por parte das mulheres quanto da indústria cosmética. Daqui a 300 anos, caras como aqueles serão a massa dominante e estarão rejeitando as Sharons Stones e Juliannes Moores de seu tempo por causa de celulite. Aquele cidadão era uma peça avulsa no quebra-cabeça da evolução masculina para o futuro.

E pensando nisso eu nunca me senti tão à vontade em ser um espécime do século passado.