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Posts com a tag "Gurias parceiras"

"Amor, estou grávida. O que a gente vai fazer?"

24 de outubro de 2011 119

Foto: sxc.hu

Fato que programar uma gravidez, pensar e organizar a vida a dois, alinhar todas as questões relevantes para dar um futuro bom à criança é primordial e porque não dizer essencial na vida de um casal. Mas e quando isso não é possível? Quando ela simplesmente para na tua frente com aquela cara de apavorada e diz “Amor, estou grávida”?

Um casal de amigos passou por isso. Em uma madrugada, acabaram transando, não se precaveram e vieram gêmeos. Gêmeos, amigo. E o marido, hoje feliz da vida com os dois guris, ficou apavorado. Ele, recém-formado na faculdade de Direito. Ela, professora de Educação Física. Passaram um grande aperto logo no início. Ela também ficou apreensiva, claro, mas os dois lembram — hoje rindo, claro — que ele ficou bem mais nervoso e preocupado do que ela, que só sabia olhar e alisar a barriga.

E vocês? Alguém aqui já passou por isso? O que fizeram? Como foi para superar a barra e dar algo bom para o bebê? Conte para nós, samba-cancioneiro.

Quem gosta de passado é museu?

17 de outubro de 2011 166

Foto: sxc.hu

Um jogador de futebol muito famoso está revoltado com o que andam falando sobre o passado da moça com quem tem um relacionamento. Coincidentemente, ela é gaúcha e alguns homens aqui de Porto Alegre — dizem — já pagaram a ela algo mais que a conta do boteco. Vocês entenderam o que eu quis dizer, então não há necessidade de explicar.

Fiquei pensando na questão “passado de uma mulher” e percebi que, em muitos casos, ele é extremamente valorizado. Alguns homens não casariam com uma moça mais “vivida”. O que não deixa de ser irônico, pois grande parte do público masculino pede a seu lado mulheres devassas, que topem tudo e saibam fazer tudo. Na teoria, quanto mais parceiros, mais desencanada a mulher seria (é isso?).

Mas voltando ao primeiro parágrafo: e se você descobrisse que sua mulher é ou foi uma garota de programa? Qual seria sua reação? Acabaria o relacionamento? Se continuasse com ela, contaria a seus amigos e familiares sobre o passado da moça? Um tema um tanto polêmico para começar a semana. Vamos debater sobre isso?

O fascínio pelas mulheres negras

24 de setembro de 2011 67

Foto: sxc.hu

Vou te contar uma coisa que poucos sabem: sempre fui viciado por mulheres negras. Uma tara incrível. Com cinco namoradas negras no currículo, posso me declarar um expert em negras. E, também por isso, posso tomar a liberdade de escrever negra (e não afrodescendente) com propriedade e sem medo algum de ser estereotipado como politicamente incorreto. Pois tenho certeza de que você repara (e muito) nas mulheres negras. Elas são de uma beleza diferenciada, mais redondas, curvilíneas, sensuais. Têm um poder de hipnotizar de uma maneira única. E veja bem, não estou desprezando, muito menos menosprezando, morenas, loiras, ruivas. Mas as negras são espetaculares.

Um amigo casado com uma negra descreve sua relação como o paraíso. Formosa ao extremo, a mulher dele tem um sorriso incrível. Em determinado momento, como que num susto, deixa o semblante sério e abre a boca carnuda e deixa à mostra aquela dentadura perfeita, branca, em meio ao vermelho forte de cada lábio. Um verdadeiro espetáculo da beleza feminina.

Uma de minhas namoradas tinha mãos sensacionais. Finas, com dedos um tanto compridos, mas as unhas bem feitas completavam uma das poses mais sensuais que tenho memória: sentada, com o quadril inclinado para o lado direito, ela cruzava as pernas e, com o corpo reto, deixava o protagonismo do tronco e dos seios bem definidos tomar conta e apoiava os braços sobre os joelhos com as mãos pairando sob o nada. Seguidamente me descobria apenas observando a cena, sorria (pois sabia cada frame do meu pensamento) e me convidava para sentar a seu lado. Cada um exibia seu “troféu” com um grande orgulho no rosto. Bons tempos.

Com o cuidado para não ser vulgar, destaco ainda os quadris das negras. A volúpia que vai para um lado e outro com uma leveza (e ao mesmo tempo força) que fascina tanto o brasileiro, o europeu, o americano, o asiático… O africano, povo de sorte, deleita-se com isso há milênios. Não fosse a escravidão e todas as barbáries dos séculos passados, poderíamos agradecer aos portugueses com um feriado e uma semana festiva. Uma ode aos quadris das negras. Redondos, duros, rijos. Quase sempre grande o suficiente para te tirar do sério. As curvas que te deixam com torcicolo. Que fazem você olhar para trás indubitavalmente. E que você achou, lá em cima, no início do texto, que “se o Johnny não falar dos quadris esse é o pior texto do blog”. Tudo bem, este pode ser o pior texto do blog apesar de eu ter citado os quadris (mesmo que ao final). Mas lembre-se: eu já tive cinco namoradas negras, com seus sorrisos, mãos, pernas, quadris e tudo mais. E você, quantas já teve?

Das atitudes que toda a mulher deveria permitir ao homem pelo menos uma vez

02 de setembro de 2011 124

Foto: sxc.hu

A questão não está no verbo ter como uma imposição. Mas como uma necessidade. Esperamos sempre que a maioria das samba-cancioneiras que por aqui espiam nosso modo de ser são desencanadas, cabeça aberta, gostam de sexo e o praticam sem nenhum pudor ou medo de “o que vão falar se eu fizer isso…”. Pois a dica de hoje é: se falarem, pelo menos você curtiu demais o que estava proposta a fazer. E é o primeiro motivo para a fila andar. Se vocês tiverem sorte de se relacionar com um cara que quer o sexo completo, e não apenas a parte dele, abuse e use.

Vamos colocar uma pimentinha na relação? Abaixo estão algumas atitudes simples que vocês deveriam, pelo menos uma vez, deixar que os homens “saciem-se”. Em contrapartida, será a vez de você entender o quanto pode estar travada em algo que deve ser totalmente livre de atucanações. A listinha não tem nada de muito especial, mas atentem-se para o pedido lá no final do post. A ideia é todos, nós e vocês, compartilharmos experiências. Afinal, não somos os donos da verdade.

Mordidas: não somos o Drácula, mas gostamos de morder. Não se preocupe com manchas roxas nas pernas, nas coxas, nas costas… Elas irão sarar. E você ainda a chance de relembrar todo dia, seja no banho ou em frente ao espelho, aquele momento doido em que você, finalmente, se soltou entre as quatro paredes.

Puxões de cabelo: não interessa se você fez chapinha, escova progressiva, lavou e secou seu cabelo por mais de horas para ele ficar com o volume desejado. Nós queremos, e vamos, enrolar os longos fios em nossas mãos e iremos, sim, te puxar com força. Vai doer? Provavelmente uma dor leve, mas que vem seguida de um gemido longo, misturado com a respiração ofegante do momento. Lembre: o salão de beleza estará sempre no mesmo lugar. O gato que está na sua cama, quem sabe?

Dedos: é fácil imaginar que a mão forte do companheiro revezará entre coxas, bumbum e seios. Mas esqueça o lugar comum e deixe-se levar, pelo menos uma vez, até onde os dedos conseguem ir. Sem contar que eles, os dedos, podem ser — e serão — bons aliados para que o clima continue quente e o parceiro possa aguentar mais e mais o momento. É o que chamamos de parada estratégica.

Beijos após o sexo oral: se algumas mulheres sentem nojo de receber, beijar logo após, nem me fale. Não fique podando o parceiro — e a si mesma — quando ele quiser lhe dar um bom beijo após ótimos minutos de prazer. Mostrar desinteresse ou tabus nessa hora só atrapalha e é broxante. Nós perceberemos que você está desconfortável e não iremos tentar de novo. Pelo menos não nos próximos cinco minutos.

A lista pode ser grande e queremos que você nos ajude, samba-cancioneiro. É a sua vez de deixar mais recados para elas. Escreva nos comentários. Meninas, vocês podem — e devem — opinar também. Mas são dicas para vocês mesmas. O que vocês têm de deixar que nós façamos pelo menos uma vez. Como bons alunos, iremos captar tudo o que as professorinhas estiverem dispostas a ensinar…

Quem nunca brincou de um jeito diferente com a prima que atire a primeira pedra

30 de agosto de 2011 127

Foto: sxc.hu

Costumo dizer que prima é como a melhor amiga que tu tens plena noção de que se algo mais acontecer entre vocês vai dar muito, mas muito problema para o resto da vida. Se essa tua amiga — no caso prima — for linda e gostosa, o problema aumenta consideravelmente de tamanho.

Tenho muitas primas, algumas mais velhas, outras mais novas. Duas, apenas, com a mesma idade que eu — algo como não menos que 30 e não mais que 40. Uma delas mora nos EUA. Doida varrida. Mora fora do país pois encasquetou que iria conhecer pessoalmente o Eddie Vedder, do Pearl Jam. Conseguiu, inclusive. Casou com um canadense e planeja o primeiro filho para 2012. Vai nascer, claro, na terra dos Obama.

E tem a Sabrina. A espetacular Sabrina. Todos meus amigos eram apaixonados por Sabrina. Nossas mães, irmãs, sempre foram muito amigas e estavam sempre juntas, principalmente nas festas da família. Iam ao shopping. Viajavam. Todo o domingo, tomavam chimarrão em um parque lá perto de casa. Eu ficava brincando com Sabrina. Escorregador, balanço, gangorra. Corre, corre, corre.

Só que a Sabrina cresceu. Eu cresci. Sabrina jogava handebol desde os 11 anos. E era o destaque do time, se é que você me entende. Eu praticava judô e até hoje acredito que muitos dos ippons que consegui em minha “carreira” se deu pelos gritos desconcertantes da Sabrina nas arquibancadas nos torneios em que participava. “Vai, Johnnyyyyyyyyyyyyyyyy”. Brincadeira. Eu sou bom no judô.

O problema é que depois da primavera vem o verão. As férias. A praia. O sol. O mar. Os biquínis. As saídas noturnas. A Sabrina tinha muitas amigas — mais ou menos como as meninas aí da foto acima. Fiquei com quase todas. Dois, três dias depois a Sabrina sempre deixava escapar alguma coisa que a amiga teria dito sobre mim. Depois da frase, pulava em meu pescoço como só as primas sabem fazer, me dava um beijo na bochecha e dizia “Aí, Johnny, hein?”.

Em uma das poucas noites em que eu e ela não nos demos bem em uma das tantas saídas em Tramandaí, voltávamos para casa, e ela resolveu me dar a mão. Já havia estranhado o beijo, safado, no cantinho da boca, quando nos encontramos, lá pelas 2h, com a turma toda no fervo, já. Pensei que poderia ter sido acaso. Mas o resto da noite mostraria que não.

Com a desculpa de que estava cansada, pulou em minha garupa dizendo “Ai, primoooo, me leva”. Foi quando toquei pela primeira vez nas coxas de minha prima de um jeito diferente — segurando firme, sabe? Para que ela não caísse de minhas costas. Ficamos quietos durante uma quadra. Ela agarrada em meu pescoço. Cravou a mão em meu peito. Começou a morder minha orelha. Perguntava se alguma das amigas já havia mordido daquele jeito. Continuei quieto. Em determinado momento, até pedi para parar, mas quem se importava? Virei o rosto. Ela me olhou daquela maneira sugestiva, pedindo um beijo. Eu atendi: smack.

Acabamos ficando mais de uma vez. Muitos beijos gostosos. Muita coisa boa. Sempre um final de noite diferente e divertido. Hoje, quando nos vemos, é visível o constrangimento e a vergonha da pergunta adolescente “o que foi que fizemos?”. Mas, depois, vem sempre a gargalhada que absolve: “Ah, e quem nunca fez?”

As vantagens de ser amante são muitas. Mas às vezes você quer algo mais do prato principal

23 de agosto de 2011 131

Foto: sxc.hu

Edgar comia tranquilamente seu bife. Era um bife de picanha ao ponto, com uma saudável capa de gordura da espessura de um dedo. Olhava para o bife e pensava em Marta, que acabara de deixar em casa. Daqui uma hora, calculou, ela estará de banho tomado à espera do marido, enquanto ele, Edgar, estaria a caminho de casa para terminar um relatório e assistir ao VT da Copa do Rei.

Mastigou mais um pouco e imaginou aquela suculência toda de bife sem o naco de gordura que o acompanhava. O toco de graxa era responsável direto por deixar a carne saborosa e, quando ingerido junto com ela, ampliava ainda mais essa sensação. Ela prolongava a razão de existir daquele pedaço de carne.

Óbvio que se ingerida em demasia, a carne com gordura lhe causaria uma série de problemas, mas com moderação, deus, como viver sem? Como seria possível gostar de um bife de picanha sem gordura? Ainda seria o mesmo bife de picanha? Tecnicamente sim, mas em se tratando de sabor, não chegaria nem perto.

Pensou na brigas que Marta relatava no trabalho com o marido e que a levaram para os motéis com Edgar. Ela era casada há pelo menos uma década e só agora decidira se entregar a outro. No entanto, deixou claro que não largaria do marido por nada. Edgar seria uma válvula de escape para uma fase conturbada e ele estava tranquilo com isso. Até aquela noite na churrascaria…

Sua relação com Marta era como um bife de picanha sem gordura. Era gostoso, tinha seu valor e seu sabor, mas nem de longe o mesmo que teria se fosse sua mulher. A gordura que tempera e dá razão ao dia a dia ele nunca teria.

Ser amante tinha todas as vantagens que ele já conhecia de outros casos que tivera, mas estava longe de conhecer um relacionamento verdadeiro. Até aquele momento, só comera carne sem gordura. Mantinha-se saudável, era verdade, mas sentia que seu paladar nunca havia sido explorado em todo o potencial. Não sabia o que eram as brigas por ciúmes bobos, a luta por equilibrar o orçamento de uma casa, o aconchego depois de um dia difícil, a doação abnegada de tempo e sentimento, um pedido de desculpas sincero, a grandeza de oferecer uma segunda (ou terceira…) chance, a esperança pelo sol depois de uma tormenta, uma reconciliação tórrida, flores enviadas sem motivo algum…

Edgar saboreou o resto do bife como nunca havia antes. E estava decidido a saborear a vida de outra forma também.

Evite problemas: as senhas da internet são tuas. Ela não precisa saber de tudo

17 de agosto de 2011 82

Foto: sxc.hu

A internet pode ser uma praga quando sua mulher “entende” que X na realidade é Y e que focinho de porco deve ser uma tomada. Não tenho nada contra que a companheira saiba senhas bancárias, de e-mail, redes sociais. Mas você, samba-cancioneiro, tem de saber avaliar uma coisinha: até que ponto o ciúme dela é doentio. A regra seria não dar chance para o azar. Você acredita que ela vai ficar vasculhando mensagens enviadas, recebidas, tentando recuperar e-mails deletados, faça sigilo da senha de todos, eu disse todos, seus nomes de tela.

E aqui não estamos falando de homem cachorro, pegador. Estamos falando de ciúme doentio. Vocês mesmo vivem falando nos comentários que quando se quer, se faz. Logo, o foco não é a (possível) traição, mas a incomodação. Não há nada pior que uma mulher (e homem também, claro) que fique o tempo todo mexendo em tuas mensagens, celular, carteira, bolso. Mesmo que nunca se tenha dado motivo para suspeitar do parceiro, ela (ele) fica ali, futricando, instigando, questionando. Sem contar o fato do abuso do companheirismo e a total perda de privacidade da relação. Um exemplo pessoal: não mexo na bolsa de minha parceira nem mesmo que ela permita. Por quê? Simples: é dela.

Como explicar que teu amigo te mandou um e-mail com um Power Point de mulheres peladas? Um vídeo picante? Alguma história que ela não deveria saber? Um endereço escrito a esmo em um papel e posto no bolso? Mais uma vez: não estamos falando de traição. Estamos falando de privacidade. E aí está a questão: não temos de explicar o e-mail, o vídeo, a história, o endereço. Por quê? Porque é algo particular. Algo privado. Algo que nós queremos guardar única e exclusivamente conosco. É possível pensar em privacidade sem achar que temos casos e pensamentos obcenos todo o tempo? Não? Então vai se tratar, amiga. Porque estes relacionamentos em que não há privacidade e o ciúme é doentio estão fadados ao fracasso. O amor pode (e deve) durar anos. A encheção de saco, minutos, segundos.

Seja franco: você toparia que sua mulher participasse de um ensaio sensual?

16 de agosto de 2011 62

Foto: sxc.hu

Não sei se é machismo, ciúme, sentimento de posse. Mas não há dinheiro no mundo que faça com que minha mulher pose nua ou faça os chamados ensaios sensuais. O assunto rondou a mesa do almoço ontem. Havia três homens e uma mulher na mesa. Ela, claro, acha maravilhosa a ideia e posaria “sem medo algum”. O trio masculino argumentou que ela falava isso pois sabia que nunca seria convidada para um ensaio. Não pelo fato de ela ter um corpo ruim, pelo contrário. Ela possui muitos atributos. Mas falávamos no sentido de que a chance de ela, meramente “mortal”, posar nua era pequena. Graças a Deus ela entendeu o que quisemos dizer e a conversa prosseguiu.

Eu e mais um colega concordamos que é impossível ver a própria mulher nua em uma revista sem pensar nos pensamentos que outros homens estão tendo a respeito dela. Sem contar que ficamos apenas na questão imaginação e não na questão física do lado fantasioso — você me entende muito bem. O outro falou que toparia. Causou espanto na mesa. Entre os homens e a mulher. E como conheço ele de tempos, sei que não estava jogando para a torcida, como costumamos falar, apenas para agradar o exemplar do sexo feminino que estava conosco. A lógica dele é: podem ver e fazer o que quiserem, mas quando chega em casa quem manda sou eu. Autoconfiante o rapaz, eu disse, após boas risadas dos quatro.

Acontece que foi a vez dela descrever o prazer de posar nua. Como se já tivesse sido capa das mais diversas revistas femininas, passou a descrever cenários em que gostaria de ser fotografada, bem como poses e estilos que imaginava, pelo menos naquele momento, que tirariam os homens do sério. Entendemos perfeitamente que, para uma bela mulher, sentir-se bela, saber que os homens estarão desejando-a, sem toque algum, apenas olhando e observando suas curvas em uma revista era um grande fetiche para nossa colega. Não paramos para analisar os motivos dessa vontade, desse impulso. Mas isso bem que rende outro post.

Veja bem: não interprete como machismo. Interprete apenas como um “não acho legal”. E ponto. A questão está simplesmente no fato de que na revista com a foto da mulher nua ou em algum ensaio sensual que eu, você, nós, vós e eles já estiveram em mãos alguma vez, a foto em questão não é a mulher que eu tenho em casa. Aliás, sabemos dar muito valor ao que temos ao nosso lado. Só não queremos compartilhar, somos totalmente egoístas neste ponto. E antes que você, mulher, nos defina como homem das cavernas, pense em todas as revistas que você já viu, lembre de tudo o que você já pensou sobre as imagens. E analise se não temos um pouco de razão.

E você, samba-cancioneiro: toparia que sua mulher participasse de um ensaio sensual?

O que leva uma pessoa a optar pela solteirice eterna?

15 de agosto de 2011 50

Foto: sxc.hu

Não pense que é uma história inventada. É a mais pura verdade: tenho um amigo solteiro. Convicto. Opção. Ele quer ser solteiro. Já tem mais de 50 anos, estabilizado financeiramente, não vai/quer casar ou se relacionar com uma mulher de forma fixa. Não sei porque isso. Uma vez até tentei entrar no assunto, mas ele só me disse “Está bom assim”. Logo, não sei se ele sofreu alguma desilusão amorosa, se já amou na vida. Deve ter, claro.

Tirando a bobagem desse negócio de Dia de Solteiro, a data de hoje me fez pensar: o que fez ele não quis um relacionamento? Tenho convicção de que todos os seres humanos querem ter alguém por perto, do lado, ter alguém para chamar de seu e/ou dizer que é de alguém. Faz parte daquele negócio chamado amor.

Mulheres, principalmente, querem casar, ter filhos, constituir uma família. O homem também, claro, mas essa necessidade parece ficar mais evidente entre as mulheres. Por exemplo: não conheço uma mulher solteira convicta como esse meu amigo. Sendo solteiro e não tendo casado, meu amigo optou, também, por não ter filhos. E é um cara legal. Inteligente. Seria um ótimo pai.

Vocês têm amigos solteiros convictos? Sabem os motivos para isso? Contem aí suas experiências. E, claro, vale tanto para homens quanto para mulheres, como sempre.

As feministas que me desculpem, mas é a futilidade que estraga as mulheres

15 de agosto de 2011 112

Foto: sxc.hu

Veja bem: vaidade, beleza, acessórios, cabelo bem feito, belos e curvilíneos corpos… nada disso é ruim. Pelo contrário. Nós, homens, adoramos tudo isso em vocês, mulheres. E digo mais: sabemos valorizar cada esforço de vocês na tentativa de ficarem mais e mais belas. De chamarem mais e mais atenção por sua inteligência e posição social. O que vou defender aqui é que a luta de vocês não é contra os homens, o adversário não é o machismo que todos nós temos enraizado em nossas mentes. A briga, meninas, é contra a futilidade.

As mulheres fúteis correspondem a uma parte pequena da esfera terrestre, confesso. Mas elas acabam com a chamada igualdade sexual. Primeiro, elas são gostosas. Demais! Mas, também, só nasceram para ser isso, gostosas, não é mesmo? Ficam o dia na academia, têm dietas exclusivas, fazem lipo, drenagens e todo tipo de correção estética para ficarem daquele jeito. Logo, nada mais justo que sejam isso mesmo. Gostosas. A partir daí, colocam um biquíni fio dental, uma blusinha que deixa aparecer aquela barriguinha bem trabalhada e passam a se balançar de um lado para outro em palcos de programas de auditório. As câmeras focam seus melhores atributos, a audiência sobe, todos ficam felizes.

Você, mulher, vai achar este texto machista. Eu sei que vai. Porque pensará que as mulheres fúteis, essas de auditório, só existem porque existem os homens babões. Aí está seu grande engano. As mulheres fúteis — e até mesmo as de auditório — existem porque querem existir. Nenhum homem disse para elas: “A partir de hoje, você vai rebolar em um auditório”. Ou ainda: “Vá para a academia e malhe, malhe, malhe. Você precisa ser gostosa”. Não, amiga. Você quer ficar gostosa. E é aí que me refiro. Você, mulher, coloca nos homens tudo aquilo que quer ser. Tem uma barriguinha, deve perdê-la. Coxas finas, tenho de malhá-las. Seios pequenos. Colocarei silicone. Usa a desculpa de que os homens cobram demais. Que se você não for assim será uma encalhada. Que se você não for assim será traída. O problema é que faz tudo isso, vira uma deusa, um avião. E acaba na mão do primeiro bom vivant barrigudo que aparece. Ou seja: você não se deu o valor. Futilidades!

Pare e pense: quem é mais mulher? Essa de auditório, a fútil, a gostosa? Ou você, que acorda todo dia cedo, para trabalhar, fazer o café da manhã, arrumar os filhos, cuidar do marido? Que lava roupa, limpa casa, paga contas? A segunda, certo? Não! Errado. As duas são mulheres. Porém, uma vive de maneira fácil. A outra de maneira difícil. Escolhas. Você fez a sua. Assim como nós, homens, fizemos a nossa. E, quase sempre, escolhemos você, que faz tudo isso, em vez da que rebola no auditório. Claro, sem hipocrisia, adoramos as de auditório. Mas, no fim, corremos para vocês. Que transformaram a futilidade de algumas ocasiões e personalidades em lutas praticamente diárias. E isso que faz a diferença: vocês são muito mais reais.