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Posts com a tag "impotência"

O que faz um homem ser bom de cama? Com a palavra, as mulheres

13 de outubro de 2011 131

Foto: sxc.hu

Então a moça que teve um affair com o Ashton Kutcher disse que o cara é bom de cama. Declarou em uma revista que foram para um hotel, que ela ficou peladona na frente dele e de uma outra moça, que fizeram uma festinha na hidromassagem e então rolou um beijo e, claro, sexo.

— Ele é bom — resumiu, sobre a noitada.

Fiquei pensando: o que leva um cara a ser bom de cama? Como que a mulher define isso? Ou ainda: como ela chegou a essa conclusão? Ser bom de cama… coisa bizarra.

Porque cada mulher é diferente, cada toque, cada gesto. Esses dias mesmo comentaram por aqui que um papai-mamãe pode causar estragos enormes. Ora, o cara, então, não fez nada de anormal e seria um “bom de cama”. Poderia ser definido pelo número de orgasmos que ele dá para a mulher? Dois, três, quatro, cinco… é possível seis? Ou talvez ele é o bonzão porque consegue transar por duas, três horas seguidas sem ao menos dar uma dormidinha para relaxar?

Olha, eu sei que no caso dessa menina do Kutcher o buraco é bem mais embaixo e ela quer apenas aparecer. Mas fiquei interessado na questão e pensei: por que não perguntar para as samba-cancioneiras e cancioneiros? Então, gente, mais um tema bom para discutir hoje: o que faz um homem ser bom de cama? Para participar, é só escrever nos comentários e aguardar a repercussão.

Basicão? Que raio de sexo é esse?

11 de outubro de 2011 116

Foto: Inmagine Royalty Free

Li no Donna na semana passada e resolvi deixar e esperar a repercussão. Mulheres tendem a ser mais aventureiras na cama que os homens, diz pesquisa. Foram poucos comentários lá na matéria e, acredito, deve ser pelo fato de ter de ser feito cadastro para escrever. Mas olha o que uma moça falou:

Nós, mulheres, nos aventuramos mais e curtimos mais o sexo hoje em dia do que muitos homens. Estes muitas vezes deixam a desejar e sempre vêm com as mesmas desculpas: estou cansado e blábláblá. O que falta é imaginação e vitalidade. Estamos cansadas de homens sem atitude e que só fazem o basicão. Chega a ser deprimente.

Não vou questionar nem argumentar em cima da pesquisa. Vale lembrar que o grupo de pessoas pesquisadas era formado em sua totalidade por pessoas em relacionamentos estáveis. Mas, amigo samba-cancioneiro, me chamou a atenção uma palavra deste comentário e é isso que quero repercutir: o que seria o “basicão”?

Hoje, samba-cancioneiro, o post é de vocês. Minha opinião pode ser dada no final da tarde. Faço um update e repercuto os comentários de vocês. Mas hoje não vou falar primeiro. Espero, sinceramente, que haja construção nas respostas e não a eterna guerra dos sexos — um dos motivos para o relacionamento naufragar. Ops, acabei tecendo o primeiro comentário. Mas nunca apago o que escrevo. A bola está com vocês…

Não somos nós que te trocamos por menininhas. São elas que vêm nos procurar

04 de outubro de 2011 213

Foto: sxc.hu

Esses tempos ouvi a seguinte frase: “Vocês, homens, têm de pegar as guriazinhas para se acharem mais homens, menos velhos e posarem de garanhões”. Pensei. Mas é claro que não. Vocês, mulheres, é que estão pagando o preço quando, lá atrás, na época da adolescência, preferiam os caras mais velhos aos da sua idade.

Sua mãe, tia, a professora da escola… todas as mulheres mais velhas que achavam o máximo ver em você as conquistas frustradas da adolescência delas, achavam o máximo exclamar que “menina amadurece antes, o que elas vão querer com uns abobadinhos da idade delas, tem mais de ir atrás dos caras já formados”. E elas tinham 15, 16, 17. E gostavam dos caras com 20, 21, 22, 23… Ora, agora você tem a idade da sua tia, de sua mãe, da professora da escola. E as menininhas (obviamente não com 15, 16, 17…) vêm atrás dos homens mais velhos. E você reclama? Ironia, não?

Você, mulher mais velha, não suporta a ideia de que, simplesmente, está velha. E pode tranquilamente perder para uma guriazinha — não gosto deste termo, mas estou usando a palavra que minha colega da redação falou. Estas moças não são “abobadinhas”. Não somos nós que as procuramos. São elas que vêm nos procurar. Elas estão fazendo o que você fez. Estão buscando experiência, romantismo, elegância, estilo, recato — aquele algo mais que os mais mocinhos, muitas vezes, não conseguem dar.

As menininhas descobriram que os homens mais velhos tem estilo, recato, finesse. Sabem conversar. São bons de cama. Não têm frescuras em cima de um bom, cheiroso e macio colchão. Têm cultura e gostam dela. Têm experiências de vida, sofrimentos, vivências que os ensinaram a ser pessoas melhores. Gostam de um bom restaurante, de um bom vinho, teatro… Ser chamado e visto como garanhão é uma mera nomenclatura. Que o homem mais velho nem mesmo procura.

Mas fique tranquila. Para todo pé torto há um sapato velho. Enquanto você, que está velhinha, vê os garanhões procurarem as menininhas, vá conversar com sua mãe, sua tia. Procure sua professora de escola. Juntem todas, façam um chá e conversem sobre o tempo que tinham 15, 16, 17. Não faltarão abobadinhos para servir de assunto.

Os motivos que levam um homem a assistir a um filme pornô

13 de agosto de 2011 42

Foto: sxc.hu

O mais fácil seria dizer: “homem assiste a filmes pornôs porque dão tesão, ora bolas.” Você verá a seguir que é muito mais que isso. Desde o ato de ir até a locadora ou baixar um filme adulto na internet até o último suspiro do ator há muito ocorrendo. Esqueça masturbação. Esqueça as “coisas de homem”. E pensem no que vou escrever abaixo:

1) Assistimos a um pornô para aprender sobre sexo. Não. Não achamos que os berros, os gemidos e todos os “YES, YES, YES” são verdadeiros. Imagina: na vida real já tem muita mentira na hora do vamos ver, não seríamos idiotas ao ponto de acreditar em um mínimo orgasmo em um vídeo pornô. Mas é possível aprender onde, como, quando, por quê tocar aquele ou outro local qualquer. Como fazer e o quê fazer. Morder, apertar, abraçar, lamber, chupar. É bom lembrar que na hora “H” não teremos câmeras e não será uma profissional. Será uma mulher que ficará completamente louca com tudo o que vamos fazer a partir do que vimos na telinha.

2) Assistimos a um pornô para sonhar em um dia fazer aquilo na vida real. Sim! Queremos fazer tudo aquilo. Sabemos que são poucas que aceitam. E temos plena ciência que muitas de vocês — e nós também — não aguentarão o tranco das loucuras que acontecem em um set pornô. Afinal, temos tamanhos diferentes, intenções diferentes, jogos de sedução diferentes. Mas as taras são todas iguais. Aqui fica a dica: seja humilde e avalie-se. Deu negativo? Então não faça isso em casa!

3) Assistimos a um pornô e pensamos “onde existe uma mulher assim?”. Ok. Aqui você, mulher, vai dizer: “siliconadas, falsas, vagabundas…” Ora, não estamos falando apenas da estética. Estamos falando da falta de pudor. De ser totalmente desencanada sexualmente. Sexo anal? Topo. Oral? Chega mais! Na vida real, tem mulher que tem nojo de sexo oral. Anal, então? Tem de rolar uma trova do tamanho dos Lusíadas para acontecer. Sem contar os joguinhos e toda a brincadeira pra lá de gostosa que entre os atores até parece algo escatológico, mas que na intimidade e com um casal bem-resolvido na cama deve ser maravilhoso.

E vocês, samba-cancioneiros: por que assistem a um filme pornô?

Ela descobriu que, mesmo casados, ele ainda se masturbava

10 de agosto de 2011 70

Foto: sxc.hu

A mulher do Leandro ficou muito, mas muito braba quando descobriu que seu marido ainda se masturbava. Não pegou o ato em si, mas acabou ouvindo uma conversa em uma roda de amigos na festa da Tereza. O Leandro disse simplesmente que gostava de se masturbar e, mesmo com 10 anos de relacionamento, ainda dava suas escapadinhas no chuveiro. Os amigos riram como que dizendo “nós também fazemos isso”. Ela, a mulher, sentiu-se humilhada sexualmente. Afinal, sempre acreditou que os dois se davam bem na cama e, na cabeça dela, se ele precisasse suprir necessidades físicas, bastaria chamá-la, envolvê-la, seduzí-la como sempre fez.

O erro da mulher do Leandro: como ele estava se masturbando, não tinha mais tesão por ela. Algo como “se ele se masturba, não quer mais transar comigo”. O pior de tudo é que ele deve ter feito isso o casamento inteiro — e tiveram relações neste tempo todo — e agora que descobriu, ela acha que não há mais tesão. E eu afirmo, categoricamente: isso não existe! Ele se masturba porque homem faz isso. Principalmente porque a testosterona nos afeta de maneiras muito particulares: alguns gritam no trânsito, outros são violentos, outros falam alto, bancando os machões. E outros se masturbam. Ponto. Ah, e hoje o texto não é irônico como o da TPM e eu sei que existem homens que têm problemas sexuais e psicológicos e, nestes casos, a masturbação se torna compulsiva. Mas não é disso que estamos falando, ok?

É interessante você, mulher, entender que se o homem se masturba está simplesmente aceitando uma necessidade física do momento. E, com certeza, ele não vai deixar de transar com você à noite, por exemplo, pelo simples fato de ter se masturbado pela manhã. Aliás, o homem de vocês deve ter feito isso várias vezes e é ingenuidade vocês pensarem que não. Uma vez aqui neste blog falamos sobre as mulheres que nunca tiveram um orgasmo e recomendamos, entre outras coisas, a masturbação. Ou seja: assim como é importante que a mulher se conheça, é importante que o homem extravase essa vontade louca que, de repente, chega. E aqui vai algo que talvez vocês não concordem: assim como nunca entenderemos a TPM, vocês jamais entenderão os motivos de pensarmos em sexo durante 99% da nossa vida.

Tem de tudo em #oSambaleu da semana

05 de agosto de 2011 1

Nós tínhamos certeza de que poderia melhorar a participação no #oSambaleu. Desde a semana passada, quando começamos a brincadeira, muita gente passou a deixar sua frase lá no nosso Twitter, @sambacancaoclic. Algumas, engraçadíssimas. Outras, mais didáticas. A verdade é que os samba-cancioneiros são muito criativos. Então, lá vão as frases selecionadas dessa semana. Vamos rir: é seta-feira!

Da @_mauriane, sempre muito didática:

Já a @bigrando está dando aulas de auto-ajuda:

E a @nicolemmv achou legal nos homenagear com uma frase deste post aqui:

O @GuiGasparin84 foi um dos poucos homens a participar:

No caso da @camillaseibert, a aposta foi o romantismo:

E para terminar as frases da semana, sempre a ex, não, @Jaq_line?

Imagens: reprodução Twitter

A propósito da declaração da Sandy*

29 de julho de 2011 76

Foto: sxc.hu

*Luiz Biajoni (@biajoni), autor do livro Sexo Anal
>>> Antes, um breve comentário dos samba-cancioneiros. Como a declaração de Sandy a respeito do sexo anal continuou rendendo na assim chamada “mídia”, fomos pedir um aprofundamento analítico (ops) a um especialista no assunto, o escritor paulista Luís Biajoni, que estreou na literatura com a “novela marrom” Sexo Anal. Ele nos mandou gentilmente as linhas abaixo. O texto foi editado, mas é possível ler o original aqui
. Contém palavras impróprias e termos não-convencionais. Reflitam:

Você já olhou bem para a cara do Lucas Lima, o marido da Sandy? Vai lá e faz uma busca de imagens no Google. Viu? O cara está SEMPRE rindo. Sempre. É um homem que vive com o sorriso estampado na cara. Agora todos sabemos porquê.

Ele tem um local de prazer. Quer dizer, é claro que todo mundo tem. Mas ele tem mais um. E não é um qualquer: é de sua mulherzinha linda, a Sandy. A partir de agora, ela e ele passam a ter o meu respeito. Ele, por conquistar esse lugar. Ela, por falar sobre isso em uma entrevista, de maneira natural. Acredite: é mais fácil dar para o marido do que falar sobre isso. O ânus é a última fronteira do sexo entre heterossexuais.

Quando escrevi meu primeiro livro, “Sexo Anal — Uma Novela Marrom” (que pode ser baixado em meu site) sabia que muita gente ia achar que se tratava de um romance gay. Não há sexo anal entre homossexuais no livro, o sexo anal é o de preferência da protagonista, a jornalista Virgínia. Essa sua preferência a faz conquistar um médico rico, proporcionando sua escalada social. Na história, Virgínia havia tentando vários namorados, mas não amara nenhum. Quando um deles, o último, arrisca o sexo anal, o coração da garota dispara e ela se apaixona. Adiante, vai perceber que não ama o rapaz e, por amar, havia lhe dado o ânus; deu-lhe e, por isso, acabou amando-o. Invertendo a lógica comum, deduz que vai amar qualquer homem que lhe comer o botão. Assim acontece.

Muitos maridos conseguiram comer os ânus de suas respectivas mulheres/namoradas por causa desse meu livro, vários me relataram. Mas melhor que isso: acho que várias mulheres/namoradas conseguiram dar para eles por causa do livro e isso me enche de orgulho. Acho que, antes da Sandy — e mesmo antes da Tony Bentley — fui um dos arautos da liberação anal. Liberação que tem a ver com auto-conhecimento, aceitação, entrega (como diz Bentley) e, principalmente, liberdade sobre o próprio corpo.

Aquela babaquice bíblica de Sodoma e Gomorra botou os homossexuais no claustro por eras e, por tabela, o sexo anal heterossexual. Interpretações faziam a leitura “a perseguida é de Deus, ânus é do Diabo”. Acho que foram os protestantes que, percebendo que era difícil segurar os hormônios da mulherada depois dos 14 anos de idade, inventaram que o “sexo pela frente é para depois do casamento e só para ter filhos, o resto tá liberado” — assim, era comum que mulheres aderissem ao sexo anal para preservar a virgindade. A frase me fez lembrar da virgindade antes do casamento propagada por Sandy: será que antes ela não liberava só? Pode ser.

É importante que se fale sobre essa modalidade sexual. Tecnicamente falando, recomendo muito o livro da Bentley. Como homem, que fala muito sobre esse assunto com muita gente, posso afirmar que os homens têm interesse e tesão e as mulheres têm curiosidade e medo quando se fala em sexo anal. É preciso quebrar tabus: pode ser muito bom para os dois.

Talvez por ser preciso, em primeiro lugar, grande descontração e cumplicidade do casal, é que eu digo que o sexo anal é a grande última fronteira do sexo heterossexual — parece que os casais não têm mais tempo para namorar, descontrair, curtir, ousar. Vivemos uma época de sexo burocrático e é por isso que uma declaração como a da Sandy bota em polvorosa a galera, umas dizendo “que absurdo”, outras fazendo questão de deixar claro que “eu também faço” e várias com ar blasé de “quem é Sandy?” ou “tudo isso só porque ela dá?”.

Os homens se agitam de interesse e tentam demonstrar que não. E vivem todos nesse cenário de faz-de-conta, como se o ânus não existisse. É que fomos educados assim, desde criança o nosso inocente ânus é tabu. É uma parte do corpo como qualquer outra, mas tratada com distinção especial. Passa anos sem ter nome, quando vai ter um nome é ânus. Fica em uma parte do corpo que não vemos, portanto não a conhecemos profundamente. É uma zona escura e obscura e, talvez por isso, nos interessa o ânus de outrem. O ânus daquele que amamos pode nos preencher da informação que nos falta para conhecermo-nos a nós mesmos.

Filosofia baixa, mas necessária nesse momento em que Sandy diz que “é possível ter prazer anal”. Bem, alguém pode argumentar que “é possível ter prazer besuntando um anão com geléia de damasco”, ou seja, é possível ter prazer com qualquer coisa, tem gente que gosta de chicotadas, ora veja. Mas quando se fala em ânus é preciso que se diga que você, mulher, tem a liberdade de dar e experimentar e satisfazer essa curiosidade do seu namorado/marido. E é natural que o marido/namorado argumente com sua mulher sobre essa curiosidade. É assim que vamos conhecendo melhor nosso prazer — e novos prazeres.

Um salve para a Sandy que cresceu bem, encarando sua imagem de santinha, aceitando fazer o comercial da Devassa e, agora, ampliando as possibilidades femininas mais que muita feminista de carteirinha, essas que queimam sutiã. A luta feminista tem que passar pela possibilidade do prazer.

Da necessidade masculina de abreviar a primeira vez (ou foi com uma profissional)

28 de julho de 2011 59

Foto: sxc.hu

Não peço que vocês, mulheres, entendam os motivos que levam um homem a procurar uma profissional do sexo. Ao mesmo tempo, agora que estou mais velho — maduro, como os homens gostam de dizer por aí —, questiono com um pouco mais de veemência a necessidade masculina de ter sua primeira vez antecipada com uma mulher da vida. Mulheres se guardam. Homens têm de transar. Com o tempo, mulheres querem transar. Homens transam. Na realidade, homens sempre transam. Mulheres aprendem a transar (que bom, não?).

Enfim, sem questões sociológicas ou que possam vir a causar debates calorosos. Me apego, mesmo, à questão do ato sexual com uma mulher que você nunca viu na vida, que cheira a um perfume barato e grita e geme como louca sem ao menos você ter iniciado alguma ação para que seja válido esse tipo de cena performática. Você lá, pelado, cheio de expectativas, mal sabe o caminho para o gol. Chega perto da mulher e ouve “uh, ah, oh”. O interessante é que você recém colocou um joelho e uma das mãos na cama. Sorte que a inexperiência ilude e é possível pensar que estamos matando a pau. Orgasmo, então, nossa! Tem mulher que finge que goza hoje em dia e a gente acredita. Imagina com 15, 16 anos.

A maioria dos meus amigos perdeu a virgindade com uma prostituta. Eita palavra feia: prostituta. Há uns 15 anos, não era tão fácil como hoje. Ou talvez não procurávamos direito. Ou o que é pior: escolhíamos as meninas erradas. Poucos eram os que ficavam e transavam. Tinha de rolar um namorinho antes. Mais romântico, claro. Menos prático. Atucanados com a possibilidade de serem os últimos da turma a conhecer o bem bom, se jogavam de corpo e alma para a noite das mulheres mal-faladas. Outro equívoco: valorizar o pensamento das amizades em vez da consciência do que se quer para si mesmo.

Me diz com sinceridade: se você pudesse voltar no tempo, aposto que escolheria não ter tido a primeira vez com uma garota de programa, não? Você poderia ter transado com a namoradinha, a vizinha, a filha da empregada, a própria empregada, a prima — opa, bom tema para post… Mas você escolheu uma profissional. E hoje, com a experiência de mercado, percebe que a funcionária não estaria em sua equipe de trabalho. Ou, o que é pior, nem teria deixado currículo na empresa.

É a vida sexual, amigo. Algumas coisas são passíveis de serem apagadas. Para outras, o perfume barato de maçã está lá. Sempre pronto para te fazer lembrar.

Fio-terra: eu e você fazemos (ou queremos fazer) mas todos mentimos que não

27 de julho de 2011 185

Foto: sxc.hu

O fio-terra é, provavelmente, um dos maiores — se não o maior — tabu masculino. E como todo tabu, ele é cercado de pseudo-mistérios e teorias furadas. Além de ser, na maioria das vezes, abordado de maneira incoerente. Afinal, quem nunca fez, não tem o que falar, não pode opinar. E quem fez, não assume nem com uma arma na cabeça.

É mesmo estranho o universo masculino. Estranho para não dizer limitado — e limitado para não dizer castrado. Todo homem sabe que a região anal é rica em estímulos e proporciona prazer. Mas da mesma forma que passa boa parte da vida sem entender muito bem o que uma mulher realmente quer na cama (elas muitas vezes também não dizem o que querem, portanto, não têm do que reclamar), ele também fica circunscrito ao mero vai-e-vem peniano. Que não é ruim nem pouco o prazer que essa fricção proporciona, mas que poderia ser expandida se houvesse um pouquinho menos de tensão.

O fato de homens não liberarem o fiofó para gozarem (e não estamos falando de penetração, e sim de mero estímulo) é por puro e simples medo. Medo de tudo, e medos os mais insensatos. “Vou gostar e vou querer ir adiante”, “minha parceira vai me estranhar” e, a maior de todas, “vou virar gay”. Como se fosse possível “virar gay”, algo como virar a casaca do time, hoje sou colorado, amanhã sou gremista, essas coisas. Haja tapadice, preconceito e vontade de ser infeliz.

Sim, porque ao deixar de explorar essa região, o homem se priva de uma felicidade que não conhece. As mulheres, por sua vez, costumam ser mais ousadas — embora, na maioria das vezes, ou pelo menos de início, para satisfazer seus homens. Enquanto nós, nos atemos às piadinhas, ao discurso pronto e completamente desprovido de razão e sentido. E assim, continuamos, com o perdão do trocadilho, na maior punheta.

Libertem-se, homens. Relaxem um pouco, curtam seus corpos ao máximo. E se perguntarem, ajam feito bunda-moles que sempre foram, negando tudo enquanto esperam ansiosos pelo dedo amigo que vai lhes dar o gozo máximo do sexo libertário e completo.

Só broxa quem quer. Será?

26 de julho de 2011 81

Foto: sxc.hu

Ouvi um amigo dizer que, depois que inventaram a pílula azul, só broxa quem quer. Discordo da tese de bar, mas preciso reconhecer que ela tem um quê de verdade.

Agora, vou revelar: já tomei o tal remédio para disfunção erétil. Calma, tenho só 34 anos, sou atlético e saudável. Nenhum problema com “as partes”. Usei por curiosidade, o chamado uso recreativo. E, olha, foi muito divertido. Sem mais detalhes. Tudo o que posso dizer é que quase não há diferença no desempenho propriamente dito. O que ocorre é uma diminuição no período de intervalo. Ah, e uma certa dose de autoconfiança. Imagine-se sabendo que nada dará errado. Este é o caso.

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E as mulheres de hoje estão cobrando uma performance de atleta. Se você sair com uma garota e não quebrar a banca, ficará mal falado. Sinto uma ponta de pena do garotão de 16, 17 anos. Esse nunca saberá o que é dar uma bela broxada. Aquela situação que todo homem tenta, em vão, evitar (o Ziraldo não entra nesta conta) é uma espécie de redenção espiritual, um rito de passagem para a verdadeira maturidade. Não há sensação de impotência (sem duplo sentido, ok?) maior do que você e ela ali, e nada acontecer. NADA. Hoje em dia, basta ir até a farmácia mais próxima e desembolsar R$ 7,90. Pensando bem, só broxa quem quer.