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Posts com a tag "Inteligência"

"Amor, estou grávida. O que a gente vai fazer?"

24 de outubro de 2011 119

Foto: sxc.hu

Fato que programar uma gravidez, pensar e organizar a vida a dois, alinhar todas as questões relevantes para dar um futuro bom à criança é primordial e porque não dizer essencial na vida de um casal. Mas e quando isso não é possível? Quando ela simplesmente para na tua frente com aquela cara de apavorada e diz “Amor, estou grávida”?

Um casal de amigos passou por isso. Em uma madrugada, acabaram transando, não se precaveram e vieram gêmeos. Gêmeos, amigo. E o marido, hoje feliz da vida com os dois guris, ficou apavorado. Ele, recém-formado na faculdade de Direito. Ela, professora de Educação Física. Passaram um grande aperto logo no início. Ela também ficou apreensiva, claro, mas os dois lembram — hoje rindo, claro — que ele ficou bem mais nervoso e preocupado do que ela, que só sabia olhar e alisar a barriga.

E vocês? Alguém aqui já passou por isso? O que fizeram? Como foi para superar a barra e dar algo bom para o bebê? Conte para nós, samba-cancioneiro.

Homem é tudo igual.... e mulher, não?

13 de outubro de 2011 110

Foto: sxc.hu

Cometi a loucura de iniciar uma conversa sobre relacionamento, amor, ódio e esses temas bons para uma polêmica em uma mesa com cinco mulheres. Eu como único homem. Passaram a me atacar, lógico. Todas sabem, inclusive, que escrevo aqui no blog, me conhecem de longa data. Tentei defender não o homem, mas a ideia de que em um relacionamento todos estão sujeitos a muitas coisas, são escolhas, digamos. Elas iam aceitando, mas queriam sempre ser definitivas nos argumentos. Sabe como é mulher, não é mesmo?

Mas então chegou à mesa um ex-namorado da Beatriz. Por coincidência, eu também conhecia ele. Chegou, beijou as outras quatro. Na vez da Beatriz apenas “oi”. Estranhei. Ele, por educação, tenho certeza, ficou cinco minutos conosco e foi sentar em outra mesa. Após sair, uma das garotas da mesa se desculpou com a Beatriz: “Ai, amiga, ele está cada vez mais gostoso”. Eu apenas ri. Já ela virou para trás para dar mais uma olhada. E voltou a virar para nós. Não falou nada.

Não demorou cinco minutos, uma deusa, uma senhora mulher, aquelas que param o bar, chega para um encontro com o ex da Beatriz. Pensei: agora danou-se, a hora que ela enxergar a cena vai ficar muito brava. Ela já tinha visto. Antes, muito antes que eu, pelo que percebi. E apenas disse, certeira: “Quero ver se ela aguenta o que eu aguentei”.

Para resumir: levei a Beatriz para casa e descobri que o cara a tinha traído, duas vezes. Na primeira, ela descobriu por acaso. A segunda foi em uma espécie de “investigação”. Na primeira, deu uma chance e tentou superar. Na segunda, acabou sem pestanejar. Foi quando desceu do carro, me deu tchau e disse: “Homem é tudo igual. E eu incluo até tu nessa, viu? Todos vocês traem e nos magoam. E por isso eu estou muito bem sozinha”.

Como vocês dizem aqui nos comentários, sempre: generalizou. Será? Ou falou uma verdade? E mulher, não trai? Não magoa os homens? Com a palavra, vocês.

Não somos nós que te trocamos por menininhas. São elas que vêm nos procurar

04 de outubro de 2011 213

Foto: sxc.hu

Esses tempos ouvi a seguinte frase: “Vocês, homens, têm de pegar as guriazinhas para se acharem mais homens, menos velhos e posarem de garanhões”. Pensei. Mas é claro que não. Vocês, mulheres, é que estão pagando o preço quando, lá atrás, na época da adolescência, preferiam os caras mais velhos aos da sua idade.

Sua mãe, tia, a professora da escola… todas as mulheres mais velhas que achavam o máximo ver em você as conquistas frustradas da adolescência delas, achavam o máximo exclamar que “menina amadurece antes, o que elas vão querer com uns abobadinhos da idade delas, tem mais de ir atrás dos caras já formados”. E elas tinham 15, 16, 17. E gostavam dos caras com 20, 21, 22, 23… Ora, agora você tem a idade da sua tia, de sua mãe, da professora da escola. E as menininhas (obviamente não com 15, 16, 17…) vêm atrás dos homens mais velhos. E você reclama? Ironia, não?

Você, mulher mais velha, não suporta a ideia de que, simplesmente, está velha. E pode tranquilamente perder para uma guriazinha — não gosto deste termo, mas estou usando a palavra que minha colega da redação falou. Estas moças não são “abobadinhas”. Não somos nós que as procuramos. São elas que vêm nos procurar. Elas estão fazendo o que você fez. Estão buscando experiência, romantismo, elegância, estilo, recato — aquele algo mais que os mais mocinhos, muitas vezes, não conseguem dar.

As menininhas descobriram que os homens mais velhos tem estilo, recato, finesse. Sabem conversar. São bons de cama. Não têm frescuras em cima de um bom, cheiroso e macio colchão. Têm cultura e gostam dela. Têm experiências de vida, sofrimentos, vivências que os ensinaram a ser pessoas melhores. Gostam de um bom restaurante, de um bom vinho, teatro… Ser chamado e visto como garanhão é uma mera nomenclatura. Que o homem mais velho nem mesmo procura.

Mas fique tranquila. Para todo pé torto há um sapato velho. Enquanto você, que está velhinha, vê os garanhões procurarem as menininhas, vá conversar com sua mãe, sua tia. Procure sua professora de escola. Juntem todas, façam um chá e conversem sobre o tempo que tinham 15, 16, 17. Não faltarão abobadinhos para servir de assunto.

O fascínio pelas mulheres negras

24 de setembro de 2011 67

Foto: sxc.hu

Vou te contar uma coisa que poucos sabem: sempre fui viciado por mulheres negras. Uma tara incrível. Com cinco namoradas negras no currículo, posso me declarar um expert em negras. E, também por isso, posso tomar a liberdade de escrever negra (e não afrodescendente) com propriedade e sem medo algum de ser estereotipado como politicamente incorreto. Pois tenho certeza de que você repara (e muito) nas mulheres negras. Elas são de uma beleza diferenciada, mais redondas, curvilíneas, sensuais. Têm um poder de hipnotizar de uma maneira única. E veja bem, não estou desprezando, muito menos menosprezando, morenas, loiras, ruivas. Mas as negras são espetaculares.

Um amigo casado com uma negra descreve sua relação como o paraíso. Formosa ao extremo, a mulher dele tem um sorriso incrível. Em determinado momento, como que num susto, deixa o semblante sério e abre a boca carnuda e deixa à mostra aquela dentadura perfeita, branca, em meio ao vermelho forte de cada lábio. Um verdadeiro espetáculo da beleza feminina.

Uma de minhas namoradas tinha mãos sensacionais. Finas, com dedos um tanto compridos, mas as unhas bem feitas completavam uma das poses mais sensuais que tenho memória: sentada, com o quadril inclinado para o lado direito, ela cruzava as pernas e, com o corpo reto, deixava o protagonismo do tronco e dos seios bem definidos tomar conta e apoiava os braços sobre os joelhos com as mãos pairando sob o nada. Seguidamente me descobria apenas observando a cena, sorria (pois sabia cada frame do meu pensamento) e me convidava para sentar a seu lado. Cada um exibia seu “troféu” com um grande orgulho no rosto. Bons tempos.

Com o cuidado para não ser vulgar, destaco ainda os quadris das negras. A volúpia que vai para um lado e outro com uma leveza (e ao mesmo tempo força) que fascina tanto o brasileiro, o europeu, o americano, o asiático… O africano, povo de sorte, deleita-se com isso há milênios. Não fosse a escravidão e todas as barbáries dos séculos passados, poderíamos agradecer aos portugueses com um feriado e uma semana festiva. Uma ode aos quadris das negras. Redondos, duros, rijos. Quase sempre grande o suficiente para te tirar do sério. As curvas que te deixam com torcicolo. Que fazem você olhar para trás indubitavalmente. E que você achou, lá em cima, no início do texto, que “se o Johnny não falar dos quadris esse é o pior texto do blog”. Tudo bem, este pode ser o pior texto do blog apesar de eu ter citado os quadris (mesmo que ao final). Mas lembre-se: eu já tive cinco namoradas negras, com seus sorrisos, mãos, pernas, quadris e tudo mais. E você, quantas já teve?

Quando a mulher do amigo dá mole, o que você valoriza: a amizade ou a oportunidade?

12 de setembro de 2011 90

Foto: sxc.hu

Acho que vai dar problema. Estou há duas semanas ouvindo a mesma história do Samuel: “a Raquel está me dando mole, fica se jogando a todo momento que a gente está junto. Eu não sei mais o que fazer.” O problema está no fato de a Raquel ser mulher do melhor amigo do Samuel, o Vinícius. Conheço o Vinícius e o cara é gente boa. Não é tão meu amigo quanto do Samuel, mas sei que o relacionamento dos dois — da Raquel e do Samuel — não anda bem. Porém, o conselho que dou para o Samuel, talvez infelizmente para alguns, é: “não faça nada, vais te incomodar.” E aqui abro as várias questões para dar esse tipo de opinião.

Primeiro, acredito que o homem valoriza mais a amizade que a mulher. Mesmo que a Raquel seja uma gatinha, o Samuel cresceu com o Vinícius. Colega de escola, depois foram para a mesma faculdade. Só não trabalham no mesmo lugar porque o Vinícius recebeu uma proposta daquelas irrecusáveis ainda na época de graduação de uma multinacional. O Vinícius tem muito dinheiro, se deu muito bem na vida. Enfim, esse — dinheiro — não o assunto que interessa. Mas está contribuindo para a história.

O Samuel vai se incomodar porque a Raquel pode estar, apenas, valorizando a si mesma. Esqueci de dizer lá em cima que ela e o Vinícius não estão tão bem. Ele chega em casa esgotado, quase todos os dias estão brigando. O sexo bom que ocorria de três a quatro vezes por semana deu lugar a algumas rapidinhas e ela está se sentindo carente. Sei disso não apenas pelo óbvio, mas porque a Raquel contou para o Samuel. Segundo ele, até mesmo intimidades como o que eles fazem — ou no caso faziam — ela descreveu na penúltima conversa em um café lá pelo Bom Fim.

Entende por que acho que é fria? Está “fácil” demais. Os flertes são incontáveis. Os olhares estão diferentes. Até o jeito de ela falar com ele mudou. Minha opinião: ela está fazendo o que toda mulher faz: joga a linha e o anzol, você morde a isca e acaba na mesa do domingo como prato (ou pato) principal. A banca paga, mas cobra.

E você, samba-cancioneiro? Já passou por isso? O que fez? Foi para os finalmentes ou valorizou a amizade?

Como seria um homem na TPM

05 de setembro de 2011 28

Foto: sxc.hu

Esses tempos falamos por aqui que TPM não existe. Fomos massacrados. Humilhados. Falaram de endometriose (que é algo bem diferente de TPM e daquilo que o post propunha). Pois um comercial de televisão mostrou exatamente o que dissemos aqui. Reproduzo abaixo a conversa para vocês avaliarem por si mesmos. O comercial está no link aí em cima, caso alguém não tenha visto ainda.

Cena: Ele esperando por ela em um restaurante. Ela chega rapidamente, atrasada, como se nada tivesse acontecido. Beija o marido e espera que a vida siga seu rumo. Porém, há algo mais…

Ela: Oi amor (smack), desculpe o atraso
Ele: Não reparou em nada?
Ela: O quê?
Ele: Na minha sandália nova…
Ela: Ah, são lindas…
Ele: Só isso? Chega aqui e me dá um beijinho rápido, não repara que eu comprei sandália nova… O que que está acontecendo, hein? Você não me ama mais, é isso? Pode falar…
Ela: Calma… Por que você está falando assim?
Ele: Nada, não… Só para você saber como é uma TPM…

Das atitudes que toda a mulher deveria permitir ao homem pelo menos uma vez

02 de setembro de 2011 124

Foto: sxc.hu

A questão não está no verbo ter como uma imposição. Mas como uma necessidade. Esperamos sempre que a maioria das samba-cancioneiras que por aqui espiam nosso modo de ser são desencanadas, cabeça aberta, gostam de sexo e o praticam sem nenhum pudor ou medo de “o que vão falar se eu fizer isso…”. Pois a dica de hoje é: se falarem, pelo menos você curtiu demais o que estava proposta a fazer. E é o primeiro motivo para a fila andar. Se vocês tiverem sorte de se relacionar com um cara que quer o sexo completo, e não apenas a parte dele, abuse e use.

Vamos colocar uma pimentinha na relação? Abaixo estão algumas atitudes simples que vocês deveriam, pelo menos uma vez, deixar que os homens “saciem-se”. Em contrapartida, será a vez de você entender o quanto pode estar travada em algo que deve ser totalmente livre de atucanações. A listinha não tem nada de muito especial, mas atentem-se para o pedido lá no final do post. A ideia é todos, nós e vocês, compartilharmos experiências. Afinal, não somos os donos da verdade.

Mordidas: não somos o Drácula, mas gostamos de morder. Não se preocupe com manchas roxas nas pernas, nas coxas, nas costas… Elas irão sarar. E você ainda a chance de relembrar todo dia, seja no banho ou em frente ao espelho, aquele momento doido em que você, finalmente, se soltou entre as quatro paredes.

Puxões de cabelo: não interessa se você fez chapinha, escova progressiva, lavou e secou seu cabelo por mais de horas para ele ficar com o volume desejado. Nós queremos, e vamos, enrolar os longos fios em nossas mãos e iremos, sim, te puxar com força. Vai doer? Provavelmente uma dor leve, mas que vem seguida de um gemido longo, misturado com a respiração ofegante do momento. Lembre: o salão de beleza estará sempre no mesmo lugar. O gato que está na sua cama, quem sabe?

Dedos: é fácil imaginar que a mão forte do companheiro revezará entre coxas, bumbum e seios. Mas esqueça o lugar comum e deixe-se levar, pelo menos uma vez, até onde os dedos conseguem ir. Sem contar que eles, os dedos, podem ser — e serão — bons aliados para que o clima continue quente e o parceiro possa aguentar mais e mais o momento. É o que chamamos de parada estratégica.

Beijos após o sexo oral: se algumas mulheres sentem nojo de receber, beijar logo após, nem me fale. Não fique podando o parceiro — e a si mesma — quando ele quiser lhe dar um bom beijo após ótimos minutos de prazer. Mostrar desinteresse ou tabus nessa hora só atrapalha e é broxante. Nós perceberemos que você está desconfortável e não iremos tentar de novo. Pelo menos não nos próximos cinco minutos.

A lista pode ser grande e queremos que você nos ajude, samba-cancioneiro. É a sua vez de deixar mais recados para elas. Escreva nos comentários. Meninas, vocês podem — e devem — opinar também. Mas são dicas para vocês mesmas. O que vocês têm de deixar que nós façamos pelo menos uma vez. Como bons alunos, iremos captar tudo o que as professorinhas estiverem dispostas a ensinar…

Seis sacrifícios que todo homem um dia fará pela mulher amada

30 de agosto de 2011 38

Foto: sxc.hu

Não são poucos os sacrifícios que um homem faz pela mulher amada. Aqui, listamos seis deles. E vocês, mulheres? O que vocês fazem por nós mesmo que isso arranque um metafórico pedaço?

Ir a um show do Chico Buarque: claro que ir a um show do mestre Chico não é sacrifício algum para ninguém. O duro vai ser aguentar a garota de olhos vidrados/marejados full time, babando azul por cada movimento no palco, soltando gritinhos histéricos ao anúncio de cada música nova, dando beliscões porque você respirou alto demais, e depois ficar relatar minuciosamente cada segundo do show durante os próximos sete dias. Chico é Chico, mas tudo tem limite.

Fazer compras: não há como escapar do faro consumista de uma mulher. Seja o passeio que for, no mais ermo canto da Terra, ela vai encontrar algo para “dar uma olhadinha”, nem que seja uma feirinha de produtos feitos de cocô de lhama. E nem pense em ir tomar um café enquanto ela passa em revista pacientemente tudo o que nem sabe o que quer: tem que participar, ficar junto, e prestando atenção para o caso dela perguntar a sua opinião pela décima vez a respeito daquela tornozeleira de conchinha azul.

Assistir a comédias românticas: é óbvio que você não vai obrigar ela a ver ao sexto filme dos “Transformers”, mas ela fara questão, mesmo secretamente, que você a acompanhe ao novo da Meg Ryan. Podem haver razões secretas implícitas no convite, mas na maioria dos casos, ela quer apenas a sua companhia. Mas nem pense em dormir ou ficar jogando Snake no celular, porque, se não durante, depois do filme é certo que virá um pequeno questionário. Olhos abertos, então, companheiro. E não esqueça de uma furtiva lágrima, vai pegar bem, acredite…

Visitar parentes: nem precisa explicar muito, né? Se a nossa família já é barra de aguentar, imagina a dos outros. Não existe bolso suficiente para enfiar as mãos e risinhos amarelos que cheguem durante uma visita àquela tia distante ou no almoço que reúne três gerações de parentes que nem se fazem questão. E nem pensem em arrumar desculpa, já que ela mesma pensou em todas para poder se livrar da encrenca e não conseguiu. Mas aguente firme, porque uma hora ou outra será a vez dela…

Servir de cobaia: seja porque ela está de regime, seja porque está testando seus novos dotes culinários, é certo que vai sobrar pra você. Então prepare-se para mudar seus hábitos alimentares em prol de um relacionamento mais saudável. Com sorte, você também ficará mais saudável _ embora com fome, mas quem aqui precisa comer, não é mesmo? Barra de cereal taí pra isso…

Liberar o sábado para a melhor amiga: um clássico: a melhor amiga da sua namorada está numa pior e precisa conversar/chorar/extravasar. E tem que ser no final de semana, claro. Então você fica em casa vendo filme baixado no computador enquanto ela serve de analista pra amiga. Talvez vocês voltem a se ver na segunda-feira. Ou não.

Quer gravar vídeos ou fazer fotos eróticas? Esteja preparado para o pior

18 de agosto de 2011 60

Foto: sxc.hu

Seria até engraçado se a questão não ficasse muito, mas muito constrangedora. Você e tua companheira se dão bem na cama, são satisfeitos sexualmente, algo que o casal nunca teve com nenhum outro parceiro. Já fizeram de tudo, curtiram o sexo como loucos, mas ainda assim querem apimentar ainda mais a relação. Decidem registrar momentos íntimos.

Primeiro, fotinhos dos pés, mãos, barriguinha. Mais alguns dias, imagens sem blusa. A coisa esquenta, o pudor diminui. O clima faz com que as fotos sejam com roupas íntimas. Não satisfeitos, passam para a última fase: os vídeos eróticos.

Acontece que o presente pode se tornar um inferno quando o futuro a Deus pertence. Você, hoje, está muito bem acompanhado, ama sua parceira(o) e tem plena certeza de que irá continuar com ela(e) para o resto de sua vida. Um pequeno deslize, uma discussão mais séria, uma crise daquelas que todo o casal passa. O relacionamento acaba.

E o ser humano é um dos piores animais entre os seres vivos. Ele é mau. Ele é vingativo. Ele não se presta apenas em ver o outro na pior — e aqui o termo pior tem vários significados, escolha o seu. O ser humano tem de pisar e estraçalhar com o próximo. Mas você não se contentou com as lembranças de forma abstrata, aquele pensamento gostoso que causa o riso safado de canto de boca. Teve de registrar tudo em fotos, vídeos. Em um momento de “lucidez”, ela(e) abre um dos tantos blogs gratuitos da web e publica tudo. Eu disse tudo!

Sabe o que você faz? Aguenta, samba-cancioneiro(a). Não adianta vir com a conversa de que “não conhecia teu parceiro(a) de verdade” ou que “confiava nele(a)” ou qualquer uma destas desculpas esfarrapadas as quais todo mundo que acaba na imensidão do www dá. Quer gravar vídeos ou fazer fotos eróticas? Esteja preparado para o pior.

Evite problemas: as senhas da internet são tuas. Ela não precisa saber de tudo

17 de agosto de 2011 82

Foto: sxc.hu

A internet pode ser uma praga quando sua mulher “entende” que X na realidade é Y e que focinho de porco deve ser uma tomada. Não tenho nada contra que a companheira saiba senhas bancárias, de e-mail, redes sociais. Mas você, samba-cancioneiro, tem de saber avaliar uma coisinha: até que ponto o ciúme dela é doentio. A regra seria não dar chance para o azar. Você acredita que ela vai ficar vasculhando mensagens enviadas, recebidas, tentando recuperar e-mails deletados, faça sigilo da senha de todos, eu disse todos, seus nomes de tela.

E aqui não estamos falando de homem cachorro, pegador. Estamos falando de ciúme doentio. Vocês mesmo vivem falando nos comentários que quando se quer, se faz. Logo, o foco não é a (possível) traição, mas a incomodação. Não há nada pior que uma mulher (e homem também, claro) que fique o tempo todo mexendo em tuas mensagens, celular, carteira, bolso. Mesmo que nunca se tenha dado motivo para suspeitar do parceiro, ela (ele) fica ali, futricando, instigando, questionando. Sem contar o fato do abuso do companheirismo e a total perda de privacidade da relação. Um exemplo pessoal: não mexo na bolsa de minha parceira nem mesmo que ela permita. Por quê? Simples: é dela.

Como explicar que teu amigo te mandou um e-mail com um Power Point de mulheres peladas? Um vídeo picante? Alguma história que ela não deveria saber? Um endereço escrito a esmo em um papel e posto no bolso? Mais uma vez: não estamos falando de traição. Estamos falando de privacidade. E aí está a questão: não temos de explicar o e-mail, o vídeo, a história, o endereço. Por quê? Porque é algo particular. Algo privado. Algo que nós queremos guardar única e exclusivamente conosco. É possível pensar em privacidade sem achar que temos casos e pensamentos obcenos todo o tempo? Não? Então vai se tratar, amiga. Porque estes relacionamentos em que não há privacidade e o ciúme é doentio estão fadados ao fracasso. O amor pode (e deve) durar anos. A encheção de saco, minutos, segundos.