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Posts com a tag "Musas"

Fui traído pelo meu melhor amigo

20 de outubro de 2011 218

Foto: sxc.hu

Não costumamos e nem vamos colocar textos de outras pessoas no blog, mas este abaixo chamou-me atenção. Veio por Direct Message no Twitter, em uma página de um blog criado para que o texto chegasse a nós. Pelo que entendi, foi escrito para tocar os samba-cancioneiros. Não sei se é verdade, não conheço a pessoa. Mas se o amigo ou a mulher andarem por aqui, também, estejam preparados para os comentários que virão. Pois acho que serão um tanto que massacrados pelo que percebo nos quase 10 mil comentários que já temos. Leia e tire sua própria conclusão:

“Acompanho o blog desde sua criação, leio praticamente todos os comentários. Resolvi escrever porque as mulheres costumam escrever que homem é tudo igual, que homem não presta, que são cafajestes. Na realidade, sei que elas falam em termos gerais. Mas gostaria apenas de mostrar que uma mulher, uma única mulher, a minha, não soube valorizar a antítese daquilo que as mulheres acreditam ser ruim para a raça humana.

Eu sou (ou era) um homem feliz. Dedicado. Adoro festas. Adoro teatro. Adoro jantares românticos. Faço e levo café na cama. Me dou bem com minha sogra e minhas cunhadas. Nunca flertei na rua, no trabalho, onde quer que seja desde que estou com ela. Me considero um cara normal na cama. Trabalhava feito doido para dar uma vida digna a minha mulher. Até compras em shopping me presto a fazer (hehehehehe). Mas descobri que fui traído. Pelo meu melhor amigo. Ao menos eu acreditava que era meu melhor amigo.

Descobri há duas semanas. Na hora, pensei em me matar. Amo muito minha mulher. Depois, pensei em matar o cara. Mais depois ainda, pensei em matar os dois. Mas, bundão que sou, apenas saí de casa. Ela ficou e deve estar lá, com o outro. Foi fácil descobrir. Como todo mundo escreve aí no blog, a mentira aparece. Um torpedo no celular marcava “uma reunião”, assim, com aspas no texto. Minha mulher chegou tarde. Quando chegou em casa, conversamos como sempre, estávamos falando sobre coisas sem nexo. E perguntei da reunião. “Que reunião?”, ela respondeu. Achei estranho, mas depois ela viu a mancada, desconversou e tudo mais.

Passei a desconfiar de algumas atitudes dela e esse meu amigo sempre presente. Mas não falava nada com ele, homem não gosta de compartilhar essas coisas. Esses tempor encontrei ela por acaso no shopping, no almoço, e estava de cabelo molhado. Perguntei se não tinha ido trabalhar pela manhã e ela desconversou “Ué, não te falei? estão fazendo manutenção nos computadores essa manhã”.

De tanta desculpa esfarrapada, porque não sou tão burro assim, acabei seguindo ela em uma de suas saídas e, para meu espanto, ela desceu do táxi na outra esquina, perto de casa, e entrou no carro deste meu amigo. Fui atrás e vi os dois entrando no motel. No primeiro dia não falei nada, no segundo também não, no terceiro não aguentei mais e escancarei em um almoço, domingo. Convidei ele para ir lá em casa. Ia ter um churras com toda a turma. A turma não veio, lógico. E fiz eles me contarem tudo: tempo de safadezas, onde, quando, porquê. Motivo é o que menos me interessa

O cara transou com minha mulher em meu quarto. Em minha sala. Tomou banho em meu banheiro e secou o corpo com minhas toalhas. Fizeram sexo anal. Eu nunca fiz sexo anal com ela. Transavam duas, três vezes na semana. E eu entendia quando ela dizia que estava cansada. Ouvi tudo, quieto. Imagina, Johnny, como conseguir ficar quieto em uma hora dessas? Mas fiquei. E foi tanta raiva que por isso que disse que queria matar todo mundo. Acho que nunca tive tanto sangue frio na vida. Apenas larguei o material do churrasco, fui até meu quarto, peguei minhas coisas e fui embora. Agora estou em um hotel, escrevendo para vocês.

Não quero ser mártir, nem que me deem uma estátua. Sei que muitos irão tirar onda com minha cara. Outros vão ser solidários. Não estou nem aí. Só escrevi mesmo porque queria desabafar e mostrar para essas mulheres que há homem decente no mundo, sim. E as mulheres, assim como muitos homens, não sabem valorizar.

Abraços. M. R. S”

Conheça Cláudia: 34 anos, casada, mãe de dois filhos e... prostituta

18 de outubro de 2011 313

Foto: sxc.hu

O post de ontem foi uma espécie de “aperitivo” ao que estava por vir nesta terça-feira. Hoje vou contar a história de Cláudia, 34 anos, mãe de dois filhos, casada. Possui casa própria, dois carros, família estruturada. Cláudia trabalha. Muito. Como prostituta em um endereço famoso de Porto Alegre. O marido não sabe. Os filhos não sabem. A família não sabe. O irmão desconfia. Um primo transa com ela toda semana — de graça — porque descobriu seu pequeno segredo. Ela propôs isso, é bom que se deixe claro.

Conversei com Cláudia por cerca de duas horas. Cláudia é seu nome fictício, de guerra. Ela aluga um apartamento em um bairro de classe média na cidade. Recebe os clientes com hora marcada, estilo Bruna Surfistinha. Não tem cafetão, nem “ninguém que lhe tire fácil o dinheiro que recebe de forma tão difícil”, como destaca. Cláudia mede cerca de 1,70 metro, pesa 71kg. É uma mulher bonita de rosto e que tem o corpo razoavelmente bonito. Nada exuberante. Mas também nada que se jogue fora. Como dizem por aí, vale o investimento de R$ 80 por uma hora de programa.

— Para quem tem 34 anos e já teve dois filhos está bom, né? — ela pergunta, levantando a blusa para mostrar a barriguinha lisa da lipo que fez no ano passado. A seguir, trechos do bate-papo.

Samba-Canção — Como você começou e há quantos anos faz programa?
Cláudia — Há quatro anos eu trabalhava em um escritório de advocacia como secretária. Um dos advogados que estava por lá vivia me cortejando e me chamava para sair todos os dias. Tomar drinks, jantares. Em um determinado dia, havia brigado com meu marido, estava querendo me separar, não aguentava mais a pressão de trabalhar, chegar em casa, cuidar dos filhos. Minha vida estava um saco. Acabei saindo com o advogado, jantamos, fomos para um motel. E, olha, eu acabei com ele (risos). No final, quando ele me deixou em casa, me disse “Cláudia, Cláudia, você deveria cobrar, meu amor. Êta servicinho bem feito”. Aquilo ficou martelando na minha cabeça por meses. Até que fui demitida porque não quis mais dar para o tal advogado.

Samba-Canção —E então foi logo fazer o que você faz hoje?
Cláudia — Não, claro que não. Curti o seguro-desemprego e fui atrás de emprego. Mas o que ele disse ficava na minha cabeça. Não consegui um emprego que pagasse bem. O tempo do seguro acabou. Fiquei mais dois meses desempregada. E foi aí, sim, que comecei a pensar em virar prostituta.

Samba-Canção — Mas como aconteceu?
Cláudia — Procurei uma que faz exatamente como eu: atende por telefone, família não sabe, tem filhos, marido, papagaio. Ela me explicou como funcionava a coisa.

Samba-Canção — Mas, assim, professor e aluno?
Cláudia — Não. Ela teve receio no início.  Mas daí procurei ela tanto que viu que não era brincadeira o que eu estava querendo.

Samba-Canção — Sim, mas como começou, mesmo?
Cláudia — Eu estava no apartamento desta guria, que hoje é muito minha amiga, pintou um cliente. A gente já conversava bastante. Ela me olhou e apontou para o telefone. Eu balancei a cabeça. E foi só esperar ele chegar.

Samba-Canção — Assim, tão fácil?
Cláudia — Nada fácil, meu amigo. Você acha que a gente curte o que faz? Acha que tocar nele foi fácil? Queria ver essas guriazinhas que vivem por aí aguentar a vida que a gente leva.

Samba-Canção — Sim, mas isso todas vocês devem falar: “não é fácil” e tudo mais… mas continuam na profissão.
Cláudia — Sim, mas como eu vou tirar R$ 3,5 mil por mês? Me diz… Tu tem um emprego com esse salário para me dar?

Samba-Canção — OK, mas e teu marido? E teus filhos? Ele não suspeita de nada? Dessa grana toda que tu recebe?
Cláudia — Meu querido, no início eu acho que ele estranhou, sim. Pô, R$ 3,5 mil é dinheiro para uma secretária executiva. Para ele, trabalho em uma grande empresa aqui de Porto Alegre. Falo três línguas. Saio de casa sempre arrumada, impecável. De blazer, saia social ou terninho executivo. Não tem como desconfiar. Até tem, claro. Mas o meu salário e o dele nos proporcionam uma vida muito boa: temos televisão de 52′, dois carros do ano, meus filhos estudam em uma das melhores escolas de Porto Alegre… Eu trabalho apenas de segunda a sexta, o telefone não toca fora do horário comercial. E é exclusivo da profissão. Eu deixo o aparelho no apartamento que alugo.

Samba-Canção — Sim, mas e tua família?
Cláudia — O que tem?

Samba-Canção — Não desconfia?
Cláudia — Meu irmão, sim. Mas eu brinco com ele: “Para tua irmã ter um trabalho melhor, só se virar p**a”. Todos dão risada e a coisa morre por ali. Quem descobriu, mesmo, foi um primo meu. Safado. Me seguiu e acabou aqui no porteiro eletrônico. O segurança caiu no papo dele, deixou entrar e, no dia, eu estava esperando um cliente. Me pegou de calcinha e sutiã atendendo a porta. Ele disse: “eu sabia”. E eu respondi: “Agora que está aqui, entra”. Ele entra toda a semana, de graça, claro. É nosso segredinho.

Samba-Canção — Ele vem toda a semana, mesmo?
Cláudia — Claro. Com ele até é bom. Me trata bem. Transa bem. Ele vem quase sempre na quinta. Fica a horinha dele e vai embora. É diferente porque tem duas safadezas, né? (risos). Ser primo e ser cliente. Mas não pense que é básico, não. Ele recebe serviço completinho. E gosta, meu bem, ah, gosta (gargalhadas).

Samba-Canção — E sexo em casa? Consegue? Na boa?
Cláudia — Mas é claro. Amo meu marido. Amo meus filhos. Meu marido é ótimo na cama. Ninguém me fez gozar como ele. E olha que já transei muito, amigo. E digo: já gozei com cliente. Tem um que me trata tão bem que parece meu namorado. Esse me arrebenta. Só não dou de graça porque não é meu feitio.

Samba-Canção — Tu pretendes parar quando?
Cláudia — Mais um ano, dois, e eu vou parar. Tenho uma poupança gorda me esperando. Já falei com meu marido que seria legal abrirmos uma empresa. Ele é analista de sistemas e está gostando da ideia. Com essa poupança vamos fazer nossa empresa. E eu vou parar com isso. Tu vai me perguntar se eu me arrependo agora, né?

Samba-Canção — Não ia, mas…
Cláudia — Quando chego em casa e vejo meus filhos, bate uma tristeza. Mas eu planejei quando essa vida ia começar. Então eu sei quando ela vai acabar. E está quase acabando. Escreve aí: tem mulher que quer fazer exatamente o que eu faço e não faz porque se acha mais que eu. E têm as outras que me vão me julgar, eu sei disso. Para elas, vou dizer o seguinte: tem cara que te come e vai pra casa e te trata pior que muito cliente meu. Então, não te enche de moral para falar de mim. Ah, e se quiser, passa um dia comigo aqui e tenta aguentar o tranco. Daí, sim, a gente passa a conversar.

Quem gosta de passado é museu?

17 de outubro de 2011 166

Foto: sxc.hu

Um jogador de futebol muito famoso está revoltado com o que andam falando sobre o passado da moça com quem tem um relacionamento. Coincidentemente, ela é gaúcha e alguns homens aqui de Porto Alegre — dizem — já pagaram a ela algo mais que a conta do boteco. Vocês entenderam o que eu quis dizer, então não há necessidade de explicar.

Fiquei pensando na questão “passado de uma mulher” e percebi que, em muitos casos, ele é extremamente valorizado. Alguns homens não casariam com uma moça mais “vivida”. O que não deixa de ser irônico, pois grande parte do público masculino pede a seu lado mulheres devassas, que topem tudo e saibam fazer tudo. Na teoria, quanto mais parceiros, mais desencanada a mulher seria (é isso?).

Mas voltando ao primeiro parágrafo: e se você descobrisse que sua mulher é ou foi uma garota de programa? Qual seria sua reação? Acabaria o relacionamento? Se continuasse com ela, contaria a seus amigos e familiares sobre o passado da moça? Um tema um tanto polêmico para começar a semana. Vamos debater sobre isso?

Homens elegem Ellen Roche como a mulher ideal para ter um "affair"

29 de setembro de 2011 49

Foto: Divulgação, Revista VIP

O site norte-americano Ohhtel.com perguntou qual seria a mulher que os homens gostariam de ter um affair. O resultado da pesquisa não impressiona muito e vamos explicar o porquê mais abaixo. Mas, para que tudo esteja homologado, saiba que 5.697 homens participaram da pesquisa — apenas cadastrados no site puderam responder — em todo o Brasil e 36% afirmam que a atriz Ellen Roche seria a mulher dos sonhos para ter um caso extraconjugal. A loira venceu Sabrina Sato (14%), Cléo Pires (13%), Juliana Paes (11%) e Deborah Secco (9%).

Aqui na redação a mulherada disse que ela é apenas uma mulher gostosa, que não deve ter conteúdo e tudo mais que você, homem, está acostumado a ouvir do lado de lá. Mas nós vamos mostrar que a Ellen Roche não é apenas isso. Quer prova maior? Listamos cinco qualidades da Ellen:

Ela adora praia:

Foto: Divulgação Revista VIP

Ela ouve boa música:

Foto: Luis Crispino, Revista VIP

Ama Carnaval:

Foto: Andre Penner, AP

Se cuida e é muito, mas muito cheirosa:

Foto: Divulgação, Revista VIP

E por último, mas não menos importante: ela adora futebol

Foto: Divulgação

Não entendi a polêmica do comercial com Gisele Bündchen: qual mulher não faz exatamente aquilo?

29 de setembro de 2011 63

Foto: Divulgação, Hope

Não entendi a polêmica envolvendo o comercial protagonizado pela sempre bela Gisele Bündchen (para quem não assistiu ainda, basta clicar aqui). Mas, se você não clicou, vou resumir o comercial: a maior top do mundo aparece vestida, contando um fato qualquer para seu marido. Todo aquele blábláblá de “amor isso, amor aquilo”. Um xis marca errado, como se aquela maneira, aquela ação, não fosse a mais indicada para o momento. Surge então o modo correto: Gisele está de calcinha e sutiã (aqui a palavra lingerie não se aplica, amigo, é calcinha e sutiã, mesmo) e fala o mesmo fato para o marido com uma voz dengosa.

Agora, samba-cancioneiro, me diz: onde está o sexismo nos pouco mais de 15 segundos de imagem? A campanha da marca de roupa íntima teve suspensão pedida por um órgão federal. Os homens que se vestem de preto alegam que o conteúdo discrimina o indivíduo — no caso a mulher — por seu gênero. Ora, façam-me o favor. Isso é, simplesmente e sem tirar uma única vírgula, a vida real.

Foto: Divulgação, Hope

Que mulher (que homem) não usa dos mais variados artifícios para resolver algum vacilo, alguma falha, contar algum probleminha ou mancada que tenha feito no dia, na semana, no mês. E a escolha de quando contar depende muito da gravidade do que foi feito — e às vezes a coisa é tão complicada que nem o homem nem a mulher contam bulhufas a seus pares. Sem contar que há fatos que você conta com anos do ocorrido.

Ela, sentada na carona do carro, em uma viagem para alguma das praias que vocês sempre quiseram ir: “Amor, lembra do Marcos, aquele meu amigaço que tu odeia? Sim, eu e ele já tivemos um rolo. Mas foi só um rolinho…”. Sim, ele também mente (ou omite, se você preferir). Vocês estão em um ótimo jantar, naquele ótimo restaurante, daquela que promete ser uma ótima noite: “Querida, ontem não tive reunião alguma. Saí para beber com os amigos e acabamos esticando um tanto mais que devíamos”. Imagina a adolescente gritando do banheiro, após uma escapadinha com o namorado, os pais foram viajar, eles curtiram bastante, a menina está escovando os dentes e lasca: “Benhê, tô grávida”.

Não mesmo, não é? Você vai escolher um momento, vai pensar nas atitudes que vai fazer para “criar o clima” e irá narrar, com todo o dengo do mundo, o problema.

É de uma hipocrisia enorme dizer que as mulheres não usam a sedução, o corpo, a silhueta bem definida para conseguir o que querem. E todos nós sabemos que quando elas querem seduzir, elas conseguem. Um decote sexy, uma saia que valoriza as pernas, uma calça que realça o quadril, penteados, maquiagens, acessórios, cremes, perfumes. Veja bem: não estou dizendo que todas as ações das mulheres são premeditadas e tudo o que foi listado acima serve para os atos ardilosos do sexo feminino. Mas, vamos ser francos: é motivo de clicar no botão delete na ferramenta de administração do blog se isso não tiver o mínimo de verdade.

Sabe o que é pior? Pensar que talvez nós, homens, sejamos previsíveis demais. Por isso elas são assim. Por isso elas fazem o que fazem. E  nós seguimos levando na cabeça. E mais: ainda gostamos.

Quando uma prótese de silicone faz bem às mulheres — e não apenas aos homens

26 de setembro de 2011 0

Foto: sxc.hu

Encontrei uma amiga de tempos na semana passada. Ela é magrinha, em torno de 1,70 de altura, loira, cabelos lisos. Mas não, não tem muito — ou nada — a oferecer esteticamente. Não quero dizer que ela é feia, ok? Até porque é muito minha amiga e a amizade é capaz de fazer a pessoa ficar bonita — e isso até pode ser um outro post.

Acontece que a menina resolveu, lá pelos 19 anos, colocar um implante de silicone nos seios. Talvez por ver todas as outras meninas com peitos e ela, murchinha e fora do padrão convencional de beleza, penar demais para conseguir um namorado ou um ficante ou um rolo. Coisas da adolescência. Fazer o quê?

Notei a mudança, obviamente, na primeira olhadela. Estava na correria, indo para um curso, passei por ela e não fosse o silicone me dar um “oi” não teria reparado na menina. Veja como são as coisas: uma grande amiga da época da escola passa por mim na rua e eu não a noto. Observo, primeiro, o silicone. Porque homem sabe quando uma mulher tem silicone nos seios. Ah, sabe.

Para minha surpresa, ela me deu “oi” também e, como temos uma certa intimidade, perguntou de primeira: “Então, o que achou?”, balançando os ombros para dar destaque aos peitões. “Trezentosesetentaecincoêmeéles”. Eu ri, disse que ela estava diferente. Nem deu tempo de perguntar outras coisas — realmente estava na correria — ela ainda disse “Que bom te ver”, deu um sorriso e foi embora, caminhando rápido, serelepe. Talvez também estava na corrida.

Foi então que percebi uma coisa nessa minha amiga: a felicidade. Na escola, ela era quietinha, quase sempre cabisbaixa. Quando ria das piadas da turma fazia baixinho, aquele riso que costumamos dizer que é para dentro, sabe? Será que tem a ver com o silicone? Porque uma outra conhecida, amiga da minha mulher, igualmente com poucos seios, destacou a felicidade como o motivo para colocar um implante de iguais 375ml no corpo. Sabe como é, mania de repórter perguntar tudo: “Mas me diz, além do óbvio, por que tu quer colocar silicone?”. Ela, de bate-pronto: “Porque eu quero ser feliz, oras”.

A questão, acho, não está no silicone. Mas sim em a mulher se sentir bem com ela mesma. Sentir-se desejada, sexy, gostosa. Ser reparada na rua — como minha conhecida, aí de cima. Essa amiga da minha mulher, por exemplo, só coloca blusas com decotes que valorizam os quase R$ 7 mil que pagou pela prótese. Outra coisa que reparei, neste caso: o namorado desta menina também está mais feliz. E o cara tem fama de ser o ranzinza da turma. Imagina. As gurias estão até achando ele “legal”.

Acho importante destacar: duas cirurgias estéticas que não vejo problema algum são nariz e seios. Não acho legal as moças que tiram costelas para afinar cintura, lipoaspiração, botox, silicone nas nádegas… e por aí vai. Meninas, não vou ser hipócrita e dizer que não ficamos “babando” por mulheres bem definidas, seja por cirurgia ou não. Mas cuidado, às vezes pode ficar demais — como a menina da foto abaixo, a tal da Valesca Popozuda. Não vale tudo para ficar gostosona, viu?

Foto: Drica Donato, divulgação, R2

O fascínio pelas mulheres negras

24 de setembro de 2011 67

Foto: sxc.hu

Vou te contar uma coisa que poucos sabem: sempre fui viciado por mulheres negras. Uma tara incrível. Com cinco namoradas negras no currículo, posso me declarar um expert em negras. E, também por isso, posso tomar a liberdade de escrever negra (e não afrodescendente) com propriedade e sem medo algum de ser estereotipado como politicamente incorreto. Pois tenho certeza de que você repara (e muito) nas mulheres negras. Elas são de uma beleza diferenciada, mais redondas, curvilíneas, sensuais. Têm um poder de hipnotizar de uma maneira única. E veja bem, não estou desprezando, muito menos menosprezando, morenas, loiras, ruivas. Mas as negras são espetaculares.

Um amigo casado com uma negra descreve sua relação como o paraíso. Formosa ao extremo, a mulher dele tem um sorriso incrível. Em determinado momento, como que num susto, deixa o semblante sério e abre a boca carnuda e deixa à mostra aquela dentadura perfeita, branca, em meio ao vermelho forte de cada lábio. Um verdadeiro espetáculo da beleza feminina.

Uma de minhas namoradas tinha mãos sensacionais. Finas, com dedos um tanto compridos, mas as unhas bem feitas completavam uma das poses mais sensuais que tenho memória: sentada, com o quadril inclinado para o lado direito, ela cruzava as pernas e, com o corpo reto, deixava o protagonismo do tronco e dos seios bem definidos tomar conta e apoiava os braços sobre os joelhos com as mãos pairando sob o nada. Seguidamente me descobria apenas observando a cena, sorria (pois sabia cada frame do meu pensamento) e me convidava para sentar a seu lado. Cada um exibia seu “troféu” com um grande orgulho no rosto. Bons tempos.

Com o cuidado para não ser vulgar, destaco ainda os quadris das negras. A volúpia que vai para um lado e outro com uma leveza (e ao mesmo tempo força) que fascina tanto o brasileiro, o europeu, o americano, o asiático… O africano, povo de sorte, deleita-se com isso há milênios. Não fosse a escravidão e todas as barbáries dos séculos passados, poderíamos agradecer aos portugueses com um feriado e uma semana festiva. Uma ode aos quadris das negras. Redondos, duros, rijos. Quase sempre grande o suficiente para te tirar do sério. As curvas que te deixam com torcicolo. Que fazem você olhar para trás indubitavalmente. E que você achou, lá em cima, no início do texto, que “se o Johnny não falar dos quadris esse é o pior texto do blog”. Tudo bem, este pode ser o pior texto do blog apesar de eu ter citado os quadris (mesmo que ao final). Mas lembre-se: eu já tive cinco namoradas negras, com seus sorrisos, mãos, pernas, quadris e tudo mais. E você, quantas já teve?

Vera, a prima mais levada das estações

23 de setembro de 2011 30

Foto: sxc.hu

De todas as minhas primas, a Vera é a mais safada. Recebeu esse nome porque nasceu no dia 23 de setembro. Dia das flores, dizia minha tia. Prima Vera cresceu em meio aos primos boêmios, saía para a balada sem medo algum desde os 13, 14 anos. Como via os meninos passando o rodo na mulherada, sempre pensou: “Ora, por quê não posso fazer o mesmo?” Eram dois, três, quatro… seu recorde foi oito em uma noite. Quando só beijava na boca, claro. Depois que aprendeu outros tipos de curtição, passou a selecionar mais e nunca passou de dois.

Bem, não vou ficar aqui falando e falando de minha prima — até porque dá uma saudade da nossa época de adolescentes. Mas o debate que quero propor é que mulheres deprimidas, sem vontade de viver bem, de curtir a vida, de amar sem pudor. Mulheres que se deixam levar pelo que uma sociedade machista define como recato. Mulheres que se preocupam com o que os homens vão pensar, que não transam na primeira vez. E tantas outras definições bestas lá da época das cavernas. Estas mulheres não tiveram primos como a prima Vera teve.

Porque a prima Vera mostra as pernas quando veste uma saia sem parecer vulgar. A prima Vera conversa com os homens à noite, em uma balada, com o olhar fixo, no fundo do olho, deixando o vivente completamente atordoado, sem parecer uma prostituta oferecendo-se em alguma avenida da Capital.

A prima Vera não fica bêbada pelos bares, não sai gritando pela rua falando palavras sem sentido, carregada pelos ombros por alguma amiga. A prima Vera sabe beber, sabe até onde pode ir. A prima Vera sai para a noite para caçar, claro que sai. Mas a prima Vera seleciona seu alimento. Busca sempre um mamute e não um porco do mato. Com isso, a prima Vera não se lastima da comida que tem à mesa. Ela saboreia seu banquete como ninguém.

A prima Vera é bem-sucedida no trabalho. Está sempre sorrindo, mas a prima Vera sorri com gosto e de verdade, não porque tem de agradar alguém que está a seu lado ou manter uma vida de aparências. Resumindo: a prima Vera é muito feliz. Mas a mulherada, amiga da prima Vera, gosta de chamá-la de bem-resolvida. Ela ri. Prima Vera não gosta de rótulos bobos.

O Samba-Canção avisou e a Scarlett Johansson não quis nos escutar

15 de setembro de 2011 9

Foto: Reprodução Buzzfeed

Meus amigos samba-cancioneiros. Lembram que o Samba-Canção avisou há alguns posts? Quer gravar vídeos ou fazer fotos eróticas? Esteja preparado para o pior.

A Scarlett Johansson não nos ouviu e acabou na rede mundial de computadores — o famoso www. Não vai ser a primeira, nem a última vez que casos assim ocorrerão.

E, enquanto isso, nós e os milhões de fãs da bela loira podemos ver o quão boa atriz ela é — pois eu tenho certeza de que você percebeu a dramaticidade das imagens e as poses da moça.

E se fosse ao contrário? Você, mulher, fosse trocada por outro homem?

26 de agosto de 2011 18

Foto: sxc.hu

Confesso que é difícil para mim entender os motivos que fariam um homem deixar sua mulher por outro homem. Não tenho amigos que fizeram isso, nem mesmo consigo imaginar tal fato ocorrendo comigo.

Conheço uma pessoa que “descobriu-se” gay. Estava com uma menina em momentos pra lá de íntimos e simplesmente travou. Percebeu que não era aquilo que queria para sua vida, hoje é homossexual assumido e lembra que desde pequeno se viu “diferente”: todos os amigos gostavam das meninas e ele tinha muito mais apreço pelos iguais.

Claro, o post não fala sobre isso, mas é apenas uma ilustração para exemplificar o contexto e uma das várias respostas para que fatos como a pergunta do post ocorram. Mas, então, lá vai: pela manhã, perguntamos o que os homens fariam se fossem trocados por uma mulher. E se fosse ao contrário? Você, mulher, fosse trocada por outro homem?