Pular a barra do clicRBS e ir direto para o cabeçalho.
clicRBS
Nova busca - outros
Capa ZH ZH Blogs Assine agora

Posts com a tag "neuroses"

"Amor, estou grávida. O que a gente vai fazer?"

24 de outubro de 2011 119

Foto: sxc.hu

Fato que programar uma gravidez, pensar e organizar a vida a dois, alinhar todas as questões relevantes para dar um futuro bom à criança é primordial e porque não dizer essencial na vida de um casal. Mas e quando isso não é possível? Quando ela simplesmente para na tua frente com aquela cara de apavorada e diz “Amor, estou grávida”?

Um casal de amigos passou por isso. Em uma madrugada, acabaram transando, não se precaveram e vieram gêmeos. Gêmeos, amigo. E o marido, hoje feliz da vida com os dois guris, ficou apavorado. Ele, recém-formado na faculdade de Direito. Ela, professora de Educação Física. Passaram um grande aperto logo no início. Ela também ficou apreensiva, claro, mas os dois lembram — hoje rindo, claro — que ele ficou bem mais nervoso e preocupado do que ela, que só sabia olhar e alisar a barriga.

E vocês? Alguém aqui já passou por isso? O que fizeram? Como foi para superar a barra e dar algo bom para o bebê? Conte para nós, samba-cancioneiro.

O problema dos homens certinhos demais (ou a lição que vamos tirar dos atos falhos)

21 de outubro de 2011 62

Foto: sxc.hu

UPDATE: com a correria da redação, acabamos não conseguindo liberar os comentários na tarde desta sexta-feira. Por isso liberamos à noite, perto das 23h. Desculpe a quem acompanha o blog e posta comentários.

Chamou-me atenção a repercussão do post do M.R.S e a grande parte dos comentários — masculinos, claro — a respeito do protagonista da carta ser certinho demais. Grande parte dos comentários destacava o fato de o casal não ter feito sexo anal, por exemplo, como um dos defeitos do relacionamento. Segundo os samba-cancioneiros, esta questão serve como um termômetro de que a coisa era um tanto fria entre os dois na cama, e a mulher, talvez, queria algo mais caliente. Não acho que se possa medir a temperatura sexual de um casal por fez ou não fez sexo anal, mas…

O que penso é: não importa o quanto se é bom ou mau, não importa se deu motivo ou não, se a mulher tem caráter, se o amigo não era tão amigo assim, se o casamento estava uma droga, qualquer outra coisa. Não importa. Importa que ele foi correto até mesmo na hora de desvendar que sabia de tudo. Ele foi correto até mesmo na hora em que deveria ser enérgico, forte. Quando devia matar a cobra e mostrar o que você sabe que ele deveria mostrar. Ele foi íntegro. E pessoas íntegras estão em falta no mundo: homens e mulheres.

A lição disso tudo — e espero que você que sempre lê o blog aprenda de uma vez — é que homens e mulheres são falhos. Têm medos. Angústias. Necessidades. São apreensivos. Imaturos. Às vezes homens e mulheres querem simplesmente estar sozinhos. Porque sabem que quando estiverem com alguém não serão capazes de corresponder à expectativa do outro. E fazem bobagem — porque é normal que o ser humano faça bobagem. E com isso machucam outras pessoas.

O texto, a carta do M.R.S, pode ser fictício, invenção do blog — vocês já pararam para pensar que apontam sempre o dedo nos acusando de mentirosos? A lição dos mais de 200 comentários do post é: homens e mulheres, deixem de lado a eterna guerra dos sexos. Homens chamam mulheres de promíscuas e afins porque elas começaram a querer ser homens. Mulheres quiseram ser homens para mostrar que podem as mesmas coisas que eles. Um dá um murro forte na ponta da faca, o outro vê os dedos cheios de sangue mas retruca e dá o soco ou igual ou mais forte que o primeiro. Ambos derramam litros de sangue no chão. E se machucam.

Ou seja: nessa vidinha de agressões mútuas, quem perde somos todos nós.

Mulher valoriza o passado masculino ou um homem galinha também tem vez?

19 de outubro de 2011 109

Foto: sxc.hu

Na segunda-feira comentamos por aqui sobre o passado das mulheres. O post falava sobre ser rodada, ter trabalhado como prostituta e os problemas que isso poderia ocasionar caso o namorado/marido descobrisse tal fato. Muitos comentários foram julgados como machistas. Eu acredito que são apenas a realidade. Parafraseando um comentário do Everton, “se você conhecer a cozinha do restaurante ou o passado de uma mulher, você não come”.

Mas, e vocês, mulheres, valorizam o passado masculino? Vocês pensam duas vezes antes de sair com um cara “galinha”? Existe para vocês a máxima “homem para casar”? Vamos ver a opinião de vocês. Porque uma coisa tenho certeza: jogar pedra no telhado do vizinho é muito fácil. Sejam sinceras nos comentários que tenho certeza de que hoje passaremos dos 100, mais uma vez. Querem mentir? Não esqueçam: a banca paga, mas também cobra.

Quem gosta de passado é museu?

17 de outubro de 2011 166

Foto: sxc.hu

Um jogador de futebol muito famoso está revoltado com o que andam falando sobre o passado da moça com quem tem um relacionamento. Coincidentemente, ela é gaúcha e alguns homens aqui de Porto Alegre — dizem — já pagaram a ela algo mais que a conta do boteco. Vocês entenderam o que eu quis dizer, então não há necessidade de explicar.

Fiquei pensando na questão “passado de uma mulher” e percebi que, em muitos casos, ele é extremamente valorizado. Alguns homens não casariam com uma moça mais “vivida”. O que não deixa de ser irônico, pois grande parte do público masculino pede a seu lado mulheres devassas, que topem tudo e saibam fazer tudo. Na teoria, quanto mais parceiros, mais desencanada a mulher seria (é isso?).

Mas voltando ao primeiro parágrafo: e se você descobrisse que sua mulher é ou foi uma garota de programa? Qual seria sua reação? Acabaria o relacionamento? Se continuasse com ela, contaria a seus amigos e familiares sobre o passado da moça? Um tema um tanto polêmico para começar a semana. Vamos debater sobre isso?

O que faz um homem ser bom de cama? Com a palavra, as mulheres

13 de outubro de 2011 131

Foto: sxc.hu

Então a moça que teve um affair com o Ashton Kutcher disse que o cara é bom de cama. Declarou em uma revista que foram para um hotel, que ela ficou peladona na frente dele e de uma outra moça, que fizeram uma festinha na hidromassagem e então rolou um beijo e, claro, sexo.

— Ele é bom — resumiu, sobre a noitada.

Fiquei pensando: o que leva um cara a ser bom de cama? Como que a mulher define isso? Ou ainda: como ela chegou a essa conclusão? Ser bom de cama… coisa bizarra.

Porque cada mulher é diferente, cada toque, cada gesto. Esses dias mesmo comentaram por aqui que um papai-mamãe pode causar estragos enormes. Ora, o cara, então, não fez nada de anormal e seria um “bom de cama”. Poderia ser definido pelo número de orgasmos que ele dá para a mulher? Dois, três, quatro, cinco… é possível seis? Ou talvez ele é o bonzão porque consegue transar por duas, três horas seguidas sem ao menos dar uma dormidinha para relaxar?

Olha, eu sei que no caso dessa menina do Kutcher o buraco é bem mais embaixo e ela quer apenas aparecer. Mas fiquei interessado na questão e pensei: por que não perguntar para as samba-cancioneiras e cancioneiros? Então, gente, mais um tema bom para discutir hoje: o que faz um homem ser bom de cama? Para participar, é só escrever nos comentários e aguardar a repercussão.

Homem é tudo igual.... e mulher, não?

13 de outubro de 2011 110

Foto: sxc.hu

Cometi a loucura de iniciar uma conversa sobre relacionamento, amor, ódio e esses temas bons para uma polêmica em uma mesa com cinco mulheres. Eu como único homem. Passaram a me atacar, lógico. Todas sabem, inclusive, que escrevo aqui no blog, me conhecem de longa data. Tentei defender não o homem, mas a ideia de que em um relacionamento todos estão sujeitos a muitas coisas, são escolhas, digamos. Elas iam aceitando, mas queriam sempre ser definitivas nos argumentos. Sabe como é mulher, não é mesmo?

Mas então chegou à mesa um ex-namorado da Beatriz. Por coincidência, eu também conhecia ele. Chegou, beijou as outras quatro. Na vez da Beatriz apenas “oi”. Estranhei. Ele, por educação, tenho certeza, ficou cinco minutos conosco e foi sentar em outra mesa. Após sair, uma das garotas da mesa se desculpou com a Beatriz: “Ai, amiga, ele está cada vez mais gostoso”. Eu apenas ri. Já ela virou para trás para dar mais uma olhada. E voltou a virar para nós. Não falou nada.

Não demorou cinco minutos, uma deusa, uma senhora mulher, aquelas que param o bar, chega para um encontro com o ex da Beatriz. Pensei: agora danou-se, a hora que ela enxergar a cena vai ficar muito brava. Ela já tinha visto. Antes, muito antes que eu, pelo que percebi. E apenas disse, certeira: “Quero ver se ela aguenta o que eu aguentei”.

Para resumir: levei a Beatriz para casa e descobri que o cara a tinha traído, duas vezes. Na primeira, ela descobriu por acaso. A segunda foi em uma espécie de “investigação”. Na primeira, deu uma chance e tentou superar. Na segunda, acabou sem pestanejar. Foi quando desceu do carro, me deu tchau e disse: “Homem é tudo igual. E eu incluo até tu nessa, viu? Todos vocês traem e nos magoam. E por isso eu estou muito bem sozinha”.

Como vocês dizem aqui nos comentários, sempre: generalizou. Será? Ou falou uma verdade? E mulher, não trai? Não magoa os homens? Com a palavra, vocês.

Basicão? Que raio de sexo é esse?

11 de outubro de 2011 116

Foto: Inmagine Royalty Free

Li no Donna na semana passada e resolvi deixar e esperar a repercussão. Mulheres tendem a ser mais aventureiras na cama que os homens, diz pesquisa. Foram poucos comentários lá na matéria e, acredito, deve ser pelo fato de ter de ser feito cadastro para escrever. Mas olha o que uma moça falou:

Nós, mulheres, nos aventuramos mais e curtimos mais o sexo hoje em dia do que muitos homens. Estes muitas vezes deixam a desejar e sempre vêm com as mesmas desculpas: estou cansado e blábláblá. O que falta é imaginação e vitalidade. Estamos cansadas de homens sem atitude e que só fazem o basicão. Chega a ser deprimente.

Não vou questionar nem argumentar em cima da pesquisa. Vale lembrar que o grupo de pessoas pesquisadas era formado em sua totalidade por pessoas em relacionamentos estáveis. Mas, amigo samba-cancioneiro, me chamou a atenção uma palavra deste comentário e é isso que quero repercutir: o que seria o “basicão”?

Hoje, samba-cancioneiro, o post é de vocês. Minha opinião pode ser dada no final da tarde. Faço um update e repercuto os comentários de vocês. Mas hoje não vou falar primeiro. Espero, sinceramente, que haja construção nas respostas e não a eterna guerra dos sexos — um dos motivos para o relacionamento naufragar. Ops, acabei tecendo o primeiro comentário. Mas nunca apago o que escrevo. A bola está com vocês…

Não somos nós que te trocamos por menininhas. São elas que vêm nos procurar

04 de outubro de 2011 213

Foto: sxc.hu

Esses tempos ouvi a seguinte frase: “Vocês, homens, têm de pegar as guriazinhas para se acharem mais homens, menos velhos e posarem de garanhões”. Pensei. Mas é claro que não. Vocês, mulheres, é que estão pagando o preço quando, lá atrás, na época da adolescência, preferiam os caras mais velhos aos da sua idade.

Sua mãe, tia, a professora da escola… todas as mulheres mais velhas que achavam o máximo ver em você as conquistas frustradas da adolescência delas, achavam o máximo exclamar que “menina amadurece antes, o que elas vão querer com uns abobadinhos da idade delas, tem mais de ir atrás dos caras já formados”. E elas tinham 15, 16, 17. E gostavam dos caras com 20, 21, 22, 23… Ora, agora você tem a idade da sua tia, de sua mãe, da professora da escola. E as menininhas (obviamente não com 15, 16, 17…) vêm atrás dos homens mais velhos. E você reclama? Ironia, não?

Você, mulher mais velha, não suporta a ideia de que, simplesmente, está velha. E pode tranquilamente perder para uma guriazinha — não gosto deste termo, mas estou usando a palavra que minha colega da redação falou. Estas moças não são “abobadinhas”. Não somos nós que as procuramos. São elas que vêm nos procurar. Elas estão fazendo o que você fez. Estão buscando experiência, romantismo, elegância, estilo, recato — aquele algo mais que os mais mocinhos, muitas vezes, não conseguem dar.

As menininhas descobriram que os homens mais velhos tem estilo, recato, finesse. Sabem conversar. São bons de cama. Não têm frescuras em cima de um bom, cheiroso e macio colchão. Têm cultura e gostam dela. Têm experiências de vida, sofrimentos, vivências que os ensinaram a ser pessoas melhores. Gostam de um bom restaurante, de um bom vinho, teatro… Ser chamado e visto como garanhão é uma mera nomenclatura. Que o homem mais velho nem mesmo procura.

Mas fique tranquila. Para todo pé torto há um sapato velho. Enquanto você, que está velhinha, vê os garanhões procurarem as menininhas, vá conversar com sua mãe, sua tia. Procure sua professora de escola. Juntem todas, façam um chá e conversem sobre o tempo que tinham 15, 16, 17. Não faltarão abobadinhos para servir de assunto.

Infertilidade: ele não pode ter filhos, mas tem dificuldade em aceitar uma possível doação de esperma. E agora?

27 de setembro de 2011 32

Foto: sxc.hu

Um casal de amigos não pode ter filhos. O problema está nele, que tem um número mínimo de espermatozóides e os bichinhos, ainda por cima, são fracos demais para chegarem até o local em que o óvulo seria fecundado. Para piorar, nem mesmo a inseminação artificial é possível. Ou seja: eles terão de adotar uma criança se quiserem fechar o ciclo a que grande parte dos casais projeta desde sempre.

O cunhado, marido da irmã da mulher, para descontrair, brincou e se ofereceu para doar o esperma a fim de que ela possa realizar o sonho de ser mãe do modo, digamos, convencional. E, amigo samba-cancioneiro, para ela é um sonho, sim. E é aqui que nós entramos.

Não sei se sou antiquado ou quadrado demais, mas penso que para o homem a decisão de aceitar algo assim deve ser muito ruim. Não pelo fato sexual ou sentir-se traído, pois é óbvio que não há relação ou ainda traição na jogada. Mas para um casal optar por algo assim tem de estar muito bem-resolvido, ter sangue frio e saber, antes de tudo, que caso algo entre os dois não der certo, a criança não tem a mínima culpa na situação.

Expus essa situação aqui na Redação. Um colega lembrou Machado de Assis e Dom Casmurro — mais uma vez reitero: sei que não há traição e não é disso que estamos falando aqui. O colega lembrou que muito da polêmica da trama estava no fato de Bentinho olhar para o menino e enxergar que ele era muito parecido com Escobar. E lançou a pergunta: se o leitor — em sua imaginação — pensa e afirma que o filho de Capitu não é de Bentinho, imagina na vida real, sabendo que o filho não é teu. Claro, há toda aquela conversa do politicamente correto de que pai é quem cria e tudo mais. Mas e aquele momento de fraqueza do pai — e também da mãe, claro? O diabinho no teu ombro te lembrando do fato e que você não conseguiu dar o que tua mulher sempre sonhou?

Outro ponto levantado por aqui estaria no fato de ele, o filho, saber como foi concebido. Ele iria saber? Os pais contariam para ele? Quando soubesse, como ficaria a cabeça deste guri — que provavelmente seria, no mínimo, um adolescente para saber de algo tão delicado? Respeito, amor, carinho pelo pai que não é o dono do espermatozóide haveria, claro, mas e as complicações psicológicas que poderiam vir?

Antes que certos intelectuais que comentam aqui digam que o banco de esperma é anônimo, que eu deveria me informar antes de escrever e blábláblá, quero dizer que sei de tudo isso. O ponto não é o cunhado ou quem iria doar, mas o sangue frio e a polêmica da decisão do casal em aceitar ou não uma doação anônima de um espermatozóide. Você não vê polêmica nisso e acha que é totalmente possível? Olha, parabéns! Mas apostar R$ 1 milhão na roleta tendo R$ 0,05 centavos no bolso é muito fácil. Lembre-se antes de comentar: a banca paga — e bem — mas também cobra.

Quando uma prótese de silicone faz bem às mulheres — e não apenas aos homens

26 de setembro de 2011 0

Foto: sxc.hu

Encontrei uma amiga de tempos na semana passada. Ela é magrinha, em torno de 1,70 de altura, loira, cabelos lisos. Mas não, não tem muito — ou nada — a oferecer esteticamente. Não quero dizer que ela é feia, ok? Até porque é muito minha amiga e a amizade é capaz de fazer a pessoa ficar bonita — e isso até pode ser um outro post.

Acontece que a menina resolveu, lá pelos 19 anos, colocar um implante de silicone nos seios. Talvez por ver todas as outras meninas com peitos e ela, murchinha e fora do padrão convencional de beleza, penar demais para conseguir um namorado ou um ficante ou um rolo. Coisas da adolescência. Fazer o quê?

Notei a mudança, obviamente, na primeira olhadela. Estava na correria, indo para um curso, passei por ela e não fosse o silicone me dar um “oi” não teria reparado na menina. Veja como são as coisas: uma grande amiga da época da escola passa por mim na rua e eu não a noto. Observo, primeiro, o silicone. Porque homem sabe quando uma mulher tem silicone nos seios. Ah, sabe.

Para minha surpresa, ela me deu “oi” também e, como temos uma certa intimidade, perguntou de primeira: “Então, o que achou?”, balançando os ombros para dar destaque aos peitões. “Trezentosesetentaecincoêmeéles”. Eu ri, disse que ela estava diferente. Nem deu tempo de perguntar outras coisas — realmente estava na correria — ela ainda disse “Que bom te ver”, deu um sorriso e foi embora, caminhando rápido, serelepe. Talvez também estava na corrida.

Foi então que percebi uma coisa nessa minha amiga: a felicidade. Na escola, ela era quietinha, quase sempre cabisbaixa. Quando ria das piadas da turma fazia baixinho, aquele riso que costumamos dizer que é para dentro, sabe? Será que tem a ver com o silicone? Porque uma outra conhecida, amiga da minha mulher, igualmente com poucos seios, destacou a felicidade como o motivo para colocar um implante de iguais 375ml no corpo. Sabe como é, mania de repórter perguntar tudo: “Mas me diz, além do óbvio, por que tu quer colocar silicone?”. Ela, de bate-pronto: “Porque eu quero ser feliz, oras”.

A questão, acho, não está no silicone. Mas sim em a mulher se sentir bem com ela mesma. Sentir-se desejada, sexy, gostosa. Ser reparada na rua — como minha conhecida, aí de cima. Essa amiga da minha mulher, por exemplo, só coloca blusas com decotes que valorizam os quase R$ 7 mil que pagou pela prótese. Outra coisa que reparei, neste caso: o namorado desta menina também está mais feliz. E o cara tem fama de ser o ranzinza da turma. Imagina. As gurias estão até achando ele “legal”.

Acho importante destacar: duas cirurgias estéticas que não vejo problema algum são nariz e seios. Não acho legal as moças que tiram costelas para afinar cintura, lipoaspiração, botox, silicone nas nádegas… e por aí vai. Meninas, não vou ser hipócrita e dizer que não ficamos “babando” por mulheres bem definidas, seja por cirurgia ou não. Mas cuidado, às vezes pode ficar demais — como a menina da foto abaixo, a tal da Valesca Popozuda. Não vale tudo para ficar gostosona, viu?

Foto: Drica Donato, divulgação, R2