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Posts com a tag "Sexo"

Basicão? Que raio de sexo é esse?

11 de outubro de 2011 116

Foto: Inmagine Royalty Free

Li no Donna na semana passada e resolvi deixar e esperar a repercussão. Mulheres tendem a ser mais aventureiras na cama que os homens, diz pesquisa. Foram poucos comentários lá na matéria e, acredito, deve ser pelo fato de ter de ser feito cadastro para escrever. Mas olha o que uma moça falou:

Nós, mulheres, nos aventuramos mais e curtimos mais o sexo hoje em dia do que muitos homens. Estes muitas vezes deixam a desejar e sempre vêm com as mesmas desculpas: estou cansado e blábláblá. O que falta é imaginação e vitalidade. Estamos cansadas de homens sem atitude e que só fazem o basicão. Chega a ser deprimente.

Não vou questionar nem argumentar em cima da pesquisa. Vale lembrar que o grupo de pessoas pesquisadas era formado em sua totalidade por pessoas em relacionamentos estáveis. Mas, amigo samba-cancioneiro, me chamou a atenção uma palavra deste comentário e é isso que quero repercutir: o que seria o “basicão”?

Hoje, samba-cancioneiro, o post é de vocês. Minha opinião pode ser dada no final da tarde. Faço um update e repercuto os comentários de vocês. Mas hoje não vou falar primeiro. Espero, sinceramente, que haja construção nas respostas e não a eterna guerra dos sexos — um dos motivos para o relacionamento naufragar. Ops, acabei tecendo o primeiro comentário. Mas nunca apago o que escrevo. A bola está com vocês…

Não importa o tempo da transa, o que vale é saber fazer. É isso mesmo?

07 de outubro de 2011 156

Foto: sxc.hu

“Não importa o tempo, mas tem de saber fazer. Pode ficar cinco minutos e dormir, desde que me faça muito bem”. Quando ouvi a frase nos famosos bares da Cidade Baixa, três mulheres e um homem conversando, no primeiro momento não acreditei muito no que ela estava falando. O homem que estava na mesa, acompanhado de uma das três, também não levou fé. Deu para ver na cara dele. Então lembrei de outros posts daqui do blog que falam sobre a hora do sexo e dos comentários de vocês. E não tive dúvidas: ela estava mentindo.

Acredito se a mulher disser que tamanho não é documento. Que sexo oral não é questão imprescindível. Que pode rolar apenas um papai-e-mamãe que está tudo ótimo. Mas ficar “cinco minutos” como disse a moça do bar, é balela. Se for aquela rapidinha antes de ir para o trabalho, quando você está apressado ou prestes a se atrasar. Tudo bem, nesse caso impera que sejam cinco minutos e, inclusive, é muito gostoso e divertido.

Agora, que mulher aguenta uma semana com 35 minutos de sexo? As amigas transam esse tempo em uma saidinha rápida. E vão falar sobre as transas. E ela vai sentir-se ridicularizada. Porque mulheres falam muito de sexo. Se há homens que duvidam disso, coitados.

E veja a ironia: graças a este tipo de sexo, os que ficam mais de cinco minutos acabam se tornando “deuses”. Imagina a mulher que só conhece cinco minutos e acaba ficando com um cara que dura 30, 40, 50.

Será que é isso mesmo? Será que há espaço para os de cinco minutos? Se a mulher fosse convidada para sair com um de cinco minutos e um de 50, qual escolheria? Mulher leva mais em conta outras qualidades além do sexo para preferir os de cinco minutos?

Tenho certeza de que as respostas mais extraordinárias surgirão para as perguntas acima nos comentários. Assim como acredito que nos surpreenderemos muito com o que elas — graças a Deus sempre por aqui — irão expor. Até porque vamos falar sobre sexo. Mais fácil seria debatermos sobre a relatividade e as inúmeras maças que caem das árvores.

Não somos nós que te trocamos por menininhas. São elas que vêm nos procurar

04 de outubro de 2011 213

Foto: sxc.hu

Esses tempos ouvi a seguinte frase: “Vocês, homens, têm de pegar as guriazinhas para se acharem mais homens, menos velhos e posarem de garanhões”. Pensei. Mas é claro que não. Vocês, mulheres, é que estão pagando o preço quando, lá atrás, na época da adolescência, preferiam os caras mais velhos aos da sua idade.

Sua mãe, tia, a professora da escola… todas as mulheres mais velhas que achavam o máximo ver em você as conquistas frustradas da adolescência delas, achavam o máximo exclamar que “menina amadurece antes, o que elas vão querer com uns abobadinhos da idade delas, tem mais de ir atrás dos caras já formados”. E elas tinham 15, 16, 17. E gostavam dos caras com 20, 21, 22, 23… Ora, agora você tem a idade da sua tia, de sua mãe, da professora da escola. E as menininhas (obviamente não com 15, 16, 17…) vêm atrás dos homens mais velhos. E você reclama? Ironia, não?

Você, mulher mais velha, não suporta a ideia de que, simplesmente, está velha. E pode tranquilamente perder para uma guriazinha — não gosto deste termo, mas estou usando a palavra que minha colega da redação falou. Estas moças não são “abobadinhas”. Não somos nós que as procuramos. São elas que vêm nos procurar. Elas estão fazendo o que você fez. Estão buscando experiência, romantismo, elegância, estilo, recato — aquele algo mais que os mais mocinhos, muitas vezes, não conseguem dar.

As menininhas descobriram que os homens mais velhos tem estilo, recato, finesse. Sabem conversar. São bons de cama. Não têm frescuras em cima de um bom, cheiroso e macio colchão. Têm cultura e gostam dela. Têm experiências de vida, sofrimentos, vivências que os ensinaram a ser pessoas melhores. Gostam de um bom restaurante, de um bom vinho, teatro… Ser chamado e visto como garanhão é uma mera nomenclatura. Que o homem mais velho nem mesmo procura.

Mas fique tranquila. Para todo pé torto há um sapato velho. Enquanto você, que está velhinha, vê os garanhões procurarem as menininhas, vá conversar com sua mãe, sua tia. Procure sua professora de escola. Juntem todas, façam um chá e conversem sobre o tempo que tinham 15, 16, 17. Não faltarão abobadinhos para servir de assunto.

Não entendi a polêmica do comercial com Gisele Bündchen: qual mulher não faz exatamente aquilo?

29 de setembro de 2011 63

Foto: Divulgação, Hope

Não entendi a polêmica envolvendo o comercial protagonizado pela sempre bela Gisele Bündchen (para quem não assistiu ainda, basta clicar aqui). Mas, se você não clicou, vou resumir o comercial: a maior top do mundo aparece vestida, contando um fato qualquer para seu marido. Todo aquele blábláblá de “amor isso, amor aquilo”. Um xis marca errado, como se aquela maneira, aquela ação, não fosse a mais indicada para o momento. Surge então o modo correto: Gisele está de calcinha e sutiã (aqui a palavra lingerie não se aplica, amigo, é calcinha e sutiã, mesmo) e fala o mesmo fato para o marido com uma voz dengosa.

Agora, samba-cancioneiro, me diz: onde está o sexismo nos pouco mais de 15 segundos de imagem? A campanha da marca de roupa íntima teve suspensão pedida por um órgão federal. Os homens que se vestem de preto alegam que o conteúdo discrimina o indivíduo — no caso a mulher — por seu gênero. Ora, façam-me o favor. Isso é, simplesmente e sem tirar uma única vírgula, a vida real.

Foto: Divulgação, Hope

Que mulher (que homem) não usa dos mais variados artifícios para resolver algum vacilo, alguma falha, contar algum probleminha ou mancada que tenha feito no dia, na semana, no mês. E a escolha de quando contar depende muito da gravidade do que foi feito — e às vezes a coisa é tão complicada que nem o homem nem a mulher contam bulhufas a seus pares. Sem contar que há fatos que você conta com anos do ocorrido.

Ela, sentada na carona do carro, em uma viagem para alguma das praias que vocês sempre quiseram ir: “Amor, lembra do Marcos, aquele meu amigaço que tu odeia? Sim, eu e ele já tivemos um rolo. Mas foi só um rolinho…”. Sim, ele também mente (ou omite, se você preferir). Vocês estão em um ótimo jantar, naquele ótimo restaurante, daquela que promete ser uma ótima noite: “Querida, ontem não tive reunião alguma. Saí para beber com os amigos e acabamos esticando um tanto mais que devíamos”. Imagina a adolescente gritando do banheiro, após uma escapadinha com o namorado, os pais foram viajar, eles curtiram bastante, a menina está escovando os dentes e lasca: “Benhê, tô grávida”.

Não mesmo, não é? Você vai escolher um momento, vai pensar nas atitudes que vai fazer para “criar o clima” e irá narrar, com todo o dengo do mundo, o problema.

É de uma hipocrisia enorme dizer que as mulheres não usam a sedução, o corpo, a silhueta bem definida para conseguir o que querem. E todos nós sabemos que quando elas querem seduzir, elas conseguem. Um decote sexy, uma saia que valoriza as pernas, uma calça que realça o quadril, penteados, maquiagens, acessórios, cremes, perfumes. Veja bem: não estou dizendo que todas as ações das mulheres são premeditadas e tudo o que foi listado acima serve para os atos ardilosos do sexo feminino. Mas, vamos ser francos: é motivo de clicar no botão delete na ferramenta de administração do blog se isso não tiver o mínimo de verdade.

Sabe o que é pior? Pensar que talvez nós, homens, sejamos previsíveis demais. Por isso elas são assim. Por isso elas fazem o que fazem. E  nós seguimos levando na cabeça. E mais: ainda gostamos.

Não custa nada decorar uma destas desculpas, não é mesmo?

27 de setembro de 2011 0

Infertilidade: ele não pode ter filhos, mas tem dificuldade em aceitar uma possível doação de esperma. E agora?

27 de setembro de 2011 32

Foto: sxc.hu

Um casal de amigos não pode ter filhos. O problema está nele, que tem um número mínimo de espermatozóides e os bichinhos, ainda por cima, são fracos demais para chegarem até o local em que o óvulo seria fecundado. Para piorar, nem mesmo a inseminação artificial é possível. Ou seja: eles terão de adotar uma criança se quiserem fechar o ciclo a que grande parte dos casais projeta desde sempre.

O cunhado, marido da irmã da mulher, para descontrair, brincou e se ofereceu para doar o esperma a fim de que ela possa realizar o sonho de ser mãe do modo, digamos, convencional. E, amigo samba-cancioneiro, para ela é um sonho, sim. E é aqui que nós entramos.

Não sei se sou antiquado ou quadrado demais, mas penso que para o homem a decisão de aceitar algo assim deve ser muito ruim. Não pelo fato sexual ou sentir-se traído, pois é óbvio que não há relação ou ainda traição na jogada. Mas para um casal optar por algo assim tem de estar muito bem-resolvido, ter sangue frio e saber, antes de tudo, que caso algo entre os dois não der certo, a criança não tem a mínima culpa na situação.

Expus essa situação aqui na Redação. Um colega lembrou Machado de Assis e Dom Casmurro — mais uma vez reitero: sei que não há traição e não é disso que estamos falando aqui. O colega lembrou que muito da polêmica da trama estava no fato de Bentinho olhar para o menino e enxergar que ele era muito parecido com Escobar. E lançou a pergunta: se o leitor — em sua imaginação — pensa e afirma que o filho de Capitu não é de Bentinho, imagina na vida real, sabendo que o filho não é teu. Claro, há toda aquela conversa do politicamente correto de que pai é quem cria e tudo mais. Mas e aquele momento de fraqueza do pai — e também da mãe, claro? O diabinho no teu ombro te lembrando do fato e que você não conseguiu dar o que tua mulher sempre sonhou?

Outro ponto levantado por aqui estaria no fato de ele, o filho, saber como foi concebido. Ele iria saber? Os pais contariam para ele? Quando soubesse, como ficaria a cabeça deste guri — que provavelmente seria, no mínimo, um adolescente para saber de algo tão delicado? Respeito, amor, carinho pelo pai que não é o dono do espermatozóide haveria, claro, mas e as complicações psicológicas que poderiam vir?

Antes que certos intelectuais que comentam aqui digam que o banco de esperma é anônimo, que eu deveria me informar antes de escrever e blábláblá, quero dizer que sei de tudo isso. O ponto não é o cunhado ou quem iria doar, mas o sangue frio e a polêmica da decisão do casal em aceitar ou não uma doação anônima de um espermatozóide. Você não vê polêmica nisso e acha que é totalmente possível? Olha, parabéns! Mas apostar R$ 1 milhão na roleta tendo R$ 0,05 centavos no bolso é muito fácil. Lembre-se antes de comentar: a banca paga — e bem — mas também cobra.

Quando uma prótese de silicone faz bem às mulheres — e não apenas aos homens

26 de setembro de 2011 0

Foto: sxc.hu

Encontrei uma amiga de tempos na semana passada. Ela é magrinha, em torno de 1,70 de altura, loira, cabelos lisos. Mas não, não tem muito — ou nada — a oferecer esteticamente. Não quero dizer que ela é feia, ok? Até porque é muito minha amiga e a amizade é capaz de fazer a pessoa ficar bonita — e isso até pode ser um outro post.

Acontece que a menina resolveu, lá pelos 19 anos, colocar um implante de silicone nos seios. Talvez por ver todas as outras meninas com peitos e ela, murchinha e fora do padrão convencional de beleza, penar demais para conseguir um namorado ou um ficante ou um rolo. Coisas da adolescência. Fazer o quê?

Notei a mudança, obviamente, na primeira olhadela. Estava na correria, indo para um curso, passei por ela e não fosse o silicone me dar um “oi” não teria reparado na menina. Veja como são as coisas: uma grande amiga da época da escola passa por mim na rua e eu não a noto. Observo, primeiro, o silicone. Porque homem sabe quando uma mulher tem silicone nos seios. Ah, sabe.

Para minha surpresa, ela me deu “oi” também e, como temos uma certa intimidade, perguntou de primeira: “Então, o que achou?”, balançando os ombros para dar destaque aos peitões. “Trezentosesetentaecincoêmeéles”. Eu ri, disse que ela estava diferente. Nem deu tempo de perguntar outras coisas — realmente estava na correria — ela ainda disse “Que bom te ver”, deu um sorriso e foi embora, caminhando rápido, serelepe. Talvez também estava na corrida.

Foi então que percebi uma coisa nessa minha amiga: a felicidade. Na escola, ela era quietinha, quase sempre cabisbaixa. Quando ria das piadas da turma fazia baixinho, aquele riso que costumamos dizer que é para dentro, sabe? Será que tem a ver com o silicone? Porque uma outra conhecida, amiga da minha mulher, igualmente com poucos seios, destacou a felicidade como o motivo para colocar um implante de iguais 375ml no corpo. Sabe como é, mania de repórter perguntar tudo: “Mas me diz, além do óbvio, por que tu quer colocar silicone?”. Ela, de bate-pronto: “Porque eu quero ser feliz, oras”.

A questão, acho, não está no silicone. Mas sim em a mulher se sentir bem com ela mesma. Sentir-se desejada, sexy, gostosa. Ser reparada na rua — como minha conhecida, aí de cima. Essa amiga da minha mulher, por exemplo, só coloca blusas com decotes que valorizam os quase R$ 7 mil que pagou pela prótese. Outra coisa que reparei, neste caso: o namorado desta menina também está mais feliz. E o cara tem fama de ser o ranzinza da turma. Imagina. As gurias estão até achando ele “legal”.

Acho importante destacar: duas cirurgias estéticas que não vejo problema algum são nariz e seios. Não acho legal as moças que tiram costelas para afinar cintura, lipoaspiração, botox, silicone nas nádegas… e por aí vai. Meninas, não vou ser hipócrita e dizer que não ficamos “babando” por mulheres bem definidas, seja por cirurgia ou não. Mas cuidado, às vezes pode ficar demais — como a menina da foto abaixo, a tal da Valesca Popozuda. Não vale tudo para ficar gostosona, viu?

Foto: Drica Donato, divulgação, R2

O fascínio pelas mulheres negras

24 de setembro de 2011 67

Foto: sxc.hu

Vou te contar uma coisa que poucos sabem: sempre fui viciado por mulheres negras. Uma tara incrível. Com cinco namoradas negras no currículo, posso me declarar um expert em negras. E, também por isso, posso tomar a liberdade de escrever negra (e não afrodescendente) com propriedade e sem medo algum de ser estereotipado como politicamente incorreto. Pois tenho certeza de que você repara (e muito) nas mulheres negras. Elas são de uma beleza diferenciada, mais redondas, curvilíneas, sensuais. Têm um poder de hipnotizar de uma maneira única. E veja bem, não estou desprezando, muito menos menosprezando, morenas, loiras, ruivas. Mas as negras são espetaculares.

Um amigo casado com uma negra descreve sua relação como o paraíso. Formosa ao extremo, a mulher dele tem um sorriso incrível. Em determinado momento, como que num susto, deixa o semblante sério e abre a boca carnuda e deixa à mostra aquela dentadura perfeita, branca, em meio ao vermelho forte de cada lábio. Um verdadeiro espetáculo da beleza feminina.

Uma de minhas namoradas tinha mãos sensacionais. Finas, com dedos um tanto compridos, mas as unhas bem feitas completavam uma das poses mais sensuais que tenho memória: sentada, com o quadril inclinado para o lado direito, ela cruzava as pernas e, com o corpo reto, deixava o protagonismo do tronco e dos seios bem definidos tomar conta e apoiava os braços sobre os joelhos com as mãos pairando sob o nada. Seguidamente me descobria apenas observando a cena, sorria (pois sabia cada frame do meu pensamento) e me convidava para sentar a seu lado. Cada um exibia seu “troféu” com um grande orgulho no rosto. Bons tempos.

Com o cuidado para não ser vulgar, destaco ainda os quadris das negras. A volúpia que vai para um lado e outro com uma leveza (e ao mesmo tempo força) que fascina tanto o brasileiro, o europeu, o americano, o asiático… O africano, povo de sorte, deleita-se com isso há milênios. Não fosse a escravidão e todas as barbáries dos séculos passados, poderíamos agradecer aos portugueses com um feriado e uma semana festiva. Uma ode aos quadris das negras. Redondos, duros, rijos. Quase sempre grande o suficiente para te tirar do sério. As curvas que te deixam com torcicolo. Que fazem você olhar para trás indubitavalmente. E que você achou, lá em cima, no início do texto, que “se o Johnny não falar dos quadris esse é o pior texto do blog”. Tudo bem, este pode ser o pior texto do blog apesar de eu ter citado os quadris (mesmo que ao final). Mas lembre-se: eu já tive cinco namoradas negras, com seus sorrisos, mãos, pernas, quadris e tudo mais. E você, quantas já teve?

E quando a mulher se torna a amante e a amante se torna a mulher?

19 de setembro de 2011 51

Foto: sxc.hu

Pense na seguinte ocasião: você está casado e tem uma amante. Acabou com sua mulher por este relacionamento não-convencional. Foi morar com a nova mulher. Passou a ter um relacionamento mais que estável. Ou seja: praticamente casou novamente. Porém, após alguns meses, cruzou com a ex em algum shopping da cidade, percebeu algumas coisas diferentes nela. Ela estava muito mais gostosa. Sedutora. Exalava sexo. Desejou-a novamente. Saíram. Transaram. Foi bom para caramba. E agora vocês se encontram seguidamente em fugidinhas (igualmente como certa vez foi com a outra) nada convencionais.

Bem diferente daquela vida que você levava antes da amante virar mulher e da mulher virar amante, não? Pode até ser. Duvido que esta ocasião narrada acima não seja mais que normal. Teu dia a dia era ruim, a pressão da vida gerava brigas todos os dias, as contas, o trabalho, os amigos, família dela, a tua família. Nem o sexo que vocês faziam com tanto gosto e que causava inveja no vizinho de baixo — e dos lados e de cima — estava igual. Era aquela rapidinha, quando rolava. Gozou. Dormiu.

Com a outra, não. Você ligava para ela. Conversava sobre os mais diversos e diferentes assuntos. Aqueles que você não conversava mais com sua mulher e que fazia você se sentir “vivo”, “diferente”, “fora da rotina do dia a dia”. Não havia cobranças. Não havia pressão. Era o melhor do que você poderia imaginar. Transavam forte e firme. Uma, duas, três… Suavam como doidos. Banho, beijo, casa. E a vida real vinha como um despertador fulminante sem botão de soneca. Você cansou e resolveu sair de cima do muro.

A questão é que você é o problema. Não ela. Não a outra. Você. Uma pessoa que preferiu ir atrás de outra mulher ao resolver teus problemas particulares. A outra mulher estava em casa como a primeira, mas você nunca estava satisfeito. Queria algo mais. Uma aventura, talvez. Um fato que fizesse te sentir homem, dominador, garanhão. Você poderia fazer tudo isso em casa, mas preferiu ir na rua. Agora, o que você tem na rua é o que tinha em casa. E a rua virou casa e você não gosta mais. Ou gosta, mas vai deixar tudo te dominar de novo: a pressão da vida, as contas, o trabalho, os amigos, família dela, a tua família.

A grosso modo, tenho certeza de que é isso o que acontece. Você pode mentir e dizer que não. Mas é exatamente por isso — e outros motivos muito piores — que a mulher se torna a amante e a amante se torna a mulher.

O Samba-Canção avisou e a Scarlett Johansson não quis nos escutar

15 de setembro de 2011 9

Foto: Reprodução Buzzfeed

Meus amigos samba-cancioneiros. Lembram que o Samba-Canção avisou há alguns posts? Quer gravar vídeos ou fazer fotos eróticas? Esteja preparado para o pior.

A Scarlett Johansson não nos ouviu e acabou na rede mundial de computadores — o famoso www. Não vai ser a primeira, nem a última vez que casos assim ocorrerão.

E, enquanto isso, nós e os milhões de fãs da bela loira podemos ver o quão boa atriz ela é — pois eu tenho certeza de que você percebeu a dramaticidade das imagens e as poses da moça.