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Posts com a tag "viagra"

Ela descobriu que, mesmo casados, ele ainda se masturbava

10 de agosto de 2011 70

Foto: sxc.hu

A mulher do Leandro ficou muito, mas muito braba quando descobriu que seu marido ainda se masturbava. Não pegou o ato em si, mas acabou ouvindo uma conversa em uma roda de amigos na festa da Tereza. O Leandro disse simplesmente que gostava de se masturbar e, mesmo com 10 anos de relacionamento, ainda dava suas escapadinhas no chuveiro. Os amigos riram como que dizendo “nós também fazemos isso”. Ela, a mulher, sentiu-se humilhada sexualmente. Afinal, sempre acreditou que os dois se davam bem na cama e, na cabeça dela, se ele precisasse suprir necessidades físicas, bastaria chamá-la, envolvê-la, seduzí-la como sempre fez.

O erro da mulher do Leandro: como ele estava se masturbando, não tinha mais tesão por ela. Algo como “se ele se masturba, não quer mais transar comigo”. O pior de tudo é que ele deve ter feito isso o casamento inteiro — e tiveram relações neste tempo todo — e agora que descobriu, ela acha que não há mais tesão. E eu afirmo, categoricamente: isso não existe! Ele se masturba porque homem faz isso. Principalmente porque a testosterona nos afeta de maneiras muito particulares: alguns gritam no trânsito, outros são violentos, outros falam alto, bancando os machões. E outros se masturbam. Ponto. Ah, e hoje o texto não é irônico como o da TPM e eu sei que existem homens que têm problemas sexuais e psicológicos e, nestes casos, a masturbação se torna compulsiva. Mas não é disso que estamos falando, ok?

É interessante você, mulher, entender que se o homem se masturba está simplesmente aceitando uma necessidade física do momento. E, com certeza, ele não vai deixar de transar com você à noite, por exemplo, pelo simples fato de ter se masturbado pela manhã. Aliás, o homem de vocês deve ter feito isso várias vezes e é ingenuidade vocês pensarem que não. Uma vez aqui neste blog falamos sobre as mulheres que nunca tiveram um orgasmo e recomendamos, entre outras coisas, a masturbação. Ou seja: assim como é importante que a mulher se conheça, é importante que o homem extravase essa vontade louca que, de repente, chega. E aqui vai algo que talvez vocês não concordem: assim como nunca entenderemos a TPM, vocês jamais entenderão os motivos de pensarmos em sexo durante 99% da nossa vida.

A propósito da declaração da Sandy*

29 de julho de 2011 76

Foto: sxc.hu

*Luiz Biajoni (@biajoni), autor do livro Sexo Anal
>>> Antes, um breve comentário dos samba-cancioneiros. Como a declaração de Sandy a respeito do sexo anal continuou rendendo na assim chamada “mídia”, fomos pedir um aprofundamento analítico (ops) a um especialista no assunto, o escritor paulista Luís Biajoni, que estreou na literatura com a “novela marrom” Sexo Anal. Ele nos mandou gentilmente as linhas abaixo. O texto foi editado, mas é possível ler o original aqui
. Contém palavras impróprias e termos não-convencionais. Reflitam:

Você já olhou bem para a cara do Lucas Lima, o marido da Sandy? Vai lá e faz uma busca de imagens no Google. Viu? O cara está SEMPRE rindo. Sempre. É um homem que vive com o sorriso estampado na cara. Agora todos sabemos porquê.

Ele tem um local de prazer. Quer dizer, é claro que todo mundo tem. Mas ele tem mais um. E não é um qualquer: é de sua mulherzinha linda, a Sandy. A partir de agora, ela e ele passam a ter o meu respeito. Ele, por conquistar esse lugar. Ela, por falar sobre isso em uma entrevista, de maneira natural. Acredite: é mais fácil dar para o marido do que falar sobre isso. O ânus é a última fronteira do sexo entre heterossexuais.

Quando escrevi meu primeiro livro, “Sexo Anal — Uma Novela Marrom” (que pode ser baixado em meu site) sabia que muita gente ia achar que se tratava de um romance gay. Não há sexo anal entre homossexuais no livro, o sexo anal é o de preferência da protagonista, a jornalista Virgínia. Essa sua preferência a faz conquistar um médico rico, proporcionando sua escalada social. Na história, Virgínia havia tentando vários namorados, mas não amara nenhum. Quando um deles, o último, arrisca o sexo anal, o coração da garota dispara e ela se apaixona. Adiante, vai perceber que não ama o rapaz e, por amar, havia lhe dado o ânus; deu-lhe e, por isso, acabou amando-o. Invertendo a lógica comum, deduz que vai amar qualquer homem que lhe comer o botão. Assim acontece.

Muitos maridos conseguiram comer os ânus de suas respectivas mulheres/namoradas por causa desse meu livro, vários me relataram. Mas melhor que isso: acho que várias mulheres/namoradas conseguiram dar para eles por causa do livro e isso me enche de orgulho. Acho que, antes da Sandy — e mesmo antes da Tony Bentley — fui um dos arautos da liberação anal. Liberação que tem a ver com auto-conhecimento, aceitação, entrega (como diz Bentley) e, principalmente, liberdade sobre o próprio corpo.

Aquela babaquice bíblica de Sodoma e Gomorra botou os homossexuais no claustro por eras e, por tabela, o sexo anal heterossexual. Interpretações faziam a leitura “a perseguida é de Deus, ânus é do Diabo”. Acho que foram os protestantes que, percebendo que era difícil segurar os hormônios da mulherada depois dos 14 anos de idade, inventaram que o “sexo pela frente é para depois do casamento e só para ter filhos, o resto tá liberado” — assim, era comum que mulheres aderissem ao sexo anal para preservar a virgindade. A frase me fez lembrar da virgindade antes do casamento propagada por Sandy: será que antes ela não liberava só? Pode ser.

É importante que se fale sobre essa modalidade sexual. Tecnicamente falando, recomendo muito o livro da Bentley. Como homem, que fala muito sobre esse assunto com muita gente, posso afirmar que os homens têm interesse e tesão e as mulheres têm curiosidade e medo quando se fala em sexo anal. É preciso quebrar tabus: pode ser muito bom para os dois.

Talvez por ser preciso, em primeiro lugar, grande descontração e cumplicidade do casal, é que eu digo que o sexo anal é a grande última fronteira do sexo heterossexual — parece que os casais não têm mais tempo para namorar, descontrair, curtir, ousar. Vivemos uma época de sexo burocrático e é por isso que uma declaração como a da Sandy bota em polvorosa a galera, umas dizendo “que absurdo”, outras fazendo questão de deixar claro que “eu também faço” e várias com ar blasé de “quem é Sandy?” ou “tudo isso só porque ela dá?”.

Os homens se agitam de interesse e tentam demonstrar que não. E vivem todos nesse cenário de faz-de-conta, como se o ânus não existisse. É que fomos educados assim, desde criança o nosso inocente ânus é tabu. É uma parte do corpo como qualquer outra, mas tratada com distinção especial. Passa anos sem ter nome, quando vai ter um nome é ânus. Fica em uma parte do corpo que não vemos, portanto não a conhecemos profundamente. É uma zona escura e obscura e, talvez por isso, nos interessa o ânus de outrem. O ânus daquele que amamos pode nos preencher da informação que nos falta para conhecermo-nos a nós mesmos.

Filosofia baixa, mas necessária nesse momento em que Sandy diz que “é possível ter prazer anal”. Bem, alguém pode argumentar que “é possível ter prazer besuntando um anão com geléia de damasco”, ou seja, é possível ter prazer com qualquer coisa, tem gente que gosta de chicotadas, ora veja. Mas quando se fala em ânus é preciso que se diga que você, mulher, tem a liberdade de dar e experimentar e satisfazer essa curiosidade do seu namorado/marido. E é natural que o marido/namorado argumente com sua mulher sobre essa curiosidade. É assim que vamos conhecendo melhor nosso prazer — e novos prazeres.

Um salve para a Sandy que cresceu bem, encarando sua imagem de santinha, aceitando fazer o comercial da Devassa e, agora, ampliando as possibilidades femininas mais que muita feminista de carteirinha, essas que queimam sutiã. A luta feminista tem que passar pela possibilidade do prazer.

Só broxa quem quer. Será?

26 de julho de 2011 81

Foto: sxc.hu

Ouvi um amigo dizer que, depois que inventaram a pílula azul, só broxa quem quer. Discordo da tese de bar, mas preciso reconhecer que ela tem um quê de verdade.

Agora, vou revelar: já tomei o tal remédio para disfunção erétil. Calma, tenho só 34 anos, sou atlético e saudável. Nenhum problema com “as partes”. Usei por curiosidade, o chamado uso recreativo. E, olha, foi muito divertido. Sem mais detalhes. Tudo o que posso dizer é que quase não há diferença no desempenho propriamente dito. O que ocorre é uma diminuição no período de intervalo. Ah, e uma certa dose de autoconfiança. Imagine-se sabendo que nada dará errado. Este é o caso.

******

E as mulheres de hoje estão cobrando uma performance de atleta. Se você sair com uma garota e não quebrar a banca, ficará mal falado. Sinto uma ponta de pena do garotão de 16, 17 anos. Esse nunca saberá o que é dar uma bela broxada. Aquela situação que todo homem tenta, em vão, evitar (o Ziraldo não entra nesta conta) é uma espécie de redenção espiritual, um rito de passagem para a verdadeira maturidade. Não há sensação de impotência (sem duplo sentido, ok?) maior do que você e ela ali, e nada acontecer. NADA. Hoje em dia, basta ir até a farmácia mais próxima e desembolsar R$ 7,90. Pensando bem, só broxa quem quer.

Só broxa quem quer. Será mesmo?

02 de julho de 2011 0

Ouvi um amigo dizer que, depois que inventaram a pílula azul, só broxa quem quer. Discordo da tese de bar, mas preciso reconhecer que ela tem um quê de verdade. Agora, vou revelar: já tomei remédio para disfunção erétil. Calma, tenho só 34 anos, sou atlético e saudável. Nenhum problema com “as partes”. Usei por curiosidade, o chamado uso recreativo. E, olha, foi muito divertido. Sem mais detalhes. Tudo o que posso dizer é que quase não há diferença no desempenho propriamente dito. O que ocorre é uma diminuição no período de intervalo. Ah, e uma certa dose de autoconfiança. Imagine-se você sabendo que nada dará errado. Este é o caso.

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E as mulheres de hoje estão cobrando uma performance de atleta. Se você sair com uma garota e não quebrar a banca, ficará mal falado. Sinto uma ponta de pena do garotão de 16, 17 anos. Esse nunca saberá o que é dar uma bela broxada. Aquela situação que todo homem tenta, em vão, evitar (o Ziraldo não entra nesta conta) é uma espécie de redenção espiritual, um rito de passagem para a verdadeira maturidade. Não há sensação de impotência (sem duplo sentido, ok?) maior do que você e ela ali, e nada acontecer. NADA. Hoje em dia, basta ir até a farmácia mais próxima e desembolsar R$ 7,90. Pensando bem, só broxa quem quer.