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21 mai16:09

Área de plantio de tabaco deve ser reduzida

Renata Kerber, RBS TV dos Vales

Fumicultores do sul do país projetam redução na área de plantio para a próxima safra.Eles reclamam do baixo preço pago pelo produto.

O agricultor Clautério Kopp herdou o ofício do pai que iniciou o plantio no interior de santa cruz do sul há 50 anos. A atividade, que já teve altos e baixos, enfrenta neste ano, um momento de incertezas.Prestes a iniciar a próxima safra, a família Kopp, vendeu somente a metade da produção. O restante do tabaco está estocado no galpão da propriedade à espera de valorização.

- Estou segurando para ver se melhora ou senão fazer o quê? Guardar para o outro ano? A safra foi boa este ano, mas o preço não ajuda – lamenta, o fumicultor, Clautério Kopp

As lavouras de fumo do sul do Brasil produziram 800 mil toneladas, volume quase 20% maior que a safra anterior. A comercialização segue lenta, com menos da metade da produção vendida para as indústrias.

A oferta maior do que a demanda impacta diretamente no preço pago pelo produto que está cotado no momento, 18% menos que o valor praticado há um ano. Sem a rentabilidade esperada, muitos fumicultores planejam reduzira área para a próxima safra

É o que está fazendo dona Romilda que se frustrou ao ver o preço de mercado.Os canteiros já estão preparados e dos 32 mil pés que costumava plantar, a produtora reduziu para 25 mil.

- Eu acho que nós podemos ter fé só no véio lá em cima né. Talvez dá uma safra bem, bem pequena daí talvez o preço vai ser bom e se a safra vai ser grande, talvez o preço vai ser de novo ruim, a gente tem que arriscar – diz Romilda Schroeder

Adequar o tamanho da produção à capacidade da indústria é o que as entidades do setor fumageiro recomendam.

- Claro que a safra ela em todos os anos, a comercialização vai acontecendo de forma gradativa, mas este ano se percebe que é de uma forma mais lenta que comparada com o ano passado. O conjunto das entidades tem trabalhado fortemente junto às indústrias pressionando por uma melhor remuneração e considerando que isto em parte é reflexo de uma boa produtividade de uma produção grande nesta safra, automaticamente as indústrias estão de certa forma se valendo dessa oferta maior de tabaco que recai em preços menores – explica Heitor Petry, vice-presidente da Afubra

Heitor ainda salienta que já foi desencadeado por um no conjunto das entidades de representação uma campanha de orientação para que se possa trabalhar uma redução de área em torno de 20% para a próxima safra: – justamente para nós adequarmos a produção ao tamanho do mercado para evitar que nós incorramos numa nova safra com um novo excedente de tabaco e que possa resultar no achatamento ainda maior de preço ao produtor – encerra o vice-presidente da Afubra.

Hoje o produtor recebe em média, R$ 4,98 pelo quilo de fumo. Metade da produção de fumo do país está concentrada no Rio Grande do Sul.

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