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18 ago10:56

Interditada há 3 anos, a Igreja da Matriz de Rio Pardo vai receber melhorias

Renata Kerber, RBS TV dos Vales

Uma das igrejas mais antigas do estado, a Matriz Nossa Senhora do Rosário, do município de Rio Pardo corre o risco de ter parte da história perdida. É que o templo, de mais de 200 anos, sofre com a falta de manutenção.

O prédio, de estilo barroco, está condenado pela ação do tempo. Do lado de fora as marcas não são tão evidentes. É na parte interna que os problemas se multiplicam. Vão desde a instalação elétrica ao risco de desabamento do forro e telhado. Caminhar por aqui exige cuidado.O padre, lamenta o estado de abandono.

- Isto me emociona e indigna. Fico indignado por não olharem para esse templo, por não olharem a importância histórica dessa igreja tão antiga – diz padre Jeremias Côrrea Feitosa

Com 210 anos, a igreja está sem receber fiéis desde 2008, quando foi interditada. No terceiro piso, a situação é ainda mais crítica. Há toda uma área interditada que só poderá voltar a ser usada após uma reforma completa.

O requinte não esconde a severa ação dos cupins. As pinturas nas paredes já não tem a mesma cor original. O Ministério Público firmou um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com a prefeitura, corpo de bombeiros e representantes da paróquia. A medida busca providenciar reparos emergenciais, para que o prédio seja reaberto parcialmente.

- O MP vai monitorar o cumprimento deste TAC. Nós temos plena certeza de que todos esses compromissos vão ser cumpridos. Essa reabertura está prevista para 7 de outubro deste ano. Nós queremos sim perceber um maior envolvimento do Estado do Rio Grande do Sul que acabou tombando a Igreja Matriz no ano de 2010 e um envolvimento em conjunto com o próprio município de RIO PARDO que desde 1980 tombou esse patrimônio – explica Christine Mendes Ribeiro Grehs, promotora pública.

A comunidade começou a se mobilizar e R$ 20 mil foram arrecadados em eventos promovidos em prol da igreja, vão ser utilizados em melhorias. Um exemplo deste empenho comunitário é Terezinha Ana Limberger Müller, que não mede esforços para salvar o patrimônio bicentenário e espera ansiosa que as portas sejam abertas o mais rápido possível.

- É um novo começar nessa Igreja, porque ela estava fechada há quase 3 anos. É uma alegria para toda a população e comunidade religiosa principalmente quando podermos celebrar dentro do templo novamente – encerra Terezinha.

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