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30 out11:25

Guerra sobre duas rodas: outubro sangrento

Leia em reportagem especial de Zero Hora as histórias daqueles que perderam a vida em acidentes de moto neste mês; Só no Vale do Rio Pardo foram três vidas.

Usada para trabalho por uns, como hobby por outros, meio de transporte barato e ágil para enfrentar congestionamentos e fugir dos ônibus lotados, a motocicleta virou arma na guerra do trânsito. Cada vez mais presente nas ruas e estradas, a moto – cuja frota dobrou em sete anos – está envolvida em pelo menos uma morte por dia no Estado.

Proporcionalmente ao volume de veículos em circulação, acidentes sobre duas rodas matam 85,2% mais do que tragédias envolvendo automóveis. Em outubro, até este sábado pela manhã, ao menos 39 pessoas perderam a vida em motos no território gaúcho, número superior à média mensal de 2011, até setembro, que foi de 34mortes.

As vítimas de outubro, somadas ao dado anual, elevam para 347 os óbitos sobre duas rodas em 2011. A frieza das estatísticas não reflete a dimensão do infortúnio coletivo. Com o intuito de alertar motoristas e tentar frear esse extermínio sobre o asfalto, ZH preparou esta reportagem, indo muito além dos números para mostrar os rostos por trás de cada registro. São 31 homens, três mulheres, quatro adolescentes e uma criança extirpados prematuramente do convívio de seus familiares.

A Serra desponta como a região recordista em acidentes fatais, a maior parte deles em Caxias do Sul. E Pelotas lidera o ranking de cidades. A cidade, aliás, entre os mais populosos municípios gaúchos, é a que tem o maior percentual de motos licenciadas em relação à frota (26,5%).

segue…

Leia mais na Zero Hora deste domingo

Veja as histórias do Vale do Rio Pardo

A dança no salão

Laureano de Vargas Santos gostava de bailes.Aposentado, do alto dos seus 48 anos se divertia dançando e estava sempre sorrindo segundo contam os amigos.Voltava de uma festa no Salão Reggert, em Sinimbu,quando perdeu o controle da moto que pilotava,na rodovia Sinimbu-Santa Cruz do Sul (RSC-471), no Vale do Rio Pardo. Com o impacto,mesmo usando capacete, perdeu a vida ali mesmo. Na madrugada de sábado para domingo, Laureano deixou a única filha, Ana Rita, cinco anos.

Um cavalo no caminho

Laércio estava feliz naquele domingo ao visitar a família em Rio Pardinho, interior de Santa Cruz do Sul. Fumicultor, morava sozinho em uma casa na localidade de Rio Pequeno, interior de Boqueirão do Leão. No começo da noite, esperava fazer em pouco menos de uma hora o percurso de 65 quilômetros até sua casa. Por volta das 20h30min, não conseguiu desviar de um homem que seguia a cavalo pela estrada. Com pouca visibilidade, bateu no animal e caiu da moto. Não resistiu aos ferimentos e morreu no local.

Flores para o túmulo

Sorridente e prestativa. Uma mulher que não dizia não aos amigos e sempre disposta a ajudar. Desta forma Jurema será lembrada pelos amigos e familiares. Jurema morreu no domingo, quando levava flores para o tumulo da mãe, no interior de Santa Cruz do Sul, em Rio Pardinho.Um caminhão não conseguiu frear e acertou a traseira da moto que ela pilotava,na rodovia Sinimbu-Santa Cruz do Sul (RSC-471). Socorrida,morreu no hospital três horas mais tarde.Deixa um filho.

Veja todas as histórias na edição deste domingo de Zero Hora

Os bastidores da matéria


EXPEDIENTE: Reportagem: Adriano Duarte, Álisson Coelho, Carlos Wagner, Francisco Amorim, Kamila Almeida, Juliana Bublitz, Joice Bacelo, Leandro Becker, Ligiane Brondani, Luane Magalhães,Marina Lopes, Rafael Diverio,Thiago Stürmer eVanessa Franzosi – Produção e coordenação: CarlaDutra e José Luís Costa – Arte: Gilmar Fraga e EduardoUchôa – Diagramação: Rui Fabiano Edição:Marcelo Ermel – Imagens: Arquivo Pessoal

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