clicRBS
Nova busca - outros
02 fev10:43

Campo & Lavoura Especial Fumo - Etapa de recebimento de embalagens

Depois de percorrer 112municípios da serra gaúcha entre setembro e dezembro do ano passado, o Programa de Recebimento de Embalagens Vazias de Agrotóxicos retomou as atividades neste mês. Mais de 500 localidades da Região Sul e Litoral devem ser visitadas até o dia 3 de maio.

Os produtores que aderem ao programa e entregam as embalagens tríplices lavadas recebem os recibos, fundamentais para apresentação aos órgãos de fiscalização ambiental. Desenvolvido de forma itinerante pelo Sindicato da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) e empresas associadas, com a parceria da Associação dos Fumicultores do Brasil e o apoio do Instituto Nacional de Processamento de Embalagens Vazias (InpEV), em10 anos, o programa já alcançou a marca de sete milhões de embalagens recolhidas.

– Os dados demonstram o comprometimento do setor – diz o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke.

Como fazer a tríplice lavagem

1. Esvaziar totalmente o conteúdo da embalagem no tanque do pulverizador

2. Adicionar água limpa à embalagem até 1/4 do seu volume

3. Tampar bem a embalagem e agitar por 30 segundos

4. Despejar a água da lavagem no tanque do pulverizador

5. Repetir duas vezes a operação e inutilizar a embalagem, perfurando o fundo

6. Armazenar em local apropriado até o momento da devolução

Sempre realizar a lavagem durante o preparo da calda, utilizando o Equipamento de Proteção Individual (EPI)

Informações no site www.sindita baco.com.br

Bookmark and Share
Comente aqui
01 fev15:04

Campo & Lavoura Especial Fumo - Gado leiteiro terá espaço especial na Expoagro 2011

Letícia Mendes, Zero Hora

Já reconhecida como uma feira voltada ao incentivo da diversificação na agricultura familiar, a 11ª edição da Expoagro Afubra reservará um espaço especial para a pecuária leiteira. De olho nesse mercado crescente, o evento em Rio Pardo terá um espaço de 900 metros quadrados para uma exposição de gado holandês.

Em busca de animais com qualidade reconhecida, a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) confirmou uma parceria com a Associação dos Criadores de Gado Holandês do Rio Grande do Sul (Gadolando). Cem exemplares da raça com qualidade genética e sanitária devem ser expostos no local.

Exposição de Gadolando reunirá cem animais

Marco Antônio Dornelles, coordenador do evento, acredita que esse espaço para a exposição e venda de animais deve servir de incentivo para o fomento da atividade. – O leite é uma excelente alternativa para a pequena propriedade – afirma.

Os produtores que quiserem investir no plantel ou iniciar na pecuária leiteira poderão adquirir os animais.Na exposição, o visitante vai encontrar todos os exemplares identificados, coma indicação de preço. Outra oportunidade para fechar negócios será no segundo dia da feira, quando ocorre o 1º Leilão de Gado Holandês na Expoagro Afubra. O julgamento dos animais está marcado para o dia 3.Os interessados na atividade ainda vão poder assistir a palestras sobre manejo,boa ordenha e alimentação.

O evento abre espaço também para painéis sobre o mercado de suínos, leite, aves e hortaliças, onde os produtores rurais poderão participar e tirar dúvidas com especialistas das áreas.

– A Expoagro Afubra é reconhecida como a maior feira do Brasil voltada à agricultura familiar. Por isso, procuramos, a cada ano, incrementar a programação com novidades que beneficiem esses pequenos agricultores – ressalta o vice-presidente da Afubra, Hei- tor Álvaro Petry.

Na área de pesquisa, Emater e Embrapa darão destaque para a produção orgânica e estarão apresentando tendências e novidades para a agricultura familiar.Nas atividades de dinâmicas de máquinas também será possível ver modernos maquinários em ação. Outra novidade preparada para este ano é o Espaço Cultural.No local, além de uma mostra com ferramentas utilizadas no trabalho na lavoura, os visitantes vão encontrar uma exposição de sementes crioulas. O espaço também será palco da 2ª Mostra Científica Sul-Brasileira Verde é Vida e de apresentações artísticas.

Feira da agricultura familiar ocorrerá no início de março em Rio Pardo.

O evento

Quando: 1º, 2 e 3 de março

Onde: Parque Hainsi Gralow, BR-471km 143, Rincão Del Rey, Rio Pardo

Horário: 8h às 18h, com entrada gratuita

Ônibus grátis: de hora em hora, a partir das 8h, fazendo trajeto de ida e volta da matriz da Afubra (Rua Júlio de Castilhos, 1.031, Santa Cruz do Sul) até o parque

Alimentação: dois restaurantes e três lancherias no parque

Estacionamento: interno, com espaço para 6 mil veículos

Expositores: mais de 300, entre empresas, instituições e entidades

Informações: (51) 3713-7700 ou pelo site www.afubra.com.br

Exposição da Gadolando reunirá cem animais

Bookmark and Share
Comente aqui
01 fev08:28

Campo & Lavoura Especial Fumo - À espera de uma safra farta

Letícia Mendes, Zero Hora

Com uma área menor cultivada de fumo, a produtividade é o ponto alto desta safra – considera- da recorde. O clima que castigou a safra passada, como excesso de chuva que encharcou as lavouras gaúchas, parece querer fazer as pazes com os fumicultores.

Mesmo com o mercado não correspondendo ao clima – o que pode deixar as indústrias menos tolerantes no momento da classificação do tabaco –, o presidente da Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Benício AlbanoWerner, acredita que o volume produzido vai garantir uma melhor rentabilidade neste ano.

Estimativas apontam boa produtividade e rentabilidade – No ano passado, a safra no Estado ficou com uma média de 1.824 quilos por hectare do virginia. Para este ano, esperamos 2.250 quilos por hectare. O custo de produção agora também foi mais baixo. Então, mesmo com as empresas praticando os preços de 2010, o produtor deve ter uma renda bem melhor – estima o dirigente.

Outra questão favorável no plantio 2010/11 foi o custo de produção mais baixo

Como forma de tentar manter o equilíbrio entre oferta e demanda no mercado, a Afubra chegou a orientar os produtores a não aumentarem a área plantada na última safra. A medida parece ter dado resultado:no ano passado foram370.830 hectares plantados na Região Sul, enquanto para este ano a estimativa é de 356.220 hectares. A expectativa é de que a recomendação garante melhores preços aos agricultores.

– Enquanto demanda e oferta estiver em ajustadas, os preços devem se manter. Mas se o produtor tem uma grande oferta, os valores podem ser menores – reforça Werner.

Bookmark and Share
Comente aqui
31 jan13:15

Campo & Lavoura Especial Fumo - Eucaliptos de Vale do Sol

Letícia Mendes, Zero Hora

Em quatro décadas de trabalho o fumicultor Ari Hintz, 67 anos, já perdeu as contas de quantas propriedades foram reflorestadas com as suas mudas de eucaliptos. Em Faxinal de Dentro, no interior de Vale do Sol, no Vale do Rio Pardo, produz todos os anos cerca de 500 mil mudas.

O agricultor viu no mercado com grande demanda um espaço para aliar uma cultura ao plantio do tabaco.Houve ano em que chegou a plantar até 3 milhões de mudas.

Hintz viu no cultivo de mudas, aliado ao fumo, uma forma de garantir ganhos na propriedade de Fanial de Dentro

Hoje,  em seu viveiro trabalham ele, o filho Jonas Alberto e a nora Inês Regina. As plantas são vendidas tanto para agricultores,que necessitam fazer o reflorestamento,quanto para unidades da Emater ou secretarias de Agricultura.

As mudas são comercializadas com cerca de seis meses, quando atingem em torno de 25cm de altura.Além da venda, quando o cliente necessita Hintz faz o plantio das mudas e presta uma assistência de um ano até a planta atingir cerca de um metro e meio.

– Nesse período, a planta já se desenvolveu e está mais forte,. Nos primeiros meses, o nosso maior inimigo são as formigas – explica o produtor.

Na sua propriedade em Linha Emília Rio Pardense, também em Vale do Sol, os 10 hectares de fumo plantados dão espaço para os cultivos de milho e feijão durante a safrinha.

– Temos de produzir para o próprio consumo também. Não podemos ficar só com

o fumo – diz Hintz.

Da lavoura de fumo, o produtor espera colher mais do que em 2010.Na safra passada, foram 1,5 mil arrobas (uma arroba equivale a 15 quilos), enquanto neste ano a expectativa é colher 1,6mil arrobas.

O agricultor

Ari Hintz, 67 anos

> Linha Emília Rio Pardense, Vale do Sol

> 10 hectares plantados de tabaco (150 mil pés)

> Alternativa de renda: desde os 18 anos planta mudas de eucaliptos para reflorestamento.

> Por que é importante diversificar: para ter uma alternativa de renda ao tabaco e não ser tão dependente de uma safra apenas.

Bookmark and Share
Comente aqui
31 jan09:33

Campo & Lavoura Especial Fumo - Os suínos em Santa Cruz do Sul

Letícia Mendes, Zero Hora

O que era para ser apenas uma forma de melhorar a qualidade do solo da propriedade em Rio Pardinho, em Santa Cruz do Sul, se transformou em uma opção de renda para Nilsonmar Molz, 40 anos. Em 1996, o fumicultor seguiu o conselho de um vizinho e decidiu iniciar a produção integrada de suínos.

– Queria produzir esterco para usar na lavoura. Já tinha utilizado esterco que meu vizinho retirava dos aviários e comecei a perceber que aquele adubo era bom, melhorava muito a produção. Então, soube que uma empresa estava começando a integrar produtores daqui da região – conta o fumicultor.

Hoje, o agricultor mantém em sua granja 280 suínos para abate (220 integrados e 60 próprios). Por isso, teve de se adaptar à nova criação, que precisa atender às exigências da empresa integradora. A granja conta com nebulizador (para refrescar os animais) e termômetro para controlar a temperatura diária.

– Como é um mercado de exportação, são várias exigências – afirma. O milho para alimentar os animais também é produzido por ele, em oito hectares plantados. Molz se enche de orgulho ao falar da alta produtividade da sua terra.

Na Granja de Molz já são 280 exemplares para abate, entre 220 integrados e 60 próprios

– Essa adubação verde faz muita diferença. Os técnicos ficam admirados coma produtividade daminha lavoura de milho. Nos tempos do meu avó, a propriedade não produzia nem perto do que produz hoje – garante.

A expectativa de produção na lavoura de fumo também é grande. Dos 75mil pés plantados, espera colher cerca de mil arrobas. Em 2010, foram420 arrobas colhidas e outra 400 perdidas na mesma área plantada. O número de pessoas contratadas para a colheita precisou passar de cinco para oito.

– O fumo nesta safra está como nunca teve, com tanta produção – diz, entusiasmado.

O agricultor

Nilsonmar Molz, 40 anos

> Rio Pardinho, Santa Cruz do Sul

> Cinco hectares de tabaco (75 mil pés)

> Alternativa de renda: em 1996, decidiu investir na criação de suínos

> Por que é importante diversificar: para ter garantia de renda, além do tabaco

Bookmark and Share
Comente aqui
30 jan16:37

Campo & Lavoura Especial Fumo - Reforço na pecuária em Sinimbu

Há seis anos,um objetivo uniu ainda mais o casal Adair Luis Neitzke,36 anos,e Arlete Fabiane Neitzke, 29 anos:melhorar a qualidade de vida na propriedade onde moram.O local em Linha Rio Branco,no interior de Sinimbu, foi transformado em pouco tempo. –Meus pais sempre criaram animais,mas para consumo próprio.Nós decidimos investir em estrutura – conta Neitzke.

Neitzke investiu em novas frentes de trabalho, mas alerta que o tamanho da propriedade é importante na tomada de decisões

Hoje,o casal precisa encontrar tempo para cuidar das 28 cabeças de gado (entre as quais 10 vacas leiteiras), a plantação de milho (10 hectares) e os 50 leitões. O galpão foi reformado pelo casal para abrigar os suínos, que chegam a uma média de 260 por ano. Uma ordenhadeira foi comprada,e a cada quatro dias, uma empresa recolhe 300 litros de leite produzidos na propriedade.

– Não tem como ficar só dependendo do fumo.No ano passado,por exemplo,a produção foi bem mais baixa, e as outras culturas ajudam a equilibrar a renda –explica Neitzke.

Aprodutividade do fumo nesta safra surpreendeu o casal, que precisou arrendar um forno de um vizinho para fazer a secagem dos 50mil pés. Em 2010, a produção foi de 500 arrobas (uma arroba equivale a 15 quilos) enquanto para este ano são estimadas 700 arrobas. Para o produtor, uma das dificuldades enfrentadas pelo fumicultor que quer investir na criação de animais como alternativa de diversificação é o tamanho da propriedade.

– O animal precisa de pastagem.No meu caso, eu até consigo reservar um local para o gado,mas a maioria tem propriedades menores – afirma,ressaltando que pretende aumentar a criação de gado leiteiro ou de suínos.

O agricultor

Adair Luis Neitzke, 36 anos

Linha Rio Branco, Sinimbu

Quadro hectares de tabaco (50 mil pés)

Alternativa de renda: em 2005, decidiu investir em novas atividades. Hoje tem criação de gado leiteiro, suínos e plantação de milho.

Por que é importante diversificar: é preciso uma alternativa de renda ao fumo

Reforço na pecuária em Sinimbu

Reforço na pecuária em Sinimbu Há seis anos,um objetivo uniu ainda mais o casal Adair Luis Neitzke,36 anos,e Arlete Fabiane Neitzke, 29 anos:melhorar a qualidade de vida na propriedade onde moram.O local em Linha Rio Branco,no interior de Sinimbu, foi transformado em pouco tempo. –Meus pais sempre criaram animais,mas para consumo próprio.Nós decidimos investir em estrutura – conta Neitzke.

Hoje,o casal precisa encontrar tempo para cuidar das 28 cabeças de gado (entre as quais 10 vacas leiteiras), a plantação de milho (10 hectares) e os 50 leitões. O galpão foi reformado pelo casal para abrigar os suínos, que chegam a uma média de 260 por ano.Uma ordenhadeira foi comprada,e a cada quatro dias, uma empresa recolhe 300 litros de leite produzidos na propriedade.

– Não tem como ficar só dependendo do fumo.No ano passado,por exemplo,a produção foi bem mais baixa, e as outras culturas ajudam a equilibrar a renda –explica Neitzke.

Aprodutividade do fumo nesta safra surpreendeu o casal,que precisou arrendar um forno de umvizinho para fazer a secagemdos 50mil pés.Em2010, a produção foi de 500 arrobas (uma arroba equivale a 15 quilos) enquanto para este ano são estimadas 700 arrob

Reforço na pecuária em Sinimbu

Reforço na pecuária em Sinimbu Há seis anos,um objetivo uniu ainda mais o casal Adair Luis Neitzke,36 anos,e Arlete Fabiane Neitzke, 29 anos:melhorar a qualidade de vida na propriedade onde moram.O local em Linha Rio Branco,no interior de Sinimbu, foi transformado em pouco tempo. –Meus pais sempre criaram animais,mas para consumo próprio.Nós decidimos investir em estrutura – conta Neitzke.

Hoje,o casal precisa encontrar tempo para cuidar das 28 cabeças de gado (entre as quais 10 vacas leiteiras), a plantação de milho (10 hectares) e os 50 leitões. O galpão foi reformado pelo casal para abrigar os suínos, que chegam a uma média de 260 por ano.Uma ordenhadeira foi comprada,e a cada quatro dias, uma empresa recolhe 300 litros de leite produzidos na propriedade.

– Não tem como ficar só dependendo do fumo.No ano passado,por exemplo,a produção foi bem mais baixa, e as outras culturas ajudam a equilibrar a renda –explica Neitzke.

Aprodutividade do fumo nesta safra surpreendeu o casal,que precisou arrendar um forno de umvizinho para fazer a secagemdos 50mil pés.Em2010, a produção foi de 500 arrobas (uma arroba equivale a 15 quilos) enquanto para este ano são estimadas 700 arrobas. Para o produtor, uma das dificuldades enfrentadas pelo fumicultor que quer investir na criação de animais como alternativa de diversificação é o tamanho da propriedade.

– O animal precisa de pastagem.No meu caso, eu até consigo reservar um local para o gado,mas a maioria tem propriedades menores – afirma,ressaltando que pretende aumentar a criação de gado leiteiro ou de suínos.

O agricultor

Adair Luis Neitzke, 36 anos

Linha Rio Branco, Sinimbu

Quadro hectares de tabaco (50 mil pés)

Alternativa de renda: em 2005, decidiu investir em novas atividades. Hoje tem criação de gado leiteiro, suínos e plantação de milho

Por que é importante diversificar: é preciso uma alternativa de renda ao fumo

as. Para o produtor, uma das dificuldades enfrentadas pelo fumicultor que quer investir na criação de animais como alternativa de diversificação é o tamanho da propriedade.

– O animal precisa de pastagem.No meu caso, eu até consigo reservar um local para o gado,mas a maioria tem propriedades menores – afirma,ressaltando que pretende aumentar a criação de gado leiteiro ou de suínos.

O agricultor

Adair Luis Neitzke, 36 anos

Linha Rio Branco, Sinimbu

Quadro hectares de tabaco (50 mil pés)

Alternativa de renda: em 2005, decidiu investir em novas atividades. Hoje tem criação de gado leiteiro, suínos e plantação de milho

Por que é importante diversificar: é preciso uma alternativa de renda ao fumo

Bookmark and Share
Comente aqui
30 jan10:12

Campo & Lavoura Especial Fumo - As oportunidades de renda

Há cinco anos, a propriedade de Hedio Bohrz, 54 anos, no interior de Sinimbu, no Vale do Rio Pardo, com quatro hectares de fumo, ganhou novas cores e oportunidades. Em busca de uma

alternativa de renda, o agricultor passou a integrar um projeto de diversificação coordenado pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) para uso de girassol na produção de biodiesel e alimentação de animais.

As flores,que hoje colorem a propriedade, já trazem bons resultados para o fumicultor .O trator da família só é abastecido como combustível ecologicamente correto. – No ano passado, eu teria gasto 1,3 mil litros de óleo no trator,mas com o projeto consegui economizar – comemora Bohrz. A tarefa do produtor é cultivar a lavoura de quatro hectares de girassol. – É uma cultura que não exigemuito trabalho – garante.

O processamento é feito emuma unidade de bioenergia da Afubra.O grão retorna para o produtor em forma de biodiesel e torta de girassol para ser usada na alimentação dos animais.

Para o presidente da Afubra,Benício Werner, projetos como esse são importantes porque oferecem aos fumicultores oportunidades de renda em mercados ainda pouco explorados.

– É importante que o fumicultor tenha uma alternativa de renda.Mas o ideal, temos alertado, é buscar culturas novas, para não criar uma grande oferta nos mercados que já existem –destaca Werner.

Esse tipo de informação é que precisa ser esclarecida, reforça Christianne Belinzoni, engenheira agrônoma da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário. Segundo Christianne, diversificar não é substituir o plantio do fumo por outra cultura, mas sim dar a oportunidade do produtor ter outra fonte de renda adicional.

– A renda do tabaco, além de ser anual, pode ser afetada, por exemplo, pelos efeitos climáticos – complementa, lembrando que a diversificação só traz bons resulta dos quando é organizada, com acesso à capacitação e assistência técnica.

Desde 2005, ano em que foi ratificada pelo Senado a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQCT), da Organização Mundial da Saúde (OMS), o ministério tem apoiado projetos de diversificação das propriedades produtoras de fumo, em especial na Região Sul. E a aceitação tem sido positiva.

Bohrz, de Sinimbu, está satisfeito com a opção pelo girassol e o novo mercado a ser explorado

Por acreditar que a médio e longo prazo, as projeções mundiais de redução de consumo de cigarros possam impactar na demanda de tabaco no mercado, o ministério coordena o Programa Nacional de Diversificação em Áreas Cultivadas com Tabaco.

Por meio do projeto, que tem ganhado destaque por parte do governo federal, R$ 12 milhões foram investidos no país.

O agricultor

Hedio Bohrz, 54 anos

Linha Rio Branco, Sinimbu

Quatro hectares plantados de tabaco (55 mil pés)

Alternativa de renda: desde 2006, planta girassol para produção de biodiesel e torta pa-

ra alimentação animal Por que é importante diversificar: economiza com a produção do biodiesel e auxilia o ambiente

Bookmark and Share
Comente aqui
29 jan09:45

Campo & Lavoura Especial Fumo - Pesquisa mostra impacto do tabaco no ICMS

Letícia Mendes, Zero Hora

Os 55 mil pés de tabaco colhidos por Inácio Guterres, 51 anos, se transformam em toneladas quando se unem ao total produzido pelas outras mais de 5mil famílias fumicultoras de Venâncio Aires. A produção de tabaco em 2010 rendeu ao município R$ 3,73milhões de retorno de ICMS.

Esse número está no topo de uma pesquisa realizada pela Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra) e pelo setor de finanças da Federação Pesquisa mostra impacto do tabaco no ICMS Economia dos municípios produtores está ligada ao segmento das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs). O estudo aponta o impacto do cultivo do tabaco no retorno do ICMS das cidades gaúchas. Situado no Vale do Rio Pardo, maior região produtora de tabaco no país,Venâncio Aires foi o município com maior arrecadação individual.

O levantamento não levou em conta o valor agregado na indústria de beneficiamento e de produção de cigarros, apenas a produção de campo. O prefeito Airton Artus (PDT) alerta que esse índice poderia ser ainda mais alto, já que a Lei Kandir isenta de ICMS toda a produção exportada.

Guterres, de Venâncio Aires, é exemplo de agricultor que buscou alternativas

O vice-presidente da Afubra, Heitor Álvaro Petry, destaca que em outras cidades esse impacto nas finanças é ainda maior. Em Herveiras, de um total de R$ 1,26 milhões em ICMS, R$ 772,64mil vêmdo fumo,o que representa 61%.No município, 90%da população vive da agricultura.O prefeito Paulo Nardeli Grassel (PMDB) estima que 95% dos agricultores se dediquem ao cultivo do tabaco:

– Hoje não existe aqui outra opção tão rentável como o tabaco, que garante a nossa economia. Ao mesmo tempo em que comemora o valor arrecadado, Herveiras tem buscado reduzir a sua dependência econômica do cultivo do tabaco.

O que já está ocorrendo em Venâncio Aires. Em busca de uma maior diversificação da economia local, em quatro anos o PIB agrícola venâncio-airense dependente do tabaco foi reduzido de 85%para 76%.

A propriedade de Guterres, onde fumo,peixes e uma agroindústria dividem espaço, é o exemplo do que o município estima para sua economia. Pepinos, beterrabas, cebolinhas, vagens e milho são transformados em conservas.A produção é vendida em feiras,mercados e distribuidoras.

Bookmark and Share
Comente aqui
28 jan18:00

Campo & Lavoura Especial Fumo - Conferência define novas restrições

Letícia Mendes, Zero Hora

A recomendação aos países produtores de proibir o uso dos aromatizantes, mantendo a possibilidade da adição de açúcar na fabricação de cigarros colocou o setor em alerta. Conforme a Associação dos Fumicultores do Brasil (Afubra), somente a possível restrição referente à utilização de açúcares poderia afetar 50 mil famílias produtoras do tabaco do tipo burley no país. A variedade, durante o seu processo de secagem, sofre a perda do seu açúcar natural, sendo necessária a adição no momento da fabricação dos cigarros.

Esse debate ganhou força no final de 2010, quando o segmento fumageiro voltou toda a atenção para as decisões da 4ª Conferência das Partes (Cop4) realizada em novembro em Punta del Este,no Uruguai.Delegações de 172 países que assinaram o Tratado da Convenção de Controle de Tabaco – em busca de medidas para o controle do tabagismo – se reuniram para discutir as implementações de alguns artigos – entre os quais, a polêmica restrição.Ao final do encontro também ficou definido que cada país, por lei nacional, a seu tempo e modo, regulamente os aspectos relacionados aos artigos.

–As questões referentes ao tabaco não devem ser tratadas ou só como saúde ou só como produção, mas sim, na relação produção e saúde – ressalta o vice-presidente da Afubra, Heitor Álvaro Petry.

Christianne Belinzoni, engenheira agrônoma da Secretaria da Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário, acompanhou a Cop4,e defende: Conferência define novas restrições A proibição da adição de açúcares afetaria toda o setor produtivo – As medidas não visam restringir nenhum plantio e, sim, evitar que o cigarro se torne mais atrativo.Se quer fumar que fume como gosto do tabaco – defende.

A proibição da adição de açucares afetaria todo o setor produtivo

Ainda no final do ano passado, duas novas consultas públicas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) propondo restrições às propagandas e ingredientes dos cigarros provocaram mais debates.

– Isso nos preocupa porque se uma parte da cadeia produtiva, no caso a indústria, for afetada,o restante do setor também será afetada.No caso, os produtores – afirma o presidente do Sinditabaco, Iro Schünke.

As consultas serão mantidas no site da Anvisa até o dia 31 de março, mas o Sinditabaco em conjunto com outras entidades do setor está buscando o arquivamento das consultas públicas. Entre os vários impactos negativos, o sindicato aponta a diminuição dos postos de trabalho, que atualmente chegam a 2,5 milhões, e redução na arrecadação de R$ 8,5 bilhões em impostos.

> Cop1 – Em 2006, em Genebra. Durante essa sessão foram adotadas as regras de procedimento e de financiamento para a Cop. A Cop também decidiu que um secretariado permanente deveria ser estabelecido dentro da Organização Mundial da Saúde.

> Cop2 – Em 2007, na Tailândia. Foram aprovadas as diretrizes para implementação do artigo 8, que trata da proteção a exposição à fumaça do tabaco e adoção de ambientes livres de fumo.

> Cop3 – Em 2008, na África do Sul. Foram aprovadas diretrizes para a implementação 11, sobre embalagem e etiquetagem de produtos de tabaco e o artigo 13, sobre publicidade, promoção e patrocínio de tabaco.

> Cop4 – Em 2010, no Uruguai. Foram discutidas as diretrizes para implementação dos artigos 9, que regulamenta o conteúdo dos produtos de tabaco, e 10, que sugere a divulgação dos ingredientes. Os artigos 17 e 18, sobre alternativas de diversificação também estiveram em pauta.

Aas consultas da Anvisa

> Consulta 117: estabelece normas para propagandas, define pontos de venda e embalagens.

> Consulta 112: estabelece os teores máximos permitidos de alcatrão, nicotina e monóxido de carbono na corrente primária da fumaça dos cigarros e a proibição da utilização de aditivos (incluindo flavorizantes e aromatizantes) em todos os produtos derivados do tabaco fabricados e comercializados no Brasil.

Saiba mais

> O que é a Convenção-Quadro para Controle do Tabaco (CQTC): um tratado internacional de saúde pública proposto pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Entrou em vigor em 2005. Trazem seu texto medidas para reduzir a epidemia do tabagismo no mundo, abordando temas como propaganda, publicidade e patrocínio, advertências, marketing, tabagismo passivo, tratamento de fumantes, comércio ilegal e impostos.

Bookmark and Share
Comente aqui
28 jan14:06

Campo & Lavoura Especial Fumo - Para resgatar a competitividade

A partir de hoje, as matérias do Caderno Especial Campo&Lavoura Especial Fumo serão publicadas, aqui, no clicRBS Santa Cruz, em forma de série.


Para resgatar a competitividade

Letícia Mendes, Zero Hora

Na balança do câmbio, 2011 promete ser um ano decisivo para a indústria brasileira do tabaco. Empresas instaladas no país, maior exportador do produto no mundo – com pelo menos 85% da produção enviada ao Exterior –, vêm sofrendo com a contínua desvalorização do dólar. Nem mesmo a qualidade e a produtividade em alta, com safra recorde, conseguem segurar a rentabilidade, que já apresentou perdas no ano passado.

Com a moeda americana abaixo de R$ 1,70, nem mesmo a redução de custo tem sido uma alternativa viável para enfrentar a queda de receita,como observa o presidente do Sindicato das Indústrias do T abaco (Sinditabaco), Iro Schünke:

– Gradativamente, o câmbio vem baixando. As empresas já reduziram seus custos, mas os valores de mão de obra, matéria -prima e energia, por exemplo, subiram. Isso torna a diferença maior ainda. Além da redução de receita das indústrias, a perda de competitividade do tabaco brasileiro no mercado externo preocupa o setor.

– À medida que amoeda local se valoriza, a empresa se torna menos competitiva e isso reflete negativamente nas exportações também – ressalta o diretor regional financeiro para a América do Sul da Alliance One Brasil, Rolf Waechter.

Com 4,5 mil colaboradores entre efetivos e temporários em suas unidades, a empresa – cujas exportações somam 95% do total produzido e beneficiado –, tem buscado novas oportunidades, como o contrato de processamento para terceiro para enfrentar a situação.

Diretor de fumo da Souza Cruz – empresa que tem67%da produção exportada e emprega 11 mil pessoas entre permanentes e temporários –, Dimar Frozza acrescenta que todo o trabalho de qualidade desenvolvido vai por água abaixo face a uma taxa cambial desfavorável. Países como Estados Unidos, Zimbábue e Índia, por exemplo, têm conseguido oferecer preços mais baixos e, com isso, vêm ganhando espaço.

– A situação é muito difícil. O Brasil conseguiu chegar ao posto de maior exportador mundial porque tinha,além da qualidade e volume,preço competitivo.Mas essa valorização do real fez com que, hoje, o tabaco brasileiro seja o mais caro do mundo–alerta Schünke.

Não bastasse o preço mais atrativo, o acréscimo no plantio do produto e noutros países também traz preocupação. No continente africano, o aumento na produção da variedade virgínia em2010 foi de 64,5% em relação à safra 2008/2009, passando para 263,66 mil toneladas. Entre os destaques está o Zimbábue, que ampliou em 108,5%a sua produção – passando de 59 mil toneladas para 123 mil toneladas.Na Tanzânia, o aumento também foi alto: 54,2%.

Outro motivo de inquietação vem de uma mudança na postura do mercado interno, alerta Frozza:

– Ao mesmo tempo em que o Brasil está perdendo mercado de exportação, começou a importar fumo, coisa que não fazia.

Sem uma alteração na taxa cambial, uma das bases da indústria do tabaco local, o sistema de produção integrada poderia ser afetado,no entendimento do diretor da Souza Cruz, tanto coma diminuição do volume comprado quanto do número de produtores contratados.Só a Souza Cruz tem cerca de 38 mil agricultores trabalhando nesse modelo – sendo 19mil deles no Estado.

– O receio é que nossos clientes não resistam mais um ano. Já há uma indicação de que devem comprar menos se o Brasil não tiver preço competitivo – completa o diretor.

Bookmark and Share
Comente aqui