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Meus tempos de baleiro

14 de outubro de 2013 2

Sonhei com meu tio Léia, que tinha esse apelido por ser chamar Aurélio.

O outro irmão de meu pai, Tio Polaco, era uma agradável criatura.

Um dia, eu tinha 10 anos, fugi de casa e não tinha onde dormir. Não sei por quem Tio Polaco descobriu que eu estava fugido e foi me encontrar no então Cinema Castelo, onde eu trabalhava como baleiro: “Balas, baleiro balas, azedinhas e gomas de mascar!”, eu gritava por entre os expectadores.

Meu tio, à saída do cinema, levou-me para dormir em sua casa. Que bom é ter um tio que nos proteja nas vicissitudes ou travessuras de criança!

Quantas e quantas vezes fugi de casa! Eu nunca tive, quando criança, abrigo seguro em minha casa, é um trauma que guardo até hoje.

Por isso até hoje, tenho a certeza, não sou uma pessoa segura e afirmada.

Comentários (2)

  • Guto Oliveira diz: 15 de outubro de 2013

    Os meus pais ainda emendavam: … café e leite! rsrs

  • Renato Silva diz: 15 de outubro de 2013

    Mas Santana, nesta época de travessuras, quem fugia de casa? o Paulo ou o Pablito?

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