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Meu testamento

26 de outubro de 2013 2

Como vivo me gabando, já escrevi 16 mil colunas em Zero Hora em 43 anos de trabalho.

Mas agora, como colunista deste Blog que vocês estão lendo, escrevi apenas umas 25 colunas desde que há dias estreei aqui neste espaço.

Escrever para mim passou a ser um exercício constante e duradouro de exposição de ideias, o meu mundo sob a ótica das minhas impressões.

Devo ter evoluído porque quando passo os olhos pelas primeiras 100 colunas que escrevi em Zero Hora, lá pelo ano de 1971, sinto vergonha daquele meu estilo de então.

É que eu fui tentando me aperfeiçoar, adquiri mais cultura durante este largo tempo e, sem dúvida, das cartas de amor que eu escrevia na minha adolescência até estas colunas profissionais de agora, decorreu um largo tempo e devo ter melhorado.

Escrever para mim virou então um destino, uma obstinação, sinto o pressentimento de que vou escrever até o último dia de minha vida.

A minha escrita sob certo aspecto, portanto, é como seja o meu testamento.

Comentários (2)

  • Marcos Silva diz: 28 de outubro de 2013

    Sant’Ana tua linguagem é a nossa, do povo, dos boemios, dos pais de familias, linguajar simples na idéia inteligente, vamos lá mais 10 mil colunas pra gente, vamo Tricolor!

  • Rogério Piva diz: 30 de outubro de 2013

    Pois são mais que testamento, porque a gente recebe os testamentos após a morte do de cujo, e só então choramos ou por felicidade ou tristeza. Os teus testamentos nos dão nó na garganta agora. Isso não é justo! Certamente o senhor é o melhor cronista que temos neste ingrato Estado. Abre sua alma e dá pérola aos porcos. Exatamente pérolas, brancas e negras, as vezes até umas falsas, mas são pérolas.
    Vai chegar um dia em que sentiremos saudades tuas, se é que vais antes que muitos de nós, teus leitores. Ai teremos rua Paulo Santa’Ana, Teatro, Centro de Cultura, Biblioteca, e todas essas pompas que se fazem aos que se foram e nos deixaram saudade. O senhor vai deixar além de saudades, remorso a muitos.
    Mas deixa eu lhe dar um a boa notícia que saiu da minha infalível intuição. A morte não existirá para o senhor, só morrerá o Pablo, este maledetto que passou a vida lhe impedindo de amar.

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