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Aprendendo a nadar

18 de dezembro de 2013 0

Aprendi a nadar num tanque que era abastecido somente pelas chuvas no centro do Morro da Polícia.
Éramos com certeza uns 150 garotos naquela piscina que devia ser um antigo reservatório de água.
A piscina tinha menos do que cinco metros de largura por sete metros de comprimento.

Daí que o suor dos corpos dos 150 garotos em dois dias se tornava uma água barrenta, se não chovesse.
A piscina ficava exatamente na direção dos projéteis das linhas de tiro do Exército e da Brigada Militar, no Partenon. Corríamos assim sério risco de morte, tanto que as balas zuniam ao nosso redor e quebravam assim os galhos das matas que nos encobriam.

Pois ali, nos quatro cantos da piscina, dando curtas braçadas de um lado ao outro de cada vértice, com o auxílio dos pés, aprendi a nadar. Em poucos meses me tornei um ás da natação, tanto que passei a me exercitar nas águas aqui da Praia de Belas, com grande desempenho tanto em nado de braçadas como na modalidade que tinha muito curso na piscina aquela improvisada no morro: o nado cachorrinho.

O Guaíba naquele tempo não era poluído, lá em Belém Novo e Ipanema a gente ficava com água até o tórax e enxergava os peixinhos na altura dos nossos joelhos.
Ah, que belos tempos aqueles em que os porto-alegrenses no verão nadavam mais nas águas das praias do Guaíba que nas do litoral marítimo.
Ocorre-me só agora que o desenvolvimento do Litoral se deu muito em razão da poluição do Guaíba e dos outros rios.

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