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04 ago14:34

Saiba se você está em dia com sua saúde mental

Mara Nowaczik, psicóloga CRP07/19626


Dia 5 de agosto comemora-se o Dia Nacional da Saúde. Aproveito a oportunidade da data para falar sobre como podemos cultivar uma boa saúde mental em nossa vida, que se reflita num sentimento de bem-estar com nós mesmos e com os outros.

Muito mais do que ausência de doença mental, saúde mental corresponde à maneira pela qual cada pessoa harmoniza e equilibra seus desejos, ambições, habilidades ideais e sentimentos com a sua consciência, a fim de enfrentar as dificuldades da vida. Também significa harmonia e maneira como as pessoas vivem em suas famílias, na escola, no trabalho, nos divertimentos e com todas as suas relações na comunidade.

Como agem as pessoas com boa saúde mental

Estão satisfeitas consigo mesmas: não se sentem dominadas por emoções tais como temores, ira, amor, ciúme, culpa, ou preocupação. Enfrentam vicissitudes da vida com serenidade. Aceitam-se, são tolerantes e pacientes consigo e com os outros. Não subestimam nem superestimam suas habilidades e aceitam suas imperfeições. Encontram satisfações nos pequenos acontecimentos diários.

Pensam com realismo a respeito dos outros e “sintonizam” com as pessoas com quem se relacionam: são capazes de amar e de compreender os interesses dos demais, mantendo relações pessoais satisfatórias e duradouras. Gostam e confiam em outras pessoas, sendo receptivas ao amor e confiança destes. Não dominam os outros nem se deixam dominar, respeitando as diferenças individuais. São responsáveis com relação aos outros, pois sentem que fazem parte de um grupo e não vivem isoladamente.

São capazes de superar obstáculos: possuem e são capazes de pôr em prática as capacidades para manejo adequado dos problemas da vida. Dessa forma regulam sua conduta objetivamente, conforme as circunstâncias. Tomam iniciativa face às dificuldades. Aceitam responsabilidades. Ajustam-se ao ambiente quando preciso e modificam-no quando possível. Planejam o futuro, estabelecendo por si mesmos objetivos realizáveis. Aceitam novas experiências e novas idéias. São capazes de pensar por si e de tomar decisões, usando suas capacidades naturais e dedicando-se a tudo que fazem, desfrutando de prazer e felicidade em sua vida.

“O homem natural e o que apresenta por algum motivo, problemas de aspecto mental têm características similares, sendo a diferença entre eles, fundamentalmente, uma questão de quantidade ou intensidade, frequencia e adequação das suas reações”.

Sugestões? Comentários?

A psicóloga Mara está à sua disposição. Envie um e-mail para mara.psicoterapia@gmail.com ou deixe seu comentário no site.

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2 Comentários »

  • leide disse:

    Olá dra. foi c prazer q li sobre seu artigo, fui criada c madrasta perdi minha mae c 5 anos, meu pai depois de 2 anos casou-se novamente, dai então foram momentos diFiceis q passei fui criada sem amor de mãe, e n pude passa-lo p meus filhos, muitas frustações, sinto-me impotente as vezes, pois ela me passou muitas coisas ruins, do tipo quem é vc? n lhe conheço como nada, meu pai muito durao sempre dava razão ela. meu pai do tipo cala a boca quem faLA AQUI SOU EU, MESMO RAZÃO N PODERIAMOS NOS JUSTIFICAR, FIQUEI EMPACADA QUANDO ME DEPAREI C MEU PRIMEIRO SUPERIOR, QUALQUER COISA Q ELE FALAVA EU CHORAVA, N ME DEFENDIA MESMO ESTANDO C A RAZÃO, DIANTE DA PSICOLOGIA O Q DEVO FAZER? ALGUMAS COISAS JÁ SUPEREI MAIS OUTRAS ESTÁ DIFICIL, CHORO C TUDO,N CONSIGO DEMONSTAR MEUS SENTIMENTOS, ACHA Q PRECISO DE AJUDA DE UM PROFISSIONAL? ME RESPONDA P FAVOR. ATENCIPADAMENTE GRATA PELA ATENÇÃO

  • mara disse:

    Olá querida. Com certeza, tudo que passamos em nossa vida, sobretudo na infância, deixa marcas profundas em nosso ser – em nosso modo de agir, em nosso modo de pensar e de viver. Considero uma perda muito grande a ausência da mãe em sua vida, até porque você ainda era muito nova. E vale ressaltar, já que este espaço é público, que cada caso é um caso, cada história de vida é única, portanto, não se aplica a todos o que estou dizendo, mas especificamente ao que foi relatado aqui, até porque faz toda diferença, ao lhe responder, atentar aos detalhes da história que você referiu, a qual é totalmente única e sua. Continuando, claro que após perder a mãe, fica um espaço em branco, o qual talvez o pai, se bastante presente como tal em sua vida, poderia preencher este espaço, com muito amor, carinho, dedicação… Demonstrando ao filho o quanto ele é importante, é amado e ocupa um lugar significativo e afetivo na vida de alguém. No seu caso parece que isso não aconteceu, ou houve algumas falhas nesse processo, principalmente pela interferência da madrasta. Com relação ao tempo atual, é muito claro, que, por você não ter tido condições psíquicas de elaborar tudo o que aconteceu, hoje você ainda carrega marcas e lembranças de tudo que viveu. Se você diz que tem medo de enfrentar seu chefe, tenho certeza que isso está ligado ao medo não enfrentado e superado que sempre teve de seu pai, pelo jeito dele ser, enfim.
    Agora, sendo mais objetiva, se você tem a pretensão em sua vida de dar um passo adiante em toda essa história, ir em frente e tentar superar tudo o que aconteceu e que hoje ainda faz você sofrer consideravelmente, não vamos falar de coisas ilusórias aqui, não existem receitas mágicas para as pessoas mudarem suas vidas ou as situações que as incomodam, o fato mesmo é entrar em ação, deixar um pouco os medos e receios de lado, e ir buscar ajuda profissional sim. A pior coisa que existe é ficar escondendo dentro de si as coisas ruins no nosso eu. Considero que você já deu um passo importante falando disso e buscando entender o que é melhor fazer.. Espero que pense bem a respeito de sua vida. Acho que a vida ainda pode ser considerada curta tendo em vista o quanto podemos ser felizes ou buscar a felicidade estando vivos e tendo força de vontade. O que não dá para fazer é ficar acomodado.
    Um abraço e boa sorte…

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