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12 ago09:38

Documentário feito por e para santa-rosenses será lançado nesta sexta-feira

Os 80 anos de Santa Rosa serão comemorados também no cinema. O documentário “Desbravadores de Santa Rosa” feito por e para santa-rosenses será lançado nesta sexta-feira, dia 12, no Sesc, a partir das 19h30min.

O Projeto teve apoio do Fundo Municipal de Cultura e a participação voluntária de  pessoas da comunidade, na composição do figurino, cenário e atuação. O filme é uma parceria das produtoras Plug, Casa Verde e Lanterna Mágica.

Uma reportagem imortalizada nas páginas da extinta Revista do Globo de Porto Alegre serviu de ponto de partida para a produção do filme que quer colocar nas telas o passado e o presente da cidade. Assinada pelo jornalista José Amádio e ilustrada pelo fotografo Ed Keffel, a reportagem produzida em 1946, retrata a prosperidade do município do noroeste gaúcho, seu desenvolvimento urbano e as particularidades do povo dessa região.

Santa Rosa Buricá, quem não presta vai pra lá


Com o auxilio da pesquisadora Tereza Christensen, o diretor e roteirista Anderson Farias procurou retratar no filme o olhar e as impressões que a dupla de repórteres teve ao sair da capital na tarefa de produzir uma reportagem naquela época em um dos pontos mais distantes do estado.  Se na atualidade, o município  é um dos mais desenvolvidos da região, na década de 40 foi preciso contratar dois repórteres para tentar desmitificar a fama de “Terra dos Bandidos”.

- Santa Rosa Buricá, quem não presta vei pra lá, diziam. Aqui era um refúgio de foragidos políticos e bandidos comuns, por causa da proximidade com a fronteira – explica Christensen.

Diante deste histórico, o então prefeito, José Cezimbra Machado, chamou a Revista do Globo para divulgar as potencialidades da região e mudar a imagem da cidade. Em 11 de janeiro de 1947 a matéria de nove páginas foi veiculada. O início da reportagem “Um ponto no Mapa”, demonstra o formalismo da época e o romantismo utilizado para descrever Santa Rosa:  “Esta é uma história de um ponto na acidentada carta geográfica do Rio Grande do Sul. As pessoas que nos falaram a respeito dele pintaram-no com cores tão dramáticas
que saímos de Porto Alegre com a emoção de desbravadores” .

Depois de quatro meses de produção, cerca de 30 figurantes da comunidade participaram das filmagens realizadas em Santa Rosa e Santo Ângelo durante o mês de abril. A equipe técnica contou com a participação do diretor de fotografia Alexandre Bragança, produção executiva e montagem de Pladinir Mallmann e trilha sonora de Claudio Joner.

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