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05 out14:31

Laudo aponta que manobra evasiva e excesso de velocidade ocasionaram acidente entre ônibus e caminhão que vitimou 29 pessoas

Maristani Weiand, RBS TV Santa Rosa

Há exatos sete meses, 29 gaúchos morreram em um acidente entre um ônibus e um caminhão, no oeste catarinense. Nesta terça-feira, dia 6, a Polícia Civil divulgou o resultado da perícia, que aponta a causa do acidente.

Cada passo do que aconteceu na madrugada do dia 5 de março, na BR-282, em Descanso, foi analisado pelos peritos. O caminhão bi trem carregado de tábuas de madeira colidiu em um ônibus, que saiu de Santo Cristo, noroeste gaúcho, com destino ao Paraná.

Segundo a perícia, o motorista do caminhão invadiu a pista contrária em uma curva e, na tentativa de voltar, fez uma manobra brusca e tombou.

- Nesse exato momento em que houve o tombamento do caminhão, o tacógrafo registrou 95km/h. Então percebe-se mais uma vez que o motorista conduziu com certa imprudência, ou seja, com excesso de velocidade – destaca o delegado  Rudinei Charão, que acompanhou o caso.

O perito criminal Luiz Maran explica que não foi apenas o excesso de velocidade que ocasionou o acidente. Segundo o perito criminal, a causa central foi uma manobra evasiva feita pelo condutor do caminhão, o que fez com que o veículo atingisse a velocidade crítica para o tombamento. Em um intervalo menor a dois segundos, o ônibus bateu no sentido oblíquo.

O saldo da imprudência foi trágico: 17 feridos e 29 mortos, entre eles o motorista do caminhão e sua mulher.  A maioria das vítimas morava na comunidade de linha salto, interior de Santo Cristo, e viajava para participar de um campeonato de bolão.

Apesar das diversas fraturas pelo corpo, o agricultor Alcides Krammer sobreviveu, mas não aceita a perda de nove parentes.

- Deveria ser diferente porque nós estávamos indo nos divertir e brincar com nossos amigos no Paraná – conta o agricultor Alcides Krammer.

A agricultora Nelci Bamberg, que perdeu o marido no acidente, luta para manter a propriedade rural e sustentar os dois filhos. Ela se revolta ao saber que tantas pessoas morreram por causa do excesso de velocidade.

- A gente lamenta muito isso, não deveria acontecer tanto sofrimento. Tantas famílias destruídas por causa da imprudência – comenta Nelci.

No centro recreativo de Linha Salto, local onde as vítimas participavam de confraternizações, o que restou foi um imenso vazio que jamais será preenchido.

- No sábado passado a gente teve um jantar e percebemos todos aqueles casais faltando. É muito triste – afirma a moradora da linha Salto, Eliane Klein.

No cemitério, a imagem de uma série de estrelas nos túmulos de jovens e adultos, vítimas da imprudência no trânsito, instiga à reflexão.

- Se todos não ultrapassassem a velocidade, quem sabe não acontecerão tantas tragédias – comenta a agricultora Vera Back.

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