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02 nov12:02

Produtor de Porto Mauá dá a largada oficial para a vacinação da aftosa no Estado

Luís Frey, especial

Foi pelo rebanho de Idiovani José Bin, 36 anos, morador de Porto Mauá, na fronteira com a Argentina, que começou oficialmente a etapa de vacinação contra a febre aftosa no Estado.

Até o dia 30 de novembro, o Rio Grande do Sul deve imunizar cerca de 4,5 milhões de bovinos e bubalinos, com até dois anos de idade.

Em situação de alerta sanitário desde setembro deste ano, após a confirmação de um foco de aftosa no Paraguai, o Estado se mobiliza para erradicar a doença.

Produtores enquadrados no Pronaf – Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar, com até 50 animais , devem solicitar a vacina diretamente na inspetoria veterinária do seu município. No Estado, 200 mil produtores receberão gratuitamente a vacina para a aplicação em aproximadamente 1,9 milhão de animais.

Nos 21 municípios da região de Santa Rosa,  108 mil doses serão doadas para cerca de 18mil produtores.

Nos oito hectares, Idiovani garante parte da renda da família com a criação de 18 cabeças de gado de corte. Com a consciência da importância de manter os animais saudáveis fez questão que as vacinas fossem aplicadas.

- Como nossa região é de fronteira, é necessário manter o controle. Sempre procuro lidar com gado sadio. Hoje se não tem comprovante de vacina não se consegue  a Guia de Transporte Animal. Assim não consegue comprar, nem vender – afirma o produtor.

O supervisor do Departamento de Defesa Agropecuária da Regional de Santa Rosa, Pedro Rauber confirma que a propriedade que quiser movimentar animais precisa ter o comprovante de vacinação.

Serão mobilizados mais de mil funcionários, entre veterinários, técnicos agrícolas e auxiliares técnicos para esta etapa da campanha. Porto Mauá é um dos municípios onde a vacina é aplicada por vacinadores comunitários.

- Cada comunidade escolheu o seu vacinador. Ele foi orientado tecnicamente pela Inspetoria Veterinária do seu município e aplicará as vacinas a partir de acordo com a comunidade –explica o responsável pela Inspetoria Veterinária de Porto Mauá, Jones Tadeu Souza Amaral.

Os produtores que não se enquadrarem no Pronaf devem adquirir as doses em agropecuárias credenciadas. A nota fiscal do produto e a classificação dos animais imunizados devem ser apresentadas no prazo máximo de cinco dias após a vacinação na unidade regional da Secretaria Estadual da Agricultura.

Mais de 26 mil animais tiveram que ser sacrificados nos anos de 2000 e 2001, quando foram registrados 52 focos de febre aftosa no Estado. Diante disso, o supervisor do Departamento de Defesa Agropecuária da Regional de Santa Rosa alerta para a importância da imunização.

- Precisamos de uma consciência coletiva: do criador, do governo, da Secretaria de Agricultura e da divulgação da mídia para erradicarmos essa enfermidade. Estamos todos no mesmo barco – destaca Rauber.

O produtor que não aderir à campanha será multado e pode ter sua propriedade interditada.

- A multa é de 2% do valor dos animais não vacinados. Em caso de reincidência, a multa dobra. Pode ocorrer, inclusive, a interdição da propriedade – acrescenta o supervisor.

Na primeira etapa da imunização, em maio, foram aplicadas vacinas em 95% das cerca de 14 milhões de cabeças de todas as idades.

- A Organização Mundial de Saúde Animal recomenda que 85% dos rebanhos sejam cobertos por vacina. Nós pretendemos chegar a 100% para não correr risco algum – afirma o secretário-adjunto da Agricultura, Pecuária e Agronegócio, Cláudio Fioreze.

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