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02 nov16:49

Sobrevivente de grave acidente emociona com sua história de segunda chance

Luma Leão, RBS TV Santa Rosa

Quando Ariane Pazze, 24 anos, retornava para casa na noite do dia 21 de fevereiro de 2010, não imaginava que sua vida seria transformada. E que, para além disso, se tornaria uma grande lição de vida para outras pessoas.

O sorriso é a marca registrada da estudante. Carismática e desinibida, Ariane compartilha, sem receios, os aprendizados após ter braço e perna amputados num acidente.

O grave acidente ocorreu na ERS-344, entre Giruá e Santa Rosa. Ariane conduzia uma motocicleta, que colidiu em caminhão bi-trem de leite. A estudante não tem muitas lembranças do acidente.

Ela relata que não sentiu dor e que uma pessoa em especial lhe trouxe conforto naquela hora de desespero.

- Eu lembro de um senhor que em enquanto estava caída no chão tocou minha fronte e perguntou com uma voz muito suave: “Você aceita o Senhor Jesus Cristo como Teu único Salvador?”. Respondi que sim, e a voz complementou: ”Então você será salva!” – relata Ariane.

Depois disso, Ariane foi levada para o hospital de caridade de Santa Rosa, com apenas 5% de sangue no corpo. Logo, os familiares foram chamados.

- Quando eu cheguei na porta do hospital, o médico falou: cadê os familiares da menina? Nós temos que amputar braço e perna. Perguntei para ele se não tinha outra forma para não fazer isso. Aí ele me mostrou uma foto do dramático acidente que ela teve. Não tinha o que fazer e precisei autorizar – relembra emocionada, a mãe, Antonieta Pazze.

Quando acordou na UTI, outro momento dramático. Foi a hora que Ariane se deu conta do que tinha perdido no acidente.

- De repente eu estava bem: completinha e perfeitinha. Ao acordar, já na dona UTI, no meu lado direito estava a mãe, e no esquerdo uma enfermeira. Olhando pra ela, a primeira coisa que perguntei “onde ‘tá’ minha perna?” Obtive como resposta, um entre-olhares da enfermeira pra mãe e da mãe pra enfermeira – conta.

As dificuldades foram sendo substituídas pela força e esperança. Depois de várias batalhas contra infecções e instabilidade de pressão, Ariane recebeu alta. Ganhou uma cadeira de rodas e as próteses e também fez fisioterapia para se adaptar ao novo corpo. Uma batalha diária vencida com a ajuda de amigos e parentes.

- Eu comecei de novo. Desde pequenos aprendemos a falar, andar, comer. Eu tive que praticamente aprender tudo de novo. Durante este tempo, o apoio da família e dos amigos foi como meu trampolim – afirma.

A jovem estuda Direito e tem planos de ser juíza ou dona de algum empreendimento. As amputações não limitam os sonhos. Ariane surpreende a todos e emociona pelo otimismo e pela coragem com que encara a vida.

- Saiba sugar as coisas boas de cada situação. Há sempre algo a aprender – destaca, com veemência, Ariane.

>> Clique aqui para assistir à reportagem de Luma Leão para o Jornal do Almoço

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