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16 nov08:46

Opinião: Contraste entre arrecadação de impostos e falta de infraestrutura nas estradas

Ivo Ricardo Lozekam, leitor-repórter

Em um país de dimensões continentais como o Brasil, o transporte de cargas e o planejamento logístico são condições fundamentais para a circulação das riquezas e da produção.

Na hipótese de ocorrer uma paralisação no transporte rodoviário de cargas, o país inteiro seria paralisado, tornando-se um caos em todos os aspectos. As atividades da indústria, do comércio e da prestação de serviços para se concretizarem, dependem diretamente do transporte. Portanto um eventual colapso neste último setor, iria gerar por conseqüência, um colapso nos outros três setores.

A estrutura das rodovias oferecidas ao setor do transporte, a nação inteira, ainda é muito precária. Duplicam-se algumas vias aqui e acolá, privatizam-se outras, mas só quem está na estrada de fato, conhece as deficiências.

Só pode falar com conhecimento de causa, quem realmente conhece a realidade na prática. Imagino se um assessor direto da presidência, fosse realizar uma viagem, pelo principal caminho de entrada e saída do Mercosul, o trecho Uruguaiana-RS a São Paulo-SP. Iria se deparar com a realidade, trechos sem sinalização, sem demarcação na pista, chuva, nebulosidade, buracos, meias-pistas em curvas com precipício, um verdadeiro caos, sem exageros, basta conferir.

E os impostos, para onde vão?

Na compra do combustível para os caminhões, o óleo diesel, está embutido um ICMS de 12%. O que equivale a dizerque para cada 100 litros consumidos o governo fica com o valor equivalente a 12 litros a título de imposto. Na compra de um caminhão a alíquota de ICMS também é 12%, ou seja, se a transportadora tem 10 caminhões, o equivalente a 1,2 caminhão ela pagou de ICMS

Se os recursos em impostos que a atividade de transporte por si só, já gera fossem aplicados na estrutura do transporte não teríamos o que nos queixar.

A duplicação de parte da 386, já não era sem tempo. Também estão ampliando os principais aeroportos do país, além da tão necessária duplicação do trecho Sul da BR – 101.

Mas e o trecho rodoviário compreendido entre Uruguaiana-RS a São Paulo-SP, o principal corredor do Mercosul, quando vai ter a devida atenção ?

Já as rodovias no estado de São Paulo, estão em perfeitas condições, trafegando-se por lá parece que estamos realmente em outro país, não há o que se queixar.

Capital dos Buracos

Estas andanças todas me fazem sentir o contraste sempre que retorno a Santa Rosa. Desconheço cidade com ruas tão feias no aspecto de conservação. Quando é que Santa Rosa vai ter ruas descentes? Começaram a recapear algumas rótulas, e pequenos trechos. Nos últimos 15 dias parece que parou tudo. Foi só fogo de palha? Quando teremos asfalto descente, ruas a altura de uma cidade rica e produtiva como a nossa? Quando é que nós contribuintes vamos nos manifestar e exigir nossos direitos? O que é mais importante, prolongamento da Avenida América ou recapear as avenidas Tuparendi, Inhacorá, Santa Rosa e Borges de Medeiros?

Gostaria que alguém me indicasse no Rio Grande do Sul, uma cidade que tenha as estradas tão esburacadas e em condições tão precárias quanto a nossa. Estive em Passo Fundo recentemente, e os vereadores tinham razão, Passo Fundo que nos desculpe, quando comparado a Santa Rosa, eles não merecem o título de Capital dos Buracos.

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Um Comentário »

  • geni o dos santos disse:

    escutando radio vi q o secretário ficou furioso com esse site.deixo claro ñ tenho partido politico.mas estou revoltada com as ruas de nossa cidade!comprei um carro zero e com um ano de uso ,bate tudo ta uma lata velha.pago um horror de impostos!!! a tapação de buracos esta igual um calçamento!!!!tipo sinval saldanha!! os ovos ja quebraram e a omelete ja esta feita!!!!!!!!!

Comentários